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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

NASA já discute o que será necessário para um potencial pouso de missão robótica na lua Europa de Júpiter

Ilustração mostrando o gigante planeta gasoso Júpiter visto a partir da superfície gelada e irregular da sua lua Europa, em primeiro plano - Crédito: NASA / JPL-Caltech

A maior parte dos conhecimentos que os cientistas têm sobre a lua Europa, do gigantte Júpiter, resultou dos voos rasantes da sonda Voyager 2, da NASA, em 1979, e da sonda Galileu na segunda metade de 1990.
Os cientistas descobriram um planeta fracturado, coberto de gelo e com indícios de um oceano de água líquida debaixo da sua superfície, um ambiente que poderia ser favorável à vida microbiana.
Uma equipa de cientistas da NASA publicou um novo estudo na revista Astrobiology, onde se discute as questões mais importantes a resolver, no caso de uma missão pousar na superfície de Europa.
"Se um dia os humanos enviarem uma sonda robótica para a superfície de Europa, precisamos saber o que procurar e que ferramentas levar", disse Robert Pappalardo, principal autor do estudo, no Jet Propulsion Laboratory da NASA, Pasadena, Calif . "Ainda há muito que fazer antes de poder pousar na Europa, mas estudos como estes ajudam a concentrar-nos nas tecnologias adequadas para nos levarem até lá, e sobre as informações necessárias que ajudarão a escolher os possíveis locais de pouso. Europa é o lugar mais provável no nosso sistema solar, além da Terra, para ter vida actualmente, e uma missão no solo seria a melhor forma de procurar sinais de vida".
Fonte: NASA

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Energia química necessária à vida na lua Europa

Lua Europa, de Júpiter, numa composição colorida violeta, verde e imagens em infravermelho. À esquerda, uma visão da lua na cor natural e, à direita, em cor melhorada criada para realçar as diferenças subtis de cores na superfície. A parte branca e azulada clara da superfície de Europa é composta principalmente de gelo de água, com muito poucos materiais sem ser gelo. Em contraste, as regiões pintalgadas de castanho, no lado direito da imagem, podem estar cobertas por sais hidratados e um componente vermelho desconhecido. O terreno pintalgado de amarelo, no lado esquerdo da imagem, é causado por outro componente desconhecido. As linhas escuras e compridas são fracturas na crosta, algumas das quais com mais de 3.000 quilómetros de comprimento - Crédito:NASA/JPL/University of Arizona

Um novo estudo da NASA mostra que o peróxido de hidrogénio é abundante em grande parte da superfície da lua Europa, de Júpiter. De acordo com os autores, se o peróxido na superfície de Europa se mistura com o oceano debaixo da crosta, isso poderia constituir uma fonte de energia importante para formas de vida simples, se realmente existisse vida lá.
"A vida como a conhecemos necessita de água líquida, elementos como o carbono, azoto, fósforo e enxofre, e também de alguma forma de energia química ou luz para a formação da vida", disse Kevin Hand, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, Pasadena, Calif. e principal autor do estudo publicado recentemente em Astrophysical Journal Letters.
"Europa tem a água líquida e elementos, e achamos que compostos como o peróxido podem ser uma parte importante da energia que é precisa. A disponibilidade de oxidantes, como o peróxido, na Terra foi uma parte fundamental para o aparecimento da vida multicelular complexa", disse o cientista.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Europa, lua de Júpiter, pode esconder grandes lagos de água líquida sob o gelo

"Grande Lago" da lua Europa, por baixo de um 'terreno caótico'. Os cientistas especulam que existem muitos mais em todas as regiões rasas da capa de gelo da lua - Crédito: Britney Schmidt/Dead Pixel FX/Univ. of Texas at Austin

Cientistas da Universidade do Texas, em Austin, e outros descobriram o que parece ser um lago de água no estado líquido, com o volume dos Grandes Lagos da América do Norte, escondido na camada de gelo de Europa, a lua de Júpiter.
Tal como escreve Britney Schmidt, da Universidade do Instituto de Geofísica, na revista Nature, "a água pode representar um potencial habitat para a vida, e muitos mais lagos podem existir na capa de gelo de Europa".
Os dados sugerem que o recém-descoberto lago está por baixo de uma área de placas de gelo flutuante que parecem estar em colapso (conhecida por 'terreno caótico') fornecendo um mecanismo para a transferência de nutrientes e energia entre a superfície e um vasto oceano que já se inferiu existir abaixo da grossa capa de gelo que cobre Europa.
Esta informação poderia reforçar argumentos que os oceanos do subsolo de Europa representam um potencial habitat para a vida noutros lugares do nosso sistema solar.