Neste vídeo, Michael Fishbach, co-fundador da "The Great Whale Conservancy" (GWC), narra o seu encontro com uma jovem baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), presa numa rede de pesca, no Mar de Cortez, na Califórnia.
Agindo rapidamente, Fishbach e sua equipa conseguiram libertar a baleia que "agradeceu" o resgaste e a sua liberdade com uma magnífica exibição de saltos aéreos, durante mais de uma hora.
Embora o cosmonauta soviético Yuri Gagarin tenha sido o primeiro homem a viajar no espaço e a ver a Terra, estando fora dela, foi o seu compatriota e amigo cosmonauta Guerman Titov o primeiro a fotografar o nosso planeta a partir do espaço, há precisamente 50 anos.
Gagarine não levou câmara fotográfica no seu voo histórico. Os astronautas americanos Alan Shepard e Gus Grissom que o seguiram no espaço, também não. Apenas o quarto homem no espaço o fez, Gherman Titov, tornando-se o primeiro fotógrafo espacial. Ele usou uma câmera de filmar Konvas de 35 mm e uma câmara fotográfica Zritel, tendo recebido formação específica para isso.
Em 6 de Agosto de 1961, Gherman Titov partiu para o espaço, a bordo da nave Vostk-2, com as suas câmaras. As primeiras fotos coloridas da Terra foram extraídas da filmagem que ele realizou durante as 17 órbitas que realizou, em 25 horas. Foi o mais jovem astronauta no espaço, tinha 25 anos.
A data é comemorada com a exposição "50 anos de fotografia espacial", na galeria "FotoSoyuz", organizada pelo Instituto de História da Ciência e Tecnologia Vavilov da Academia Russa das Ciências. Aqui podem ver-se três fotografias históricas de Titov, o planeta azul coberto de nuvens brancas, um amanhecer e uma imagem da janela utilizada pelo cosmonauta nas filmagens.
Desde Titov, a fotografia faz parte de todas as missões espaciais e tornou-se um dos principais meios de conhecimento, não só do nosso planeta mas também do espaço extraterrestre.
Tal como se pode ler em "Air & Space/Smithsonian magazine", "Se estivesse vivo hoje (ele morreu em 2000 com a idade de 75 anos), Titov, sem dúvida, ficaria maravilhado com o vídeo HD transmitido rotineiramente pelos cosmonautas da Estação Espacial Internacional - uma estrutura com um tamanho que ele dificilmente poderia ter imaginado, meio século atrás, quando orbitava a Terra na sua pequena e solitária cápsula."
Fonte: The Daily Planet / FotoSoyuz
Vídeo sobre Titov (em russo) da Agência Espacial Russa RosKosmos.
A imagem mostra uma parte da região polar norte de Marte, no solstício de verão no hemisfério norte, com zonas brancas brilhantes de gelo de água. A foto foi obtida pela câmara estéreo da Mars Express, de alta resolução, em 17 de Maio de 2010 - Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)
Estudos científicos feitos pela Mars Express mostram que a calota polar norte está coberta por água congelada e gelo de dióxido de carbono no inverno e primavera, mas no verão marciano todo o gelo de dióxido de carbono aquece e evapora para a atmosfera do planeta. Permanece o gelo de água, que se observa na imagem como zonas brancas brilhantes. Ocasionalmente, verificam-se grandes libertações de vapor de água na atmosfera, a partir dessas camadas.
O gelo polar segue as estações. No inverno, parte da atmosfera volta a gelar como geada e neve na capa polar norte. Estes depósitos sazonais podem estender-se para o sul, até 45 ° N de latitude, e ter até um metro de espessura.
Ocorre outro fenómeno nas escarpas curvas da calota polar norte, tal como a encosta Rupes Tenuis (à esquerda da imagem). Durante a primavera, a camada de dióxido de carbono sazonal é coberta pela água em forma de geada. Em certos momentos, os ventos removem a fina camada superior de água congelada, revelando o gelo de dióxido de carbono por baixo.
Estes processos mostram um ciclo da água dinâmico em Marte e podem levar a um depósito variável de gelo de água sobre a calota polar.
Fonte: ESA
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) pediu hoje uma intervenção urgente para combater a fome no Corno de África.
A seca severa está a tornar a vida muito difícil no Corno de África (reprodução)
O sul da Somália e outras regiões meridionais vivem uma situação de emergência humanitária que já provocou a morte de milhares de pessoas.
A fome estendeu-se a três novas regiões do sul da Somália, como informou a ONU. Estas novas regiões incluem duas zonas para as quais fugiram milhares de somalis em busca desesperada de alimentos. Crianças e adultos subnutridos morrem enquanto caminham para campos de refugiados.
Segundo a FAO, 12,4 milhões de pessoas correm perigo na Somália, Djibuti, Etiópia e Quénia, necessitanto uma grande ajuda imediata.
A África sofre com uma das piores secas dos últimos 50 anos. A situação é particularmente crítica na Somália pela dificuldade de acesso às zonas controladas pelos rebeldes do grupo islâmico Al-Shabab, que desde 2009 proíbem o acesso das agências humanitárias da ONU e das ONGs internacionais ao seu território.
A comunidade internacional já prometeu cerca de 1 bilião de dólares mas, segundo a ONU, são necessários 1,4 biliões de dólares para conter a crise de fome na região e salvar vidas.
Mais informações em ÚltimoSegundo / AFP
A nave espacial Juno foi lançada esta tarde para a sua missão a Júpiter e de acordo com informções da NASA, está tudo a decorrer de acordo com o programado.
Lançamento da missão Juno da NASA num foguetão Atlas-551, a partir da base da Força Aérea do Cabo Canaveral, na Flótida - Crédito: NASA / JPL-Caltech
Depois de percorrer 2.800 milhões de quilómetros, em 5 anos, a sonda Juno irá orbitar os pólos do planeta 33 vezes e usar os seus oito instrumentos científicos para saber mais sobre o gigante gasoso, as suas origens, ambiente, estrutura e magnetosfera e, ainda, procurar descobrir se o seu núcleo é sólido ou gasoso. Júpiter é o planeta mais massivo do Sistema Solar, com uma composição que se assemelha à de uma estrela. Com as suas luas, assemelha-se a um sistema solar em miniatura. Se fosse ainda mais massivo (80 vezes) poderia ter formado uma estrela.
"Júpiter é a Pedra de Roseta do nosso sistema solar", disse Scott Bolton, principal pesquisador da missão Juno. "É, de longe, o planeta mais antigo, contém mais material do que todos os outros planetas, asteróides e cometas juntos, e carrega no seu interior não só a história do nosso sistema solar mas também a nossa própria história. Juno vai lá como nosso emissário - para interpretar o que Júpiter tem a dizer".
O nome de Juno vem da mitologia grega e romana. O deus Júpiter cobriu-se com um véu de nuvens para esconder o seu mal, mas a sua esposa, a deusa Juno, foi capaz de espreitar através das nuvens e revelar a verdadeira natureza de Júpiter.
Fonte: NASA
Mais informações sobre a missão Juno no seu site da Web
O vulcão Kilauea forma espectaculares rios de lava no parque nacional de vulcões do Havaí, nos Estados Unidos. Segundo as autoridades, algumas estradas foram fechadas, mas não há perigo para os moradores da região.
O Kilauea é um dos vulcões mais ativos do mundo e apresenta constantes erupções desde 1983.
Fonte: Estadão.br
O vídeo, em luz ultravioleta extrema, mostra uma erupção solar de classe M9.3, logo no início de 4 de Agosto de 2011, acompanhada de ejecção de massa coronal (CME), a partir da mancha solar activa 1261.
Esta erupção solar ligeiramente forte M9.3 foi antecedida por outra, um pouco mais fraca, de classe M6.0, também com ejecção de massa coronal (CME).
De acordo com SpaceWheather.com, as nuvens combinadas da radiação das duas CME dirigem-se à Terra e podem produzir tempestade geomagnética em 5 de Agosto, originando auroras nas altas latitudes.
Fonte: NASA
Cientistas descobriram como o rato-cristado-africano, um pequeno roedor felpudo das florestas do leste da África, tenta evitar ser atacado por predadores.
Ele masca as raizes de uma árvore altamente tóxica, Acokanthera schimperi, e espalha a mistura sobre o pêlo, que ele expõe quando algum predador se aproxima para comê-lo.
O método parece ser bem sucedido. Se o predador não morre envenenado, é pouco provável que queira morder o rato novamente.
Fonte: ÚltimoSegundo
A sonda Juno, fechada no cimo do seu veículo de lançamento, o foguetão Atlas V-551, aguarda a partida no Complexo de Lançamento 41 do Cabo Canaveral, na Flórida. Crédito: NASA / Kim Shiflett
A sonda Juno inicia hoje, 5 de Agosto de 2011, a sua viagem de 5 anos até Júpiter, se o tempo o permitir. Será lançada entre as 16h34 e as 17h43 (hora de Lisboa) no foguetão Atlas V -551, a partir do Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos.
Recebendo energia de três enormes painés solares e rodopiando como uma ventoinha, a nave deverá chegar a Júpiter em 2016, onde durante um ano vai estudar o gigante gasoso e tentar descobrir um pouco mais da história do Sistema Solar.
"O que há de especial sobre Juno é que estamos realmente olhando para uma das primeiras etapas, os primeiros tempos da história do nosso sistema solar", disse Scott Bolton, principal pesquisador da missão Juno. "Logo depois de se formar o Sol, o que aconteceu que permitiu que se formassem os planetas e por que têm os planetas uma composição ligeiramente diferente da do Sol?"
"Se pudéssemos começar a entender o papel que Júpiter desempenhou e como ele se formou e como influenciou, eventualmente, a formação dos outros planetas e a Terra e, talvez, até a própria vida", disse Bolton, "então saberíamos um pouco melhor como olhar para outros planetas semelhantes à Terra, talvez orbitando outras estrelas e como eles poderiam ser comuns e, ainda, os papéis que desempenham os planetas gigantes que vemos orbitando outras estrelas."
O vídeo mostra uma animação sobre a missão Juno, que inclui animações do lançamento e voo de 5 anos.
A NASA anunciou em conferência que observações feitas com a sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) revelaram possíveis fluxos (correntes) de água, durante os meses mais quentes em Marte.
Combinações de imagens orbitais em 3D feitas com o equipamento High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE), a bordo da sonda MRO, mostram fluxos escuros que aparecem e vão crescendo na primavera e no verão, numa ladeira dentro da cratera Newton de Marte, em 30 de Maio de 2011, estação de verão no local, 41.6 graus de latitude sul e 202.3 graus de longitude este - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona
Estruturas (veios) escuras, semelhantes a dedos, aparecem e vão crescendo nalgumas ravinas de Marte durante o final da Primavera e Verão, desaparecendo no Inverno. Foram feitas observações repetidas das mudanças sazonais destes veios em vários declives acentuados, em latitudes médias do hemisfério sul de Marte.
"A melhor explicação para estas observações até agora é que há um fluxo de água salgada", disse Alfred McEwen, da Universidade do Arizona, Tucson, que é o principal investigador de HiRISE e principal autor de um relatório sobre os fluxos recorrentes publicado na revista Science.
O lançamento da sonda Juno da NASA, para a sua viagem até Júpiter, está programado para amanhã, 5 de Agosto de 2011. Como homenagem pelo conhecimento que nos proporcionou sobre o planeta gigante gasoso, a bordo da nave espacial segue uma placa dedicada ao famoso astrónomo Galileo Galilei.
Uma placa dedicada ao famoso astrónomo Galileo Galilei segue na nave espacial Juno até à órbita de Júpiter - Crédito: NASA / JPL-Caltech / KSC
Utilizando a sua famosa luneta, Galileu descobriu, em 1610, os quatro principais satélites de Júpiter - Io, Europa, Ganimedes e Calisto - também conhecidos pelas 'luas de Galileu'. A placa, que veio da Agência Espacial Italiana, mostra o auto-retrato de Galileu e inclui, também, um trecho que ele próprio escreveu sobre as observações de Júpiter, em 1610, e que se encontram arquivadas na Biblioteca Nacional Central de Florença.
Na viagem até Júpiter, a nave Juno leva ainda três tripulantes em miniatura, três pequenas estatuetas simbólicas: Galileu Galilei, o deus romano Júpiter e sua esposa Juno. Fazem parte de um programa educacional desenvolvido, numa parceria entre a NASA e o Grupo LEGO, para inspirar as crianças a explorar a ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Três figuras LEGO representando o deus romano Júpiter, sua esposa Juno e Galileo Galilei seguem a bordo da sonda Juno - Crédito: NASA / JPL-Caltech / KSC
Na mitologia grega e romana, Júpiter atraiu um véu de nuvens em torno de si para esconder a sua maldade. Do Monte Olympus, Juno foi capaz de revelar, através das nuvens, a verdadeira natureza de Júpiter. Juno tem uma lupa para significar a busca da verdade, enquanto o marido tem um relâmpago. O terceiro membro da tripulação LEGO é Galileo Galilei, que fez várias descobertas importantes sobre Júpiter utilizando o seu telescópio, que também vai com ele na viagem.
Fonte: NASA / NASA
Existem menos de 300 linces-ibéricos, Lynx pardinus, na Terra (Península Ibérica) - Fonte: wikipédia
A União Europeia aprovou um novo projecto LIFE para conservar o lince-ibérico, no valor de 34 milhões de euros e para ser executado em cinco anos. É o terceiro projecto consecutivo para tentar evitar a extinção deste felino.
O novo projecto, denominado Iberlince, abrange também Portugal embora a sua gestão seja feita pela Junta da Andaluzia. Tem como objectivos principais aumentar e melhorar as actuais populações de lince-ibérico em Serra Morena e Doñana e reintroduzir este felino, considerado em maior perigo de extinção no mundo, nos quatro territórios históricos que ele ocupou até há décadas em Portugal, Andaluzia, Estremadura e Castela-Leão. Descobrir novos habitats e melhorar a diversidade genética dos linces-ibéricos são outros dos objectivos de Iberlince, assim como reduzir a sua mortalidade não natural, sobretudo os atropelamentos, que correspondem a 30% de mortes acidentais. A caça e a perseguição provocam mais 20% de mortes não naturais, ou as infecções, que matam outros 10%.
Com o novo projecto LIFE aprovado, pelo menos 70 milhões de euros serão investidos nos últimos dez anos para tentar salvar o lince-ibérico da extinção.
Fonte: El Mundo.es
Mais informações sobre o lince-ibérico na sua página Web em Portugal
A região montanhosa do lado oculto da Lua, uma região lunar de terras altas, pode resultar dos restos sólidos da colisão com uma lua companheira menor, segundo um novo estudo realizado por cientistas planetários da Universidade da Califórnia, Santa Cruz.
Lado oculto da Lua, visto pelo Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA. Mostra a topografia, com as maiores elevações (acima de 20.000 pés) em vermelho e as áreas mais baixas em azul. Crédito: NASA / Goddard.
Os cientistas sempre questionaram as diferenças entre o lado conhecido da Lua, voltado para nós, e o seu lado oposto, não visível da Terra. Enquanto o lado mais próximo é relativamente baixo e plano, o lado oculto é alto e montanhoso, com uma crosta muito mais espessa.