quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cientistas revelam espécies desconhecidas no fundo do mar junto da Antárctida

As imagens obtidas na expedição submarina mostram quantidades enormes de uma nova espécie de caranguejo yeti, em redor das fontes. Também se observou uma nova espécie predadora de estrela-do-mar com sete braços (E), anémonas (A) e percebes, para além de um polvo de cor pálida não identificado (F), a quase 2,4 mil metros de profundidade - Crédito: PLOS Biology

Cientistas britânicos encontraram comunidades de espécies desconhecidas no fundo do mar, junto da costa este da Antárctida, no ambiente escuro e quente de fontes hidrotermais. Foram observados novas espécies de caranguejos yeti, estrelas-do-mar, anémonas e polvos.
A descoberta foi feita por especialistas da Universidade de Oxford e outras Universidades do Reino Unido, além da investigadora portuguesa Ana Hilário, da Universidade de Aveiro, a única portuguesa a bordo do cruzeiro científico britânico que, em Janeiro de 2009, fez a descoberta dos campos hidrotermais localizados na região mais a sul do planeta.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CMEs e o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO)


Entre 22 e 28 de Novembro de 2011, o Sol produziu cerca de doze ejeções de massa coronal (CMEs), no período de oito dias. No vídeo, o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO C2) mostra as tempestades solares (grandes e pequenas) que explodem para o espaço em diferentes direcções. O próprio Sol, tomado pelo Observatório Solar Dinâmico, em luz UV (ultravioleta) extrema e escala adequada foi sobreposto na parte central para o mesmo período de tempo.
O vídeo comemore a 500ª edição do "Pick of the Week" ("a escolha da semana" em tradução livre) do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO).
Fonte: NASA

Actividade solar explosiva no final de 2011


Durante um período de 36 horas, em 29-30 de Dezembro de 2011, uma região activa do Sol originou várias explosões, tal como se pode ver em luz ultravioleta extrema no vídeo com imagens do Observatório Solar Dinâmico.
A maior tempestade solar aconteceu com uma erupção média de energia e ejecção de massa coronal (CME), que se observa em forma de flash branco brilhante um pouco maior (a meio do clip de vídeo), seguido imediatamente por um jacto massivo mais escuro de plasma solar lançado para o espaço. Toda a actividade foi envolvida por grandes forças magnéticas.
Este período explosivo da nossa estrela no final do ano não causa surpresa, atendendo a que o Sol foi bastante activo em 2011.
Espera-se que o Sol continue bem activo em 2012 e anos seguintes. Ele encontra-se no seu ciclo solar 24, que atingirá o máximo em 2013.

Fragmentos da sonda russa Phobos-Grunt vão cair na Terra em Janeiro

Modelo da sonda russa Phobos-Grunt que irá cair na Terra durante o mês de Janeiro - Fonte: wikipédia

A Agência Espacial Russa, Roscosmos, afirmou hoje (4 de Janeiro), que fragmentos da sonda Phobos-Grunt vão cair na Terra entre os dias 6 e 19 de Janeiro, não sendo possível determinar, ainda, o local exacto da queda. A região do globo afectada só poderá conhecer-se apenas poucos dias antes.
A sonda russa Phobos-Grunt foi lançada, em 8 de Novembro de 2011, com destino à lua marciana Phobos. Tinha como objectivo recolher amostras do solo que deveria entregar na Terra. No entanto, a missão falhou no lançamento, e a sonda ficou presa na órbita da Terra desde então, apesar das várias tentativas dos engenheiros russos e da Agência Espacial Europeia para tirá-la da órbita terrestre e mandá-la em direcção à lua marciana Phobos
Segundo as autoridades, entre 20 e 30 fragmentos da sonda, com um peso máximo de 200 Kg, não vão queimar-se durante a reentrada na atmosfera e devem atingir a superfície terrestre.
A maior parte do peso da sonda, com 13,2 toneladas, deve-se à sua carga de combustível muito tóxico. Receia-se que, no caso do combustível congelar, boa parte dele possa cair na Terra, representando um grande perigo se atingir áreas populosas. Mas, para a agência russa Roscosmos o combustível não é perigoso, pois, segundo afirma, irá queimar-se durante a reentrada.
A sonda transporta, também, 10 quilos de Cobalto-57, material radioativo contido num dos seus equipamentos. Do mesmo modo, a Roscosmos considera que não constituem qualquer ameaça de contaminação.
Fonte: ÚltimoSegundo

O núcleo rosa e brumoso da Nebulosa Ómega

Núcleo rosa e brumoso da Nebulosa Ómega, observado a partir do solo - Crédito: ESO

Nova imagem da Nebulosa Ómega, uma das mais nítidas obtidas a partir do solo, com o Very Large Telescope do ESO (VLT). Nela podemos observar as regiões centrais  cor de rosa e brumosas  de uma das mais jovens e mais activas maternidades estelares na Via Láctea, onde nascem estrelas de grande massa, mostrando detalhadamente as nuvens de gás, poeira e estrelas recém-nascidas.
O gás colorido e a poeira escura da Nebulosa Ómega constituem a matéria prima na criação da próxima geração de estrelas. Aqui, as estrelas mais jovens - brilhando em tons branco-azulados - iluminam todo o conjunto. As zonas de poeira da nebulosa, semelhantes a brumas, contrastam visivelmente com o gás brilhante. As cores vermelhas dominantes têm origem no hidrogénio, que brilha sob a influência da intensa radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes jovens.
A Nebulosa Ómega situa-se a cerca de 6500 anos-luz de distância, na direcção da constelação de Sagitário. É conhecida por muitos outros nomes, dependendo de quem a observou, quando e do que julgou ter visto. Entre esses nomes inclui-se: Nebulosa Cisne, Nebulosa Cabeça de Cavalo e ainda Nebulosa Lagosta. Também foi catalogada como Messier 17 (M17) e NGC 6618.
Fonte: ESO

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Descobertos os primeiros tubarões híbridos em águas australianas

Tubarão-de-ponta-negra comum (Carcharhinus limbatus) - fonte: wikipédia

Cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, encontraram os primeiros tubarões híbridos do planeta em águas australianas. Os investigadores acreditam que os tubarões resultaram da reprodução cruzada do tubarão-de-ponta-negra australiano (Carcharhinus tilstoni) , que é encontrado no litoral desse país, com a do tubarão-de-ponta-negra de outros lugares do mundo (C. limbatus).
O tubarão-de-ponta-negra australiano é menor do que os mais comuns de outros lugares e só pode viver em águas tropicais. No entanto, os seus descendentes híbridos foram localizados a 2.000 km mais ao sul, em águas muito mais frias. Esta reprodução com a espécie comum permite ao tubarão australiano aumentar o seu habitat, já podendo viver em águas mais temperadas. Será feito um mapeamento detalhado do material genético destes tubarões para determinar se a criação dos híbridos é parte de um processo antigo entre tubarões ou um fenómeno novo.
Fonte: ÚltimoSegundo

Turismo versus preservação ambiental


Os moradores de Cabo Pulmo, no Estado de Baja California Sur, no México, estão preocupados com o que possa acontecer com a sua região, em consequência do aumento do número de turistas que a visita.
O local é considerado um "paraísos secreto", com os seus belos corais para mergulho no Oceano Pacífico. Além disso, há planos para instalação de um mega-complexo turístico capaz de receber mais de 20 mil pessoas. Receia-se que a paisagem possa ser completamente alterada, apesar dos responsáveis pelo projecto afirmarem que é possível construir preservando o ecossistema local.
Fonte: ÚltimoSegundo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ranking dos maiores animais vertebrados do mundo

Os maiores animais vertebrados do nosso planeta, no mar, em terra e no ar

A infografia, apontada no final do post, mostra de uma maneira simples os maiores animais vertebrados do nosso planeta, as suas dimensões, habitat e também o estado de conservação, entre outras informações. Clicando sobre cada animal surge uma ficha mais detalhada sobre cada um.
O tamanho recorde vai para a baleia-azul (Balaenoptera musculus) que vive no mar. Em terra o maior é o elefante-africano (Loxodanta africana) e no ar é o condor-dos-andes (Vultur aruphus) que habita os Andes, na América do Sul.
Encontra a informação sobre as maiores espécies vivas do mundo neste endereço.

Jardim zoológico de Trípoli não tem recursos para manter os seus animais


Os responsáveis do jardim zoológico de Trípoli, na Líbia, fazem apelo às doações para conseguirem garantir a sobrevivência de mais de 800 animais.
Durante a guerra civil que acabou com quatro décadas do regime de Muamar Khadafi, o zoológico ficou fechado. Os animais, embora não tenham sido atingidos directamente, ainda estão a recuperar-se do trauma provocado pelo barulho dos combates, pois o local fica próximo ao palco do conflito.
O zoo pretende reabrir ao público, no entanto não tem dinheiro e os administradores estão a pedir ajuda.
Fonte: ÚltimoSegundo

Cores verdadeiras e tamanhos que enganam



A maior lua de Saturno, Titã, parece mais pequena junto a Dione, a terceira maior lua de Saturno, nesta imagem da sonda Cassini. Titã (5150 km de diâmetro) está muito mais longe da nave espacial do que Dione (1123 km de diâmetro).
A imagem foi obtida a uma distância de aproximadamente 1,1 milhões de quilómetros da Titã, mas apenas a cerca de 136,000 km de Dione, em 6 de Novembro de 20011. Titã aparece em cor verdadeira (amarela), mas foi iluminado por um factor de cerca de 1,6 em relação a Dione. O Norte é para cima nas luas.
Fonte: NASA

As sondas gémeas Grail da NASA já estão em órbita lunar

A sonda Grail-B entrou em órbita da Lua no primeiro dia de 2012, depois da sonda Grail-A (reprodução artística) - Crédito: NASA/JPL-Caltech

As sondas da NASA "Gravity Recovery And Interior Laboratory", GRAIL-A e GRAIL-B, entraram em órbita lunar neste fim-de-semana, durante a passagem para o novo ano de 2012. Em conjunto, as sondas vão produzir um mapa de alta resolução do campo gravitacional da Lua. Estes dados vão permitir aos cientistas compreender o que se passa abaixo da superfície lunar. Esta informação irá aumentar o conhecimento de como a Terra e os planetas rochosos do Sistema Solar interior evoluiram para os diferentes mundos que conhecemos hoje.

Ciência em Portugal no ano de 2011

A tecnologia portuguesa estará presente na próxima missão a Marte da Agência Espacial Europeia - Crédito: ESA - AOES Medialab

O Público online publica um artigo onde, através de 10 exemplos, mostra a qualidade da ciência que se faz em Portugal, desde a investigação sobre o Alzheimer, até à tecnologia que vai ajudar o próximo rover - que a Agência Espacial Europeia pensa enviar em 2016 - a sobreviver ao frio de Marte.
Publicação completa em Publico.pt

domingo, 1 de janeiro de 2012

Um novo ano na Terra

Fonte: wikipédia

Para todos, os meus votos de um bom ano de 2012 e uma das mais bonitas imagens do nosso planeta visto do espaço. A fotografia foi obtida pelo tripulante da Apollo 8, Bill Anders, em 24 de Dezembro de 1968, e mostra a Terra elevando-se acima da superfície lunar, quando a nave espacial se encontrava em órbita à volta da Lua.