segunda-feira, 16 de julho de 2012

Urso-de-óculos, característico da América do Sul, corre perigo

O urso-andino ou urso-de-óculos está classificado como espécie vulnerável pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) - Fonte: wikipédia

O urso-andino (Tremarctos ornatus) é o único urso característico da América do Sul e é considerado uma espécie vulnerável, a mais ameaçada da família dos ursídeos, exceptuando o seu parente próximo, o panda gigante da China, em pior situação.
Os ursos-andinos são pretos com manchas brancas. Os machos podem pesar até 200 kg e as fêmeas são menores. Também são conhecidos como ursos-de-óculos porque alguns possuem manchas brancas à volta dos olhos. Vivem nas florestas, nomeadamente florestas tropicais, mas adaptam-se bem a diferentes ecossistemas.
A expansão agrícola tem destruído o habitat deste urso, o que o aproximou mais dos humanos. Como consequência, ele é perseguido e caçado pelos camponeses para defender o gado que ele, por vezes, ataca por falta de outra fonte de alimento, sobretudo na Colômbia e no Equador.
Estima-se que possam existir entre 20 mil e 25 mil ursos-andinos na Cordilheira dos Andes, distribuídos pela Venezuela, Colômbia, Perú, Bolívia, Argentina e Equador.
Via ÚltimoSegundo

Tornado causa destruição na Polónia


Chuvas e tempestades, não comuns nesta época, estão a causar surpresa nos serviços meteorológicos da Polónia. Foi o que aconteceu com um violento tornado, com ventos de até 200 km/h, no noroeste do país, este fim-de-semana.
De acordo com as autoridades, a tempestade devastou florestas, destruiu mais de uma centena de casas e fez, pelo menos, uma vítima mortal. Estiveram implicadas cerca de 12500 pessoas nas operações de resgate.
Fonte: ÚltimoSegundo

Nasceram crias de leão albinas num zoológico da Ucrânia


Nasceu um casal de filhotes de leão albinos, num zoológico da Ucrânia, embora os pais não apresentem essa característica. As crias estão a ser alimentadas com mamadeira, porque a mãe não tem leite suficiente.
Fonte: ÚltimoSegundo

domingo, 15 de julho de 2012

Cometa 96P/Machholz 1 é observado aproximando-se do Sol


Cometa 96P/Machholz 1 é observado pelo instrumento LASCO C3 do observatório SOHO da NASA - Crédito: SOHO

O cometa 96P/Machholz 1 é captado pelo instrumento Lasco C3 do observatório SOHO, da NASA, tendo atingido o seu periélio (ponto mais próximo do Sol) em 14 de Julho de 2012. O cometa passa do canto inferior direito para o canto superior esquerdo das imagens SOHO.
96P/Machholz 1 foi descoberto em 1986 e apresenta um período orbital curto, completando uma órbita à volta do Sol a cada 5.24 anos. Como tem um período curto, esta já é a quarta vez que ele atravessa as imagens do observatório SOHO. Não é um cometa muito grande, mas os astrónomos consideram que tem uma bonita cauda de poeira.
Este cometa tem intrigado os cientistas, desde que descobriram que ele tem uma composição química diferente de outros cometas conhecidos. Em 2007, astrónomos do Observatório Lowell (Arizona) verificaram que ele contém quantidades significativamente menores de certos compostos (principalmente à base de carbono) do que quaisquer outros cometas que têm sido estudados de modo semelhante.

Nave russa descolou com três tripulantes da Expedição 32 da ISS

Nave Soyuz TMA-05M, com três tripulantes, parte para a ISS, em 15 de Julho de 2012 - Crédito: NASA/Carla Cioffi

A nave espacial russa Soyuz TMA-05M, levando a bordo três astronautas, descolou de manhã neste domingo a partir do cosmódromo de Baikonur, no Casaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS).
O lançamento decorreu como previsto e após nove minutos a nave e os seus tripulantes atingiram a órbita terrestre. A bordo viaja a astronauta americana Sunita Williams, o cosmonauta russo Iuri Malentchenko e o astronauta japonês Akihiko Hoshide.
A acoplagem com a ISS está prevista para terça-feira, 17 de Julho, onde os três viajantes se juntam à actual tripulação da Expedição 32 da estação orbital, os russos Guennadi Padalka e Serguei Revine e o astronauta da NASA, Joseph Acaba.
Durante a sua missão de quase seis meses, os astronautas irão realizar algumas experiências científicas, estando previstas algumas caminhadas no espaço e, ainda, a chegada de três cargueiros russos Progress e um japonês HTV.
Actualmente, o russo Padalka é o comandante do laboratório espacial, mas será substituído por Sunita Williams, em Setembro. É a segunda mulher a assumir o comando da ISS, depois da americana Peggy Whitson como comandante da Expedição 16, em 2007.

sábado, 14 de julho de 2012

Tempo espacial: tempestade geomagnética e auroras



O Observatório Solar Dinâmico da NASA registou, em vários comprimentos de onda, a explosão solar de classe X1.4, que emergiu a partir do centro do Sol da região activa 1520, em 12 de Julho de 2012.
O vídeo utiliza imagens AIA SDO em 131 (verde azulado), 171 (ouro) e comprimentos de onda 335 angstrom (azul). Cada comprimento de onda mostra uma diferente temperatura plasma na atmosfera do Sol. 171 mostra 600.000 Kelvin plasma, 335 mostra 2,5 milhões Kelvin plasma, e 131 mostra 10 milhões Kelvin plasma. A cena final é uma composição em 171 e 335 angstrom.
A erupção foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME) que atingiu a Terra este sábado, 14 de Julho, pelas 18:00 UT.
De acordo com Spaceweather, as condições parecem favoráveis ​​à formação de auroras nas mais altas latitudes, nalguns locais como o Canadá, Escandinávia, Antárctida e Sibéria.
Ainda não se sabe se a tempestade geomagnética vai tornar-se mais forte e provocar auroras em latitudes mais baixas.

A água da Terra resultou, provavelmente, de colisões com asteróides

Ilustração do impacto de um asteróide na Terra. Asteróides condritos devem ter originado a água do nosso planeta, segundo o novo estudo - Fonte: wikipédia

Um novo estudo sugere que os meteoritos e os asteróides que os originaram, são as fontes mais prováveis ​​de água da Terra.
A nova pesquisa orientada por Alexander Conel, do Instituto Carnegie de Washington,nos Estados Unidos, foi publicada online, em 12 de Julho, no jornal Science Express. Os resultados apresentados contradizem as teorias existentes. Estas consideram que a maior parte da água do nosso planeta tem origem no sistema solar exterior e que chegou à Terra através de colisões de cometas ou asteróides, que se formaram para além da órbita de Júpiter e migraram, depois, para o interior.
O estudo centrou-se na água gelada que foi distribuída pelo sistema solar e que deixa evidências preservadas nos cometas e nos condritos carbonáceos (meteoritos muito primitivos) que a transportaram.

Lançamento da nova tripulação da ISS, esta noite, comemora o 37º aniversário da colaboração espacial internacional

Astronautas Akihiko Hoshide (Japão), Yuri Malenchenko (Rússia) e Sunita Williams (Estados Unidos) vão partir, esta noite (15) para a ISS, a bordo do foguetão russo Soyuz TMA-05M ( reprodução NASA Tv)

A astronauta Sunita Williams dos Estados Unidos, o cosmonauta da Rússia Yuri Malenchenko e o astronauta do Japão Akihiko Hoshide vão descolar na nave russa Soyuz TMA-05M, esta noite pelas 10:40 EDT (02:40 GMT, 15 de Julho), a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Os três astronautas vão passar alguns meses no espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional.
O lançamento da nave Soyuz TMA-05M neste dia, tendo a bordo os novos tripulantes da ISS, marca o 37º aniversário da primeira missão espacial do mundo com tripulação internacional, a Apollo-Soyuz Test Project, em que aconteceu o primeiro encaixe de uma nave espacial americana com uma nave soviética.

Conjunção quádrupla de astros, vista directamente ou online neste domingo

Na madrugada de domingo, 15 de Julho, os planetas Vénus, Júpiter e a Lua formam uma conjunção quádrupla com a estrela Aldebaran, na constelação de Touro. O aglomerado de estrelas Pleíades situa-se um pouco acima.

Todos aqueles que gostam de astronomia não vão querer perder a oportunidade de observar, a olho nu, cinco planetas do nosso sistema solar, a brilhar no céu nocturno deste verão.
Durante Julho e Agosto, Vénus e Júpiter são os astros mais brilhantes a nordeste, no início de cada dia, mais ou menos duas horas antes do Sol nascer. Se for muito cedo para ver astros, Saturno e Marte estão a oeste, depois de anoitecer.
Mas hoje, 14 de Julho, a Lua junta-se a Júpiter e Vénus e, durante a madrugada desde domingo (15 de Julho), podemos apreciar uma espectacular conjunção quádrupla de astros, com os três planetas junto à estrela gigante vermelha Aldebaran, tendo um pouco mais acima o aglomerado de estrelas Pleíades.
No entanto, se o céu estiver nublado, é possível apreciar o espectáculo celestial via internet. Tal como tem acontecido com outros eventos cósmicos, a página web Slooh Space Camera vai transmitir imagens ao vivo da Lua, planetas Vénus e Júpiter e também do planeta Saturno - com início às 12:30 a.m. EDT (04:30 GMT) - utilizando telescópios colocados em dois locais diferentes.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tempo espacial: erupção solar de classe X e CME em direcção à Terra

Em 12 de Julho de 2012, o Sol produziu uma erupção de classe X1.4, a partir do seu centro e que foi registada pelo Observatório Solar Dinâmico, no comprimento de onda ultravioleta extremo 335, que mede a temperatura na faixa de 2.500.000 K - Crédito: NASA/SDO/AIA

A região activa 1520, uma gigantesca mancha solar localizada mesmo no centro do disco solar, produziu uma explosão de energia de classe X1.4, nesta quinta-feira (12 de Julho), pelas 16:53 UT.
Esta explosão foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME). As informações obtidas a partir do observatório STEREO-B mostram que a CME viaja em direcção à Terra, a mais de 850 quilómetros por segundo, devendo atingir o nosso planeta em 14 de Julho e provocar fortes tempestades geomagnéticas e bonitas auroras.
A explosão solar também produziu um flash de radiação ultravioleta extrema sobre a Terra, que ionizou parcialmente a alta atmosfera terrestre, perturbando a normal propagação dos sinais de rádio à volta do planeta. Simultaneamente, verifica-se uma tempestade de radiação, com protões solares acelerados pela explosão a envolver o nosso planeta.
As erupções de classe X são as tempestades mais fortes que ocorrem no Sol. Quando são dirigidas à Terra, as mais poderosas de classe X podem colocar em risco satélites e astronautas no espaço, interferir com a navegação e sinais de comunicação, para além de danificar as infraestruturas do sistema de energia no nosso planeta.
A explosão solar de hoje é a sexta deste tipo que acontece este ano e não é a mais forte. A maior aconteceu no passado mês de Março, com uma explosão intensa de classe X5.4.
O sol está a meio de uma fase activa do seu ciclo de 11 anos, designado po Ciclo Solar 24. Terá o seu máximo de actividade em 2013.
Mais informações em Spaceweather / NASA

Agências humanitárias pedem ajuda para o maior campo de refugiados do mundo, no Quénia

Jovem junto à sepulturas de 70 crianças, mortas por má nutrição no campo de refugiados de Dadaab, no Quénia (Julho de 2011) - Fonte: wikimedia commons

As agências humanitárias que trabalham no maior campo de refugiados do mundo, situado do Quénia, alertam para o risco de vida que correm dezenas de milhares de pessoas por não haver fundos para enfrentar os serviços essenciais.
Oito organizações, incluindo as britânicas Oxfam e a Save the Children, dizem que têm um défice de 25 milhões de dólares para enfrentar apenas o que é mais urgente, mas "a necessidade é maior que nunca".
Dadaab fica perto da fronteira com a Somália e, actualmente, é o lar de meio milhão de pessoas, a maioria da Somália. A sua população aumentou um terço em relação ao ano passado, devido ao afluxo de milhares de somalis que fugiram da seca e violência do seu país.
As agências de ajuda humanitária dizem que são necessários 30000 novos abrigos (só há dinheiro para 4000) e o abastecimentos de água e saneamento para mais de 50 mil refugiados, que correm elevado risco de contraírem cólera.

Nave Soyuz vai partir para a Estação Espacial Internacional

A nave espacial Soyuz TMA-05M é conduzida para a plataforma de lançamento no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
Na manhã de domingo, 15 de Julho de 2012, será lançada em direcção à Estação Espacial Internacional, levando a bordo os astronautas da Expedição 32, comandante da Soyuz Yuri Malenchenko, a engenheira de voo da NASA Sunita Williams e o engenheiro de voo da agência espacial japonesa JAXA, que vão juntar-se aos três tripulantes actuais da estação orbital.
Crédito de imagem: NASA / Carla Cioffi