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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tempo espacial: Ejecção de massa coronal dirigida à Terra

A sonda Observatório Solar Heliosférico (SOHO), da ESA/NASA, captou esta série de imagens de uma ejeção de massa coronal (CME), na manhã de 11 abril de 2013, entre as 7.48 UT e as 8:36 UT. Pode ver-se Marte no lado esquerdo - Crédito: ESA e NASA / SOHO / GSFC

A erupção solar M6.5, na quinta-feira (11 de Abril de 2013), foi associada a uma ejecção de massa coronal (CME) dirigida à Terra, que pode enviar biliões de partículas solares para o espaço e atingir o nosso planeta, em 1-3 dias depois.
As CMEs podem afectar os sistemas electrónicos nos satélites e, também, em terra. Modelos teóricos da NASA mostram que esta CME deixou o Sol a mais de 600 quilómetros por segundo.
As ejecções de massa coronal dirigidas à Terra podem provocar tempestades geomagnéticas, que ocorrem quando contactam com a parte exterior da magnetosfera que envolve o planeta, durante um período de tempo prolongado.
O clima (ou tempo) espacial actual também está a ser influenciado por um evento de partículas solares de fraca energia (SEP) perto da Terra. Estas situações acontecem quando protões muito rápidos e partículas carregadas do Sol viajam em direcção à Terra, por vezes na sequência de uma explosão solar. Estes acontecimentos são também referidos como tempestades de radiação solar.
Qualquer radiação nociva destas é bloqueada pela magnetosfera e atmosfera terrestres, e não pode alcançar os seres humanos na Terra. No entanto, as tempestades de radiação solar podem perturbar as regiões atravessadas pelas comunicações de alta frequência de rádio.
Fonte: NASA

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sol produziu duas ejecções de massa coronal (CME)


O vídeo mostra as duas ejecções de massa coronal (CMEs) produzidas pelo Sol ontem, 23 de Janeiro de 2013. As imagens foram captadas pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), missão conjunta da ESA e NASA.
A primeira CME não foi dirigida à Terra, mas a segunda é, embora não se espere que tenha um impacto forte. A primeira ejecção de massa coronal passou em frente ao planeta Mercúrio, como pode ver-se na parte final do vídeo (último terço).
A CME pode enviar partículas solares para espaço, e que chegam à Terra entre um e três dias. Quando as CMEs são dirigidas à Terra, podem provocar tempestades geomagnéticas ao atingirem a camada exterior do campo magnético terrestre, a magnetosfera, durante um período de tempo que pode ser prolongado.
As CMES agora produzidas pelo Sol foram ejectadas para o espaço a velocidades da ordem dos 375 quilómetros por segundo, o que é uma velocidade bastante típica para CMEs, e que não costumam causar grandes tempestades geomagnéticas. Às vezes, originam auroras perto dos pólos, mas é improvável que afectem os sistemas eléctricos na Terra ou interfiram com o GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações.
Mais informações em SpaceWeather.
Fonte: NASA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tempo espacial: ejecção de massa coronal (CME) e erupções solares

O tríptico mostra uma ejecção de massa coronal ou CME emitida pelo Sol, na manhã de 13 de Janeiro de 2013. As imagens foram captadas pelo observatório Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA (STEREO) - Crédito: NASA / STEREO 

Este domingo, 13 de Janeiro de 2013, o Sol produziu uma ejecção de massa coronal, ou CME, dirigida à Terra, enviando partículas solares carregadas que poderão atingir o nosso planeta em 2-3 dias.
De acordo com os especialistas da NASA, a CME desloca-se a uma velocidade de 275 milhas (442,5 Km) por segundo, típica para as CMEs, embora muito mais lenta do que as mais rápidas, que podem ser quase dez vezes maiores do que esta velocidade.
Tratando-se de uma CME dirigida à Terra, pode causar uma tempestade geomagnética durante algum tempo, quando encontrar a camada exterior do campo magnético terrestre, conhecida por magnetosfera. No entanto, CMEs com esta velocidade podem não provocar tempestade e, apenas, originar auroras perto dos pólos. Também não é provável, segundo a NASA, que possam afectar os sistemas eléctricos ou interferir com o GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicação.

sábado, 14 de julho de 2012

Tempo espacial: tempestade geomagnética e auroras



O Observatório Solar Dinâmico da NASA registou, em vários comprimentos de onda, a explosão solar de classe X1.4, que emergiu a partir do centro do Sol da região activa 1520, em 12 de Julho de 2012.
O vídeo utiliza imagens AIA SDO em 131 (verde azulado), 171 (ouro) e comprimentos de onda 335 angstrom (azul). Cada comprimento de onda mostra uma diferente temperatura plasma na atmosfera do Sol. 171 mostra 600.000 Kelvin plasma, 335 mostra 2,5 milhões Kelvin plasma, e 131 mostra 10 milhões Kelvin plasma. A cena final é uma composição em 171 e 335 angstrom.
A erupção foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME) que atingiu a Terra este sábado, 14 de Julho, pelas 18:00 UT.
De acordo com Spaceweather, as condições parecem favoráveis ​​à formação de auroras nas mais altas latitudes, nalguns locais como o Canadá, Escandinávia, Antárctida e Sibéria.
Ainda não se sabe se a tempestade geomagnética vai tornar-se mais forte e provocar auroras em latitudes mais baixas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tempo espacial: erupção solar de classe X e CME em direcção à Terra

Em 12 de Julho de 2012, o Sol produziu uma erupção de classe X1.4, a partir do seu centro e que foi registada pelo Observatório Solar Dinâmico, no comprimento de onda ultravioleta extremo 335, que mede a temperatura na faixa de 2.500.000 K - Crédito: NASA/SDO/AIA

A região activa 1520, uma gigantesca mancha solar localizada mesmo no centro do disco solar, produziu uma explosão de energia de classe X1.4, nesta quinta-feira (12 de Julho), pelas 16:53 UT.
Esta explosão foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME). As informações obtidas a partir do observatório STEREO-B mostram que a CME viaja em direcção à Terra, a mais de 850 quilómetros por segundo, devendo atingir o nosso planeta em 14 de Julho e provocar fortes tempestades geomagnéticas e bonitas auroras.
A explosão solar também produziu um flash de radiação ultravioleta extrema sobre a Terra, que ionizou parcialmente a alta atmosfera terrestre, perturbando a normal propagação dos sinais de rádio à volta do planeta. Simultaneamente, verifica-se uma tempestade de radiação, com protões solares acelerados pela explosão a envolver o nosso planeta.
As erupções de classe X são as tempestades mais fortes que ocorrem no Sol. Quando são dirigidas à Terra, as mais poderosas de classe X podem colocar em risco satélites e astronautas no espaço, interferir com a navegação e sinais de comunicação, para além de danificar as infraestruturas do sistema de energia no nosso planeta.
A explosão solar de hoje é a sexta deste tipo que acontece este ano e não é a mais forte. A maior aconteceu no passado mês de Março, com uma explosão intensa de classe X5.4.
O sol está a meio de uma fase activa do seu ciclo de 11 anos, designado po Ciclo Solar 24. Terá o seu máximo de actividade em 2013.
Mais informações em Spaceweather / NASA

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tempo espacial: a Terra foi atingida por duas ejecções de massa coronal

Aurora boreal observada em Badlands, South Dakota - Crédito: NASA/Marko Korosec

Em 16 de Junho de 2012, a magnetosfera Terra foi atingida por duas ejecções de massa coronal da região activa AR 1504, cujos efeitos combinados comprimiram fortemente a magnetopausa - região limite da magnetosfera -  para um mínimo aproximadamente de 24.000 milhas da superfície terrestre. Isto significou uma altitude cerca de 2.000 milhas inferior à orbita geoestacionária da nave espacial Advanced Composition Explorer (ACE), da NASA, que se encontra a cerca de 900.000 Km da Terra e que pode detectar estas nuvens de partículas 30-45 minutos antes de baterem na magnetosfera protectora do nosso planeta.
A mudança de forma da magnetopausa da Terra influenciou a formação de auroras boreais, originando brilhantes e coloridas auroras observadas em latitudes mais baixas do que o normal.
Fonte: NASA

sábado, 10 de março de 2012

O que é uma tempestade geomagnética?

Ilustração do campo magnético da Terra protegendo o nosso planeta das partículas solares - Crédito: NASA/GSFC/SVS

Uma das formas mais comuns do tempo espacial é a tempestade geomagnética, que acontece cada vez que o ambiente magnético da Terra, a magnetosfera, sofre uma mudança súbita e repetida. A magnetosfera da Terra é criada pelo nosso campo magnético e protege-nos da maioria das partículas que o Sol emite. Durante uma tempestade geomagnética, os campos magnéticos estão continuamente a realinhar e a energia salta rapidamente de uma área para outra.
A expressão "clima espacial" ou (tempo espacial) refere-se às condições no espaço exterior ao ambiente da Terra, da mesma forma que "tempo" e "clima" dizem respeito às condições da baixa atmosfera da Terra.
O Sol atinge regularmente a Terra e o resto do nosso sistema solar com energia na forma de partículas de luz e eletricamente carregadas e campos magnéticos. Os impactos resultantes constituem o clima espacial, o que inclui tudo o que pode afectar os sistemas tecnológicos no espaço e na superfície terrestre e, através deles, a vida humana na sociedade tecnológica actual.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Meteorologia espacial: o Sol ainda não acalmou, mais uma tempestade geomagnética a caminho

As três imagens mostram a evolução da ejeção de massa coronal (CME) de hoje, 9 de Março, tal como foram capatadas pelo Observatório Solar Heliosférico (SOHO). O Sol está obscurecido nesta imagem, chamada de coronograph, de modo a observar melhor a atmosfera obscura - ou corona - em torno do Sol. As manchas brancas na imagem são "ruído" de partículas solares que atingem o instrumento de imagem da nave espacial SOHO - Crédito: SOHO / ESA e NASA

O Sol continua agitado, nesta sua fase do ciclo solar 24, a caminho do seu máximo, previsto para 2013. A mancha solar 1429 é bastante activa e produziu mais uma explosão moderada de classe M6.3 hoje, 9 de Março. Cerca de uma hora depois, houve uma ejeção de massa coronal (CME). Esta nuvem de material solar viaja a cerca de 700 Km por segundo, devendo atingir a magnetosfera - a camada exterior protectora dos campos magnéticos em volta do nosso planeta - no início da manhã de 11 de Março.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Meteorologia espacial: Sol tem a segunda grande erupção do ciclo solar

Grande erupção solar X5.4, produzida pela mancha activa AR1429, em 7 de Março de 2012 - Crédito: NASA/SDO/AIA

A grande mancha solar AR1429 libertou uma das maiores explosões solares no início do dia de hoje, 7 de Março. A erupção foi classificada de classe X5.4, a segunda mais potente depois de uma explosão X6.9, em 9 de Agosto de 2011.
O aumento do número de erupções de classe X (as mais fortes) faz parte do ciclo solar normal de onze anos, durantte o qual a sua actividade aumenta até ao máximo solar, e cujo pico se espera no final de 2013. Cerca de uma hora depois, a mesma região produziu outra erupção de classe x1.3 (cerca de 5 vezes menor que a primeira).