terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Orcas do SeaWorld processam o parque por escravidão

Orca Tilikum em espectáculo no SeaWorl (wikipédia)

A organização de defesa dos direitos dos animais Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), três especialistas em mamíferos marinhos e dois ex-treinadores apresentaram uma queixa na justiça americana contra os parques aquáticos SeaWorld, na Califórnia e Florida, em nome de cinco orcas que diariamente aí trabalham.
O processo judicial baseia-se na 13ª emenda à Constituição americana, que aboliu a escravidão e a servidão involuntária no país e defende que as orcas têm os mesmos direitos de proteção contra a escravidão que os humanos.
Segundo os activistas, as orcas Tilikum, Katina (no SeaWorld de Orlando), Kasatka, Ulises e Corky (no SeaWorld de San Diego) são tratadas como escravas, porque vivem em tanques e são forçadas a fazer apresentações diárias nos parques SeaWorld na Califórnia e na Flórida.
Embora tenham surgido dúvidas sobre o facto dos animais constarem como autores do processo e se considere ser pouco provável que as orcas sejam libertadas, os activistas acreditam que já é um êxito o caso ter chegado ao tribunal,  é mais um passo na defesa dos direitos dos animais.
"Pela primeira vez na história de nossa nação, um tribunal federal ouviu os argumentos sobre se seres vivos, que respiram e sentem, têm direitos ou podem ser escravizados simplesmente porque não nasceram humanos", disse Jeffrey Kerr, advogado que representa as cinco orcas.
«Escravidão não depende da espécie do escravo, assim como não depende de raça, género ou etnia. A coerção, degradação e submissão são características da escravidão e, essas orcas, enfrentaram todas as três", acrescentou o advogado.
Mais informações em ÚltimoSegundo e Peta Files

Grande erupção solar vista pelo telescópio Hinode

O Sol visto pelo telescópio de raios X Hinode, em 27 de Janeiro de 2012 - Crédito: JAXA/Hinode

O telescópio de raios X na sonda espacial Hinode, captou a imagem da grande erupção solar classe X, em 27 de Janeiro de 2012, a partir de  uma região activa perto do extremo oeste do Sol. A imagem mostra a emissão de plasma aquecido a mais de oito milhões de graus, durante o processo a libertação de energia da erupção.
Fonte: NASA

Bicentenário do nascimento de Charles Dickens

Comemora-se hoje o bicentenário do nascimento do escritor britânico Charles Dickens (1812-1870). Foi considerado o romancista mais popular da era vitoriana, conquistando fama mundial com os romances e contos que escreveu. Entre as suas maiores obras clássicas estão "Oliver Twist" , "David Copperfield" ou "Great Expectations", tendo contribuído para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A data é comemorada em muitos países durante todo o ano, incluindo Portugal. A programação pode ser consultada em www.dickens2012.org.
Mais informações das celebrações em Portugal em Publico.pt

Música nas noites do Jurássico


Assim cantavam os grilos da época dos dinossáurios, há 165 milhões de anos, produzindo os sons roçando uma asa contra a outra, tal como fazem os grilos modernos, e que se conhece por 'estridular'.
Um grupo de paleontólogos conseguiu reconstruir o som que emitia uma espécie de grilo do Jurássico médio, a partir de um fóssil da espécie com as asas muito bem conservadas e contendo as partes que emitem os sons. O exemplar foi identificado como uma nova espécie com o nome científico de 'Archaboilus musicus'.
Os cientistas compararam o aparelho de canto do fóssil com o de 59 espécies actuais e concluiram que o grilo primitivo teve que produzir sons musicais em frequências simples de cerca de 6.400 ciclos por segundo, que é cerca de metade da frequência dos grilos actuais, de acordo com o estudo publicado hoje na revista online Proceedings of the National Academy of Sciences.
Estes sons teriam ajudado os grilos a distinguir os da sua espécie entre todos os sons da floresta. Actualmente, os grilos com o mesmo tipo de sons simples e curtos são activos de noite, por isso os investigadores sugerem que este grilo jurássico também teria vida nocturna para evitar atrair predadores com o seu canto, como os pequenos dinossáurios que se alimentavam durante o dia.
Fonte: El Mundo   /   Grilo jurássico "Archaboilus musicus"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Fósseis dos primeiros animais da Terra, com 760 milhões de anos


Exemplar de Otavia antiqua gen. et sp. nov., uma das minúsculas esponjas encontradas na Namíbia, com dimensões entre 0,3 mm e 5 mm, forma alongada ovóide a globular, cheia de buracos que permitem a passagem da água. É um dos mais antigos representantes de vida animal, com cerca de 760 milhões de anos (barra da escala 100 µm)  - Crédito: The first animals/South African Journal of Science

Uma equipa de pesquisadores descobriu fósseis de antigas esponjas em rochas da Namíbia, com idades compreendidas entre 760 e 550 milhões de anos, o que torna este organismo o mais antigo registo de vida animal na Terra (metazoários). Esta descoberta coloca a origem dos animais 100 a 150 milhões de anos mais cedo do que se pensava. Até agora, a comunidade científica considerava que a vida animal apareceu na Terra entre 600 e 650 milhões de anos.
Os fósseis, de nome científico Otavia antiqua gen. et sp. nov., foram encontrados no Parque Nacional de Etosha (norte), e também noutros pontos do país. Segundo o estudo publicado no South African Journal of Science, estas minúsculas esponjas são os nossos antepassados mais afastados.
Fonte: The first animals    via  ÚltimoSegundo

Sonda Mars Express, da ESA, detecta forte evidência de antigo oceano de Marte

A sonda Mars Express da ESA detectou fortes evidências de um oceano antigo de Marte. O oceano teria coberto as planícies do norte, há biliões de anos atrás - Crédito: ESA, C. Carreau

A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA) encontrou evidências de um oceano que terá existido em Marte. O radar MARSIS, a bordo da nave, detectou sedimentos remanescentes de um fundo de oceano, nas planícies do norte do planeta vermelho, dentro dos limites previamente identificados de antigas linhas de costa em Marte.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Halo lunar em Bragança


O halo, uma espécie de anel colorido, forma-se devido à refracção da luz nos milhões de cristais de gelo em nuvens altas.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Lua hoje

A Lua em Bragança

Gatos espaciais


Haverá alguma relação entre a astronomia e os gatos? É sempre possível criar alguma, como nos mostra este vídeo de astronomia sobre gatos.


Brant Widgeon é Engenheiro Enhancement Astronomical Image. A partir de imagens de objectos celestes que ele trabalha, consegue criar bonitos papéis de parede e protectores de écran. No entanto, o seu grande desafio técnico é lidar com os gatos no espaço.
Via Guardian

Vulcão Puyehue Cordón Caulle, no Chile, continua activo

Imagem, em cor natural, do Complexo Vulcânico Puyehue Cordón Caulle, no Chile, captada em 26 de Janeiro de 2012, pelo Advanced Land Imager (ALI), a bordo do satélite Earth Observing-1 (EO-1) da NASA - Crédito: NASA Earth Observatory/Jesse Allen and Robert Simmon

Durante oito meses de actividade contínua, o Complexo Vulcânico Puyehue Cordón Caulle, no Chile, cobriu de cinza toda a paisagem em seu redor. A cinza de cor clara, aparece mais claramente sobre as encostas rochosas que envolvem a chaminé vulcânica activa e a caldeira Puyehue, a 2.236 metros de altura. Dentro da caldeira, o cinza aparece um pouco mais escura, possivelmente porque está misturada com a neve que está a derreter no verão sul-americano.
De acordo com o Serviço Nacional de Geologia y Minería do Chile (Sernageomin), na semana passada as nuvens de cinzas atingiram dois a quatro quilómetros de altitude, deslocando-se na direcção dos ventos prodominantes. Continua a causar interrupções das viagens aéreas na região e para a Patagonia.
A queda de cinzas quase contínua danificou florestas perenes no lado leste do vulcão, que se nota na imagem em tons castanhos. A oeste, as florestas parecem mais saudáveis, pois não receberam tanta cinza.
O governo do Chile decretou emergência agropecuária para a região de Los Rios, devido à destruição causada pela queda das cinzas. O governo argentino fez o mesmo para as fazendas e áreas de resorts em Chubut, Neuquén e Rio Negro.
Fonte: NASA Earth Observatory

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Satélite da NASA analisa a Terra para monitorar as alteraçãoes climáticas

Na imagem, a energia térmica irradiada da Terra (em watts por metro quadrado) é mostrada em tons de amarelo, vermelho, azul e branco. As áreas amarelo brilhante são as mais quentes e estão a emitir mais energia para o espaço, enquanto as áreas azul escuro e as nuvens em branco brilhante são muito mais frio, emitindo menos energia. O aumento da temperatura, a diminuição do vapor de água e a diminuição das nuvens tendem todos a aumentar a capacidade da Terra para dissipar calor para o espaço - Crédito: NASA/NOAA/CERES Team

A NASA divulgou as primeiras imagens captadas pelo instrumento Clouds and the Earth's Radiant Energy System (CERES), a bordo do satélite Suomi NPP, para melhorar as previsões meteorológicas a curto prazo e aumentar o entendimento sobre alterações climáticas.
CERES começou a analisar a Terra, pela primeira vez, ajudando a garantir a disponibilidade contínua das medições da energia que sai do sistema Terra-atmosfera .
Segundo a NASA, os resultados CERES irão ajudar os cientistas a determinar o equilíbrio energético da Terra, fornecendo um registo a longo prazo deste parâmetro ambiental crucial, que servirá para consolidar os dados dos seus antecessores.

A Terra vista da Estação Espacial Internacional

Crédito: NASA/ISS

Panorama de grande parte da costa leste da América do Norte, fotografado, em 29 de Janeiro de 2012, por um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional.
Uma ilusão de óptica na foto faz com que a atmosfera e as luzes da Aurora Boreal apareçam "entrelaçados".
Fonte: NASA

Science divulgou as melhores fotos científicas de 2011


A revista Science divulgou os vencedores do Concurso International Science and Engineering Visualization Challenge, que elegeu as melhores imagens produzidas pela Ciência em 2011. 2011 Challenge recebeu mais de 200 apresentações em cinco categorias, que foram avaliadas com base no impacto visual, a comunicação eficaz de uma idéia científica e originalidade. A competição é da responsabilidade da revista Science e da National Science Foundation (NSF), e tem como objectivo incentivar a comunicação visual da ciência.
Veja as imagens em   http://www.sciencemag.org/site/special/vis2011/