O Observatório Fermi descobriu uma grande explosão de raios gama na Nebulosa do Caranguejo em 12 de Abril de 2011. Estas imagens mostram o número de raios gama com energias superiores a 100 milhões de electrões-volt, de uma região do céu centrada na Nebulosa do Caranguejo. À esquerda, a região 20 dias antes da explosão, à direita, a 14 de Abril. Nas duas imagens, a fonte luminosa a seguir é o pulsar Geminga. - Crédito: NASA / DOE / Fermi LAT / R. Buehler
A grande erupção foi detectada, pela primeira vez, em 12 de Abril, pelo Telescópio Espacial Fermi e, mais tarde, pelo Satélite AGILE, da Agência Espacial Italiana, e durou seis dias. Desde 2009 estes dois telescópios detectaram várias erupções curtas de raios gama, com energias superiores a 100 milhões de electrões volt (eV). (vídeo no final em inglês)
Imagem, em luz visível, da Nebulosa do Caranguejo, obtida pelo Hubble, sobreposta num mapa do céu em raios gama, mostrando a sua localização, indicada pela cruz - Crédito: NASA
A nebulosa é constituída pelos restos de uma estrela que explodiu e que foi observada na Terra em 1054. Está localizada a 6.500 anos-luz, na constelação de Touro. O que resta do núcleo da estrela original constitui uma estrela de neutrões superdensa, situada numa nuvem de gás em expansão. Esta estrela de neutrões, também conhecida por pulsar, gira 30 vezes por segundo. A cada rotação, a estrela emite feixes de radiação intensa em direcção à Terra, criando a característica emissão pulsante das estrelas de neutrões girando.

