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quinta-feira, 29 de março de 2012

Via Láctea tem milhares de milhões de planetas rochosos orbitando nas zonas habitáveis de estrelas anãs vermelhas

Ilustração do pôr-do-sol na super-Terra Gliese 667 cC. A estrela mais brilhante do céu é a anã vermelha Gliese 667 C, que faz parte dum sistema estelar triplo. As outras duas estrelas mais distantes, Gliese 667 A e B aparecem no céu à direita. Os astrónomos estimam que, só na Via Láctea, devem existir dezenas de milhares de milhões destes mundos rochosos em órbita de estrelas anãs vermelhas de fraca luminosidade - Crédito: ESO/L. Calçada

Uma equipa internacional de astrónomos estimou que possam existir dezenas de milhares de milhões de planetas rochosos não muito maiores que a Terra girando em torno de anãs vermelhas na nossa galáxia Via Láctea e provavelmente cerca de uma centena na vizinhança imediata do Sol.
Esta é a primeira medição directa da frequência de super-Terras em torno de anãs vermelhas, que constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
A equipa utilizou observações obtidas com o espectrógrafo HARPS ( o "caçador de planetas" do ESO) instalado no telescópio de 3.6 metros que se encontra no Observatório de La Silla, do Observatório Espacial do Sul (ESO). Os astrónomos procuram exoplanetas que orbitam as anãs vermelhas, as mais comuns da Via Láctea. Estas estrelas apresentam fraca luminosidade e são pequenas quando comparadas com o Sol, no entanto são muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo por isso a 80% de todas as estrelas da Via Láctea.