Mapas das concentrações de ozono sobre o Árctico, obtidos pelo satélite Aura, da NASA. A imagem da esquerda mostra uma concentração relativamente alta, em 19 Março de 2010, e à direita um nível baixo, na mesma data em 2011 - Crédito: NASA / Goddard
Frio extremo, produtos químicos fabricados pelo homem, e uma atmosfera estagnada, são consideradas as principais causas do aumento do que foi chamado buraco do ozono do Árctico, segundo um novo estudo da NASA.
O estudo publicado no Journal of Geophysical Research-Atmospheres mostra que, embora o cloro seja o maior responsável pela grave perda de ozono no inverno de 2011, as temperaturas excepcionalmente baixas e persistentes também ajudaram a destruição do ozono. Além disso, condições atmosféricas pouco comuns bloquearam o transporte pelo vento do ozono dos trópicos, impedindo o reabastecimento do ozono sazonal até Abril.
Segundo o comunicado da NASA, grande parte de ozono encontrado no Árctico é produzido nos trópicos e transportado para o Árctico. Aqui, a maioria do ozono é destruído dentro do chamado vórtice polar, uma região de ventos circulares fortes que intensificam no final de outono e isolam a massa de ar no interior do vórtice, mantendo-a muito fria.
Na maioria dos anos, o vórtice do Árctico é levado para latitudes mais baixas mais no final do inverno, onde quebra. Em 2011, isso não aconteceu. Uma atmosfera invulgarmente calma fez que o vórtice do Árctico permanecesse forte durante quatro meses, mantendo as temperaturas baixas mesmo depois de reaparecer o Sol em Março, o que levou à destruição de mais ozono.
As concentrações de ozono subiram rapidamente e atingiram níveis normais em Abril de 2011, quando o vórtice desapareceu e o transporte de ozono tropical foi retomado.


