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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hubble capta a visão mais profunda de sempre do Universo


O Telescópio Espacial Hubble captou a visão mais profunda de sempre do universo.
Designada por eXtreme Deep Field, ou XDF, a imagem revela milhares de galáxias a biliões de anos-luz de diatância, quase no tempo em que começaram a brilhar as primeiras estrelas.
XDF combina 10 anos de observações pelo telescópio Hubble de um pedaço de céu, no centro do campo original Hubble Ultra Deep Field.
Hubble Ultra Deep Field (HUDF) é uma imagem de uma pequena área do espaço, na constelação de Fornax, criada usando dados do Hubble de 2003 e 2004. Recolhendo luz fraca durante várias sessões de observação, ele conseguiu revelar milhares de galáxias, umas próximas e outras muito distantes, tornando-a a imagem mais profunda do universo nesse momento.
A nova imagem XDF é ainda mais sensível, e contém cerca de 5.500 galáxias, mesmo dentro de seu campo de visão menor. As galáxias menos luminosas têm um décimo bilionésimo do brilho que o olho humano pode ver.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Jovens galáxias eram canibais

Imagem da minúscula área do céu, na constelação da Baleia, mostrando a selecção de galáxias utilizadas no novo estudo feito sobre os 'hábitos alimentares' das galáxias jovens em crescimento, ao longo do tempo cósmico. As galáxias foram observadas, tal como eram entre três e cinco mil milhões de anos depois do Big Bang, utilizando o VLT do ESO e o instrumento SINFONI. Os mapas de cor mostram os movimentos do gás nas galáxias. A cor azul indica que o gás se desloca na nossa direcção, quando comparado com a galáxia como um todo, e a cor vermelha indica que o gás se afasta. Estas cores permitem aos astrónomos ver se as galáxias estão a rodar como um disco ou se apresentam outro comportamento - Crédito: ESO/CFHT

Novas observações do Very Large Telescope, do Observatório Espacial do Sul (ESO) permitiram compreender melhor como crescem as galáxias enquanto são jovens.
Astrónomos observaram jovens galáxias primordiais - num período entre os 3 e 5 milhões de anos após o Big Bang - e descobriram que as galáxias alteram a forma como se desenvolvem nas suas fases mais iniciais. No início deste período, as jovens galáxias cresceram ao incorporarem gás encontrado ao seu redor, utilizando-o como combustível na formação de muitas estrelas novas, enquanto que mais tarde as galáxias cresceram rapidamente, principalmente devido a canibalismo de outras galáxias menores.