sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Museu de Londres exibe pinturas feitas por animais


O Museu de Zoologia UCL Grant, de Londres, tem em exibição quadros pintados por animais, entre os quais estão chimpanzés, gorilas, orangotangos e até um elefante. A exposição levou ao dabate sobre arte. Estes quadros criados por animais podem ser considerados "obras de arte" ou não?
Fonte: ÚltimoSegundo

Hubble mostra uma galáxia semelhante à nossa Via Láctea

Galáxia espiral barrada NGC 1073, observada pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: NASA ESA

A imagem mostra a bonita galáxia NGC 1073, uma espiral barrada como a nossa Via Láctea, tal como foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble. A galáxia está localizada a 55 milhões de anos-luz, na constelação de Cetus. O seu estudo pode ajudar a perceber a evolução da nossa galáxia.
A maior parte das galáxias espirais do Universo têm estruturas em barra no seu centro, como NGC 1073. Pensa-se que as barras, cheias de estrelas, no centro das galáxias se formam quando a gravidade origina ondas de densidade que conduzem o gás em direcção ao centro galáctico, fornecendo o material para criar novas estrelas. Este fluxo de gás também pode alimentar os gigantescos buracos negros que se escondem nos centros de quase todas as galáxias.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Telescópio Hubble capta imagem de galáxia 'ampliada' mais brilhante que se conhece

Hubble captou um gigantesco arco de luz, a imagem da galáxia distante "ampliada" mais brilhante que se conhece. Nesta imagem a luz de uma galáxia distante, quase 10 biliões de anos-luz de distância, foi distorcida num arco de luz de quase 90 graus no aglomerado de galáxias RCS2 032727-132623. O aglomerado de galáxias encontra-se a 5 biliões de anos-luz . A imagem da galáxia distante é 20 vezes maior e três vezes mais brilhante do que outras galáxias já vistas através de lente gravitacional. A imagem com coloração natural foi obtida, em Março de 2011, pelo Telescópio Espacial Hubble. - Crédito: NASA; ESA; J. Rigby (NASA Goddard Space Flight Center); and K. Sharon (Kavli Institute for Cosmological Physics, University of Chicago)

Utilizando o fenómeno espacial "lente gravitacional", o Telescópio Espacial Hubble foi capaz de obter uma imagem da galáxia mais brilhante descoberta até agora.
De acordo com a NASA, "esta observação proporciona uma oportunidade única para o estudo das propriedades físicas de uma galáxia que formava vigorosamente estrelas quando o universo tinha apenas um terço de sua idade actual".
Uma lente gravitacional ocorre quando a gravidade de um objecto massivo, como o Sol, um buraco negro ou um aglomerado de galáxias, causa uma distorção no espaço-tempo. A luz de objectos mais distantes é distorcida, torna-se mais brilhante e é ampliada quando passa por essa região gravitacionalmente perturbada, que funciona como uma lente de ampliação.

Grande erupção solar classe X em 27 de Janeiro



O vídeo mostra a grande erupção solar classe X, em 27 de Janeiro de 2012, a partir de uma região activa no limite oeste solar. As imagens foram captadas pelo Telescópio de Raios X em Hinode e mostram a emissão de plasma aquecido a mais de 8 milhões de graus, durante a libertação de energia da explosão solar.
Fonte: NASA

A nossa bonita Terra

Blue Marble, vista pelo satélite de observação terrestre, Suomi NPP da NASA - Crédito: NASA/NOAA

A NASA divulgou outra impressionante imagem do nosso planeta, uma segunda Blue Marble, mas agora mostrando África, através também do instrumento Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS), a bordo do satélite de observação terrestre Suomi NPP, em órbita polar. A imagem foi obtida combinando dados recolhidos em seis passagens pela área, em 23 de Janeiro de 2012.
Veja também:
Blue Marble 2012
A Terra vista do espaço, Nova Geração
A Terra vista do espaço, imagens históricas
Fonte: NASA

Pantanal precisa ser protegido, alertam os ambientalistas

Jaburu ou Jabiru (Jabiru mycteria), considerada a ave símbolo do Pantanal - Crédito: wikipédia

No Dia Mundial das Zonas Húmidas, celebrado todos os dias 2 de Fevereiro desde 1997, ambientalistas do World Wildlife Fund (WWF) alertam para a protecção do Pantanal, um santuário de biodiversidade localizado no Mato Grosso, Brasil, e que se encontra em risco por causa da desflorestação e agricultura intensiva.

Dois mundos diferentes


A imagem mostra Mercúrio, à esquerda, e o asteróide Vesta à direita. Em ambos, a superfície apresenta inúmeras crateras de impacto, no entanto, Vesta tem uma forma mais irregular. Esta diferença deve-se à maior gravidade de Mercúrio que é a responsável pela sua forma esférica. A fraca gravidade de Vesta não foi capaz de superar as forças das rochas. A massa de Mercúrio é cerca de 1300 vezes maior do que a de Vesta.
As imagens foram obtidas pelas sondas MESSENGER e Dawn, da NASA. Em Março de 2011, MESSENGER foi a primeira nave espacial a orbitar o planeta Mercúrio. Em Julho do mesmo ano, a sonda Dawn tornou-se a primeira a orbitar um asteróide da cintura principal, Vesta.
Fonte: NASA/Photojournal

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Primeiro vídeo do lado oculto da Lua, pela missão Grail


Missão GRAIL, da NASA, realizou o seu primeiro vídeo, de 30 segundos, do outro lado da lua, aquele que nunca vemos. As imagens foram tiradas em 19 de Janeiro, pela MoonKAM a bordo da nave espacial "Ebb".
A missão lunar GRAIL possui duas naves idênticas, recentemente nomeadas "Ebb" e "Flow", cada uma com uma câmara MoonKAM. O vídeo serviu para testar a câmara da nave "Ebb". A câmara MoonKAM faz parte de um projecto educativo para promover o interesse dos alunos norte-americanos pela ciência.
No vídeo, o pólo norte da lua é visível na parte superior da imagem, à medida que a nave voa em direcção ao pólo sul lunar. Esta face escondida da Lua é muito acidentada e cheia de crateras de impacto.
Uma das estruturas geológicas mais proeminentes vistas no terço inferior da lua é o Mare Orientale, uma bacia de impacto com 900 km de largura, e que atravessa os dois lados da lua, o visível e o oculto. O clipe termina com o terreno acidentado, muito próximo do pólo sul lunar.
Lançados em Setembro de 2011, Ebb e Flow têm a missão científica de criar um mapa gravitacional da Lua, permitindo aos cientistas uma melhor compreensão de como se formou a Terra e outros planetas rochosos do Sistema Solar.
Fonte: NASA

Vulcão Santorini, na Grécia

Vulcão Santorini, no Mar Egeu, Grécia, numa imagem captada pelo satélite Terra, da NASA, em 21 de Novembro de 2000, local de uma das maiores erupções nos últimos 10.000 anos. - Crédito: NASA/GSFC/METI/ERSDAC/JAROS, and U.S./Japan ASTER Science Team

A erupção de Santorini, também conhecida por erupção de Thera, em 1650 aC, foi um dos maiores eventos vulcânicos registados na Terra, no período histórico. A erupção devastou a ilha de Thera (também conhecida como Santorini).
Cerca de 30 quilómetros cúbicos de magma explodiu (pesquisas recentes apontam para 100 Km3), formando uma coluna com cerca de 36 km de altura. A violenta erupção pode ter expelido quatro vezes mais material que o Krakatoa, em 1883. A remoção de um volume tão grande de magma do vulcão causou o seu colapso, produzindo uma enorme cratera ou caldeira de água do mar e um grande tsunami. Caíram cinzas sobre uma grande área do Mediterrâneo oriental.
A cataclísmica erupção Santorini provavelmente causou o fim da civilização minóica, na ilha de Creta e pode ter inspirado a lenda da cidade (ilha ou continente) perdida da Atlântida.
Na imagem, a maior ilha é Thera e a menor é Therasia. As Ilhas Kameni (escuras no centro da imagem) formaram-se depois da caldeira, em erupções mais recentes ocorridas em 1950.
Fonte: NASA/Photojournal

Missão Kepler anuncia 11 novos sistemas planetários contendo 26 planetas

Órbitas dos Sistemas Planetários de Kepler ': A imagem dá uma visão das posições orbitais dos planetas nos sistemas com múltiplos planetas em trânsito, descobertos pela missão Kepler da NASA. Os planetas com cores vivas já foram confirmados, em cor cinzenta ainda não - Crédito: NASA Ames/Dan Fabrycky, University of California, Santa Cruz

Os cientistas da missão Kepler anunciaram, a semana passada, a descoberta de mais 11 novos sistemas planetários com 26 planetas confirmados. Estas descobertas quase duplicam o número de planetas Kepler verificados e triplicam o número de estrelas conhecido com mais de um planeta que transita ou passa em frente, à sua estrela hospedeira. Acredita-se que estes sistemas irão ajudar os astrónomos a entender melhor como se formam os planetas.

Asteróide Eros passa, hoje, perto da Terra

Seis diferentes imagens de Eros, obtidas pela sonda espacial 'NEAR Shoemaker' da NASA, em Fevereiro de 2000 - Fonte: wikipédia

O asteróide 433 Eros passa hoje, quarta-feira, a cerca de 26,7 milhões de Km da Terra, a sua maior aproximação desde 1975.
O 433 Eros tem uma forma ovalada, com cerca de 33 Km de comprimento e 13 Km de largura. É um asteroide de tipo S, pois é composto por silicatos de magnésio e ferro. Este tipo de corpos celestes, que representam 17% dos asteróides conhecidos, são muito brilhantes e os mais comuns na cintura interna de asteróides (entre Júpiter e Marte).
Eros pode ser visto através de pequenos telescópios e permanecerá visível até ao próximo dia 10 de Fevereiro. Voltará a aproximar-se do nosso planeta em 2056.

Maternidade estelar - Nebulosa Gabriela Mistral

Maternidade estelar NGC 3324 - Nebulosa Gabriela Mistral - Crédito: ESO

Nuvem cósmica de nome NGC 3324, uma maternidade estelar situada nos arredores norte da constelação austral de Carina, a cerca de 7500 anos-luz de distância da Terra. A imagem foi obtida com o telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Observatório de La Silla, no Chile.
Um depósito rico em gás e poeira na região da NGC 3324 deu origem a uma formação estelar intensa nessa zona, há vários milhões de anos, formando-se várias estrelas muito grandes e quentes, que se podem observar bem destacadas nesta nova imagem.
Os ventos estelares e a intensa radiação ultravioleta emitida por várias das estrelas jovens e quentes da NGC 3324 escavaram uma cavidade no gás e poeira circundantes, o que se observa claramente como uma parede de material na região central direita da imagem e fazendo com que a nuvem de gás brilhe com cores vivas.
A região NGC 3324 também é conhecida pela Nebulosa Gabriela Mistral, atendendo à semelhança da sua forma com o perfil da poetisa chilena que ganhou o prémio Nobel da literatura, em 1945. As bordas da parede de gás e poeira, à direita, parecem-se bastante com uma cara humana de perfil, com o “alto” no centro correspondendo a um nariz.



Gabriela Mistral, poetisa chilela - Fonte: wikipédia

Fonte: ESO

Cientista cria robô capaz de desenhar retratos


Paul é um robô capaz de desenhar retratos imitando o estilo de seu criador. Foi desenvolvido por Patrick Tresset - que foi pintor e desenhista durante alguns anos - a partir do seu doutorado na Universidade de Goldsmiths, em Londres, e em parceria com o professor e pesquisador Frederic Fol Leymarie.
O robô é composto por uma câmera, que analisa o rosto da pessoa que está a posar, e um braço mecânico que faz o retrato com uma caneta esferográfica, usando o contraste entre luz e sombra.
Actualmente os trabalhos de Paul apresentam os traços de Tresset, mas este artista acredita que será possível, mais tarde, desenvolver no robô um estilo próprio.
Fonte: ÚltimoSegundo