segunda-feira, 9 de abril de 2012

Oceano Perpétuo


Animação das correntes de superfície dos oceanos em todo o mundo, desde Junho de 2005 a Dezembro de 2007, observadas a ​​partir de satélites da NASA.
Pode ver-se como as correntes maiores, a Corrente do Golfo, no Oceano Atlântico, e a Kuroshio, no Pacífico, transportam águas quentes por milhares de quilómetros a velocidades superiores a seis quilómetros por hora, ou como as correntes costeiras, como a das Agulhas, no Hemisfério Sul, movem as águas equatoriais em direcção dos pólos da Terra e, ainda, como milhares de outras correntes oceânicas estão confinadas a determinadas regiões e formam lentamente piscinas circulares chamadas vórtices.
Esta visualização foi produzida usando um modelo computacional da NASA/JPL, de nome Estimating the Circulation and Climate of the Ocean, ou ECCO (em abreviatura). Modelos ECCO de dados estão a ser usados, nomeadamente, para quantificar o papel do oceano no ciclo de carbono global.
Fonte: NASA

Fluxo de lava esculpiu um elefante na superfície de Marte

Solo marciano que parece um elefante, uma ilusão criada por um fluxo de lava na região de Elysium Planitia. Os fluxos de lava cobrem extensas áreas da superfície de Marte - Crédito: NASA/JPL/University of Arizona 

Um fluxo de lava seco na superfície de Marte esculpiu o que parece ser o olho e a tromba de um elefante. Esta ilusão do elefante marciano fica na região de Elysium Planitia, a mais nova das áreas formadas por fluxo de lava em Marte.
A imagem foi obtida pela câmara High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, em 19 de Março de 2012, e é um bom exemplo do fenómeno de "pareidolia", em que se observam coisas (como animais) onde realmente não existem.
Fonte: Hirise

A alga marinha mais comum consegue adaptar-se à acidificação dos oceanos

Proliferação explosiva de Emiliania huxleyi no Mar Barents, vista pelo satélite Aqua da NASA. Os cocólitos (placas de carbonato de cálcio) das suas carapaças reflectem a luz, tornando a superfície do oceano de cor azul leitoso e visível do espaço. As diferenças no brilho e cor devem-se, em parte, à profundidade a que se encontram as algas microscópicas - Crédito: NASA/Earth Observatory

A alga microscópica Emiliania huxleyi, é a mais abundante do fitoplâncton dos oceanos, desempenhando um papel importante na cadeia alimentar e no ciclo de carbono do planeta.
Cientistas alemães quiseram saber como esta alga - com forma de esfera e coberta por uma carapaça de carbonato de cálcio - reagia ao aumento de dióxido de carbono dissolvido na água do mar e que está a torná-la mais ácida.
Na experiência publicada ontem na edição online da revista Nature Geoscience, a Emiliania huxleyi foi submetida a várias concentrações de dióxido de carbono, durante um ano. Os cientistas descobriram que, ao fim de várias gerações, a alga não foi tão afectada como se pensava e até tinha conseguido evoluir e adaptar-se.

Centenário do naufrágio do Titanic


Na noite de 14 para 15 de Abril de 1912, o navio Titanic afundou-se no Atlântico Norte, depois de colidir com um iceberg, durante a sua viagem inaugural de Southampton a Nova York. Faleceram umas 1500 pessoas, e cerca de 700 sobtreviveram às águas geladas do oceano.
Para homenagear os mortos do Titanic, cerca de 1.300 pessoas estão a realizar um cruzeiro até ao local do acidente. O navio MS Balmoral está a recrear a viagem do Titanic, segue a mesma rota e partiu do mesmo cais, em Southampton, no Reino Unido.
O navio deverá chegar ao local na data em que se completa 100 anos da tragédia, perto do dia 15 de Abril. Aqui, tripulação e passageiros, alguns descendentes de passageiros do Titanic, vão participar num serviço memorial marcando o centenário do naufrágio mais famoso de sempre.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O 'rodopio' do Sol


Embora as imagens sejam engraçadas, ninguém está a brincar com o Sol e ele também não rodopia desta maneira (felizmente para nós).
O Helioseismic e Magnetic Imager instrumento (HMI), um dos três instrumentos do Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, está a fazer medições precisas do disco solar para estudar a sua forma.
Duas vezes por ano, a sonda SDO realiza uma manobra, um giro de 360 ​​graus, que permite remover as distorções do instrumento óptico a partir das imagens solares tomadas pelo HMI, para determinar com precisão o limite solar.
O nosso Sol é a esfera mais perfeita do sistema solar. Com as observações de alta resolução do instrumento HMI os cientistas podem verificar se a esfera solar muda ao longo do tempo como resultado do ciclo solar.
As imagens do vídeo correspondem ao giro da SDO realizado em 4 de Abril de 2012, e cujos resultados estão a ser analisados.

Redemoinho de pó observado em Marte

Um redemoinho de poeira marciano, com cerca de 20 km de altura, foi observado no seu caminho sinuoso ao longo da região Amazonis Planitia, do Norte de Marte, em 14 de Março 2012. As imagens foram captadas pela câmera de alta resolução HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA - Crédito: NASA/JPL-Caltech/UA

Um redemoinho de poeira (ou diabo de poeira), com cerca de 20 Km de altura, foi observado movendo-se sinuosamente ao longo da região Amazonis Planitia, no norte de Marte, em 14 de Março de 2012. Pode ver um vídeo aqui.
O redemoinho, com pouco mais de 70 metros de largura, foi captado pela câmara de alta resolução Imaging Science Experiment (HiRISE), a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, que orbita Marte.

"Navio fantasma" do tsunami japonês foi afundado pela Guarda costeira dos Estados Unidos


A Guarda costeira dos Estados Unidos usou tiros de canhão para afundar um navio japonês que estava à deriva há um ano, desde o sismo e tsunami de 11 de Março de 2011, no Japão. O navio, de nome Ryon-Un Maru e apelidado de "navio fantasma", foi avistado ao largo da costa da Colúmbia Britânica, no Canadá, há cerca de duas semanas.
As autoridades decidiram afundar o navio por considerarem que ele constituia um perigo para a a circulação marítima, estando à deriva num corredor marítimo entre os Estados Unidos e o Canadá.
Este navio é apenas uma pequena parte da grande quantidade de destroços resultantes do tsunami do Japão e que se encontram à deriva no Pacífico, devendo atingir as costas dos Estados Unidos e Canadá nos próximos anos. As autoridades japonesas estimam cerca de 1,5 milhões de toneladas de destroços variados, incluindo navios como o afundado.
Fonte: ÚltimoSegundo

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mar Morto - valor económico, histórico e religioso

As imagens, em cor falsa, foram captadas pelos satélites Landsat 1, 4 e 7. Landsat 1 adquiriu a imagem da esquerda, em 15 de Setembro de 1972. A imagem do meio foi adquirida a 27 de Agosto de 1989, pelo Landsat 4. A terceira imagem é do Landsat 7, obtida em 11 de Outubro de 2011. A extracção do sal aumentou consideravelmente ao longo dos anos (cores em azul vivo, a sul) - Crédito: NASA/Earth Observatory/Robert Simmon

A elevada salinidade do Mar Morto impede o desenvolvimento de vida nas suas águas, sejam animais ou plantas. Está situado numa depressão da crosta terrestre, a cerca de 400 metros abaixo do nível do mar, onde a África e a Ásia se afastam uma da outra. Num dia quente e seco de verão, as suas águas podem baixar entre 2 e 3 cm, devido à evaporação. O seu sal atrai indústrias e também muitos visitantes.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tornados nos Estados Unidos provocam grande destruição


O noroeste do Texas, uma região muito populosa dos Estados Unidos, foi atingido por fortes tornados que provocaram grande destruição. Um deles teve força suficiente para levantar do chão pelo menos um camião pesado, como se observa nas imagens.
Todos os anos o Texas é atingido por estas tempestades destruidoras. Fica situado no chamado "Tornado Alley" (Corredor ou Alameda dos Tornados, em português), a região central dos Estados Unidos cobrindo muitos estados ou parte de estados onde ocorrem frequentemente tornados. Os tornados acontecem na região devido ao encontro de massas de ar frio vindas do Canadá e de ar quente vindas do golfo do México.
Fonte: ÚltimoSegundo

terça-feira, 3 de abril de 2012

Os oceanos estão a aquecer há pelo menos um século

Os oceanos estão a aquecer, há pelo menos um século, uma indicação das alterações climáticas - Fonte imagem: wikipédia

O estudo realizado por uma equipa da Instituição de Oceanografia Scripps, nos EUA, e do Centro Nacional de Oceanografia, em Southampton, no Reino Unido, conclui que o excesso de calor na atmosfera, devido às alterações climáticas originadas pelas actividades humanas, sobretudo desde a Revolução Industrial, está a ser transferido para os oceanos há pelo menos mais de cem anos, isto é, globalmente os oceanos têm aquecido pelo menos desde o final do século XIX ou início do século XX.

Titã nebuloso

Titã, a maior lua de Saturno, vista pela sonda Cassini - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute


Titã, a maior lua de Saturno vista pela sonda Cassini em cor natural (laranja). O seu aspecto difuso deve-se à atmosfera da lua.
Na parte superior da imagem pode ver-se a capa polar norte de Titã (5.150 Km de diâmetro), assim como uma névoa azul sobre o pólo sul, na parte inferior.
A imagem foi obtida, em 30 de Janeiro de 2012, a uma distância de cerca de 191.000 Km de Titã.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Vénus brilha com as Pleiades

Vénus em conjunção com o aglomerado de estrelas Pleiades

Esta semana, Vénus passa na frente do aglomerado estelar Pleiades (Messier 45), na constelação de Touro. Esta conjunção rara começa hoje, segunda-feira (2 de Abril), ao anoitecer. Pode observar-se a olho nu, a oeste, mas é mais espectacular vista através de binóculos ou telescópio.

Vulcão Etna entrou em erupção pela quinta vez este ano


O maior vulcão activo da Europa, do Monte Etna, na Sicília, entrou em erupção, na madrugada de domingo, 1 de Abril, pela quinta vez este ano. Durante cerca de uma hora e meia, lançou lava incandescente e cinzas nas áreas próximas, sem causar danos ou perturbar as populações.
Fonte: ÚltimoSegundo