sábado, 18 de fevereiro de 2012

Nuvem vulcânica na Ilha Tinakula, no Pacífico Sul

Vulcão Tinakula, visto pelo satélite Earth Observing-1 (EO-1), em 14 de Fevereiro de 2012 - Crédito: NASA/Earth observatory/Jesse Allen/Robert Simmon

A imagem de satélite, em cor natural, mostra uma nuvem de gás vulcânico, possivelmente misturado com algumas cinzas, elevando-se em Tinakula, uma pequena ilha de origem vulcânica no Pacífico Sul, localizada a cerca de 2.300 km a nordeste de Brisbane, na Austrália .
O reflexo da luz do Sol sobre o oceano, à volta da ilha, dá uma aparência leitosa à superfície onde são perfeitamente visíveis os padrões das ondas. A imagem foi obtida, em 14 de Fevereiro de 2012, pelo satélite Earth Observing-1 (EO-1), da NASA.
Fonte: NASA/Earth Observatory

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sequenciado o genoma do cancro do diabo-da-Tasmânia

O diabo-da-Tasmânia corre risco de extinção com o cancro facial, muito contagioso e 100% mortal até agora - Fonte: wikipédia

O diabo-da-Tasmânia (Sarcophilus harrisii), é o maior marsupial carnívoro vivo, actualmente fortemente ameaçado de extinção devido a uma rara doença de cancro facial, muito contagiosa e que se transmite entre a população da espécie na Austrália, pelas mordidelas que os animais dão uns nos outros, o que é comum nesta espécie.
Desde que a doença foi descoberta, em 1996, algumas áreas perderam cerca de 70% a 90% dos animais.
Os cientistas acreditam que podem surgir novas terapias e medicamentos depois de perceber as mutações genéticas que ocorrem neste tipo de cancro que está a matar os diabos-da-Tasmânia tão rapidamente. Para isso, pesquisadores sequenciaram o genoma do cancro assassino.

Leão-marinho é monitorado através de câmara acoplada no corpo.

Tentando perceber o que faz diminuir a população mundial de leões-marinhos, cientistas do Canadá acoplaram câmeras e equipamento de rastreio num leão-marinho fêmea, para monitorar os seus hábitos de caçada. O animal foi treinado para poder ajudar na pesquisa.
Fonte: ÚltimoSegundo

Pequenas aves cantoras fazem longas viagens transcontinentais

Chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) - Fonte: wukipédia

O chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) é uma pequena ave (cerca de 25 g) migratória, insectívora com uma das maiores áreas de distribuição de aves canoras do mundo, desde a tundra congelada da Eurásia até ao leste do Árctico Canadiano e Alasca. Para ver onde passam os invernos frios, cientistas prenderam minúsculos geolocalizadores nas patas de 46 aves, no Alasca e na Ilha de Baffin, no nordeste do Canadá.
Os pesquisadores ficaramm impressionados com o desempenho em voo das pequenas aves, fizéram verdadeiras corridas, seguindo a sua rota migratória até à África, onde passaram o inverno, regressando depois.

Elefantes são mortos nos Camarões para financiar guerras

Elefante-africano - Fonte: wikipédia

As autoridades do norte dos Camarões denunciaram, esta semana, o massacre de mais de 200 elefantes, só neste início do ano de 2012, mortos por caçadores furtivos bem armados procedentes do Sudão e do Chade, para lhes retirarem as suas presas de marfim que, depois, são vendidas para a Ásia e Europa.
Os animais abatidos viviam no Parque Nacional de Bouba Ndjida, perto da fronteira com o Chade e, segundo as autoridades, os caçadores actuam com a conivência da população local que, assim, se livra dos danos causados pelos paquidermes nas culturas e ainda recebe, supostamente, carne de elefante em troca.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Os enxames globulares de estrelas sobreviveram à destruição de há 13 biliões de anos atrás

Enxame globular galáctico M80  (NGC 6093), na constelação de Escorpião. Contém várias centenas de milhares de estrelas - Crédito: NASA

Os enxames globulares são grupos compactos de estrelas antigas, podendo conter mais de um milhão de estrelas cada um, mantidas juntas pela acção da gravidade. A maior parte deles tem quase 13 biliões de anos de idade, são tão antigos como o Universo e nasceram com a primeira geração de estrelas e galáxias.
Tentando perceber como se formaram, através de uma simulação de computador, uma equipa de astrónomos alemães e holandeses acha que esses aglomerados de estrelas gigantes são os únicos sobreviventes de uma destruição massiva que eliminou muitos aglomerados mais pequenos, 13 biliões de anos atrás.

"Eco de luz" da poderosa explosão do sistema binário de Eta Carinae, há 170 anos

Nebulosa Carina e o "eco de luz" da "Grande erupção" do sistema binário Eta Carinae, há 170 anos -Crédito: NASA, NOAO, and A. Rest (Space Telescope Science Institute)

As imagens revelam a luz de uma explosão estelar massiva na nebulosa de Carina, reflectindo nas nuvens de poeira em torno do sistema binário de Eta Carinae.
A imagem à esquerda mostra a Nebulosa de Carina, uma região de formação estelar situada 7.500 anos-luz da Terra. O enorme sistema estelar duplo Eta Carinae está perto do topo da imagem e é cerca de 120 vezes mais massivo que o Sol.
Há cerca de 170 anos, Eta Carinae produziu uma explosão espectacular, baptizada como "Grande Erupção" que foi vista na Terra de 1837 a 1858.
Apesar de não haver nenhum registo do evento, pois os astrónomos da altura não tinham os instrumentos científicos para isso, os astrónomos actuais têm a oportunidade rara de ver uma espécie de "transmissão retardada" dessa explosão, devido a um efeito conhecido por "light echo" ou "eco de luz" (tradução livre). Parte da luz da erupção de Eta Carinae seguiu um caminho indirecto para a Terra e só agora está a atingir o nosso planeta, oferecendo uma oportunidade para analisar a explosão em detalhe (imagens a preto e branco, à direita).

O primeiro cumprimento entre um homem e um robô no espaço


Robonauta 2 (R2), o primeiro robô a viver no espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional, cumprimentou o comandante da Expedição, Daniel Burbank, com um aperto de mão "firme", que é o primeiro entre um ser humano e um humanóide.
Para isso, os controladores em terra activaram um software para que R2 pudésse mover a mão direita e articular os dedos. O robô também usou as mãos para enviar a sua primeira saudação, numa linguagem de sinais americanos, 'Hola Mundo', através da sua conta no Twitter.
Robonauta 2 chegou à estação orbital, em Fevereiro de 2011, trasportado pelo vaivém espacial Discovery na sua última missão. O humanóide ficará na ISS permanentemente, enquanto os técnicos, na Terra, vão desenvolvendo as suas capacidades, incluindo as pernas, para que possa realizar novas tarefas e consiga ajudar os astronautas nas missões mais perigosas.
Fonte: El Mundo.es   /  NASA

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vulcão submarino de El Hierro visto do espaço

Vulcão submarino de El Hierro, nas Canárias - Crédito: NASA/Earth Observatory/Jesse Allen /Robert Simmon

Quatro meses depois de iniciar, a erupção vulcânica submarina junto à costa sul da ilha de El Hierro continua.
El Hierro, é a mais nova das ilhas Canárias, de Espanha, e situa-se a cerca de 460 Km a oeste da costa de Marrocos e Sahara Ocidental. A última erupção nesta ilha foi em 1793, de acordo com alguns registos históricos. A área tem a maior concentração de jovens chaminés vulcânicas das ilhas Canárias.
A imagem, em cor natural, obtida pelo satélite Earth Observing-1 (EO-1), em 10 de Fevereiro de 2012, mostra o local da erupção, em frente da aldeia piscatória de La Restringa.
A cor verde/azul brilhante das águas indica altas concentrações de material vulcânico, incluindo fragmentos de lava fumegante, pedaços de rocha e gás aquecido. Um pedaço de água acastanhada, imediatamente acima da chaminé, marca o lugar onde a erupção é mais forte. O vídeo mostra a erupção com mais detalhe.
De acordo com El Hierro Digital e o Instituto Oceanográfico Espanhol, a parte superior do cone principal do vulcão está a 120 metros de profundidade. A altura do cone vulcânico é de cerca de 210 metros acima do fundo do oceano, com um volume total superior a 145 milhões de metros cúbicos de material novo.
Fonte: NASA/Eaerth Observatory

Leopardo-das-neves captado em câmara no Butão

Um raro leopardo-das-neves (Uncia uncia) foi captado em imagens por uma armadilha de câmara, no Parque Wangchuck Centennial, no Butão, em Outubro-Novembro de 2011. Para além do felino predador, as câmeras filmaram também algumas presas como o lobo tibetano e o cervo-almiscarado, sugerindo que esta área protegida é um refúgio fundamental para a biodiversidade do Himalaia.
Biólogos do Governo do Butão e a organização World Wildlife Fund (WWF) captaram mais de 10.000 imagens com a armadilha de câmera, no Parque Wangchuck Centennial.


Estas imagens constituem uma primeira evidência que os leopardos estão a prosperar neste parque do Butão, um corredor ecológico vital que liga o Parque Nacional Jigme Dorji, no ocidente, e o Santuário de Vida Selvagem Bumdeling, no Oriente. É importante manter em contacto as populações locais de leopardos-das-neves, para assegurar a sua permanência na região.
Os leopardos-das-neves são animais em risco de extinção, com cerca de 4.500 a 7.500 exemplares na natureza. São caçados clandestinamente.
Fonte: ÚltimoSegundo / World Wildlife Fund (WWF)

Descobertos novos camaleões anões em Madagáscar

Camaleão anão da espécie 'Brookesia micra', recentemente descoberto em Madagascar - Crédito: 'PLoS ONE'

Um grupo de investigadores alemães descobriu quatro novas espécies de répteis minúsculos, em Madagáscar. São camaleões com apenas alguns milímetros de comprimento (desde a cabeça à cauda). Os autores da investigação, publicada na revista científica de livre acesso 'PLoS ONE,' consideram que os animais encontrados estão entre os répteis mais pequenos do mundo.
Aparentemente, os animais descobertos são muito parecidos, mas a análise genética efectuada determinou que são espécies distintas.
A espécie mais pequena, de nome científico 'Brookesia micra', foi encontrada apenas numa ilhota de nome Nosy Hara, situada ao norte da ilha principal de Madagáscar. Os cientistas sugerem no seu estudo que esta espécie pode representar um caso extremo de nanismo exclusivo da ilha, uma adaptação a um habitat menor.
Outra espécie minúscula, o 'Brookesia tristis' (que significa "triste"), foi encontrada numa parte isolada de uma floresta, próximo a uma cidade. O nome foi escolhido pelos cientistas para alertar para o perigo de extinção das espécies, que são muito frágeis. Com o mesmo fim, outra das espécies foi nomeada 'Brookesia desperata'. A quarta descoberta ficou classificada por 'Brookesia confidens'.
É urgente conservar estas e outras espécies microendémicas em Madagáscar, que estão bastante ameaçadas pela desflorestação.
Fonte: El Mundo.es    /    ÚltimoSegundo

Itália coberta de neve

Itália coberta de neve - Crédito: ESA

Na imagem captada pelo satélite Envisat, da Agência Espacial Europeia, em 13 de Fevereiro de 2012, pode observar-se que quase toda a Itália está coberta de neve, uma visão pouco comum neste país, devido ao frio polar que atingiu a Europa há duas semanas.

Uggie, o cão do filme "O Artista" é premiado


Uggie, o cão da raça Jack Russell Terrier, foi o vencedor do primeiro "Golden Collar", ou "Coleira de Ouro", pelo melhor desempenho canino do ano no filme "O Artista".