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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sonda espacial capta uma ejecção de massa coronal (CME)

A nave Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA, ou STEREO-B, captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) emergindo rapidamente do lado esquerdo do Sol, esta segunda-feira 22 de Julho de 2013. a CME dirige-se para Marte. A luz brilhante no canto inferior direito é o planeta Mercúrio - Crédito: NASA / STEREO

Nesta segunda-feira (22 de Julho de 2013), o Sol projectou uma ejecção de massa coronal ou CME, uma erupção solar que pode enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que podem afectar os sistemas eletrónicos em satélites que orbitam a Terra.
De acordo com a NASA, esta CME não é dirigida ao nosso planeta, mas pode passar por Marte, onde existem sondas espaciais em actividade. Também poderá passar pela nave de observação solar STEREO-A, que será colocada em modo de segurança como protecção, caso se justifique.
As observações feitas indicam que as partículas solares foram ejectadas a cerca de 715 milhas por segundo, o que é uma velocidade bastante rápida para CMEs.
Fonte: NASA

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Ejecção de massa coronal circular

 

Nesta madrugada de 1 de Maio de 2013, uma região activa do Sol, no lado leste, explodiu lançando plasma para o espaço, numa gigantesca ejecção de massa coronal (CME) em ondas circulares.
O evento solar, não dirigido à Terra, abrangeu cerca de duas horas e meia (entre 2:30h e 5:10 UT) e foi captado, em luz ultravioleta, pelo Observatório Solar Dinâmico da NASA.

domingo, 21 de abril de 2013

Ejecção de massa coronal dirigida a Mercúrio

Imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) captada pelo Observatório Solar Heliosférico (SOHO), em 20 de Abril de 2013. A CME desloca-se na direcção de Mercúrio. O grande ponto brilhante à esquerda é Vénus - Crédito: ESA e NASA / SOHO 

Neste sábado (20 de Abril), o Sol produziu mais uma ejecção de massa coronl (CME), um fenómeno solar que pode enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que podem afectar os sistemas electrónicos nos satélites ou em terra, se a CME for dirigida ao nosso planeta.
De acordo com os especialistas da NASA, esta CME não se move na direcção da Terra, mas deve passar pelo satélite STEREO-A, a orbitar o Sol, e pela sonda MESSENGER que orbita Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol. Quando se justifica, os operadores das missões podem colocar as sondas interplanetárias em modo de segurança para proteger os instrumentos electrónicos a bordo do material solar. Isso acontece, sobretudo, quando há emissão de partículas de radiação associadas às CMEs, o que não aconteceu com esta CME.
Se a ejecção de massa coronal atinge Mercúrio, que tem um campo magnético relativamente fraco, pode arrancar material da superfície do planeta, criando uma atmosfera temporária e adicionando material à cauda do planeta, semelhante à de um cometa.
Mais informações em Spaceweather

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tempo espacial: Ejecção de massa coronal dirigida à Terra

A sonda Observatório Solar Heliosférico (SOHO), da ESA/NASA, captou esta série de imagens de uma ejeção de massa coronal (CME), na manhã de 11 abril de 2013, entre as 7.48 UT e as 8:36 UT. Pode ver-se Marte no lado esquerdo - Crédito: ESA e NASA / SOHO / GSFC

A erupção solar M6.5, na quinta-feira (11 de Abril de 2013), foi associada a uma ejecção de massa coronal (CME) dirigida à Terra, que pode enviar biliões de partículas solares para o espaço e atingir o nosso planeta, em 1-3 dias depois.
As CMEs podem afectar os sistemas electrónicos nos satélites e, também, em terra. Modelos teóricos da NASA mostram que esta CME deixou o Sol a mais de 600 quilómetros por segundo.
As ejecções de massa coronal dirigidas à Terra podem provocar tempestades geomagnéticas, que ocorrem quando contactam com a parte exterior da magnetosfera que envolve o planeta, durante um período de tempo prolongado.
O clima (ou tempo) espacial actual também está a ser influenciado por um evento de partículas solares de fraca energia (SEP) perto da Terra. Estas situações acontecem quando protões muito rápidos e partículas carregadas do Sol viajam em direcção à Terra, por vezes na sequência de uma explosão solar. Estes acontecimentos são também referidos como tempestades de radiação solar.
Qualquer radiação nociva destas é bloqueada pela magnetosfera e atmosfera terrestres, e não pode alcançar os seres humanos na Terra. No entanto, as tempestades de radiação solar podem perturbar as regiões atravessadas pelas comunicações de alta frequência de rádio.
Fonte: NASA

quinta-feira, 14 de março de 2013

Meteorologia espacial: Sol produziu duas ejecções de massa coronal (CMEs)

O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME), a partir do lado esquerdo, pelas 9:25 EDT em 12 de Março de 2013. A parte central do Sol está escurecida com um coronógrafo, para poder observar melhor o que se passa à sua volta - Crédito: ESA e NASA/SOHO

O Sol produziu recentemente duas ejecções de massa coronal, CME. A primeira, em 12 de Março de 2013, foi dirigida a três naves espaciais da NASA, o Spitzer, Kepler e Epoxi. No entanto, não há partículas de radiação associadas ao evento, que poderiam afectar os computadores a bordo.
A segunda CME, em 13 de Março, pode passar pela Terra e onde não se espera um grande impacto.
Modelos de pesquisa experimentais da NASA, baseados em informações dos observatórios Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO) e Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), da ESA/NASA, indicam que as duas CMEs deixaram o Sol a cerca de 400 quilómetros por segundo, uma velocidade bastante típica para CMEs.
A ejecção de massa coronal ou CME pode enviar partículas solares para o espaço e chegar à Terra um a três dias mais tarde. Quando dirigida ao nosso planeta, pode provocar uma tempestade geomagnética, por um tempo prolongado, ao encontrar a superfície exterior da magnetosfera que proteje a Terra.
Tempestades semelhantes a estas últimas CMEs costumam originar auroras perto dos pólos, sendo pouco provável que afectem os sistemas eléctricos em Terra ou interfiram com GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações.
Mais informações em SpaceWeather.com.
Fonte: NASA

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sol produziu duas ejecções de massa coronal (CME)


O vídeo mostra as duas ejecções de massa coronal (CMEs) produzidas pelo Sol ontem, 23 de Janeiro de 2013. As imagens foram captadas pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), missão conjunta da ESA e NASA.
A primeira CME não foi dirigida à Terra, mas a segunda é, embora não se espere que tenha um impacto forte. A primeira ejecção de massa coronal passou em frente ao planeta Mercúrio, como pode ver-se na parte final do vídeo (último terço).
A CME pode enviar partículas solares para espaço, e que chegam à Terra entre um e três dias. Quando as CMEs são dirigidas à Terra, podem provocar tempestades geomagnéticas ao atingirem a camada exterior do campo magnético terrestre, a magnetosfera, durante um período de tempo que pode ser prolongado.
As CMES agora produzidas pelo Sol foram ejectadas para o espaço a velocidades da ordem dos 375 quilómetros por segundo, o que é uma velocidade bastante típica para CMEs, e que não costumam causar grandes tempestades geomagnéticas. Às vezes, originam auroras perto dos pólos, mas é improvável que afectem os sistemas eléctricos na Terra ou interfiram com o GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações.
Mais informações em SpaceWeather.
Fonte: NASA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tempo espacial: ejecção de massa coronal (CME) e erupções solares

O tríptico mostra uma ejecção de massa coronal ou CME emitida pelo Sol, na manhã de 13 de Janeiro de 2013. As imagens foram captadas pelo observatório Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA (STEREO) - Crédito: NASA / STEREO 

Este domingo, 13 de Janeiro de 2013, o Sol produziu uma ejecção de massa coronal, ou CME, dirigida à Terra, enviando partículas solares carregadas que poderão atingir o nosso planeta em 2-3 dias.
De acordo com os especialistas da NASA, a CME desloca-se a uma velocidade de 275 milhas (442,5 Km) por segundo, típica para as CMEs, embora muito mais lenta do que as mais rápidas, que podem ser quase dez vezes maiores do que esta velocidade.
Tratando-se de uma CME dirigida à Terra, pode causar uma tempestade geomagnética durante algum tempo, quando encontrar a camada exterior do campo magnético terrestre, conhecida por magnetosfera. No entanto, CMEs com esta velocidade podem não provocar tempestade e, apenas, originar auroras perto dos pólos. Também não é provável, segundo a NASA, que possam afectar os sistemas eléctricos ou interferir com o GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicação.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Sol produziu uma CME bastante ampla, embora seja considerada não perigosa

O Observatório Solar e Heliosférico da NASA captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal particularmente ampla (CME), que surgiu a partir do Sol, em 27 de Setembro de 2012, pelas 22:23 EDT. A CME parece envolver mais da metade do Sol, enquanto se move para o espaço - Crédito: SOHO / ESA e NASA

O Sol produziu uma ejecção de massa coronal (CME) bastante ampla e orientada directamente para a Terra, em 27 de Setembro de 2012, 10:25 p.m. EDT. A CME está associada a uma erupção solar bastante pequena, de classe C, a terceira em força depois das erupções de classes X e M. A erupção surgiu na região activa AR 1577, no lado mais afastado do Sol.
As CMEs podem enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que, por vezes, atingem o nosso planeta, entre um a três dias mais tarde, afectando os sistemas eletrónicos nos satélites e em terra.
De acordo com Modelos experimentais de pesquisa da NASA, a nuvem de partículas desta CME viaja a cerca de 700 quilómetros por segundo e irá atingir a Terra sábado (29 de Setembro). Com velocidades desta grandeza, espera-se que a CME não cause interrupção de sistemas eléctricos ou interferências significativas em GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações. CMEs semelhantes no passado causaram auroras perto dos pólos.
Mais informações em http://spaceweather.com/
Fonte: NASA

domingo, 2 de setembro de 2012

O Sol mostra que se aproxima do seu período máximo de actividade



Em oito dias, entre 20 e 27 de Agosto de 2012, o Sol produziu pelo menos 16 ejecções de massa coronal (CME), observadas e registadas pela nave espacial STEREO de observação solar, da NASA. As CMEs partiram de várias regiões activas do Sol. As nuvens de partículas lançadas em cascata são impressionantes, transportando muitos milhões de toneladas de partículas carregadas para o espaço. Esta quantidade de CMEs é mais um sinal que o Sol está a aproximar-se do seu período máximo de actividade.
Mais informações em http://soho.nascom.nasa.gov/pickoftheweek/old/31aug2012/

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"Ideias" brilhantes do Sol

CME solar em forma de lâmpada, captada pelo instrumento LASCO C2, em 20 de Agosto de 2012 - Crédito: NASA/SOHO

No início de uma série de ejecções de massa coronal (CME), em 20 de Agosto de 2012, o Sol emitiu uma CME em forma de bolbo, semelhante a uma lâmpada, com uma borda exterior fina e um núcleo incandescente brilhante, no seu centro.
A imagem foi obtida com o instrumento Large Angle and Spectrometric Coronagraph (LASCO) C2 do Observatório Solar e Hehiosférico (SOHO), que tira imagens da coroa solar, bloqueando a luz que vem directamente do Sol com um disco. A posição do disco solar é indicada nas imagens pelo círculo branco. A imagem mostra a coroa solar interna até 8,4 milhões de quilómetros de distância do Sol.

sábado, 7 de julho de 2012

Tempo espacial: erupção solar numa região activa

O Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, captou uma erupção solar X1.1 no comprimento de onda de 171 Angstrom, em 6 de Julho de 2012 - Crédito: NASA/SDO/AIA

A região activa 1515 produziu uma erupção solar de classe X1.1, a partir da parte inferior direita do Sol, em 6 de Julho de 2012.
Esta emissão de energia provocou um apagão de rádio, classificado de R3, pela National Oceanic and Atmospheric Administrations, numa escala que vai de R1 a R5. Estes apagões podem perturbar as altas e baixas frequências de rádio.
A magnetosfera da Terra também passou por uma tempestade geomagnética menor, na noite de 6 de Julho, em consequência de ejecções de massa coronal (CMEs) relativamente lentas vindas de outras regiões do Sol desde 4 de Julho de 2012.

sábado, 10 de março de 2012

O que é uma tempestade geomagnética?

Ilustração do campo magnético da Terra protegendo o nosso planeta das partículas solares - Crédito: NASA/GSFC/SVS

Uma das formas mais comuns do tempo espacial é a tempestade geomagnética, que acontece cada vez que o ambiente magnético da Terra, a magnetosfera, sofre uma mudança súbita e repetida. A magnetosfera da Terra é criada pelo nosso campo magnético e protege-nos da maioria das partículas que o Sol emite. Durante uma tempestade geomagnética, os campos magnéticos estão continuamente a realinhar e a energia salta rapidamente de uma área para outra.
A expressão "clima espacial" ou (tempo espacial) refere-se às condições no espaço exterior ao ambiente da Terra, da mesma forma que "tempo" e "clima" dizem respeito às condições da baixa atmosfera da Terra.
O Sol atinge regularmente a Terra e o resto do nosso sistema solar com energia na forma de partículas de luz e eletricamente carregadas e campos magnéticos. Os impactos resultantes constituem o clima espacial, o que inclui tudo o que pode afectar os sistemas tecnológicos no espaço e na superfície terrestre e, através deles, a vida humana na sociedade tecnológica actual.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Meteorologia espacial: Sol tem a segunda grande erupção do ciclo solar

Grande erupção solar X5.4, produzida pela mancha activa AR1429, em 7 de Março de 2012 - Crédito: NASA/SDO/AIA

A grande mancha solar AR1429 libertou uma das maiores explosões solares no início do dia de hoje, 7 de Março. A erupção foi classificada de classe X5.4, a segunda mais potente depois de uma explosão X6.9, em 9 de Agosto de 2011.
O aumento do número de erupções de classe X (as mais fortes) faz parte do ciclo solar normal de onze anos, durantte o qual a sua actividade aumenta até ao máximo solar, e cujo pico se espera no final de 2013. Cerca de uma hora depois, a mesma região produziu outra erupção de classe x1.3 (cerca de 5 vezes menor que a primeira).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Meteorologia espacial: cinco erupções solares em dois dias e chegada de CME à Terra

O sol produziu cinco erupções em dois dias. A quarta erupção lançou material quente branco (no interior do círculo) bem alto na coroa solar - Crédito: NASA/SOHO/H. Zell

Entre 23 e 24 de Fevereiro de 2012 o Sol produziu cinco erupções solares em várias direcções, quatro delas num só dia.
Uma das erupções, na forma de um grande filamento magnético sinuoso, na madrugada de 24 de Fevereiro, lançou a primeira de duas ejecções de massa coronal (CME) em direcção à Terra. Segundo os cientistas, esta nuvem de partículas vai atingir o campo magnético terrestre em 26 de Fevereiro, provocando provavelmente tempestades geomagnéticas e auroras.
Dois dias depois, estas partículas vão atingir também o planeta Marte e, se as previsões estiverem corretas, em 27 de Fevereiro a CME pode alcançar o robô Curiosity, que se encontra a bordo da nave espacial Mars Science Lab, a caminho do planeta vermelho para a sua missão científica.


O vídeo do Observatório Solar Dinâmico mostra a erupção do filamento solar em comprimento de onda ultravioleta extremo, que forma uma clivagem visível na atmosfera do Sol, de onde partem ondas de plasma em direcções opostas. Esta separação estende-se desde a localização inicial do filamento, quase 400.000 Km.
Os filamentos são constituídos por material solar mais escuro e mais frio que flutua sobre a superfície do Sol, suspenso por forças magnéticas. Se surgem nos bordos do disco solar designam-se por proeminências.
Mais informações em SpaceWeather.com
Fonte: NASA

domingo, 29 de janeiro de 2012

Meteorologia espacial: erupção solar e CME

O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) captou a imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) associada com uma erupção solar de classe X1.8, em 27 Janeiro de 2012, que não parece vir directa à Terra. Crédito: NASA/SOHO

A mancha solar 1402 continua activa e desencadeou uma explosão de classe X1.8, em 27 de Janeiro de 2012. No entanto, a mancha está a mover-se para o lado mais afastado do Sol, devido ao seu movimento de rotação. Deste modo, a explosão não foi dirigida directamente para a Terra.
A explosão também produziu uma ejecção de massa coronal espetacular (CME). O vídeo do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) mostra a nuvem afastando-se do sol a 2500 km/s.
Modelos a partir do Goddard Space Weather Center, da NASA, prevêem que a CME passará ao lado da Terra, em 30-31 de Janeiro.
O satélite GOES da NOAA também detectou a emissão de partículas (protões) solares energéticas (SEP) e que ainda estão a afectar a Terra hoje. Segundo a NOAA, é uma tempestade de radiação classe S2, não muito severa. Mesmo assim, pode afectar naves espaciais e satélites.
A imagem do satélite SOHO mostra manchas e estrias que resultam dos choques de protões energéticos nas câmaras a bordo da nave. Nota-se um aumento de impactos em 27 de Janeiro, após a CME pelas 19.30 h. O satélite também captou o planeta Mercúrio, à direita.

Crédito: SOHO
A actual tempestade de radiação, provavelmente terminará hoje, mais tarde.
Fonte: Space Weather.com / NASA

Link relacionado:
Classificando erupções solares (em inglês)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Grande tempestade solar atingiu a Terra hoje

Evolução da tempestade solar, observada pelo Observatório Solar Dinâmico da NASA, em 22 e 23 de Janeiro de 2012 - Crédito: NASA/Earth Observatory

As partículas carregadas de uma enorme tempestade solar atinguiram a Terra, nesta terça-feira(24), pelas 15.10 UTC, podendo originar bonitas auroras nas regiões polares e pequenas interferências nos satélites, durante os próximos dois dias, segundo os cientistas da NASA.
A tempestade começou ontem com uma erupção solar de intensidade M8.7, muito próxima da erupção mais intensa de "classeX".
Esta erupção ejectou e enviou uma corrente rápida de protões altamente energéticos em direção à Terra, provocando a tempestade solar mais intensa, desde Setembro de 2005, uma tempestade de grau S3, na escala do Space Weather Prediction Center, da NOAA.
A erupção foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME) extremamente rápida, uma nuvem de plasma solar que foi ejectada da atmosfera solar na direcção da Terra, aonde deve chegar entre hoje (24) e amanhã (25).
No entanto, a CME e a tempestade de radiação associada não estão directamente orientadas para o nosso planeta, atingem a Terra num determinado ângulo, o que diminui os efeitos do seu impacto no campo magnético terrestre. Provavelmente vão formar-se auroras nas latitudes mais altas, nas proximidades das zonas polares, podendo verificar-se alguns problemas nas comunicações nestas zonas.
Mais informações em SpaceWheather.com
Pode ver auroras em directo neste endereço.
Fonte: NASA/Earth Observatory

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Grande tempestade solar dirige-se para a Terra

No vídeo, a tempestade solar é vista em vários comprimentos de onda e através de observatórios solares espaciais diferentes.

Na noite de 22-23 de Janeiro de 2012, uma grande mancha solar activa (1402) produziu uma erupção de classe M8.7, quase tão poderosa como uma erupção de classe X, acompanhada de uma ejecção de massa coronal (CME) dirigida à Terra e uma explosão de movimentação rápida de partículas altamente energéticas que causou a maior tempestade de radiação desde Setembro de 2005, de acordo com o Space Weather Prediction Center, da NOAA.
Modelos do Goddard Space Weather Center da NASA prevêem que a CME se move a 2.000 Km por segundo, podendo atingir a magnetosfera da Terra - o invólucro magnético que envolve a Terra - em 24 ou 25 de Janeiro, originando auroras, possivelmente em latitudes mais baixas que o normal.
Além de originar auroras mais fortes que o normal na Terra, as tempestades geomagnéticas podem também perturbar satélites em órbita, causar interferências generalizadas de comunicação e outros danos em infra-estruturas electrónicas.
No vídeo, o efeito granulado que aparece em algumas das imagens deve-se ao impacto da radiação altamente energética (protões) nas câmaras dos observatórios espaciais (SOHO e STEREO).
Actualmente, o Sol está a meio do ciclo solar 24, e a sua actividade está a aumentar, como previsto, em direcção ao máximo solar, em 2013.
Fonte: NASA / SpaceWeather.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Sol hoje: erupção solar e ejecção de massa coronal

Crédito: NASA/SDO

Imagem da erupção solar classe M3.2 de longa duração, que aconteceu nesta quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012, obtida pelo Observatório Solar Dinâmico combinando vários comprimentos de onda.
A erupção solar foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME) dirigida ao nosso planeta. De acordo com os serviços da NASA, estima-se que atinja a atmosfera terrestre sábado, 21 de Janeiro, podendo provocar fortes tempestades geomagnéticas e bonitas auroras.
A CME também foi captada em vídeo pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) (câmara LASCO C2). As imagens repetem-se 3 vezes.


Fonte: NASA  /  SpaceWeather.com

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CMEs e o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO)


Entre 22 e 28 de Novembro de 2011, o Sol produziu cerca de doze ejeções de massa coronal (CMEs), no período de oito dias. No vídeo, o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO C2) mostra as tempestades solares (grandes e pequenas) que explodem para o espaço em diferentes direcções. O próprio Sol, tomado pelo Observatório Solar Dinâmico, em luz UV (ultravioleta) extrema e escala adequada foi sobreposto na parte central para o mesmo período de tempo.
O vídeo comemore a 500ª edição do "Pick of the Week" ("a escolha da semana" em tradução livre) do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO).
Fonte: NASA

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aurora boreal vermelha

Aurora vermelha captada em Independence, Mo, em 24 de Outubro de 2011 - Crédito: NASA/Tobias Billings

Uma ejecção da massa coronal (CME), produzida no Sol na noite de 21 de Outubro, atingiu a Terra ontem, 24 de Outubro. Esta CME causou fortes flutuações do campo magnético perto da superfície terrestre, originando-se bonitas auroras boreais ou "luzes do norte", vistas em todo o Canadá e grande parte dos Estados Unidos, até ao sul do Alabama.
As auroras completamente vermelhas não são tão comuns como as verdes, mas podem formar-se durante uma actividade solar forte, ocorrendo um pouco mais frequentemente em latitudes baixas, como no caso da imagem tirada em Independence, Missouri.
No vídeo, mais uma aurora observada no Michigan, também em 24 de Outubro.


A forte CME que nos atingiu também alterou o limite do campo magnético da Terra - uma fronteira conhecida por magnetopausa - que passou de 40 mil milhas de distância da Terra para cerca de 26 mil milhas, área onde se encontram os satélites em órbita geoestacionária que, durante algum tempo, viajaram num ambiente com material e campos magnéticos diferentes do normal.
Mais informações e imagens de auroras no endereço http://spaceweather.com/
Fonte: NASA