Gostei particularmente deste exemplar, deixou-se fotografar mostrando uma atitude confiante. Pequena borboleta (cerca de dois centímetros) de nome Azul de cauda curta de Lang, Leptotus pirithous.
domingo, 1 de setembro de 2013
Biodiversidade de Bragança
Mais uma manhã observando borboletas, nos arredores da cidade de Bragança. O dia está bastante luminoso e a fotógrafa, eu, limitou-se a carregar no botão e pouco mais.
Voando no Campo Ultra Profundo do Hubble em 3-D
O vídeo mostra um voo através do Hubble Ultra Deep Field, a visão mais distante do universo em luz visível.
O Hubble Ultra Deep Field ("Campo Ultra Profundo do Hubble"), ou HUDF, é uma imagem de uma pequena região do espaço, na constelação de Fornax, composta por dados do Telescópio Espacial Hubble, captados entre 3 de Setembro de 2003 e 16 de Janeiro de 2004, com mais de 10.000 galáxias. É a imagem mais profunda do universo tirada em luz visível, mostrando o passado a mais de 13 biliões de anos atrás.
Neste vídeo, é possível ver mais de 5.330 galáxias da imagem do Campo Ultra Profundo do Hubble. Estas bonitas espirais e enormes elípticas são algumas das mais antigas e mais distantes galáxias já fotografadas por um telescópio óptico. Aqui, as galáxias são vistas como elas eram entre 400 a 800 milhões de anos após o Big Bang.
As distâncias para estas galáxias foram medidas usando o desvio para o vermelho cosmológico, que é o alongamento da luz devido à expansão do universo. Quanto mais a luz viajou por todo o universo, mais ela é esticada e tanto maior é o valor do desvio para o vermelho. Os desvios para o vermelho destas galáxias foram convertidos para distâncias para montar um modelo 3-D dos dados.
Esta visualização científica voa através dos dados para mostrar a verdadeira natureza 3-D da imagem do Hubble Ultra Deep Field.
sábado, 31 de agosto de 2013
Incêndios em Portugal Continental vistos do espaço
Incêndios em Portugal Continental, vistos do espaço. Imagem do satélite Aqua da NASA, em 31 de Agosto de 2013, pelas 14:10 (hora de Lisboa) - Crédito: NASA/Near Real Time (Orbit Swath) Images
Portugal ainda continua a arder. A imagem do satélite Aqua, da NASA, mostra os focos de incêndios activos neste sábado, pelas 14:10 (hora de Lisboa). Ainda se pode ver o fumo sobre o Oceano Atlântico.
A Comissão Europeia anunciou hoje que a Croácia vai enviar dois aviões Canadair para ajudar a combater os incêndios no país, ao abrigo do Mecanismo de Protecção Civil da União Europeia, como resposta ao pedido de mais meios de combate ao fogo por parte das autoridades portuguesas.
Mais informações em Publico.pt
Biodiversidade de Bragança
Algumas pequenas borboletas que, na manhã deste sábado, procuravam alimentar-se e também namorar um pouco à beira da estrada, no campo.
Borboleta acobreada, Lycaena phlaeas
Borboleta de cauda longa azul, Lampides boeticus
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Descoberta nova espécie de tubarão que "caminha" no fundo do mar
Bamboo shark Hemiscyllium halmahera (© Mark Erdmann / Wedaresort, www.wedaresort.com) from Sci-News.com on Vimeo
Uma equipa de investigadores, liderada pelo biólogo Gerald Allen, da organização não-governamental Conservation International, identificou uma nova espécie de tubarão, que se desloca no fundo do mar com ajuda das barbatanas barbatanas peitorais e pélvicas, que usa como se fossem uma espécie de patas. A descoberta aconteceu nas águas junto da ilha de Ternate, no arquipélago indonésio das Molucas.
O tubarão recém-descoberto, de nome científico Hemiscyllium halmahera, tem sido designado por "tubarão de Halmahera". Com cerca de 80 cm de comprimento, possui várias manchas castanhas espalhadas pelo corpo e mostra-se inofensivo para os humanos.
A nova espécie pertence à família Hemiscylliidae de tubarões conhecidos como tubarões-tapete de cauda longa ou tubarões bambu. Estes são frequentes nas águas do Pacífico e do Índico, sobretudo na Austrália, Papua Nova Guiné e Indonésia, e utilizam as barbatanas peitorais e pélvicas para se movimentar nos recifes e fendas do mar.
A descrição da espécie está publicada no aqua International Journal of Ichthyology.
Fonte: Publico.pt
Telescópio Hubble observa uma lagarta cósmica
Nuvem de gás e poeira interestelar em forma de lagarta, IRAS 20324 4057, a cerca de 4.500 anos-luz de distância, na constelação de Cygnus - Crédito: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
Espectacular nuvem de gás e poeira interestelar em forma de lagarta, captada pelo Telescópio Espacial Hubble. Na realidade, é o embrião de uma futura estrela que ainda se encontra em processo de formação e que está a ser bombardeada por ventos fortes de radiação ultravioleta provenientes de estrelas vizinhas extremamente brilhantes, que esculpem a extraordinária estrutura da "lagarta".
As estrelas "escultoras" são 65 das mais quentes e brilhantes estrelas conhecidas, classificadas como estrelas do tipo O, localizadas a 15 anos-luz de distância da nuvem, em direcção à borda direita da imagem. Estas estrelas, juntamente com outras 500 menos brilhantes, mas ainda altamente luminosas do tipo B, formam o que se chama associação Cygnus OB2, um conjunto estelar com uma massa mais de 30 mil vezes maior do que o nosso Sol.
A nuvem em forma de lagarta, de nome IRAS 20324 4057, é uma protoestrela numa fase ainda muito primitiva da sua formação. Observações espectroscópicas da estrela central de IRAS 20324 4057 mostram que ainda se encontra num processo de recolha de material a partir do gás que a envolve.
Os cientistas acreditam que as protoestrelas desta região, eventualmente, podem tornar-se em jovens estrelas com massas finais entre 1-10 vezes maiores do que o nosso Sol, desde qua as estrelas brilhantes vizinhas não destruam o gás circundante antes de terminarem a sua formação. Caso contrário, as suas massas poderão ser menores.
Fonte: NASA
Gigante buraco negro da Via Láctea rejeita material
Imagem composta da região em torno de Sagitário A * (Sgr A *), o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea. Contém emissão de raios X do Observatório de Raios-X Chandra, em azul, e emissão de infravermelho do Telescópio Espacial Hubble, em roxo e amarelo. A caixa mostra uma ampliação de Sgr A *, apenas em raios-X, cobrindo uma região de meio ano-luz de largura. A emissão difusa de raios-X é de gás quente capturado pelo buraco negro e sendo absorvido. Este gás quente tem origem nos ventos produzidos por uma distribuição, em forma de disco, de jovens estrelas massivas detectadas em observações em infravermelho - Crédito: NASA/UMass/D.Wang et al., IR: NASA/STScI
Novas observações do gigantesco buraco negro, localizado no centro da nossa galáxia Via Láctea, indicam que menos de um por centro do gás dentro do seu alcance gravitacional é absorvido pelo buraco. Em vez disso, a maior parte do gás é ejectado de novo para o espaço, o que ajuda a explicar por que o objecto tem um brilho fraco.
O supermassivo buraco negro da Via Láctea, de nome Sagitário A* ou Sgr A *, com a massa de 4 milhões de sóis, está localizado a cerca de 26.000 anos-luz da Terra. Os astrónomos usaram o Observatório de raios-X Chandra, da NASA, para tentar explicar por que o material ao redor do gigante buraco negro apresenta um brilho extremamente fraco em raios-X.
Embora os buracos negros não sejam visíveis, nas áreas próximas à sua volta de um modo geral há emissão de radiação forte a partir do material que cai dentro delas. Mas isto não acontece com Sgr A *.
As novas descobertas do Chandra mostram que a maior parte do material dentro da influência gravitacional de Sgr A * é atirada de novo para o espaço. Consequentemente, a emissão de raios-X a partir do material perto do buraco negro é extremamente fraca, tal como acontece com a maior parte dos buracos negros gigantes de galáxias no Universo próximo.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Dados da NASA revelam um grande desfiladeiro debaixo da capa de gelo da Gronelândia
Dados de uma missão científica da NASA revelaram evidências de um grande desfiladeiro, até agora desconhecido, escondido debaixo da capa de gelo da Gronelândia. Os dados sugerem que é um desfiladeiro rochoso contínuo, que se estende desde quase o centro da ilha e termina abaixo do fiorde do Galciar Petermann, no norte da Gronelândia.
O desfiladeiro apresenta características de um vale de rio sinuoso, ao longo de pelo menos 750 Km, o que o torna maior que o Grand Canyon, nos Estados Unidos. Nalguns pontos, a sua profundidade pode ir até aos 800 metros. Pensa-se que é anterior à camada de gelo que cobre a Gronelândia nos últimos milhões de anos.
Os cientistas usaram dados de radar obtidos em milhares de quilómetros, através de meios aéreos, recolhidos por cientistas da NASA e pesquisadores do Reino Unido e da Alemanha, ao longo de várias décadas. Uma grande parte desses dados foram obtidos entre 2009 e 2012, durante a Operação IceBridge da NASA, uma campanha científica aérea que estuda o gelo polar.
Os pesquisadores acreditam que o desfiladeiro desempenha um papel importante no transporte da água de degelo subglacial, desde o interior da Gronelândia até a borda da camada de gelo, no oceano Árctico. Mas, há 4 milhões de anos, as evidências sugerem que o desfiladeiro era um grande sistema fluvial, que transportava a água do interior para o litoral, antes da presença da capa de gelo.
Os resultados foram publicados num artigo científico na revista Science.
Fonte: NASA
Incêndios florestais em Portugal Continental vistos do espaço
Focos de incêndios florestais em Portugal captados pelo satélite Aqua, da NASA, nesta quinta-feira (29 de Agosto), pelas 14:20 (hora de Lisboa). É visível o fumo libertado pelo grande incêndio da Serra do Caramulo que já se encontra sobre o Oceano Atlântico - Crédito: NASA/Near Real Time (Orbit Swath) Images
Na imagem da Península Ibérica captada pelo satélite Aqua, da NASA, é possível ver os vários focos de incêndio activos em Portugal Continental, distribuídos sobretudo na zona norte e centro.
É um cenário de destrição que se tem repetido durante todo este mês de Agosto. Os meios de comunicação referem 28 incêndios activos, sendo 13 de grandes proporções.
A imagem de satélite mostra que o fumo libertado pelo grande incêndio que está a destruir parte da Serra do Caramulo já se encontra sobre o Oceano Atlântico.
Este incêndio de grandes proporções matou, esta quinta-feira (29 de Agosto), mais uma jovem bombeira que combatia as chamas e ferindo mais cinco. É o terceiro operacional a morrer tentando apagar o fogo na Serra do Caramulo, neste mês de Agosto, e a quinta vítima mortal, no mesmo período, entre os vários milhares de bombeiros que combatem os incêndios florestais neste verão. Terá sido apanhada pelo fogo intenso resultante do "efeito chaminé".
Durante o combate às chamas, muitos bombeiros são surpreendidos com o chamado "efeito chaminé", que é apontado como causa de diversas mortes, quando não conseguem fugir. "Pode ser descrito como um comportamento eruptivo do fogo que, ao propagar-se em zonas montanhosas, ele próprio causa vento. Em condições de elevada temperatura e baixa humidade, ganha uma rápida aceleração, aumentando o efeito devastador das chamas".
Mais informações em Publico.pt
Afinal, podemos ser todos marcianos!
Seremos os orgulhosos descendentes de primitivos astronautas marcianos? - Crédito imagem: NASA
A vida podia ter-se originado em Marte e trazida para a Terra através de meteoritos marcianos, é o que sugere o novo estudo do cientista Steven Benner apresentado durante a Conferência Goldschmidt, em Florência (Italia). Isto significa que podemos, talvez, ser marcianos!
De acordo com o cientista, uma forma oxidada do elemento molibdénio, que pode ter sido fundamental para a origem da vida, provavelmente existia na superfície do planeta vermelho há muito tempo, mas não estava disponível na Terra no tempo em que a vida começou, porque há 3.000 milhões de anos de anos, a superfície da Terra tinha muito pouco oxigénio, mas Marte tinha.
Nessa altura, a Terra e Marte eram constantemente bombardeados por cometas e asteróides, o que explica como é que detritos marcianos foram projetados no espaço e chegaram até ao nosso planeta, atraídos pelo campo de gravidade.
Para Benner, é mais "uma evidência que torna mais provável a vida ter chegado à Terra num meteorito marciano do que ter começado no nosso planeta".
Tal como explicou o cientista, os compostos orgânicos são os blocos de construção da vida, mas eles precisam de ajuda, para além de energia como calor ou luz, para iniciarem a formação da vida. É aqui que entra o molibdénio oxidadado ou o boro, um outro elemento, para ajudar a mistura orgânica na origem da vida.
Pensa-se que os minerais de boro, necessários para formar o ARN - considerada por muitos como a primeira molécula genética - a partir da sopa pré-biótica, não existiam em quantidade suficiente nessa época da Terra, assim como não estavam disponíveis as formas químicas correctas de molibdénio.
"Recentemente, a análise de um meteorito marciano mostrou que havia boro em Marte, agora acreditamos que a forma oxidada de molibdénio também estava presente lá".
"A evidência aponta que todos somos de facto marcianos, que a vida começou em Marte e chegou à Terra trazida por um meteorito. Contudo, tivémos sorte de ficar por aqui, porque certamente a Terra foi o melhor dos planetas para manter a vida", concluiu o cientista.
Fonte: El Mundo.es
Robô Curiosity observa eclipse do Sol causado por Phobos
Três imagens do robô Curiosity onde Phobos, a maior lua de Marte, passa directamente em frente ao Sol, causando um eclipse anular, visto da superfície do planeta vermelho. As imagens foram captadas, em 17 de Agosto de 2013, o 369º dia marciano de actividade do robô - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Malin Space Science Systems / Texas A & M Univ.
As imagens captadas pelo robô Curiosity, da NASA, mostram a maior das duas luas de Marte, Phobos, passando directamente em frente do Sol, as melhores imagens de sempre de um eclipse solar visto de Marte. Como a lua não cobre totalmente o Sol, é o que se chama um eclipse solar anular.
As imagens são as primeiras de uma série enviadas para a Terra em 20 de Agosto de 2013. Mais tarde, poderá ser feita uma animação sobre o eclipse. O robô Curiosity fez uma pausa nesse dia para gravar o evento astronómico.
"Este evento ocorreu perto do meio-dia no local onde se encontrava o Curiosity, o que colocou Phobos no seu ponto mais próximo do robô, parecendo maior contra o Sol do que pareceria noutros momentos do dia", disse Mark Lemmon de Texas A & M University, College Station, um co-investigador do Curiosity. "Este é o mais próximo de um eclipse total do Sol que se pode ter em Marte."
Fonte: NASA
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Estrela gémea mais velha do Sol prevê o futuro da nossa estrela
Ilustração do ciclo de vida de uma estrela parecida com o Sol. A imagem segue a vida de uma estrela parecida ao Sol, desde o seu nascimento, à esquerda, ao longo da sua evolução até chegar a uma gigante vermelha, à direita. À esquerda, vemos a estrela como uma protoestrela, embebida num disco de poeira à medida que se forma. Mais tarde torna-se uma estrela como o nosso Sol. Depois de passar a maior parte da sua vida nesta fase, a estrela começa gradualmente a aquecer, expandindo-se e tornando-se mais vermelha até se transformar numa gigante vermelha.
A seguir a esta fase, a estrela lançará as suas camadas exteriores para o espaço que a circunda, formando um objeto conhecido como uma nebulosa planetária, enquanto o núcleo da estrela propriamente dita arrefece, dando origem a um resto pequeno e denso chamado anã branca. No friso cronológico estão assinalados os locais onde o nosso Sol e as gémeas solares 18 Sco e HIP 102152 se encontram neste ciclo de vida. Ao estudar a HIP 102152, podemos ter uma ideia de como será o futuro do nosso Sol - Crédito:ESO/M. Kornmesser (ligação para ver ampliação)
Uma equipa internacional, liderada por astrónomos no Brasil, utilizou o Very Large Telescope do ESO para estudar duas estrelas gémeas solares - uma que se pensou ser mais jovem que o Sol (18 Scorpii) e outra que se esperava que fosse mais velha (HIP 102152).
Os cientistas descobriram que a HIP 102152, situada a 250 anos-luz de distância da Terra, na constelação do Capricórnio, é a gémea solar mais velha conhecida até à data, estimando-se que tenha 8,2 mil milhões de anos de idade. Também se confirmou que '18 Scorpii' é mais nova que o Sol, com cerca de 2,9 mil milhões de anos de idade. O nosso Sol tem 4,6 mil milhões de anos.
As gémeas solares são as estrelas mais parecidas com o Sol, já que têm massas, temperaturas e abundâncias químicas muito semelhantes. São estrelas raras, mas outras classes como as análogas solares ou estrelas do tipo solar são mais comuns.
O estudo da gémea HIP 102152, uma estrela quatro biliões de anos mais velha que o Sol, permite aos cientistas prever o que pode acontecer à nossa própria estrela quando tiver essa mesma idade. Como o Sol é a fonte de energia e de vida na Terra, há um enorme interesse em saber como ficará dentro de alguns biliões de anos.
As novas observações fornecem também uma primeira ligação clara entre a idade de uma estrela e o seu conteúdo em lítio. O lítio, o terceiro elemento da tabela periódica, foi criado durante o Big Bang, ao mesmo tempo que o hidrogénio e o hélio. Há anos que os astrónomos querem saber porque é que algumas estrelas têm menos lítio que outras.
Telescópio Espacial Spitzer revela o Universo em infravermelho há dez anos
Pouco depois do seu lançamento, em 25 de Agosto de 2003, o Telescópio Espacial Spitzer começou a observar o cosmos em infravermelho, o que significa que ele pode ver através da poeira que existe no espaço. Esta característica permitiu-lhe revelar os segredos do universo, dentro e fora do nosso Sistema Solar, nestes primeiros dez anos de actividade.
Entre as muitas descobertas feitas, conta-se a primeira observação do brilho de um exoplaneta, o maior dos anéis de Saturno e identificou a presença de 'buckyballs' - pequenas esferas de carbono - no espaço. Trabalhando com o telescópio Hubble, ele ajudou a localizar algumas das galáxias mais distantes do Universo. Os olhos infravermelhos do Spitzer vão continuar a espreitar e a descobrir o que se encontra para além da poeira escura do espaço.
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