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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Telescópio Espacial Spitzer revela o Universo em infravermelho há dez anos


Pouco depois do seu lançamento, em 25 de Agosto de 2003, o Telescópio Espacial Spitzer começou a observar o cosmos em infravermelho, o que significa que ele pode ver através da poeira que existe no espaço. Esta característica permitiu-lhe revelar os segredos do universo, dentro e fora do nosso Sistema Solar, nestes primeiros dez anos de actividade.
Entre as muitas descobertas feitas, conta-se a primeira observação do brilho de um exoplaneta, o maior dos anéis de Saturno e identificou a presença de 'buckyballs' - pequenas esferas de carbono - no espaço. Trabalhando com o telescópio Hubble, ele ajudou a localizar algumas das galáxias mais distantes do Universo. Os olhos infravermelhos do Spitzer vão continuar a espreitar e a descobrir o que se encontra para além da poeira escura do espaço.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Telescópio Spitzer há dez anos no espaço

Espectacular imagem da nebulosa Helix, captada em infravermelho pelo Telescópio Espacial Spitzer, da NASA. Chama a atenção as suas cores vivas e estranha semelhança com um olho gigante. Na realidade, trata-se de uma nebulosa planetária, localizada a cerca de 700 anos-luz, na constelação de Aquário. As nebulosas planetárias são restos de estrelas que eram semelhantes ao nosso Sol. Quando morrem, estas estrelas atiram para o espaço as suas camadas gasosas exteriores. Estas camadas são aquecidas pelo núcleo quente da estrela morta, chamada de anã branca, e brilham com as cores de infravermelho e visível. O nosso próprio Sol irá transformar-se numa nebulosa planetária quando morrer, dentro de cinco biliões de anos. Nesta visão infravermelha do Spitzer, a nebulosa Helix parece mais o olho de um monstro verde, onde a luz infravermelha das camadas gasosas exteriores está representada em tons azuis e verdes. A anã branca é visível como um pequeno ponto branco no centro da imagem. A cor vermelha no meio do olho indica as camadas finais de gás que explodiram quando a estrela morreu. O pequeno círculo vermelho brilhante no centro é o brilho de um disco de poeira que circunda a anã branca - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ.of Ariz.

Após 10 anos no espaço, o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, continua a observar o lado escuro do universo com os seus olhos infravermelhos.
Lançado a 25 de Agosto de 2003, a partir do Cabo Canaveral, na Flórida, Spitzer é o maior telescópio infravermelho no espaço, o que lhe permite ver o lado mais distante, frio e poeirento do universo. Muitas áreas do espaço estão cheias de nuvens de gás e de poeira que bloqueiam a luz visível. A radiação infravermelha consegue passar através destas nuvens, deixando observar, por exemplo, estrelas em formação, o centro das galáxias e a formação de novos sistemas solares.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O cometa ISON aproxima-se do Sistema Solar Interior

Magnífica imagem do cometa ISON com a sua longa cauda flutuando num cenário com inúmeras galáxias em pano de fundo e estrelas em primeiro plano. É uma composição de imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, em 30 de Abril de 2013 - Crédito: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

O cometa ISON, de nome oficial C/2012 S1, é, como todos os cometas, uma bola de neve suja composta de poeira e gases congelados como água, amónia, metano e dióxido de carbono. Os cientistas acreditam que estes são alguns dos blocos de construção fundamentais que levaram à formação dos planetas há 4,5 biliões de anos.
De acordo com os cientistas, o cometa está a fazer a sua primeira viagem em direcção ao sistema solar interior, vindo da distante Nuvem de Oort, uma colecção aproximadamente esférica de cometas e estruturas em forma de cometa que existe num espaço entre um décimo ano-luz e um ano-luz do Sol.
ISON vai passar a cerca de 1.200 mil quilómetros do Sol, em 28 de Novembro, tornando-se um cometa Sungrazer (rasante), que poderá evaporar ainda mais a sua poeira rochosa perto do periélio - ponto da órbita mais próximo do Sol, podendo revelar melhor a sua composição.
À medida que se aproxima do Sol, o cometa vai aquecendo gradualmente e, neste processo, vão-se libertando diferentes gases conforme vão sendo ultrapassados os seus pontos de evaporação. Os cientistas estão a monitorizar toda esta actividade a partir do solo e também do espaço.
Utilizando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, astrónomos observaram fortes emissões de dióxido de carbono com origem no cometa ISON. As observações do telescópio, em infravermelho, indicam a emissão lenta de dióxido de carbono, juntamente com poeira, formando uma cauda com cerca de 300.000 quilómetros de comprimento.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Telescópios espaciais observam padrões de tempo numa anã castanha

Ilustração da anã castanha, de nome 2MASSJ22282889-431026, observada pelos telescópios espaciais Spitzer e Hubble - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Com ajuda dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble, astrónomos observaram a atmosfera turbulenta de uma anã castanha, e criaram o "mapa do tempo" mais detalhado para este tipo de corpos frios semelhantes a estrelas.
Os telescópios observaram simultaneamente o objecto, a rodar a cada 1,4 horas. Os resultados sugerem ventos e nuvens envolvendo este estranho mundo.
As anãs castanhas formam-se por condensação de gás, como as estrelas, mas não têm a massa suficiente para fundir átomos de hidrogénio e produzir energia. Em vez disso, estes corpos, que alguns chamam de estrelas fracassadas, são mais parecidos a planetas de gás, com atmosferas variadas e complexas. As suas atmosferas podem ser semelhantes à do planeta gigante Júpiter.
A nova pesquisa pode ajudar uma melhor compreensão não só de anãs castanhas, mas também das atmosferas de planetas, fora do nosso sistema solar.
O estudo descrevendo os resultados, liderado por Esther Buenzli, da Universidade do Arizona, está publicado no Astrophysical Journal Letters.
Fonte: NASA

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Descoberto possível exoplaneta menor que a Terra

Ilustração do candidato a planeta UCF-1.01, visto em primeiro plano, e que pode ter a superfície coberta de magma devido à sua temperatura elevada, causada pela proximidade com a estrela - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Durante observações com o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, astrónomos detectaram o que pensam ser um exoplaneta com apenas dois terços do tamanho da Terra, um dos menores já encontrados. O candidato a planeta, designado por UCF-1.01, orbita a estrela de nome GJ 436, localizada a uns 33 anos-luz de distância, o que o tornaria, possivelmente, o planeta menor que a Terra mais próximo do sistema solar.
O candidato provavelmente é rochoso e quente porque orbita muito perto da sua estrela, cerca de sete vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Dada a sua proximidade, muito mais perto do que o planeta Mercúrio está do nosso Sol, a temperatura da superfície pode ser maior que 600 graus Celsius. Com esta temperatura, o exoplaneta não tem atmosfera e a sua superfície pode ser semelhante à de Mercúrio, cheia de crateras, ou então o calor extremo derreteu-a e o planeta está coberto de magma.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Telescópio Spitzer detectou fulerenos sólidos (buckyballs) no espaço

Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou fulerenos (buckyballs) sólidos no espaço, pela primeira vez - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou no espaço, pela primeira vez, buckyballs (fulereno) na forma sólida. Anteriormente já tinham sido encontradas estas microscópicas esferas de carbono na forma gasosa.
As partículas foram descobertas em torno de um par de estrelas, de nome "XX Ophiuchi," a 6.500 anos-luz da Terra, e em quantidade suficiente para encher um volume equivalente a 10.000 Montes Everestes.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Telescópio Spitzer detectou uma tempestade de cometas atingindo um sistema estelar próximo

Ilustração de uma tempestade de cometas em torno da estrela Eta Corvi, perto do nosso Sol, detectada pelo telescópio Spitzer. Um cometa gigante atinge um planeta rochoso, atirando gelo e poeira rica em carbono para o espaço, ao mesmo tempo, deixando água e compostos orgânicos na superfície do planeta. Um flash vermelho brilhante capta o momento do impacto sobre o planeta. A estrela branco-amarelada Eta Corvi está à esquerda, com mais cometas movendo-se em direção a ela - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou sinais de corpos gelados caindo num sistema solar extraterrestre. Esta "chuva" faz lembrar o nosso próprio Sistema Solar, há vários biliões de anos, durante o período conhecido por "Bombardeamento Pesado Tardio", que pode ter trazido água e outros ingredientes necessários à formação da vida na Terra.
Durante essa época, cometas e outros objetos gelados foram arremessados ​​do exterior do Sistema Solar, bombardeando os planetas interiores. Os projécteis espaciais marcaram a nossa Lua e provocaram grandes quantidades de pó.
Spitzer detectou uma faixa de poeira em torno de uma estrela brilhante próxima, Eta Corvi no hemisfério norte, que corresponde bastante ao conteúdo de um cometa gigante destruído. Essa poeira está localizada suficientemente perto de Eta Corvi para que possam existir mundos semelhantes à Terra, sugerindo que ocorreu uma colisão entre um planeta e um ou mais cometas.
O sistema Eta Corvi tem, aproximadamente, um bilião de anos, que os pesquisadores consideram ser a idade certa para uma tal "chuva de gelo".

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Telescópio Spitzer terá detectado grafeno no espaço?

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou a assinatura de flocos grafeno, no espaço. Se a descoberta for confirmada, será a primeira vez que o material é encontrado no cosmos.
Foram identificados sinais de grafeno em nebulosas planetárias das nossas galáxias vizinhas Nuvens de Magalhães. Spitzer também detectou, na mesma região, C70, uma molécula relacionada, encontrada pela primeira vez fora da nossa galáxia.

A ilustração mostra grafeno, "buckyballs" e C70 sobrepostos a uma imagem da nebulosa planetária Helix, uma nuvem de material expelido por uma estrela moribunda - Crédito: IAC/NASA/NOAO/ESA/STScI/NRAO

O grafeno apresenta-se em folhas planas de átomos de carbono, densamente compactados e com a espessura apenas de um átomo de carbono, formando uma estrutura cristalina hexagonal. Foi sintetizado em laboratório, pela primeira vez, em 2004. A pesquisa sobre as suas propriedades mereceu o Prémio Nobel da Física em 2010. É um material forte, bom condutor da electricidade como o cobre. É considerado o "material do futuro", com aplicações em computadores, telas de dispositivos eléctricos, painéis solares e muito mais.
Encontrar grafeno no espaço interessa aos cientistas. O seu estudo poderá trazer uma maior compreensão sobre as reacções químicas que envolvem o carbono no espaço, fornecendo pistas sobre o desenvolvimento dos compostos de carbono que formam a base da vida na Terra.