quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Segredos de uma estrela no fim da vida

Espiral estranha descoberta pelo ALMA em torno da estrela gigante vermelha R Sculptoris, na constelação do Escultor, hemisfério sul. - Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

Utilizandio o telescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), astrónomos descobriram uma estrutura em espiral surpreendente no gás que rodeia a estrela gigante vermelha R Sculptoris.
Esta estrutura nunca tinha sido vista anteriormente e provavelmente foi criada por uma estrela companheira escondida, que orbita a estrela velha. Os astrónomos ficaram igualmente surpreendidos ao descobrir que a gigante vermelha ejectou muito mais material do que o esperado.
Os novos dados ALMA revelam a concha que circunda a estrela, na forma do anel circular exterior, e também a estrutura em espiral do material interior.

Gelo marinho da Antárctida atingiu um novo recorde de extensão máxima

O mapa mostra a extensão do gelo marinho ao redor da Antárctida, em 26 de Setembro de 2012, quando o gelo cobria mais do Oceano Austral do que em qualquer outro momento do registro de satélite. A terra tem cor cinza escura, e as plataformas de gelo flutuantes - que estão ligadas aos glaciares terrestres - são cinzentas claras. O contorno amarelo mostra a extensão média do gelo do mar, em setembro entre 1979 e 2000 - Crédito: NASA/Earth Observatory/Jesse Allen

A extensão de gelo marinho à volta da Antártica atingiu o seu máximo anual de inverno, estabelecendo um novo recorde para o seu valor mais alto. A cobertura de gelo do mar estendeu-se por 19,44 milhões de quilómetros quadrados, em 2012, de acordo com o National Snow and Ice Data Center (NSIDC). O recorde anterior, de 19,39 milhões de quilómetros quadrados, foi obtido em 2006.
Este recorde de gelo de inverno para a Antárctida surge duas semanas depois de outro recorde estabelecido no Oceano Árctico para o mínimo de cobertura de gelo do mar, desde que é observado via satélite.
Os dados do centro NSIDC mostram que, embora haja uma grande variabilidade de ano para ano, a tendência geral mostra um crescimento de cerca de 0,9 por cento por década do gelo marinho na Antárctida.

Robô Curiosity começa a escavar em Marte

As duas imagens ilustram a primeira vez que o robô Curiosity recolheu uma colher de solo em Marte. As imagens foram obtidas no dia da missão marciana 61, ou sol (7 de Outubro de 2012) pela câmara do mastro, Mastcam. A imagem da esquerda mostra o solo no local "Rocknest", depois de removida a colher. A imagem à direita mostra o material dentro de colher do veículo, com 4,5 centímetros de largura e 7 centímetros de comprimento - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity retomou o seu trabalho com a primeira amostra de areia e poeira de Marte, recolhida com a colher que ele tem na extremidade do braço robótico. A actividade tinha sido interrompida durante alguns dias para analisar um pequeno "objecto brilhante" detectado no chão.
Curiosity escavou o solo marciano em 7 de Outubro, pela primeira vez usando a colher, para continuar a testar os instrumentos científicos do seu braço. No entanto, as imagens mostraram um estranho objecto próximo do local da colher, e que podia ser uma peça de hardware do robô. Os trabalhos pararam para analisar a peça e verificar possíveis impactos na actividade do robô.

Aurora boreal na Grã-Bretanha


Desta vez, também a Escócia teve o privilégio de observar uma aurora boreal. O fenómeno, também conhecido por luzes do norte, é mais comum em áreas nas altas latidudes, próximas do pólo, em países como a Suécia, Noruega ou Finlândia.
As auroras são provocadas por partículas carregadas resultantes de explosões solares e que, movendo-se no espaço em direcção à Terra, atingem o campo magnético do nosso planeta.
Fonte: ÚltimoSegundo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Beatles, há 50 anos


Em 5 de Outubro de 1962, os Beatles lançaram o seu primeio single "Love me do", uma música simples e fresca onde a palavra 'amor' surge mais de 20 vezes. Afinal, 'we all need love', não é verdade? 50 anos de Beatles e ainda encantam!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Campanha SOS Cagarro arranca hoje nos Açores

Pardela-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea borealis), conhecida nos Açores por cagarro ou cagarra - Crédito: wikipédia

A Campanha SOS Cagarro, uma das maiores acções de protecção ambiental que se realiza em Portugal, arranca esta segunda-feira (1 de Outubro) nos Açores, visando o envolvimento da população no salvamento dos cagarros juvenis encontrados junto às estradas e na sua proximidade.
Os cagarros são aves emblemáticas dos Açores e com um chamamento peculiar único.
Todos os anos, milhares de voluntários, em todo o arquipélago, conseguem salvar muitos juvenis de cagarros que, ao abandonar os ninhos pela primeira vez durante os meses de Outubro e Novembro, são atraídos pelas luzes de carros e casas e acabam por cair nas estradas, onde são atropelados ou apanhados por predadores.
No ano passado, 4709 pessoas e 169 entidades envolvidas nesta iniciativa conseguiram salvar 3233 pequenos cagarros.

Marte em quarto crescente

Marte em quarto crescente, captado pela sonda Rosetta, da ESA, em Fevereiro de 2007 - Crédito: ESA / MPS / UPD / LAM / IAA / RSSD / INTA / UPM / DASP / IDA / processed by E. Lakdawalla

Curiosa imagem de Marte em quarto crescente (branco), uma fatia fina iluminada do planeta vermelho, captada pela sonda Rosetta, da Agência espacial Europeia (ESA), durante a sua aproximação ao planeta, em Fevereiro de 2007.
Durante a exploração do Sistema Solar, vários planetas e as suas luas já foram fotografados em quarto crescente, mas é a primeira vez que Marte é observado nesta fase.
A sonda Rosetta aproximou-se de Marte, durante a segunda de um total de quatro manobras que ela teve de fazer para seguir a sua longa viagem e atingir o cometa Churyumov-Gerasimenko, com chegada prevista no verão de 2014. As restantes três manobras realizaram-se à volta do nosso planeta.
A imagem mostra, na posição de 11 horas, uma luminescência nocturna na atmosfera do planeta, produzida por uma ténue emissão de luz a partir das camadas mais altas da atmosfera
Os halos difusos vermelho e azul resultam da reflexão da luz nos componentes internos ópticos da câmara.

domingo, 30 de setembro de 2012

Momento musical



Vale a pena ver e ouvir esta fantástica e engenhosa máquina musical. Foi quase toda ela construída com equipamentos agrícolas, numa colaboração de Robert M. Trammell Music Conservatory e Sharon Wick School de Engenharia da Universidade de Iowa, Estados Unidos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Sol produziu uma CME bastante ampla, embora seja considerada não perigosa

O Observatório Solar e Heliosférico da NASA captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal particularmente ampla (CME), que surgiu a partir do Sol, em 27 de Setembro de 2012, pelas 22:23 EDT. A CME parece envolver mais da metade do Sol, enquanto se move para o espaço - Crédito: SOHO / ESA e NASA

O Sol produziu uma ejecção de massa coronal (CME) bastante ampla e orientada directamente para a Terra, em 27 de Setembro de 2012, 10:25 p.m. EDT. A CME está associada a uma erupção solar bastante pequena, de classe C, a terceira em força depois das erupções de classes X e M. A erupção surgiu na região activa AR 1577, no lado mais afastado do Sol.
As CMEs podem enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que, por vezes, atingem o nosso planeta, entre um a três dias mais tarde, afectando os sistemas eletrónicos nos satélites e em terra.
De acordo com Modelos experimentais de pesquisa da NASA, a nuvem de partículas desta CME viaja a cerca de 700 quilómetros por segundo e irá atingir a Terra sábado (29 de Setembro). Com velocidades desta grandeza, espera-se que a CME não cause interrupção de sistemas eléctricos ou interferências significativas em GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações. CMEs semelhantes no passado causaram auroras perto dos pólos.
Mais informações em http://spaceweather.com/
Fonte: NASA

Tempestade Nadine, vagueando no Oceano Atlântico, torna-se furacão pela segunda vez

Imagem da tempestade Nadine, obtida pelo satélite TRMM, da NASA, mostrando chuvas leves na parte central de circulação (em azul), em 27 de Setembro de 2012. A linha branca assinala os locais por onde a tempestade passou e os locais previstos para os dias próximos - Crédito: NASA / SSAI, Hal Pierce

A tempestade Nadine, a última que se formou no Oceano Atlântico ainda continua activa e a vaguear no oceano. Formada há 17 dias, a tempestade tropical voltou a ser furacão novamente, pela segunda vez, nesta sexta-feira (28 de Setembro).
Actualmente, a tempestade apresenta ventos da ordem dos 120 kph, um pouco acima do valor limite de um furacão de Categoria 1. A tempestade também apresenta um olho central observado através de imagens de satélite e que é característico de um furacão.
Nestes últimos dias, Nadine tem andado a vaguear sobre o oceano, à volta de uma determinada área. Agora, está localizada a cerca de 1175 Km a sudoeste das ilhas dos Açores, movendo-se em direcção ao noroeste, mas espera-se que vire para o norte-noroeste no próximo dia, na sua trajectória errática.

Baleia-de-bossa rara, de cor branca, foi avistada novamente este ano


Foi avistada uma baleia-de-bossa (Megaptera novaeangliae), de cor branca, no litoral da Austrália, pela primeira vez este ano.
Nesta época começa a migração da espécie, em que cerca de 17 mil baleias percorrem as águas entre a Antárctida e o norte da Austrália.
Esta baleia-de-bossa foi a primeira de cor branca a ser avistada em 1991. Foi baptizada de Migaloo, uma referência à sua cor, num idioma aborígene.
Fonte: ÚltimoSegundo

Robô Curiosity encontrou indícios de um antigo curso de água em Marte

Imagem do robô Curiosity da NASA, mostrando um afloramento de rocha chamado "Link", fracturado em blocos expostos. As características do afloramento são consistentes com um conglomerado sedimentar, ou uma rocha formada pela deposição de água e é composta por muitas pequenas pedras arredondadas, cimentadas conjuntamente. A água é o único processo capaz de produzir a forma arredondada de seixos desta dimensão. No solo, do lado esquerdo, há muitas dessas pedras arredondadas, algumas das quais podem ter caído do afloramento rochoso. Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity encontrou indícios de uma antiga corrente de água que percorreu a área de Marte onde ele se encontra, muito perto onde pousou, no interior da cratera Gale.
Marte tem depósitos de água congelada nos pólos e já há evidências anteriores da presença de água no passado, mas agora os cientistas têm, pela primeira vez, imagens de pedras cimentadas em camadas de rochas do tipo conglomerado, que são rochas sedimentares.
Os tamanhos e formas arredondadas das pedras evidenciam que foram transportadas em longas distâncias por um curso de água no passado. Elas são demasiado grandes para terem sido movidas pelo vento.
De acordo com os cientistas, o robô Curiosity pode ter encontrado o primeiro ambiente potencialmente habitável.
“Pelo seu tamanho, calculamos que a água se movia a cerca de um metro por segundo, com uma profundidade entre a altura do tornozelo e da anca”, disse William Dietrich, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, um dos investigadores ligados à missão do Curiosity.
“É a primeira vez que estamos de facto a ver pedras transportadas pela água em Marte. É uma transição entre a especulação sobre o tamanho dos materiais dos leitos dos rios e a sua observação directa”, diz Dietrich.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Uma colorida gaivota cósmica

A imagem mostra parte da Nebulosa da Gaivota (cabeça da gaivota), uma maternidade estelar, e foi captada pelo telescópio MPG/ESO, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile - Crédito: ESO

A imagem obtida no Observatório de La Silla do ESO, mostra parte da maternidade estelar chamada Nebulosa da Gaivota.
É uma nuvem de gás, conhecida como Sh 2-292, RCW 2 e Gum 1, parecendo a cabeça de uma gaivota, com brilho intenso devido à radiação muito energética emitida por uma estrela jovem e muito quente que se encontra no seu centro.
As nebulosas estão entre os objectos visualmente mais impressionantes do céu nocturno. São nuvens interestelares de poeira, moléculas, hidrogénio, hélio e outros gases ionizados, onde nascem novas estrelas. Embora estas nebulosas apresentem diferentes formas e cores, quando observadas pela primeira vez, muitas das suas formas estranhas fazem lembrar figuras e objectos conhecidos, e os astrónomos dão-lhes nomes curiosos, como acontece com esta região de formação estelar.