sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O voo do sapo astronauta

Uma câmera remota da NASA captou esta foto espectacular de um sapo no ar, durante o lançamento da missão LADEE para estudar o pó lunar, na passada sexta-feira, no centro Wallops da NASA, na Virgínia. A equipa que captou a imagem confirma que o sapo é real.
O pobre animal encontrava-se na rampa de lançamento do foguetão Minotaur V que transportou a sonda, o local mais errado para estar naquele momento, e acabou por ser lançado também para o espaço. Sem querer, transformou-se no primeiro sapo astronauta da história.
Não é a primeira vez que um animal é afectado por um lançamento. Na era dos vaivéns espaciais, foram captadas imagens de um abutre colidindo com o tanque de combustível do veículo e do também famoso morcego astronauta que ficou agarrado ao tanque do Discovery, em 2009.
Crédito da imagem: NASA Wallops Flight Facility/Chris Perry
Fonte: Solar System Exploration

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Como a Terra vê a sonda Voyager 1 - um pálido ponto azul também

Imagem do sinal da Voyager 1, em 21 de Fevereiro de 2013, captado pelos rádio telescópios do Very Long Baseline Array (VLBA), com a sonda a cerca de 18500 milhões de km de distância - Crédito: NRAO / AUI / NSF

Em 14 de Fevereiro de 1990, a pedido de Carl Sagan, a sonda Voyager 1 voltou-se e tirou várias fotografias, entre elas a histórica fotografia da Terra, "Pálido ponto azul", do tamanho de um pixel azul, suspensa num raio de Sol reflectido pela nave. Esta encontrava-se a 6,4 biliões de quilómetros de distância, nos confins do Sistema Solar.
Em 21 de Fevereiro de 2013, os rádio telescópios do Very Long Baseline Array (VLBA) captaram o sinal da nave espacial como um ponto de luz semelhante, um pálido ponto azul, um pouco alongado.
Estes telescópios de rádio não podem ver a Voyager 1 em luz visível, mas conseguem "ver" o sinal de nave espacial em luz de rádio, que depois é transformado em pixeis. Nessa data, a sonda estava a cerca de 18.500 milhões de km de distância.
No seu discurso na Cornell University, em 13 de Outubro de 1994, Carl Sagan afirmou, apontando para o minúsculo ponto azul enviado pela Voyager 1: "toda a história humana aconteceu neste pequeno pixel, que é o nosso único lar".
Agora, pode dizer-se que a história da humanidade está um pouco mais rica. A Voyager 1 deixou o Sistema Solar e entrou no espaço interestelar, um dos marcos mais importantes da história da exploração espacial. Nunca um objecto construído pelo homem chegou tão longe!
Mais informações na página web da missão Voyager.
Fonte: NASA

A nave Voyager 1 deixou o Sistema Solar e entrou no espaço interestelar

No espaço de transição: a ilustração mostra a sonda Voyager 1 a entrar no espaço entre as estrelas. O espaço interestelar é dominado por plasma, gás ionizado que foi expulso por gigantescas estrelas há milhões de anos. Aqui é mostrado de cor alaranjada semelhante à cor vista em imagens de luz visível do telescópio espacial Hubble, que mostram estrelas viajando através do espaço interestelar, na nebulosa de Orion - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A nave espacial Voyager 1, da NASA, já está no espaço interestelar. A veterana sonda de 36 anos de idade é, oficialmente, o primeiro objecto feito pelo homem a entrar no espaço entre as estrelas, a cerca de 19.000 milhões de km do nosso Sol. É um marco histórico para a humanidade!
Novos dados recebidos pelos cientistas da missão indicam que a nave finalmente deixou o Sistema Solar, em Agosto de 2012, segundo um relatório de análise desta informação publicado na edição desta quinta-feira do Jornal Science.
Actualmente, a sonda encontra-se na sua viagem histórica de exploração espacial por entre o plasma ou gás ionizado, presente no espaço entre as estrelas - e que foi expulso pela morte de estrelas gigantes, há milhões de anos - numa região de transição imediatamente fora da bolha solar, onde se notam alguns efeitos do nosso Sol. O interior da bolha solar é dominado pelo plasma emanado do Sol, conhecido por vento solar.
Voyager 1 e sua sonda gémea, a Voyager 2, foram lançadas em Setembro e Agosto de 1977, respectivamente. As duas sondas passaram por Júpiter e Saturno. Voyager 2 também voou por Urano e Neptuno. Voyager 2, lançada antes da Voyager 1, é a nave que viaja continuamente no espaço há mais tempo. Encontra-se a cerca 15.000 milhões de km de distância do nosso Sol.
A quantidade de energia disponível para a Voyager 1 tem diminuído ao longo do tempo. De acordo com os cientistas da missão, todos os instrumentos científicos da nave deverão parar de funcionar, provavelmente, em 2025.
Mais informações na página web da missão Voyager.
Pode ver o vídeo que mostra como a equipa descobriu que a sonda tinha atingido o espaço interestelar.
Fonte: NASA

Links relacionados:
Sonda Voyager 1, uma viajante longe de casa

Peixe da espécie Psychrolutes marcidus é a nova mascote das espécies menos atraentes

Hoje, a Ugly Animal Preservation Society (Sociedade para a Preservação do Animal Feio) anunciou que o blobfish (peixe-bolha), um peixe gelatinoso da espécie Psychrolutes marcidus - e com uma cara que dá pena - foi eleito a nova mascote após uma votação pública global online. O blobfish é, agora, o animal mais feio do mundo, embora um título não oficial, escolhido entre vários também não muito atraentes.
A sociedade criou a campanha da mascote com o objectivo de "incentivar os jovens a envolverem-se em projetos de conservação, assim como ajudar a salvar da extinção animais considerados feios" e que, normalmente, passam despercebidos nas campanhas de preservação de outras espécies que as pessoas conhecem e gostam mais.

Simon Watt, biólogo e presidente da Ugly Animal Preservation Society, anunciou o vencedor no Festival Britânico de Ciência, em Newcastle. Ele disse: "Nós precisávamos de uma cara feia para os animais em perigo e fiquei surpreendido com reacção do público. Durante muito tempo os animais bonitos e fofinhos foram o centro das atenções, mas agora o blobfish vai ser uma voz para os marginalizados que sempre ficam esquecidos."


Mapa 3D do bojo central da Via Láctea mostra que tem a forma de um amendoím

Ilustração que mostra qual a forma da Via Láctea, quando vista de perfil e de uma perspectiva completamente diferente da que se tem a partir da Terra. O bojo central parece uma bola brilhante de estrelas em forma de amendoim. Os braços em espiral e as suas nuvens de poeira associadas formam uma banda estreita - Crédito: ESO/NASA/JPL-Caltech/M. Kornmesser/R. Hurt

Dois grupos de astrónomos usaram dados de telescópios do ESO e criaram o melhor mapa a três dimensões de sempre das zonas centrais da Via Láctea. Os cientistas descobriram que a região interna da nossa galáxia se parece com um amendoim ou uma estrutura em X, quando observada de certos ângulos. Estruturas semelhantes também foram observadas nas protuberâncias centrais de outras galáxias.
O mapeamento foi conseguido com a ajuda de dados públicos do telescópio de rastreio em infravermelho VISTA do ESO e também a partir de medições dos movimentos de centenas de estrelas muito ténues situadas no bojo central, utilizando o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros. O objectivo era obter uma visão muito mais clara da estrutura do bojo central da Via Láctea.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Portugal está menos sorridente, e a culpa é da crise.

As pessoas felizes vivem mais, são mais produtivas e cívicas - Crédito imagem: wikipédia

As pessoas felizes vivem mais, são mais produtivas e cívicas. É a principal mensagem do Relatório Mundial sobre Felicidade 2013, elaborado pela Universidade de Columbia para a ONU, e apresentado esta segunda-feira (9 de Setembro de 2013).
Os países mais felizes do mundo continuam no Norte da Europa. Dinamarca, Noruega, Suíça, Holanda e Suécia ocupam os primeiros lugares, entre os 156 países classificados. Portugal ocupa a 85º posição, tendo descido 12 lugares em relação ao relatório anterior. Segundo o estudo, a queda deve-se ao “impacto da crise na zona euro”, que afectou de forma idêntica a Grécia, Itália e Espanha. Com a crise económica e o grande aumento do desemprego, Portugal e os seus vizinhos do sul da Europa estão menos sorridentes.
"Os cidadãos destes quatro países, os mais atingidos pela crise na zona do euro, percebem que perderam a liberdade para tomar decisões importantes nas suas vidas", diz o documento. "A crise tem limitado as suas oportunidades e há a percepção de um aumento de corrupção na política e nos negócios; e menor apoio social e generosidade ", acrescenta.
O Relatório Mundial sobre Felicidade de 2013, foi lançado pela primeira vez no ano passado, e analisa o impacto de factores como a família, educação, saúde, esperança de vida, liberdade de escolha, ou ainda capacidade económica e relações com a comunidade e instituições públicas na felicdade individual.
Portugal foi um dos 41 países analisados onde se verificou uma descida do nível de felicidade (de 5,4, em 2012, para um nível médio de felicidade de 5,1, em 2013). Em 60 outras nações os cidadãos mostraram-se mais satisfeitos com a vida.

Considerado um grande asteróide próximo à Terra (NEO), afinal é um cometa!

A imagem da esquerda mostra o coma e a cauda de Don Quixote - características dos cometas - tal como foram revelados em luz infravermelha pelo telescópio Spitzer. O coma aparece como um brilho ténue em torno do centro do corpo, causado pela poeira e gás. A cauda, que aparece mais claramente na imagem da direita, aponta para o lado direito de Don Quixote, na direcção oposta do sol. A imagem do lado direito representa uma etapa de processamento de imagem mais elaborada, em que o brilho do coma foi removido. As manchas brilhantes em torno Don Quixote são estrelas de fundo, e a barra horizontal cobre artefactos de imagem causados ​​pelo processamento de imagem. - Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR/NAU

Durante 30 anos, os cientistas acreditaram que um grande objecto próximo à Terra (NEO), conhecido como 3552 Don Quixote, era um asteróide. Mas, usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, astrónomos da Universidade de Northern Arizona descobriram que o terceiro maior corpo celeste que tem órbita entre o Sol e Júpiter é um cometa.
Os pesquisadores reexaminaram as imagens de Don Quixote desde 2009, quando ele estava na parte da órbita mais próxima do Sol, e observaram que ele tinha um coma ténue e uma cauda.
Os resultados mostram que Don Quixote não é um cometa morto, isto é, que perdeu a água e o dióxido de carbono do coma - nuvem gasosa que envolve o núcleo - e da cauda, restando uma rocha que se parece com um asteroide. Na realidade, Don Quixote é um cometa activo, com grandes depósitos de dióxido de carbono e, presumivelmente, gelo de água, com cerca de 18 Km de comprimento.

Astronautas da Estação Espacial Internacional regressam à Terra

A cápsula da nave russa Soyuz TMA-08M, suspensa do paraquedas, aterra numa área remota perto da cidade de Zhezkazgan, no Cazaquistão, nesta quarta-feira (11 Setembro, 2013). No seu interior estão os astronautas Pavel Vinogradov e Alexander Misurkin, da Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos), e o astronauta da NASA Chris Cassidy, que regressam à Terra, após 166 dias no espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).
Pode ver o vídeo do regresso dos astronautas, Welcome Home Expedition 36! (Benvindos a casa, Expedição 36!).
Crédito: NASA/Bill Ingalls

Um terço dos alimentos produzidos é desperdiçado, com danos económicos e ambientais, segundo relatório da FAO

Nos países mais ricos, os consumidores dão demasiada importância ao aspecto estético dos alimentos, como a hortaliça e a fruta, rejeitando alimentos perfeitamente comestíveis - Crédito imagem: wikipédia

Segundo o relatório apresentado nesta quarta-feira (11 de Setembro de 2013) pela agência das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), mais de 1.300 milhões de toneladas de alimentos produzidos em todo o mundo perdem-se ou são desperdiçados, com custos económicos anuais de 570 mil milhões de euros.
Para além das perdas económicas, o relatório adverte que este desperdício danifica gravemente os recursos naturais de que a humanidade depende para se alimentar. "Food Wastage Footprint: Impacts on Natural" (Pegada dos desperdícios alimentares: impactos nos Recursos Naturais") é o "primeiro estudo que analisa os efeitos do desperdício alimentar a nível mundial desde uma perspectiva ambiental, centrando-se especificamente nas consequências para o clima, o uso da água, do solo e da biodiversidade.
Anualmente, os alimentos produzidos e que não são consumidos utilizam um volume de água equivalente ao fluxo anual do rio Volga, na Rússia, para além de ocuparem 30% da terra cultivada em todo o mundo. Eles são responsáveis pela emissão de 3,3 mil milhões de toneladas de gases com efeito de estufa na atmosfera, de acordo com o relatório.
Para o director-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, “Não podemos simplesmente permitir que um terço de todos os alimentos que produzimos seja perdido ou desperdiçado devido a práticas inadequadas, quando 870 milhões de pessoas passam fome todos os dias”.
Pode ver uma animação sobre a pegada do desperdício de alimentos neste endereço.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Comissão Europeia propõe novas medidas contra as espécies invasoras

Em Portugal, o chorão-das-praias, Carpobrotus edulisinvade dunas e zonas arenosas - Crédito: wikipédia

A Comissão Europeia (CE) apresentou nesta segunda-feira um conjunto de medidas legislativas com o objectivo de impedir o aumento do número de plantas invasoras na Europa.
Umas das propostas apresentadas aos 28 Estados-membros é a elaboração, em conjunto, de uma lista de plantas invasoras preocupantes para a União Europeia (UE). “As espécies seleccionadas serão banidas da UE, deixando de ser possível importá-las, comprá-las, utilizá-las, libertá-las ou vendê-las.” Além disso, durante o período de transição (não especificado na nota), serão adoptadas medidas para apoiar os comerciantes, criadores e proprietários destas espécies.
Segundo a CE, existem actualmente na Europa mais de 12 mil espécies exóticas, isto é, espécies que estão fora do seu habitat natural. Destas, apenas 15% são invasoras, pois crescem e reproduzem-se rapidamente, prejudicando o ecossistema onde se encontram.
As espécies invasoras causam prejuízos económicos calculados em 12 milhões de euros por ano, com riscos para a saúde pública, infra-estruturas e culturas agrícolas. A nível ambiental, estas espécies danificam os ecossistemas e conduzem à perda de biodiversidade.
Portugal também é afectado pelas espécies exóticas, cujo número tem aumentado, segundo informação no site do projecto Invasoras, da Universidade de Coimbra. Actualmente, existem em Portugal continental cerca de 670 espécies exóticas, das quais 8% têm comportamento invasor.
Desde 1999, Portugal tem legislação que regula a introdução de espécies exóticas, e onde estão assinaladas as invasoras proibidas. Entre as mais conhecidas e problemáticas estão as acácias, as mimosas, o chorão-das-praias ou o jacinto-de-água.
Fonte: Invasoras e Comunicado Europeu

Celebrando 1000 imagens compartilhadas da sonda Messenger, em órbita de Mercúrio

Mosaico comemorativo das 1000 imagens da sonda Messenger - Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington (permite ver imagem ampliada)

O mosaico apresentado pela equipa Messenger, esta terça-feira (10 de Setembro), celebra as 1000 imagens compartilhadas no site da missão, seleccionadas entre a enorme variedade de imagens, mapas e outros dados científicos enviados pela sonda, actualmente em órbita de Mercúrio. A primeira imagem foi apresentada em Agosto de 2005.
A sonda Messenger foi lançada para o espaço em 3 de Agosto de 2004, entrando em órbita em torno do planeta mais interno cerca de seis anos e meio depois, em 18 de Março de 2011. Pode ver a primeira imagem de Mercúrio a partir da sua órbita, assim como um vídeo de tributo à sonda Messenger.
As imagens apresentadas constituem, apenas, uma pequena parte do total de imagens já disponível online, e onde se pode distinguir, entre outras, o misterioso e escuro pólo norte de Mercúrio, a bacia Caloris em cores, canais de lava, Pantheon Fossae, imagens da Terra e de Vénus, e o monstro Cookie (O Monstro das Bolachas)!
Fonte: Messenger

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Biodiversidade de Bragança

Mosca-das-flores-comum, Episyrphus balteatus. Na sua forma adulta, alimenta-se do néctar e do pólen das flores.

Saturno, Lua, Vénus e o avião

Três planetas brilham ao anoitecer, a oeste sudoeste de Bragança: o ténue Saturno, mais alto, a Lua em quarto crescente e o luminoso Vénus, mais baixo. O rasto gasoso de um avião também é visível no céu crepuscular.