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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cientistas podem ter captado imagem do exoplaneta mais leve até agora

Imagem obtida pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) mostrando o planeta recém descoberto HD 95086 b próximo da sua estrela progenitora. A estrela propriamente dita foi removida da imagem durante o processamento, embora a sua posição se encontre marcada. Deste modo, o planeta aparece mais destacado, em baixo à esquerda. A circunferência azul corresponde ao tamanho da órbita de Neptuno no Sistema Solar - Crédito: ESO/J. Rameau

Utilizando o Very Large Telescope do Observatório Espacial do Sul (ESO), uma equipa de astrónomos conseguiu obter a imagem de um objeto ténue que se desloca próximo de uma estrela brilhante ao longo do céu, sugerindo que este corpo, designado por HD 95086 b, é um provável planeta em órbita da estrela HD 95086.
Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, este pode ser o planeta com menos massa a ser observado, de forma directa, fora do Sistema Solar. . A descoberta é uma contribuição importante ao estudo da formação e evolução de sistemas planetários.
Embora os astrónomos já tenham confirmado a presença de quase um milhar de planetas em órbita de outras estrelas que não o Sol, quase todos foram descobertos recorrendo a métodos indirectos.
Alguns foram detectados pelos efeitos que produzem nas suas estrelas progenitoras, como a diminuição da luminosidade produzida quando os planetas passam em frente das estrelas (método dos trânsitos). Outros foram descobertos através do movimento ligeiro causado pela atracção gravitacional dos planetas nas suas órbitas (método das velocidades radiais). Até agora, apenas uma dúzia de exoplanetas foram observados directamente. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Encontradas, pela primeira vez, galáxias escuras do Universo primordial

A imagem profunda mostra a região do céu em torno do quasar HE 0109-3518, marcado com um círculo vermelho próximo do centro da imagem. A sua radiação faz brilhar as galáxias escuras, ajudando na sua detecção. As imagens ténues do brilho das 12 galáxias escuras descobertas estão marcadas com círculos azuis. A imagem combina observações obtidas com o Very Large Telescope, preparado para detectar as emissões fluorescentes das galáxias escuras iluminadas pelo quasar brilhante, com dados de cor do Digitized Sky Survey 2 - Crédito: ESO, Digitized Sky Survey 2 and S. Cantalupo (UCSC)

Pela primeira vez, os astrónomos encontraram galáxias escuras, assim designadas numa fase inicial da formação de galáxias prevista pela teoria mas que nunca tinham sido observadas.
Essencialmente, são galáxias ricas em gás mas sem estrelas. Os cientistas conseguiram detectá-las, usando o Very Large Telescope (VLT) do ESO, porque elas brilhavam por estarem iluminadas por um quasar.
Estas galáxias são pequenas e ricas em gás do Universo primordial, mas muito pouco eficazes em formar estrelas. São galáxias previstas pelas teorias de formação de galáxias e pensa-se que são os blocos constituintes das actuais galáxias brilhantes, ricas em estrelas. Estes objectos devem ter alimentado as galáxias maiores com o gás que deu origem, posteriormente, às estrelas que existem actualmente.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrónomos descobriram nova maneira de estudar atmosferas de exoplanetas

Ilustração do exoplaneta Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas a ser descoberto, em 1996, e um dos sistemas planetários mais próximos que se conhece. Os astrónomos utilizaram o VLT do ESO para captar e estudar, pela primeira vez, a fraca radiação emitida pelo planeta. Ao aplicar uma nova técnica observacional, a equipa descobriu que a atmosfera do planeta parece ser mais fria a maior altitude, o contrário do que se esperava - Crédito: ESO/L. Calçada

Uma equipa internacional de astrónomos usou, pela primeira vez, uma nova técnica que permite estudar detalhadamente a atmosfera de um exoplaneta, mesmo que ele não passe em frente da sua estrela hospedeira.
Com ajuda do Very Large Telescope do ESO (VLT), os astrónomos conseguiram captar directamente o brilho fraco do planeta tau Boötis b, o que permitiu pela primeira vez estudar a estrutura da atmosfera de Tau Boötis b e determinar a sua órbita e massa de forma precisa.
A equipa de cientistas utilizou o instrumento CRICES montado no VLT, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Os astrónomos combinaram observações infravermelhas de alta qualidade (com comprimentos de onda da ordem dos 2.3 microns) com uma técnica nova que consegue extrair o fraco sinal emitido pelo planeta a partir radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira.
Os resultados serão publicados na revista Nature.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Júpiter visto pelo Very Large Telescope do ESO


Bonita imagem de Júpiter obtida em luz infravermelha, na noite de 17 de Agosto de 2008, com o instrumento Multi-Conjugate Adaptive Optics Demonstrator (MAD) montado no Very Large Telescope do ESO.
A foto em cor falsa é feita por combinação de uma série de imagens captadas ao longo de cerca de 20 minutos, através de três filtros diferentes (2, 2.14 e 2.16 microns).
A Grande Mancha Vermelha não é visível na imagem porque estava do outro lado do planeta durante as observações.
As observações foram feitas em comprimentos de onda infravermelho, onde a absorção devido ao hidrogénio e metano é forte, o que explica as cores diferentes de Júpiter quando observado em luz visível. Além disso, nos pólos do planeta, há uma maior neblina estratosférica (regiões de luz azul) gerada por interações com partículas que ficam presas no intenso campo magnético de Júpiter.
Fonte: ESO