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terça-feira, 12 de junho de 2012

Europa aprova a construção do maior telescópio do mundo

Ilustração do European Extremely Large Telescope (E-ELT) na sua cúpula no Cerro Armazones, o topo de uma montanha a 3060 metros de altitude, no deserto do Atacama do Chile. O E-ELT será o maior telescópio óptico/infravermelho do mundo - o maior olho do mundo voltado para o céu. Espera-se que comece a sua actividade científica no início da próxima década - Crédito: ESO/L. Calçada

O Conselho do Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês) aprovou o início do programa para a construção do maior telescópio óptico/infravermelho do mundo.
O 'European Extremely Large Telescope (E-ELT) ficará situado no Cerro Armazones, no Deserto de Atacama, no norte do Chile, perto do Observatório Paranal do ESO que inclui o Very Large Telescope (VLT) e o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA).
O E-ELT será um potente telescópio de espelho segmentado de 39,3 metros de diâmetro e resolução tão elevada de modo a permitir observar planetas rochosos no exterior do nosso sistema solar. Será o maior "olho" voltado para o céu. Os maiores telescópios ópticos da actualidade têm 10 metros de diâmetro, como no caso do europeu Grande Telescópio das Canárias e os dois telescópios americanos Keck, no Hawai.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cientistas não encontram, à volta do Sol, a matéria escura que esperavam

Ilustração da distribuição de matéria escura esperada em torno da Via Láctea ( halo de matéria azul). A matéria escura foi introduzida, pela primeira vez, pelos astrónomos para explicar as propriedades de rotação da galáxia e faz agora parte integrante das actuais teorias de formação e evolução de galáxias. As novas medições mostram que a quantidade de matéria escura numa grande região em volta do Sol é muito menor do que a prevista e indicam que afinal não existe matéria escura significativa na vizinhança do Sol - Crédito: ESO/L. Calçada

Um novo estudo sobre o movimento das estrelas na Via Láctea, divulgado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), revelou que não há evidências da existência de grandes quantidades de matéria escura à volta do Sol.
De acordo com as teorias geralmente aceites, a vizinhança do Sol deveria estar cheia de matéria escura, a matéria invisível misteriosa que só pode ser detectada de modo indirecto pela força gravitacional que exerce.
Mas a pesquisa de uma equipa de astrónomos do Chile - considerada a mais precisa até agora - descobriu que estas teorias não explicam os dados observados, o que pode significar que tentativas de detectar directamente partículas de matéria escura na Terra dificilmente serão bem sucedidas.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cientistas descobrem nova técnica para detetar vida noutros planetas

A imagem mostra o fino crescente da Lua a pôr-se sobre o Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Para além do crescente brilhante, o resto do disco lunar pode ver-se fracamente iluminado. Este fenómeno chama-se luz cinérea e deve-se à reflexão da luz solar pela Terra, que ilumina por sua vez a superfície lunar. Ao observar a luz cinérea os astrónomos podem estudar as propriedades da radiação refletida pela Terra como se esta fosse um exoplaneta e procurar sinais de vida. A  fotografia foi tirada a 27 de Outubro de 2011 e mostra também os planetas Mercúrio e Vénus - Crédito: ESO/B. Tafreshi/TWAN (twanight.org)

Uma equipa internacional descreveu uma técnica inovadora que pode levar à descoberta de vida noutros locais do Universo. Os investigadores estudaram a Terra de forma indirecta, através da luz que ela reflecte sobre a Lua, e conseguiram detectar indícios de vida no nosso planeta como, por exemplo, vegetação.
“Usámos uma técnica chamada observação da luz cinérea para observar a Terra como se esta fosse um exoplaneta,” diz Michael Sterzik (ESO), autor principal do artigo científico a publicar na revista Nature, em 1 de março de 2012. “O Sol ilumina a Terra e essa radiação é refletida para a superfície da Lua. A superfície lunar actua como um espelho gigante e reflete a radiação terrestre de volta à Terra - é essa radiação que observámos com o VLT.”

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Telescópio APEX observa nuvens escuras na constelação de Touro

A imagem mostra parte da nuvem molecular do Touro, na constelação do Touro, um filamento sinuoso de poeira cósmica, captada em comprimentos de onda cerca de um milímetro com a câmara LABOCA montada no telescópio APEX, revelando o brilho ténue dos grãos de poeira, em tons laranja. A imagem está sobreposta a outra da mesma região no óptico, num campo de fundo rico em estrelas. A estrela brilhante por cima do filamento é a φ Tauri, enquanto que a que se encontra parcialmente visível no lado esquerdo da imagem é a HD 27482. Ambas as estrelas estão mais próximas de nós que o filamento e não se encontram associadas a ele - Crédito:  ESO/APEX (MPIfR/ESO/OSO)/A. Hacar et al./Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin.

A nova imagem do telescópio APEX, situado no Chile, mostra parte da nuvem molecular do Touro, na constelação do Touro, um filamento sinuoso de poeira cósmica com mais de dez anos-luz de comprimento. No seu interior estão escondidas estrelas acabadas de nascer e nuvens densas de gás que irão formar ainda mais estrelas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Júpiter visto pelo Very Large Telescope do ESO


Bonita imagem de Júpiter obtida em luz infravermelha, na noite de 17 de Agosto de 2008, com o instrumento Multi-Conjugate Adaptive Optics Demonstrator (MAD) montado no Very Large Telescope do ESO.
A foto em cor falsa é feita por combinação de uma série de imagens captadas ao longo de cerca de 20 minutos, através de três filtros diferentes (2, 2.14 e 2.16 microns).
A Grande Mancha Vermelha não é visível na imagem porque estava do outro lado do planeta durante as observações.
As observações foram feitas em comprimentos de onda infravermelho, onde a absorção devido ao hidrogénio e metano é forte, o que explica as cores diferentes de Júpiter quando observado em luz visível. Além disso, nos pólos do planeta, há uma maior neblina estratosférica (regiões de luz azul) gerada por interações com partículas que ficam presas no intenso campo magnético de Júpiter.
Fonte: ESO

domingo, 2 de outubro de 2011

Algumas antenas do radiotelescópio ALMA começam a explorar o Universo

A rede de radiotelescópios ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), em construção no deserto de Atacama, no Chile, deve começar a sua actividade científica este fim-de-semana, dado que já estão instaladas 16 das 66 antenas gigantes que fazem parte do projecto.

A primeira grande antena europeia, de 12 metros de diâmetro, chega ao Planalto de Chajnator, no Atacama, elevando para 16 o número de antenas instaladas, o número que foi especificado pelo projecto ALMA para dar início às observações científicas - Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), S. Rossi (ESO)

ALMA resulta da colaboração entre a Europa, Estados Unidos e Japão e deve terminar em 2013, quando ficará em pleno funcionamento. O Observatório Europeu de Sul (ESO) representa a participação europeia, que tem de instalar 25 antenas.
Todo o conjunto ocupará uma área de 5.650 metros quadrados, a cerca de 5100 metros de altitude, no chamado Planalto de Chajnator, no Atacama. Depois de instaladas todas as antenas ligadas por fibra óptica, tudo funcionará como um único telescópio, com 54 antenas de 12 metros de diâmetro e outras 12 com 7 metros, com a função de captar e concentrar as ondas de radio submilimétricas que chegam do Universo e que foram emitidas pelos astros desde a sua origem, permitindo aos astrónomos observar mais longe e mais atrás no tempo do Universo.
Mais informações no site do ALMA
Fonte: El Mundo.es

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Descobertos novos 50 exoplanetas pelo espectrógrafo HARPS

A ilusração mostra o planeta orbitando a estrela tipo-Sol HD 85512, na constelação sul de Vela (The Sail). O planeta é um dos dezesseis super-Terras descobertos pelo instrumento HARPS do telescópio de 3,6 metros do ESO, no Observatório de La Silla, Chile. Tem cerca de 3,6 vezes a massa da Terra e situa-se na borda da zona habitável em torno da estrela, onde a água líquida, e talvez até mesmo a vida, poderia existir - Crédito: ESO/M. Kornmesser

Uma equipa internacional de astrónomos, liderada por Michel Mayor da Universidade de Genebra, Suíça, anunciou hoje a descoberta de 50 novos exoplanetas, incluindo 16 super-Terras, uma das quais orbita no limite da zona habitável da sua estrela.
Os cientistas utilizaram o espectrógrafo HARPS, sigla de Projecto de Investigação Planetária de Velocidade Radial de Alta Precisão, o caçador de exoplanetas do Observatório de La Silla do Observatório Europeu do Sul (ESO), um consórcio de Astronomia de 15 países, onde Portugal está integrado, que tem no Chile três centros de observação. A equipa do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, da qual faz parte o astrónomo Nuno Cardoso Santos, também está integrada neste projecto do ESO.
Este é o maior número de planetas deste tipo anunciado de uma só vez.  As novas descobertas são anunciadas num congresso científico internacional sobre Sistemas Solares Extremos, que juntou 350 especialistas de exoplanetas no Wyoming, EUA.