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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Encontradas, pela primeira vez, galáxias escuras do Universo primordial

A imagem profunda mostra a região do céu em torno do quasar HE 0109-3518, marcado com um círculo vermelho próximo do centro da imagem. A sua radiação faz brilhar as galáxias escuras, ajudando na sua detecção. As imagens ténues do brilho das 12 galáxias escuras descobertas estão marcadas com círculos azuis. A imagem combina observações obtidas com o Very Large Telescope, preparado para detectar as emissões fluorescentes das galáxias escuras iluminadas pelo quasar brilhante, com dados de cor do Digitized Sky Survey 2 - Crédito: ESO, Digitized Sky Survey 2 and S. Cantalupo (UCSC)

Pela primeira vez, os astrónomos encontraram galáxias escuras, assim designadas numa fase inicial da formação de galáxias prevista pela teoria mas que nunca tinham sido observadas.
Essencialmente, são galáxias ricas em gás mas sem estrelas. Os cientistas conseguiram detectá-las, usando o Very Large Telescope (VLT) do ESO, porque elas brilhavam por estarem iluminadas por um quasar.
Estas galáxias são pequenas e ricas em gás do Universo primordial, mas muito pouco eficazes em formar estrelas. São galáxias previstas pelas teorias de formação de galáxias e pensa-se que são os blocos constituintes das actuais galáxias brilhantes, ricas em estrelas. Estes objectos devem ter alimentado as galáxias maiores com o gás que deu origem, posteriormente, às estrelas que existem actualmente.