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terça-feira, 26 de junho de 2012

Nuvens polares mesosféricas

Nuvens polares mesosféricas observadas a partir da Estação Espacial Internacional, a 13 de Junho de 2012, quando a estação orbital passava sobre o planalto tibetano. Para além das nuvens noctilucentes, a imagem mostra as camadas inferiores da atmosfera também iluminadas. A camada mais baixa da atmosfera visível é a estratosfera, que está indicada por tons alaranjados e vermelhos perto do horizonte - Crédito: NASA (imagem ampliada)

As nuvens polares mesosféricas formam-se nos hemisférios norte e sul durante esta época, enquanto termina a primavera e começa o verão. Podem ser vistas, ao anoitecer, a partir do solo ou em aviões em voo, ou mesmo da Estação Espacial Internacional. Elas surgem como fios delicados e brilhantes contra o céu escuro, por isso também se denominam nuvens "noctilucentes"
Estas nuvens brilhantes formam-se entre 76 a 85 km acima da superfície terrestre, quando há vapor de água suficiente para congelar em cristais de gelo, nestas grandes altitudes. As nuvens são iluminadas pelo Sol, quando ele está logo abaixo da linha do horizonte, fazendo-as brilhar na noite.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nuvens polares mesosféricas

O cientista atmosférico Matthew DeLand (Science Systems and Applications Inc. e NASA’s Goddard Space Flight Center) tem vindo a acompanhar as nuvens polares mesosféricas, usando os instrumentos do satélite Aura, criados objectivamente para estudar ozono.

As imagens mostram as medições dos instrumentos do Aura de nuvens polares mesosféricas, em 10 de julho de 2007. São as nuvens vistas ao longo de seis órbitas consecutivas entre 7:16-15:52 Tempo Universal. Durante o dia, uma vasta área de nuvens polares mesosféricas desenvolveu-se ao longo do norte da Gronelândia e do Canadá, com um pico por volta das 10:30 UTC (a terceira órbita).
As nuvens são detectáveis porque são as únicas coisas que refletem a luz nessa parte da atmosfera, aparecem em branco e rosa. O satélite Aura, com uma órbita polar, tem oportunidade de tirar várias imagens dos polos em cada dia.

As nuvens polares mesosféricas são um bom indicador da mais pequena mudança na atmosfera. Por vezes são chamadas de “night-shining clouds" ou (em tradução livre) "nuvens nocturnas brilhantes". São finas, nuvens de gelo onduladas que se formam a altitudes muito elevadas, entre 80 e 85 km na mesosfera, e refletem a luz solar, muito tempo depois do Sol se pôr no horizonte.
Os instrumentos do satélite fornecem observações mais frequentes e detalhadas, proporcionando a  DeLand uma ferramenta útil para aperfeiçoar as suas medições anteriores, realizadas com os instrumentos Solar Backscatter Ultraviolet, e compreender a tendência que mostram, a longo prazo, para mais nuvens e mais brilhantes ligada ao aumento dos gases de efeito de estufa.
As observações das nuvens várias vezes ao longo do dia ,com os instrumentos do Aura, são importantes porque permitem aos cientistas ver como mudam as nuvens durante o dia. Esta informação ajuda a combinar os dados de vários sensores para determinar como elas estão mudando de década para década. As correcções desenvolvem uma visão mais precisa da evolução a longo prazo. Mesmo com as correções, a tendência indica que a atmosfera tem vindo a responder ao aumento dos gases de efeito de estufa nos últimos 30 anos.
Fonte: Earth Observatory

As nuvens polares mesosféricas estão a ficar mais brilhantes

Utilizando dados de instrumentos Solar Backscatter Ultraviolet transportados em satélites, desde 1978, Matthew DeLand, cientista da Science Systems and Applications Inc. e NASA's Goddard Space Flight Center, descobriu que as nuvens polares mesosféricas estão a formar-se com mais frequência e a ficar mais brilhantes.

As nuvens polares mesosféricas estão a ficar mais brilhantes - Crédito: Earth Observatory

O cientista verificou que o brilho das nuvens mudou no Hemisfério Norte e varia com a actividade solar, formando-se poucas nuvens quando o Sol está mais ativo. Para além das mudanças causadas pelo sol, há uma tendência para as nuvens serem mais brilhantes. A tendência de aumento de brilho, diz DeLand, revela mudanças subtis na atmosfera, que podem estar ligadas a gases do efeito estufa.

Nuvens polares brilhantes observadas pela Estação Espacial Internacional

As nuvens polares mesosféricas podem ser observados a partir da superfície da Terra e também pelos astronautas, em órbita a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Quando o Sol se põe no horizonte e a superfície da Terra fica escura, as nuvens a altas altitudes ainda são iluminadas durante algum tempo pela luz solar. Ocasionalmente, a faixa da órbita da estação espacial paralela à linha que separa o dia da noite da Terra, permite que a tripulação possa ver as nuvens polares mesosféricas no crepúsculo.

Nuvens polares mesosféricas no Hemisfério Norte, observadas pela tripulação da ISS, em 16 de Junho de 2010 - Crédito: Earth Observatory/ISS

Esta invulgar fotografia, obtida pelos astronautas da Expedição 24 a bordo da ISS, mostra as nuvens polares mesosféricas iluminadas pelo Sol nascente, em vez do pôr-do-Sol. As nuvens baixas no horizonte aparecem amarelo e laranja, enquanto as nuvens altas e os aerossóis (partículas como as poeira e poluição) são iluminadas de um branco brilhante. As nuvens polares mesosféricas aparecem como fitas azuis estendidas em toda a parte superior da imagem. Estas nuvens finas de partículas de gelo ocorrem normalmente em altas latitudes de ambos os Hemisférios Norte e Sul, e altitudes elevadas (76-85 km, perto da fronteira entre as camadas atmosféricas mesosfera e termosfera).

Nuvens polares mesosféricas no Hemisfério Sul, observadas pela tripulação da ISS, em 30 de Janeiro de 2010 - Crédito: Earth Observatory/ISS

A 30 de Janeiro de 2010, um raro alinhamento semelhante da faixa da órbita da ISS, a posição da linha separadora dia/noite, e a posição sazonal da Terra na sua órbita ao redor do Sol permitiu que os astronautas capturassem imagens impressionantes de nuvens polares mesosféricas sobre o Hemisfério Sul.
Fonte: Earth Observatory