terça-feira, 30 de julho de 2013

A Terra vista do espaço

Magnífica imagem da Terra captada pelo satélite Suomi NPP, da NASA, em 3 de Fevereiro de 2012, mostrando o Norte de África e a Península Ibérica espreitando por entre as nuvens, na parte central.
Mais imagens espectaculares do nosso planeta em Visible Earth.
Crédito: Norman Kuring, NASA GSFC

Península Ibérica vista do espaço

A imagem mostra a Península Ibérica observada pelo satélite Terra, da NASA, nesta terça-feira (30 de Julho de 2013).
É sempre bom verificar que pelo menos a essa hora - cerca das 11:30 (UTC-hora de Lisboa) - não havia qualquer foco de incêndio activo em Portugal, um flagelo frequente nesta época de calor e que todos os anos vai destruindo a riqueza florestal do país, colocando em perigo as vidas e bens dos habitantes.
Na vizinha Espanha o satélite detecta o que parece serem quatro fogos (os pontinhos avermelhados).
Mais informações em http://lance-modis.eosdis.nasa.gov/cgi-bin/imagery/realtime.cgi

Golfinhos reconhecem-se uns aos outros pelo seu "nome" na forma de som (assobio)

 

Investigadores da Universidade de St. Andrews, na Escócia, gravaram os sons produzidos por um grupo de golfinhos roazes (Tursiops truncatus) e concluiram que eles se chamam uns aos outros pelo "nome", usando assobios característicos para se comunicarem e manterem unidos no grupo.
De acordo com o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy Scientes (PNAS), em 22 de Julho de 2013, cada animal responde apenas ao som que o identifica. Tudo indica que estes golfinhos são os únicos mamíferos não-humanos a usar sons individuais na comunicação entre eles.
Mais informações em Público.pt e ÚltimoSegundo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dia Internacional do Tigre

Existem apenas cerca de 3.200 tigres selvagens em todo o mundo - Crédito: wikipédia

Hoje é o Dia Internacional do Tigre para alertar sobre a necessidade de aumentar e reforçar a protecção deste magnífico felino e do seu habitat.
Em pouco mais de um século, a população de tigres selvagens reduziu de 97%, restando apenas cerca de 3.200 animais, distribuídos por 13 países.
Eles enfrentam várias ameaças, como a caça furtiva que alimenta o comércio ilegal de peles e partes de tigre, para além da destruição e fragmentação do seu habitat como resultado da exploração madeireira ilegal e plantações comerciais.
Muitos países não têm a capacidade e os recursos para monitorar adequadamente as populações de tigres e das presas que constituem o seu alimento. Algumas organizações conservacionistas, como a WWF (Fundo Mundial para a Natureza), procuram ajudar nos esforços de conservação desta espécie em extinção, tendo como objectivo duplicar o número de tigres selvagens até 2022.
De acordo com a organização WWF, este dia mundial do tigre de 2013 também é de esperança para a espécie, com a recente colaboração da Rússia e da China nos esforços para aumentar a população mundial de tigres. Os dois países assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para cooperar na conservação do tigre e do leopardo de Amur, monitorizando as populações dos felinos e suas presas e aumentando, também, as actividades contra a caça furtiva em áreas críticas da sua fronteira.
Por sua vez, o Governo do Nepal acaba de anunciar que o número de tigres selvagens no país é de 198 (163 - 235), o que representa um aumento na população de 63% em relação ao último levantamento, em 2009.
Para saber mais sobre os tigres, consulte http://wwf.panda.org/what_we_do/endangered_species/tigers/

Nem a Lua pode estar em paz no céu!


“Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez a Lua. Viemos em paz em nome de toda a Humanidade”, é a mensagem de uma placa deixada por Neil Amstrong na superfícir lunar, em Julho de 1969, durante a missão Apollo 11.
Agora, um polémico novo projeto de lei apresentado no Congresso dos EUA pretende estabelecer um Parque Histórico Nacional abrangendo os locais de alunagem das missões Apollo, praticamente transformando esses lugares em território americano, com o intuito de os proteger para as gerações vindouras. Apenas o local de pouso da Apollo 11 está proposto como Património Mundial da Humanidade.
Em total desacordo com a ideia, a minha homenagem à Lua através do êxito de Ângela Maria, "A Lua é dos namorados", do carnaval brasileiro de 1961, inspirado na corrida espacial entre russos e americanos:
http://www.youtube.com/watch?v=NI3ebGNiGC4

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O cometa ISON aproxima-se do Sistema Solar Interior

Magnífica imagem do cometa ISON com a sua longa cauda flutuando num cenário com inúmeras galáxias em pano de fundo e estrelas em primeiro plano. É uma composição de imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, em 30 de Abril de 2013 - Crédito: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

O cometa ISON, de nome oficial C/2012 S1, é, como todos os cometas, uma bola de neve suja composta de poeira e gases congelados como água, amónia, metano e dióxido de carbono. Os cientistas acreditam que estes são alguns dos blocos de construção fundamentais que levaram à formação dos planetas há 4,5 biliões de anos.
De acordo com os cientistas, o cometa está a fazer a sua primeira viagem em direcção ao sistema solar interior, vindo da distante Nuvem de Oort, uma colecção aproximadamente esférica de cometas e estruturas em forma de cometa que existe num espaço entre um décimo ano-luz e um ano-luz do Sol.
ISON vai passar a cerca de 1.200 mil quilómetros do Sol, em 28 de Novembro, tornando-se um cometa Sungrazer (rasante), que poderá evaporar ainda mais a sua poeira rochosa perto do periélio - ponto da órbita mais próximo do Sol, podendo revelar melhor a sua composição.
À medida que se aproxima do Sol, o cometa vai aquecendo gradualmente e, neste processo, vão-se libertando diferentes gases conforme vão sendo ultrapassados os seus pontos de evaporação. Os cientistas estão a monitorizar toda esta actividade a partir do solo e também do espaço.
Utilizando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, astrónomos observaram fortes emissões de dióxido de carbono com origem no cometa ISON. As observações do telescópio, em infravermelho, indicam a emissão lenta de dióxido de carbono, juntamente com poeira, formando uma cauda com cerca de 300.000 quilómetros de comprimento.

Os misteriosos centauros podem ser cometas, segundo observações do telescópio WISE

A ilustração mostra uma criatura Centauro junto com os asteróides( à esquerda) e cometas (à direita) - Crédito:NASA/JPL-Caltech

Os centauros são pequenos corpos celestes que orbitam o Sol, entre Júpiter e Neptuno. Até agora, os astrónomos não tinham a certeza se os centauros são asteróides arremessados ​​para fora do sistema solar interior ou cometas vindos de longe que viajam em direcção ao Sol. A sua dupla natureza deu-lhes o nome da criatura mitológica grega cuja cabeça e tronco são humanos e as pernas são as de um cavalo.
Mas, um novo estudo baseado em observações do telescópio de infravermelhos Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, determinou que a maioria dos centauros é constituída por cometas.
Os resultados sugerem que cerca de dois terços da população de centauros são cometas, vindos dos confins gelados do nosso sistema solar. Os dados infravermelhos do WISE, juntamente com observações anteriores de luz visível, mostraram que muitos dos centauros têm cores escuras como fuligem e azul-cinza, sinais indicadores de cometas. No entanto, não está claro se o restante um terço da população é composta de asteróides.
"Assim como as criaturas míticas, os objectos centauro parecem ter uma vida dupla", disse James Bauer, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, e autor principal de um artigo publicado online na revista científica Astrophysical Journal, em 22 de Julho. "Os nossos dados apontam para uma origem como cometas para a maioria dos objectos, e provenientes do sistema solar mais profundo." Fonte: NASA

Fotossíntese das plantas observada a partir do espaço

No interior dos cloroplastos das células vegetais, a luz solar é convertida em energia, havendo emissão de  fluorescência no processo. Através de satélites, os cientistas podem detectar e medir essa fluorescência - Crédito: NASA Goddard's Conceptual Image Lab/T. Chase

O desenvolvimento das plantas dá-se através da fotossíntese, um processo que converte a luz solar em energia.
A luz dá às plantas a energia que elas precisam para crescer, mas quando recebem muita luz elas emitem o que é conhecido por fluorescência - luz invisível ao olho nu, mas detectável por satélites que orbitam a centenas de quilómetros acima da Terra.
Os cientistas da NASA criaram um novo método para transformar os dados de satélite em mapas globais, mais detalhados de sempre, sobre a fluorescência emanada a nível celular pelas plantas da Terra.
As plantas saudáveis ​​utilizam a energia da luz solar para realizar a fotossíntese e devolver alguma dessa luz na forma de um brilho fraco, mas mensurável. Isto significa que uma fluorescência abundante indica fotossíntese activa e uma planta em bom funcionamento, enquanto uma fluorescência fraca ou ausente pode significar que a planta está em stress ou morta.
Os mapas sobre o fenómeno permitem aos cientistas visualizar a saúde das plantas. Observando mudanças de intensidade ao longo do tempo, eles consegem distinguir plantas em stress, mortas ou inactivas da vegetação saudável e em crescimento. Além disso, podem ser importantes para os agricultores interessados ​​em detectar os primeiros indícios de stress das suas culturas e também para os ecologistas que procuram entender melhor a vegetação global e os processos do ciclo de carbono.
O vídeo que segue mostra explica como os cientistas observam a fotossíntese das plantas terrestres a partir do espaço:

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Cientistas explicam a surpreendente aceleração do gelo das regiões do interior da Gronelândia

A animação mostra como o gelo, na Gronelândia, é naturalmente transportado das várias partes do interior para a costa através dos glaciares. As cores representam a velocidade do fluxo de gelo, com as áreas em vermelho e roxo deslocando-se mais rapidamente, a taxas de quilómetros por ano. As setas indicam a direcção do fluxo. 

Durante a última década, os cientistas mostraram que o fluxo de gelo está a acelerar nos terminais dos glaciares da Gronelândia, à medida que se deslocam para o oceano na costa ocidental.
Agora uma nova pesquisa mostra que as regiões do interior também estão a fluir muito mais rápidamente do que estavam no inverno de 2000/2001.
Os autores do estudo explicam que a água resultante do degelo superficial, ao infiltrar-se através de fracturas da camada de gelo, vai aquecer o gelo a partir de dentro, facilitando o seu fluxo que se torna mais rápido.
"O sol derrete o gelo na superfície, e a água flui para interior da camada de gelo carregando uma enorme quantidade de energia latente", disse William Colgan, pesquisador e co-autor do estudo. "A energia latente, em seguida, aquece o gelo."
De acordo com os cientistas, os resultados têm implicações importantes nas plataformas de gelo e glaciares em todo o mundo. "Isso poderia implicar que as plataformas de gelo podem descarregar gelo no oceano muito mais rapidamente do que o previsto actualmente", disse Thomas Phillips, principal autor do novo estudo. "Isso também significa que os glaciares ainda não terminaram de acelerar e podem continuar por mais algum tempo. À medida que o degelo se expande para o interior, a aceleração vai acontecer mais para o interior.
Por isso, para entender o futuro aumento do nível do mar, os cientistas precisam levar em conta a energia latente da água do degelo e o seu potencial papel no aumento de velocidade dos glaciares e plataformas de gelo em direcção aos oceanos de todo o mundo.
Fonte: NASA

Formação explosiva de estrelas pode afectar o crescimento das galáxias

Visualização tridimensional das correntes de gás emanadas pela galáxia próxima NGC 253 (galáxia do Escultor), com formação explosiva de estrelas, observadas pelo radiotelescópio ALMA, no Chile. O eixo vertical mostra a velocidade e o eixo horizontal corresponde à posição ao longo da parte central da galáxia. As cores representam a intensidade da emissão detectada pelo ALMA, onde o rosa corresponde à emissão mais intensa e o vermelho corresponde à mais fraca - Crédito:ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/Erik Rosolowsky

Novas observações do telescópio ALMA no Chile, fornecem a melhor explicação de sempre sobre como a formação estelar vigorosa pode ejectar enormes quantidades de gás, fazendo com que as futuras gerações de estrelas não tenham combustível suficiente para se formar e crescer.
A imagem mostra uma visualização, a três dimensões, das correntes do gás frio de monóxido de carbono observadas pelo Alma na galáxia próxima do Escultor, com formação explosiva de estrelas (ver vídeo).
A Galáxia do Escultor, também conhecida como NGC 253, é uma galáxia em espiral situada na constelação austral do Escultor. Situada a cerca de 11,5 milhões de anos-luz do Sistema Solar, é a galáxia com formação estelar explosiva mais próxima de nós e visível no hemisfério sul.
Utilizando o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), os astrónomos descobriram colunas gigantes de gás frio e denso sendo ejectadas a partir do centro do disco galáctico.
Estes resultados podem ajudar a explicar o facto dos astrónomos terem encontrado muito poucas galáxias de massa elevada no cosmos. Modelos de computador mostram que as galáxias mais velhas, vermelhas, deveriam ter consideravelmente mais massa e um maior número de estrelas do que se observa actualmente. Parece que os ventos galácticos ou as correntes de gás ejectado são tão fortes que retiram à galáxia o combustível necessário à formação da nova geração de estrelas.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O "pequeno ponto azul" visto de Saturno

Imagem única, obtida em 19 de Julho de 2013, em que a sonda Cassini captou os anéis de Saturno, o nosso planeta Terra e a Lua no mesmo quadro - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute

Imagem rara a cores obtida pela câmara grande angular da sonda Cassini, da NASA, em 19 de Julho de 2013, onde os anéis de Saturno, o nosso planeta Terra e sua Lua surgem no mesmo enquadramento. O nosso planeta surge como um "pequeno ponto azul", com uma ténue saliência do lado direito, que é a Lua.
Nas imagens Cassini, a Terra e a Lua aparecem como simples pontos - a Terra em azul pálido e a Lua a branco - visíveis entre os anéis de Saturno.
As imagens foram tiradas combinando filtros de cores vermelho, verde e azul para dar uma visão de cor natural. A sonda Cassini encontrava-se a cerca de 1212 mil km de Saturno e a 1.440 milhões km da Terra.
Foi a primeira vez que uma câmera de alta resolução da Cassini captou a Terra e a sua lua como dois objectos distintos. Os dois podem ser claramente vistos na imagem seguinte, que foi ampliada cinco vezes.