segunda-feira, 22 de julho de 2013

Terra e Lua vistas a partir de Mercúrio

Terra e Lua captadas pela sonda Messenger, a orbitar Mecúrio, em 19 de Julho de 2013 - Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington

O par de objectos brilhantes no painel central da imagem é bem conhecido (supostamente) de todos nós. É a Terra e a Lua fotografadas pela sonda Messsenger a uma distância de 98 milhões de quilómetros. 
No lado esquerdo está uma imagem gerada por computador mostrando como a Terra é vista a partir de Mercúrio. No momento, eram visíveis grande parte das Américas, toda a Europa e África, Oriente Médio e grande parte da Ásia.
A Terra e a Lua parecem muito grandes na foto, porque foram sujeitas a uma grande exposição de luz. Na verdade, a esta distância interplanetária, a Terra e Lua têm um tamanho inferior a um píxel e onde nada se pode distinguir. As "caudas" apontando para baixo a partir da Terra e da Lua são causadas ​​pela saturação da imagem.
A imagem do nosso planeta foi tirada pela sonda Messenger durante uma actividade de procura de satélites naturais de Mercúrio. Se existirem , são pequenos e potencialmente escuros, e são necessárias longas exposições para captar o máximo de luz. Como consequência, os objectos brilhantes no campo de visão ficam saturados e aparecem artificialmente grandes, como aconteceu com o nosso planeta e a Lua, captados durante a missão da sonda.

Duas luas na noite em Saturno

Mimas e Pandora, luas de Saturno, vistas juntas nesta imagem da sonda Cassini, da NASA, em 14 de Maio de 2013.
Por ser mais pequena, Pandora não tem a gravidade suficiente para adquirir a forma esférica da lua maior, Mimas (396 km de diâmetro). De acordo com os cientistas, a sua forma alongada (cerca de 81 Km de comprimento) pode dar pistas de como ela e outras luas se formaram perto dos anéis de Saturno.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Sonda espacial capta uma ejecção de massa coronal (CME)

A nave Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA, ou STEREO-B, captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) emergindo rapidamente do lado esquerdo do Sol, esta segunda-feira 22 de Julho de 2013. a CME dirige-se para Marte. A luz brilhante no canto inferior direito é o planeta Mercúrio - Crédito: NASA / STEREO

Nesta segunda-feira (22 de Julho de 2013), o Sol projectou uma ejecção de massa coronal ou CME, uma erupção solar que pode enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que podem afectar os sistemas eletrónicos em satélites que orbitam a Terra.
De acordo com a NASA, esta CME não é dirigida ao nosso planeta, mas pode passar por Marte, onde existem sondas espaciais em actividade. Também poderá passar pela nave de observação solar STEREO-A, que será colocada em modo de segurança como protecção, caso se justifique.
As observações feitas indicam que as partículas solares foram ejectadas a cerca de 715 milhas por segundo, o que é uma velocidade bastante rápida para CMEs.
Fonte: NASA

domingo, 21 de julho de 2013

Terra e Lua captadas pela sonda Cassini a partir de Saturno

Aqui estamos nós, com os nossos amores, preconceitos, ódios,... Imagem não processada, da Terra iluminada e Lua (pontinho em baixo e à esquerda), captada pela sonda Cassini a partir de Saturno, em 19 de Julho de 2013 - Crédito: Missão Cassini

Imagem não processada da Terra e Lua, vistos pela sonda Cassini sexta-feira (19) a partir de Saturno, à distância de cerca de 898 milhões de quilómetros.
Cassini tirou várias fotografias do sistema de Saturno, e algumas delas captaram a Terra, uma imagem brilhante do nosso planeta com a sua lua (pontinho mais pequeno em baixo), a terceira obtida do sistema solar exterior. Em 1990, a nave Voyager 1 registou o famoso "pale blue dot", a partir de 4 biliões de quilómetros. A segunda foto foi captada pela sonda Cassini, em 2006, a uma distância de 926 milhões de quilómetros.
Em todas as imagens, o tamanho da Terra pouco difere de um pixel mas, tal como afirmou Carl Sagan olhando para esse "pequeno ponto azul", "É aqui! É o nosso lar! Somos nós! Aqui, todos os que amamos, conhecemos ou de quem nunca ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, viveram as suas vidas!".
De acordo com a NASA, o mosaico final das imagens do sistema de Saturno recentemente captadas - e onde se inclui a Terra - deverá estar completo dentro de "várias semanas".
Mais informações no site da NASA.

sábado, 20 de julho de 2013

Buraco coronal gigante no pólo norte do Sol

A sonda espacial SOHO captou esta imagem de um enorme buraco coronal, no pólo norte do Sol, em 18 de Julho de 2013 - Crédito: ESA e NASA / SOHO

A imagem mostra um gigantesco buraco coronal, na área do pólo norte do Sol, captada em luz ultravioleta extrema pela sonda Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), em 18 de Julho de 2013.
Os buracos coronais são regiões escuras, de baixa densidade da atmosfera externa do Sol, a corona. Contêm pouco material solar e têm temperaturas mais baixas, por isso, parecem muito mais escuros do que o ambiente à sua volta.
São carecterísicos do Sol e podem surgir em diferentes locais, com mais freqüência em diferentes momentos do ciclo de actividade solar. Actualmente, o Sol caminha para o seu máximo solar, previsto para o final de 2013. Durante esta parte do ciclo, o número de buracos coronais diminui, mas aumenta em número e tamanho quando o Sol se mover novamente em direção ao mínimo solar. Nessas ocasiões, os buracos coronais podem ser ainda maiores do que este.
Embora não se saiba ao certo o que provoca os buracos coronais, eles são importantes para compreender o clima espacial, pois são fonte de ventos de partículas solares com alta velocidade, que fluem para fora do Sol cerca de três vezes mais rápidas do que nos ventos solares mais lentos noutros lugares.
Mais informações no site do SOHO.
Fonte: NASA

Dançando a valsa em Saturno


Bonito vídeo, elaborado por Fabio Di Donato, mostrando mais de 200.000 imagens reais tiradas pela sonda Cassini em torno de Saturno, entre 2005 e 2013, e onde podemos ver os seus magníficos anéis e luas.
A apresentação é acompanhada pela música Jazz Suíte No.2: VI. Waltz 2, de Shostakovich, numa interpretação da Orquestra Sinfónica Armonie, e é dedicada pelo autor a Margherita Hack, astrofísica e escritora sobre ciência, falecida este ano.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Saturno visto em Bragança


De acordo com a NASA, entre as 21:27 e as 21:47 h (hora de Lisboa) desta sexta-feira (19), a sonda Cassini fotografou o planeta Terra a partir de Saturno.
Apesar da enorme poluição luminosa, a imagem regista como a minha máquina viu o gigante Saturno uns minutos mais tarde, um ténue pontinho branco mais à esquerda no céu escuro, tendo à sua direita e um pouco mais abaixo, outro pontinho azulado da estrela Spica, a estrela mais brilhante da constelação Virgem.

A Lua ao entardecer

A Lua neste fim de dia com algumas (poucas) nuvens, em Bragança.

Sorria, pois está a ser fotografado a partir de Saturno

Imagem Cassini de 2006, captada a 1,49 biliões de quilómetros, mostrando a Terra como um pequeno ponto azul, visto através dos anéis do gigante gasoso (acima dos sistema principal de anéis) - Crédito:NASA/JPL/Space Science Institute

Hoje, sexta-feira (19 de Julho), entre as 21:27 e 21:47 ( UTC – hora de Portugal), olhem para Saturno – a Sul e à direita da Lua – e mostrem o vosso melhor sorriso, porque estão a ser fotografados!
A partir do sistema do gigante dos anéis, a sonda Cassini, da NASA, vai fotografar a Terra a cerca de 900 milhões de milhas (cerca de 1,5 biliões de quilómetros) de distância do nosso planeta, quase 10 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Esta é a segunda vez que a Cassini fotografa o nosso Planeta Azul, no entanto, é a primeira vez que os terráqueos tiveram conhecimento, com antecedência, que a sua foto será tirada a partir de distâncias interplanetárias.
Simultâneamente, os cientistas pensam que também podem obter imagens da Terra captadas pela sonda Messemger, a orbitar Mercúrio, e vão tentar captá-las em 19 e 20 de Julho, entre as 11:49, 12:38 e 13: 41 (UTC – hora de Lisboa), em ambos os dias.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Big Brother da Via Láctea

A Grande Irmã da Via Láctea, a galáxia NGC 6744, vista em ultravioleta pelo telescópio Galex, desactivado em Junho deste ano - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A imagem mostra a galáxia NGC 6744, uma das mais semelhantes à nossa Via Láctea, no universo local. Foi captada em ultravioleta pelo telescópio espacial Galaxy Evolution Explorer (Galex).
NGC 6744 é maior do que a Via Láctea, com um disco que se estende por 175.000 anos-luz de diâmetro. Nota-se a grande extensão dos seus braços espirais, apresentando formação estelar nas regiões externas. A galáxia está localizada na constelação de Pavo, a cerca de 30 milhões de anos-luz.
O telescópio Galex foi desligado pela NASA, em 28 de Junho de 2013, após dez anos de actividade no espaço, estudando centenas de milhões de galáxias ao longo de 10 biliões de anos de tempo cósmico.
Fonte: NASA

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Biodiversidade de Bragança

Joaninha numa flor de funcho (Foeniculum Vulgare), insecto coleóptero da família Coccinellidae, que me parece pertencer ao género Hippodamia.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Telescópio Espacial Hubble descobre a cor azul de um exoplaneta

Ilustração do exoplaneta HD 189733b que orbita sua estrela amarelo-laranja, HD 189733. O Telescópio Espacial Hubble da NASA mediu a cor da luz visível real do planeta, que é azul cobalto - Crédito: NASA, ESA, e G. Bacon (STScI)

Observando um exoplaneta em luz visível, através do Telescópio Espacial Hubble, astrónomos descobriram que a sua cor real era azul.
O planeta, designado por HD 189733b, orbita a sua estrela a cerca de 63 anos-luz, um dos exoplanetas mais próximos que podem ser observados em trânsito. A cor azul cobalto do planeta foi deduzida medindo as mudanças na cor da luz do planeta, antes, durante e depois de uma passagem por detrás da sua estrela.
Se fosse observado directamente, o planeta iria parecer um ponto azul escuro, fazendo lembrar a Terra vista do espaço pela nave Voyager, como um "ponto azul pálido" (pale blue dot).
No entanto, a cor azul de HD 189733b não resulta da reflexão de um oceano tropical como acontece na Terra, mas sim de um ambiente nebuloso com nuvens altas contendo partículas de silicatos. Estas podem formar pequenas gotas de vidro que dispersam mais a luz azul do que a luz vermelha.

Nova lua de Neptuno descoberta pelo Telescópio Espacial Hubble

Imagem composta do Telescópio Espacial Hubble mostrando a localização da nova lua descoberta, designada S/2004 N 1, em órbita de Neptuno. A imagem em preto e branco foi tirada em 2009, em luz visível, com Wide Field Camera 3. A foto de Neptuno foi captada também pelo Hubble, em Agosto de 2009 - Crédito: NASA, ESA, M. Showalter/SETI Institute

O Telescópio Espacial Hubble, da NASA, descobriu uma nova lua - a décima quarta conhecida - orbitando o distante planeta Neptuno.
A lua, designada S/2004 N 1, é a menor do sistema de Neptuno, aparentando não ter mais de 12 milhas de diâmetro. Por ser tão pequena e escura, não foi detectada pela nave Voyager 2, da NASA, que visitou o gigante azul-esverdeado Neptuno no verão de 1989, e observou o sistema de luas e anéis do planeta.
A nova lua de Neptuno foi encontrada, em 1 de Julho deste ano, pelo astrónomo Mark Showalter, do Instituto SETI em Mountain View, na Califórnia, quando analisava fotos do planeta tiradas pelo telescópio Hubble. A extraordinária sensibilidade e nitidez do telescópio permitiu captar a imagem da lua na forma de um pequeno ponto branco, a cerca de 65.400 milhas de Neptuno, entre as órbitas das luas Larissa e Proteus.
S/2004 N 1 apresenta uma órbita circular que completa a cada 23 horas.
Fonte: NASA