sábado, 20 de julho de 2013

Dançando a valsa em Saturno


Bonito vídeo, elaborado por Fabio Di Donato, mostrando mais de 200.000 imagens reais tiradas pela sonda Cassini em torno de Saturno, entre 2005 e 2013, e onde podemos ver os seus magníficos anéis e luas.
A apresentação é acompanhada pela música Jazz Suíte No.2: VI. Waltz 2, de Shostakovich, numa interpretação da Orquestra Sinfónica Armonie, e é dedicada pelo autor a Margherita Hack, astrofísica e escritora sobre ciência, falecida este ano.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Saturno visto em Bragança


De acordo com a NASA, entre as 21:27 e as 21:47 h (hora de Lisboa) desta sexta-feira (19), a sonda Cassini fotografou o planeta Terra a partir de Saturno.
Apesar da enorme poluição luminosa, a imagem regista como a minha máquina viu o gigante Saturno uns minutos mais tarde, um ténue pontinho branco mais à esquerda no céu escuro, tendo à sua direita e um pouco mais abaixo, outro pontinho azulado da estrela Spica, a estrela mais brilhante da constelação Virgem.

A Lua ao entardecer

A Lua neste fim de dia com algumas (poucas) nuvens, em Bragança.

Sorria, pois está a ser fotografado a partir de Saturno

Imagem Cassini de 2006, captada a 1,49 biliões de quilómetros, mostrando a Terra como um pequeno ponto azul, visto através dos anéis do gigante gasoso (acima dos sistema principal de anéis) - Crédito:NASA/JPL/Space Science Institute

Hoje, sexta-feira (19 de Julho), entre as 21:27 e 21:47 ( UTC – hora de Portugal), olhem para Saturno – a Sul e à direita da Lua – e mostrem o vosso melhor sorriso, porque estão a ser fotografados!
A partir do sistema do gigante dos anéis, a sonda Cassini, da NASA, vai fotografar a Terra a cerca de 900 milhões de milhas (cerca de 1,5 biliões de quilómetros) de distância do nosso planeta, quase 10 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Esta é a segunda vez que a Cassini fotografa o nosso Planeta Azul, no entanto, é a primeira vez que os terráqueos tiveram conhecimento, com antecedência, que a sua foto será tirada a partir de distâncias interplanetárias.
Simultâneamente, os cientistas pensam que também podem obter imagens da Terra captadas pela sonda Messemger, a orbitar Mercúrio, e vão tentar captá-las em 19 e 20 de Julho, entre as 11:49, 12:38 e 13: 41 (UTC – hora de Lisboa), em ambos os dias.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Big Brother da Via Láctea

A Grande Irmã da Via Láctea, a galáxia NGC 6744, vista em ultravioleta pelo telescópio Galex, desactivado em Junho deste ano - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A imagem mostra a galáxia NGC 6744, uma das mais semelhantes à nossa Via Láctea, no universo local. Foi captada em ultravioleta pelo telescópio espacial Galaxy Evolution Explorer (Galex).
NGC 6744 é maior do que a Via Láctea, com um disco que se estende por 175.000 anos-luz de diâmetro. Nota-se a grande extensão dos seus braços espirais, apresentando formação estelar nas regiões externas. A galáxia está localizada na constelação de Pavo, a cerca de 30 milhões de anos-luz.
O telescópio Galex foi desligado pela NASA, em 28 de Junho de 2013, após dez anos de actividade no espaço, estudando centenas de milhões de galáxias ao longo de 10 biliões de anos de tempo cósmico.
Fonte: NASA

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Biodiversidade de Bragança

Joaninha numa flor de funcho (Foeniculum Vulgare), insecto coleóptero da família Coccinellidae, que me parece pertencer ao género Hippodamia.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Telescópio Espacial Hubble descobre a cor azul de um exoplaneta

Ilustração do exoplaneta HD 189733b que orbita sua estrela amarelo-laranja, HD 189733. O Telescópio Espacial Hubble da NASA mediu a cor da luz visível real do planeta, que é azul cobalto - Crédito: NASA, ESA, e G. Bacon (STScI)

Observando um exoplaneta em luz visível, através do Telescópio Espacial Hubble, astrónomos descobriram que a sua cor real era azul.
O planeta, designado por HD 189733b, orbita a sua estrela a cerca de 63 anos-luz, um dos exoplanetas mais próximos que podem ser observados em trânsito. A cor azul cobalto do planeta foi deduzida medindo as mudanças na cor da luz do planeta, antes, durante e depois de uma passagem por detrás da sua estrela.
Se fosse observado directamente, o planeta iria parecer um ponto azul escuro, fazendo lembrar a Terra vista do espaço pela nave Voyager, como um "ponto azul pálido" (pale blue dot).
No entanto, a cor azul de HD 189733b não resulta da reflexão de um oceano tropical como acontece na Terra, mas sim de um ambiente nebuloso com nuvens altas contendo partículas de silicatos. Estas podem formar pequenas gotas de vidro que dispersam mais a luz azul do que a luz vermelha.

Nova lua de Neptuno descoberta pelo Telescópio Espacial Hubble

Imagem composta do Telescópio Espacial Hubble mostrando a localização da nova lua descoberta, designada S/2004 N 1, em órbita de Neptuno. A imagem em preto e branco foi tirada em 2009, em luz visível, com Wide Field Camera 3. A foto de Neptuno foi captada também pelo Hubble, em Agosto de 2009 - Crédito: NASA, ESA, M. Showalter/SETI Institute

O Telescópio Espacial Hubble, da NASA, descobriu uma nova lua - a décima quarta conhecida - orbitando o distante planeta Neptuno.
A lua, designada S/2004 N 1, é a menor do sistema de Neptuno, aparentando não ter mais de 12 milhas de diâmetro. Por ser tão pequena e escura, não foi detectada pela nave Voyager 2, da NASA, que visitou o gigante azul-esverdeado Neptuno no verão de 1989, e observou o sistema de luas e anéis do planeta.
A nova lua de Neptuno foi encontrada, em 1 de Julho deste ano, pelo astrónomo Mark Showalter, do Instituto SETI em Mountain View, na Califórnia, quando analisava fotos do planeta tiradas pelo telescópio Hubble. A extraordinária sensibilidade e nitidez do telescópio permitiu captar a imagem da lua na forma de um pequeno ponto branco, a cerca de 65.400 milhas de Neptuno, entre as órbitas das luas Larissa e Proteus.
S/2004 N 1 apresenta uma órbita circular que completa a cada 23 horas.
Fonte: NASA

terça-feira, 4 de junho de 2013

Auroras de Saturno observadas pelo telescópio Hubble

Primeira imagem de espetaculares auroras de luz ultravioleta rodeando os pólos norte e sul de Saturno, a mais de mil milhas acima do topo das nuvens. A visão foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble, em Outubro de 1997, com o planeta dos anéis a 1.300 mil quilómetros da Terra.
Crédito: J.T. Trauger (Jet Propulsion Laboratory) and NASA/ESA

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cientistas podem ter captado imagem do exoplaneta mais leve até agora

Imagem obtida pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) mostrando o planeta recém descoberto HD 95086 b próximo da sua estrela progenitora. A estrela propriamente dita foi removida da imagem durante o processamento, embora a sua posição se encontre marcada. Deste modo, o planeta aparece mais destacado, em baixo à esquerda. A circunferência azul corresponde ao tamanho da órbita de Neptuno no Sistema Solar - Crédito: ESO/J. Rameau

Utilizando o Very Large Telescope do Observatório Espacial do Sul (ESO), uma equipa de astrónomos conseguiu obter a imagem de um objeto ténue que se desloca próximo de uma estrela brilhante ao longo do céu, sugerindo que este corpo, designado por HD 95086 b, é um provável planeta em órbita da estrela HD 95086.
Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, este pode ser o planeta com menos massa a ser observado, de forma directa, fora do Sistema Solar. . A descoberta é uma contribuição importante ao estudo da formação e evolução de sistemas planetários.
Embora os astrónomos já tenham confirmado a presença de quase um milhar de planetas em órbita de outras estrelas que não o Sol, quase todos foram descobertos recorrendo a métodos indirectos.
Alguns foram detectados pelos efeitos que produzem nas suas estrelas progenitoras, como a diminuição da luminosidade produzida quando os planetas passam em frente das estrelas (método dos trânsitos). Outros foram descobertos através do movimento ligeiro causado pela atracção gravitacional dos planetas nas suas órbitas (método das velocidades radiais). Até agora, apenas uma dúzia de exoplanetas foram observados directamente. 

domingo, 2 de junho de 2013

Qual a relação entre um asteróide e um transatlântico?


O astrofísico Rhys Taylor fez um vídeo comparando o tamanho e a massa do asteróide 1998 QE2, que actualmente está a afastar-se da Terra, com o transatlântico britânico Queen Elizabeth 2 (QE2). Os dois "objectos" já compartilham o nome!
Imagens de radar do asteróide 1998 QE2 indicam que tem uma forma esférica, com cerca de 2,7 Km de diâmetro. Fez a sua maior aproximação à Terra na sexta-feira (31 de Maio de 2013), passando a 3,6 milhões de milhas, aparentemente o mais perto do nosso planeta nos próximos dois séculos.
Mais sobre o vídeo em http://astrorhysy.blogspot.pt/2013/05/the-qe2-and-qe2.html

Biodiversidade de Bragança

Flor de esteva (Cistus ladanifer). Cresce espontaneamente na região de Bragança, durante a primavera.

sábado, 1 de junho de 2013