sábado, 4 de agosto de 2012

Marte num minuto: Como saberemos se o robô Curiosity tocou a superfície de Marte em segurança?


Seguindo o programa, o robô Curiosity, da NASA, deverá pousar em Marte na noite deste domingo (5 de Agosto), pelas 10:31 PDT (1:31 am EDT, 05:31 h GMT, em 6 de Agosto). É quando um sinal indicando o pouso deverá ser recebido no centro de controlo da missão, no Jet Propulsion Laboratory, da NASA. Os sinais demoram 14 minutos a percorrer a distância de 248 milhões de quilómetros entre Marte e a Terra.
As naves espaciais Mars Odyssey e Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, a orbitar Marte, vão acompanhar todas as manobras de descida e pouso e transmitir as informações sobre o robô. A nave Mars Express, da ESA, que também está em órbita de Marte, está preparada para dar apoio nessa fase crítica da viagem do Curiosity.
A confirmação que o robô já se encontra, em segurança, na superfície do planeta vermelho está prevista directamente via Mars Odyssey às 5:31 h (GMT) de 6 de Agosto. Para isso, é preciso que todos os veículos espaciais envolvidos funcionem bem, e estejam no lugar certo, no momento exacto. É o que pretende mostrar o vídeo "Marte num minuto: Como saberemos se o robô Curisity tocou a superfície de Marte em segurança?"
Mais informações em http://mars.jpl.nasa.gov/msl/
Fonte: Via ESA

Tufões Saola e DAMREY provocaram destruição e morte no leste da Ásia

Tufões Saola e DAMREY causaram destruição e morte na leste da Ásia - Crédito: NASA/Earth Observatory/Jeff Schmaltz

A imagem do satélite Terra, da NASA, mostra dois tufões simultâneos sobre o Oceano Pacífico, em 1 de Agosto de 2012.  Saola estava a mover-se sobre Taiwan (Formosa), enquanto DAMREY atravessava o sul do Japão.
As duas fortes tempestades atingiram o sudeste da China, em 3 de Agosto, com poucas horas entre uma e outra, provocando a evacuação de centenas de milhares de pessoas das áreas costeiras.
Antes de atingir a China, a maior das duas tempestades, Saola, causou destruição generalizada nas Filipinas e Taiwan, onde milhares de pessoas tiveram que ser desalojadas e causando mais de 40 mortes e muitos feridos.
Uma das mortes foi filmada por uma câmera de circuito fechado em Taipei, capital de Taiwan. O vídeo da câmera mostra um homem desaparecendo por um buraco que se abriu no chão, após o colapso do subsolo com as fortes chuvas que cairam.
O Leste da Ásia já sofreu uma série de fortes tempestades nas últimas semanas. A temporada de tufões na região geralmente vai de Junho a Outubro, com uma média de 7 a 10 tempestades que atingem a costa chinesa. Geralmente, as tempestades formam-se na área entre o sul das Filipinas e do Japão, conhecida como "Tufão Alley".
Fonte: NASA/Earth Observatory

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Animais olímpicos: Sarah, a chita mais rápida do mundo

As chitas são os mamíferos terrestres mais rápidos - Fonte: wikipédia

Sarah, uma chita do jardim zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, acaba de revalidar o título de 'chita mais rápida do mundo', fazendo os 100 metros em apenas 5,95 segundos.
Ao alcançar este resultado, Sarah, com 11 anos de idade, não só conseguiu bater em quase quatro segundos a marca obtida pelo jamaicano Usain Bolt (9,58 segundos), considerado o homem mais rápido do mundo, como também superou a sua própria marca anterior de 6,13 segundos, alcançada em 2009.
As chitas são conhecidas por serem os mamíferos terrestres mais rápidos do planeta. O seu corpo tem as características aerodinâmicas para a velocidade, ultrapassando facilmente os 95 Km/h. Na natureza, as chitas caçam as suas presas perseguindo-as a alta velocidade.
Sarah é considerada extraordinária e, apesar da idade, conseguiu atingir os 98Km/h, a velocidade correspondente ao tempo que ela fez.
Sarah foi cronometrada por uma equipa de investigadores que estava a fazer uma reportagem fotográfica para a National Geographic Magazine. O estudo anatómico de Sarah e o seu novo recorde mundial acabam de ser publicados no Journal of Experimental Biology.
Fonte: DN Ciência

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Animais olímpicos

Antárctida já teve palmeiras há milhões de anos

Antárctida já foi tropical, há 53 milhões de anos, e onde cresceram palmeiras - Fonte: wikipédia

Há cerca de 53 milhões de anos, o continente gelado da Antárctida estava coberto de florestas tropicais, onde cresciam palmeiras, revelou um estudo publicado na revista Nature. Além disso, os resultados também sugerem que as temperaturas da região nesse período, no início do Eoceno, oscilariam entre 10 graus Celsius no inverno e 25 graus durante o verão.
O início do período Eoceno, que foi marcado por um 'efeito estufa' do passado, tem despertado crescente interesse científico, pela possível semelhança com o aquecimento da Terra actual. Foi um período com concentrações atmosféricas de CO2 mais elevadas do que as actuais 395 partes por milhão (ppm), podendo ser superiores ao dobro ou mais.
Um melhor conhecimento do clima do passado pode ajudar a compreender o comportamento futuro do clima da Terra.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Locais de pouso dos robôs da NASA, em Marte


A animação mostra os locais onde pousaram os seis robôs que a NASA já enviou a Marte, Viking 1, Viking 2, Pathfinder, Spirit, Opportunity, Phoenix, para além da cratera Gale, local de destino onde deverá pousar o robô Curiosity, no próximo 6 de Agosto de 2012. Até ao momento, só o Opportunity continua a sua missão científica na superfície marciana.
Os dados topográficos e de cor usados no planeta vermelho foram recolhidos pela sonda Mars Global Surveyor, da NASA.

Animais olímpicos: A baleia-de-bossa compete na ginástica

Baleia-de-bossa em exibição aquática - Fonte: wikipédia

Apesar de seu enorme tamanho, as baleias-de-bossa ou baleias jubarte (Megaptera novaeangliae), são bastante conhecidas pelas suas acrobacias aquáticas. São espectaculares quando saltam sobre a água torcendo o corpo, envolvendo movimento lateral e, por vezes, até piruetas.
Além disso, elas também são muito boas nadadoras. Fazem grandes migrações entre as zonas de alimentação nas altas latitudes, onde passam o verão, e zonas de latitudes mais tropicais onde passam o inverno. Percorrem distâncias superiores a 25.000 km por ano, sendo recordistas entre os mamíferos.
As baleias-de-bossa, tal como muitas outras baleias, foram dizimadas durante décadas pela caça insustentável. Mas, uma moratória internacional sobre a caça comercial, de 1986, ajudou a recuperar a sua população. No entanto, continuam ameaçadas pela poluição, tráfego marítimo e por ficarem presas em redes de pesca.
Neste vídeo do Youtube, uma baleia-de-bossa é salva de uma rede de pesca, e no final, mostrou todas as suas capacidades olímpicas, durante mais de uma hora (sobretudo a partir do minuto 6:35 do vídeo).

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Animais olímpicos

Fracturas no interior de crateras de Marte podem indicar a presença de água no passado

Crateras de impacto interligadas Sigli e Shambe, no interior da grande bacia de impacto Ladon, em Marte, observadas pela sonda Mars Express, da ESA - Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

A sonda Mars Express, da ESA, observou a parte sul de uma cratera de impacto de 440 Km de diâmetro, parcialmente enterrada, conhecida por bacia Ladon, onde se distinguem duas crateras de impacto, Sigli e Shambe, interligadas e percorridas por várias fracturas.
A região, fotografada em 27 de Abril de 2012, mostra evidências significativos de antigos lagos e rios, o que a torna de grande interesse para os cientistas.
Atendendo à forma das crateras Sigli e Shambe, os cientistas acreditam que elas se formaram a partir do mesmo objecto espacial, que se fragmentou em dois mesmo antes de atingir Marte. Posteriormente, as duas foram parcialmente preenchidas com sedimentos. O leito destas crateras apresenta fracturas profundas, assim como outras fracturas mais subtis se notam no leito da bacia de impacto maior. De acordo com os cientistas, resultam da compactação da região provocada por grandes quantidades de sedimentos depositados na bacia de impacto.

Nave de carga russa voou até à Estação Espacial Internacional em tempo recorde

Nave de carga russa não tripulada Progress 48 aproxima-se da ISS para acoplar, apenas quase seis horas depois do seu lançamento da Ásia Central, em 1 de Agosto de 2012 - Crédito: NASA TV

A nave espacial de carga não tripulada Progress 48 chegou à Estação Espacial Internacional, transportando abastecimentos para os seus seis tripulantes.
A nave russa acoplou na plataforma orbital em 2 de Agosto de 2012, pelas 2:19h (hora de Lisboa), um pouco antes do previsto, e menos de seis horas depois do seu lançamento a partir da Ásia Central. É a primeira vez que uma nave encaixa na estação espacial depois de uma viagem tão curta. (vídeo da aproximação e acoplagem
Normalmente, as naves de carga demoram até dois dias para conseguirem atracar à estação. Para além de transportar abastecimentos, desta vez a nave também testou, com sucesso, o novo plano de voos mais rápidos. Assim, o cargueiro russo só deu quatro voltas à Terra antes de acoplar, em vez de 34, como é normal. De acordo com os especialistas, todas as manobras decorreram sem problemas e a nave correspondeu bem durante todo o voo mais curto.
Eventualmente, a Rússia poderá implementar também este plano de voos mais curtos em futuras viagens tripuladas, nas naves espaciais Soyuz para a ISS. Isto significa uma redução de consumíveis nas viagens - como oxigénio, alimentos, combustível - e um maior conforto para os astronautas, que passariam muito memos tempo confinados na cápsula da Soyuz que é muito pequena.
Mais informações em Space.com e El Mundo

Marte num minuto: Qual a dificuldade para pousar o robô Curiosity em Marte?


Faltam 4 dias para a chegada da missão Mars Science Laboratory a Marte. A parte mais difícil é pousar o robô Curiosity na superfície de Marte, em segurança. Este vídeo de 60 segundos do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, mostra o que é preciso para pousar o robô com sucesso.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nave da carga russa é lançada para a primeira viagem de poucas horas até à Estação Espacial

A nave da carga russa Progress 48 parte, em 1 de Agosto de 2012, para o primeiro voo de seis horas até à Estação Espacial Internacional - Crédito: NASA TV

A nave espacial de carga Progress 48 foi lançada para o espaço, hoje (1 de Agosto de 2012), pelas 20:35h (hora de Lisboa), a bordo de um foguetão Soyuz, a partir do Cosmódromo de Baikonur, na Ásia Central. (vídeo de lançamento).
A nave russa não tripulada transporta uma carga de abastecimentos e vai testar um novo plano da acoplagem que a fará chegar à Estação Espacial Internacional cerca de seis horas depois do lançamento, se tudo correr bem. Nessa situação, será a primeira nave espacial a chegar ao laboratório espacial em poucas horas.
Se tudo acontecer como o programado, a Progress 48 chegará à ISS esta noite (2 de Agosto), às 2:24h (hora de Lisboa), e encaixa automaticamente no segmento russo da ISS.
A Rússia pretende, eventualmente, implementar este plano de acoplagem no mesmo dia nos futuros voos tripulados da nave espacial Soyuz para a Estação Espacial Internacional.
Actualmente, as naves Progress e Soyuz demoram dois dias entre a Terra e a estação. Uma viagem mais rápida iria reduzir a quantidade de consumíveis - como comida, água e combustível - necessária para a tripulação a bordo. Além disso, seria muito mais confortável para os astronautas, que passariam menos tempo na pequena cápsula da nave.

Mergulho em profundidade de corvo-marinho é filmado

Corvos-marinhos (Phalacrocorax atriceps) no sul da costa argentina - Fonte: wikipédia

Uma equipa de pesquisadores da Wildlife Conservation Society (WCS) e da National Research Council da Argentina conseguiu filmar uma ave marinha na América do Sul, durante o seu mergulho a alta velocidade até ao fundo do oceano para se alimentar.
Os cientistas colocaram uma pequena câmara num corvo-marinho imperial (Phalacrocorax atriceps) e viram como ele foi capaz de mergulhar 150 metros em 40 segundos. O filme mostra como, no fundo do mar, a ave explora uma vasta área em busca de alimento e encontra um peixe em pouco mais de um minuto, regressando à superfície 40 segundos mais tarde, para comer a sua presa.
De acordo com os pesquisadores, é a primeira vez que é possível testemunhar as técnicas de alimentação surpreendentes destas aves, registando o seu comportamento subaquático com câmara. ( ver vídeo no youtube).

Vídeo mostra como o robô Curiosity vai pousar em Marte


No vídeo, o engenheiro da missão Mars Science Laboratory (MSL) Adam Steltzner, responsável pelo pouso, em segurança, do robô Curiosity na superfície de Marte, explica como tudo deverá acontecer no início do próximo dia 6 de Agosto de 2012 (6:31 a.m. Lisboa), a data programada para a chegada da missão ao planeta vermelho.
Curiosity vai recolher dados geológicos de Marte, procurando determinar se o planeta tem ou já teve condições para vida microbiana.
Mais informações em Mars Science Laboratory

Um redemoinho azul no Rio: galáxia tranquila com explosões violentas de supernovas

Imagem da galáxia espiral NGC 1187, obtida com o Very Large Telescope do ESO, situada a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância, na constelação do Erídano (O Rio). Em NGC 1187 aconteceram duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007, marcada pelo círculo na imagem - Crédito: ESO 

O telescópio Very Large do ESO (VLT) captou uma nova imagem espectacular e muito detalhada da galáxia NGC 1187, uma espiral perfeita situada a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância na constelação do Erídano (O Rio).
Embora de aspecto tranquilo, esta impressionante galáxia já registou duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007.
Nesta observação do VLT, a galáxia é vista praticamente de frente, distinguindo-se cerca de meia dúzia de braços espirais proeminentes, cada um contendo enormes quantidades de gás e poeira. As zonas azuladas nos braços indicam a presença de estrelas jovens nascidas de nuvens de gás interestelar.
Na parte central de NGC 1187 brilha o bojo da galáxia com uma estrutura barrada, de cor amarela, quase todo constituído por estrelas velhas, gás e poeira. Pensa-se que a estrutura central em barra actua como um mecanismo que canaliza o gás dos braços em espiral para o centro, aumentando a formação estelar nessa região.