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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Tempo Espacial: Vento solar através de buraco coronal

O Sol visto pelo Observatório Solar Dinâmico através de filtros ultravioleta extremos - Crédito: NASA/SDO / AIA

Um "buraco coronal" na atmosfera do Sol está a lançar um fluxo de vento solar para o espaço. O Observatório Solar Dinâmico fotografou a abertura desta área escura nas primeiras horas de 24 de Fevereiro.
Os buracos coronais são locais onde o campo magnético do Sol se abre, permitindo que o vento solar escape. Espera-se que o fluxo de vento solar que escapa deste buraco coronal, em particular, chegue à Terra por volta de 2 de Março, com formação de auroras nas regiões polares.
A imagem também mostra os arcos magnéticos de um grupo de manchas solares que se aproximam por detrás do lado nordeste, acompanhando o movimento de rotação do Sol. A região activa deve surgir nas próximas horas.
Mais informações em http://spaceweather.com/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempo espacial: buraco coronal (sul) do Sol

O vento solar que flui deste buraco coronal sul pode chegar à Terra em 26-27 de Janeiro de 2013 - Crédito: SDO / AIA.

Nas primeiras horas desta quarta-feira (23 de Janeiro de 2013), o Observatório Solar Dinânico (SDO), da NASA, observou um buraco na atmosfera do Sol - um "buraco coronal" - no hemisfério sul do Sol, e que está a lançar uma corrente de vento solar para o espaço.
Os buracos coronais são áreas na atmosfera solar onde o campo magnético do Sol se abre, permitindo que o vento solar escape. As temperaturas dos buracos são frias, em comparação com as regiões activas das proximidades. A temperatura mais baixa é uma das razões para a aparência mais escura.
Um fluxo de vento solar, que flui a partir deste particular buraco coronal, deve atingir a órbita da Terra, em 26-27 de Janeiro, embora não se saiba se realmente vai atingir o nosso planeta. Atendendo a que o buraco negro se localiza a uma latitude elevada (sul), o vento solar que emite pode falhar a Terra, passando ao alto sobre o pólo sul terrestre. No entanto, há possibilidade de se formarem bonitas e coloridas auroras. Fonte: SpaceWeathercom

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Observatório Chandra detecta um "furacão cósmico" num buraco negro estelar

Ilustração do sistema binário contendo um buraco negro de massa estelar, IGR J17091-3624. A forte gravidade do buraco negro, à esquerda, atrai o gás para longe de uma estrela companheira, à direita. Este gás forma um disco de gás quente em torno do buraco negro, e o vento é expulso deste disco - Crédito: NASA/CXC/M.Weiss

O Observatório Espacial de raios X Chandra, da NASA, detectou o vento mais rápido, alguma vez observado, com origem no disco em torno de um buraco negro estelar, um tipo de buraco negro que resulta do colapaso de estrelas muito massivas, normalmentre com uma massa 5 a 10 vezes a massa do Sol.
O buraco negro que produz este poderoso vento é conhecido como IGR J17091-3624, ou IGR J17091 (simplificado). É um sistema binário em que uma estrela semelhante ao Sol orbita o buraco negro. Encontra-se no bojo da nossa galáxia Via Láctea, a cerca de 28.000 anos-luz de distância da Terra.
"Isso é o equivalente cósmico dos ventos de um furacão de categoria cinco", disse Ashley Rei, da Universidade de Michigan, principal autor do estudo publicado, em 20 de Fevereiro de 2012, na revista The Astrophysical Journal Letters. "Não esperávamos ver esses ventos fortes vindos de um buraco negro como este."