Com a ajuda do Very Large Telescope do ESO (VLT), astrónomos mostraram que as estrelas mais quentes e mais brilhantes, conhecidas como estrelas do tipo O, vivem geralmente em pares próximos. Muitos destes binários transferem matéria de uma estrela para outra, num tipo de vampirismo estelar ilustrado na imagem, com a estrela vampira (a mais pequena) à esquerda e a sua vítima à direita - Crédito: ESO/L. Calçada/S.E. de Mink
Um novo estudo, que utilizou o Very Large Telescope do ESO (VLT), mostrou que quase três quartos das estrelas mais quentes, mais brilhantes e de elevada massa, conhecidas como estrelas do tipo O, têm uma companheira próxima, uma proporção mais elevada do que a suposta até agora.
Além disso, os cientistas descobriram que muitos destes binários interagem de modo violento, havendo, por exemplo, transferência de massa de uma estrela para a outra, as chamadas estrelas vampiras. Pensa-se que cerca de um terço destes pares acabará por se fundir, formando uma única estrela.
Uma equipa internacional utilizou o VLT para estudar estrelas do tipo O, que apresentam temperaturas, massas e luminosidades muito elevadas. São estrelas com vidas curtas e violentas, desempenhando um papel fundamental na evolução das galáxias. Estão também ligadas a fenómenos extremos, como às "estrelas vampiras" - onde a estrela mais pequena chupa a matéria da superfície da companheira maior - e explosões de raios gama.
As estrelas do tipo O podem ter 15 ou mais vezes a massa do nosso Sol e serem até um milhão de vezes mais brilhantes. São tão quentes que brilham com uma luz azul-esbranquiçada, com temperaturas à superfície superiores a 30 000 graus Celsius.
