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sábado, 8 de setembro de 2012

Telescópio Hubble observa estrelas antigas

Estrelas antigas do centro de Messier 4, vistas pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: ESA/NASA

Fantástica imagem do centro do aglomerado globular de estrelas M4 ou Messier 4, captada pelo Telescópio Espacial Hubble que, com o seu poder de resolução conseguiu mostrar uma multidão de estrelas brilhantes.
Messier 4 está localizado a 7200 anos-luz, relativamente perto da Terra, o que o torna um objecto de estudo muito procurado. Contém várias dezenas de milhares de estrelas, entre elas muitas anãs brancas, que são os núcleos de antigas estrelas moribundas que perderam as camadas exteriores para o espaço.
Em julho de 2003, o Hubble ajudou a descobrir um planeta surpreendente, chamado PSR B1620-26 b, localizado neste aglomerado. Tem uma massa cerca de 2,5 vezes a de Júpiter e uma idade estimada em cerca de 13 biliões de anos - quase três vezes mais velho que o Sistema Solar. Além disso, orbita um sistema binário de uma anã branca e um pulsar (um tipo de estrela de neutrões).
Fonte: NASA

terça-feira, 31 de julho de 2012

Messier 68 visto pelo Hubble

Messier 68 observado pelo Telescópio Espacial Hubble, em luz visível e infravermelha. Messier 68 está localizado a cerca de 33 000 anos-luz da Terra, na constelação de Hidra. O astrónomo francês Charles Messier classificou o objecto como a 68ª entrada no seu famoso catálogo, em 1780 - Crédito: ESA/Hubble & NASA

O Telescópio Espacial Hubble oferece esta visão magnífica de Messier 68, um aglomerado globular de estrelas brilhantes como jóias.
As centenas de milhares ou mesmo milhões de estrelas dos aglomerados, nestas regiões esféricas do espaço, mantêm-se unidas por atracção gravitacional mútua, podendo permanecer juntas durante muitos biliões de anos.
Medições das idades de estrelas de aglomerados globulares indicam que elas se encontram entre as mais antigas do universo, com mais de 10 biliões de anos.
Análises da sua luz revelaram que elas têm menos elementos pesados, como carbono, oxigénio e ferro, do que estrelas como o Sol. Dado que são as sucessivas gerações de estrelas que criam, gradualmente, estes elementos através da fusão nuclear, as estrelas destes aglomerados com um número menor deles são relíquias de épocas mais primitivas do Universo.
À volta da nossa galáxia Via Láctea existem mais de 150 destes aglomerados, embora nem todos tão grandes como Messier 68, que se setende por um diâmetro um pouco maior que cem anos-luz. O disco da Via Láctea, por sua vez, estende-se ao longo de cerca de 100 000-luz anos ou mais.
Fonte: ESA

sábado, 21 de julho de 2012

Messier 107 observado pelo telescópio Hubble

Messier 107 captado pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: ESA/NASA

Esta colecção de jóias brilhantes é Messier 107, um dos mais de 150 aglomerados globulares encontrados em volta do disco da nossa galáxia Via Láctea, captado pelo Telescópio Espacial Hubble.
Estes aglomerados esféricos contêm centenas de milhares de estrelas extremamente antigas e estão entre os objectos mais antigos da Via Láctea. A sua origem e impacto na evolução galáctica ainda não é conhecida.
Comparando com outros aglomerados, como M53 ou M54, a imagem de Messier 107 mostra que não é muito denso, as suas estrelas não estão atraídas por grandes forças e são mais distintas.
Messier 107 está localizado a cerca de 20000 anos-luz da Terra, na constelação de Ophiuchus (o portador da serpente).

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Aglomerado globular M10

Conjunto de "jóias" brilhantes do centro do aglomerado globular M10, aptado pelo telescópio Hubble - Crédito: ESA/Hubble & NASA

O aglomerado globular Messier 10 (M10) é um conjunto esférico de estrelas, com aproximadamente 80 anos-luz de diâmetro, a cerca de 15.000 anos-luz da Terra, na constelação de Ophiuchus (o Portador da Serpente). Mesmo o seu núcleo relativamente brilhante é muito fraco para se ver a olho nu.
A imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble, em luz visível e inframelho, mostra o centro do aglomerado M10, uma região com cerca de 13 anos-luz de diâmetro.
M10 faz parte do catálogo de Messier desde a sua primeira edição, publicada em 1774. Charles Messier, astrónomo francês do século 18, catalogou mais de 100 galáxias e aglomerados, embora ele preferísse os cometas. O seu catálogo inclui muitos dos objectos mais famosos do céu nocturno.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Messier 9, um aglomerado de jóias cintilantes

Para além de mostrar as estrelas individuais (cerca de 250.000), a imagem do Hubble mostra claramente as diferentes cores das estrelas. A cor de uma estrela está directamente relacionada com a sua temperatura: quanto mais vermelho, mais fria é e quanto mais azul mais quente. As cores variadas das estrelas da imagem permitem concluir que elas apresentam uma ampla gamas de temperaturas - Crédito: NASA/ESA

O Telescíopio Espacial Hubble produziu a imagem mais detalhada até agora da Messier 9, um aglomerado globular com cerca de 250.000 estrelas, localizado perto do centro da Via Láctea. É um enxame aproximadamente esférico de estrelas, a cerca de 25 000 anos-luz da Terra.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Jovens estrelas em aglomerado antigo

Aglomerado globular NGC 6752, imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: ESA/Hubble & NASA

Parecendo mais um tesouro de pedras preciosas, NGC 6752 é um aglomerado globular com mais de 10 biliões de anos e com um conjunto mais antigo de estrelas que se conhece, a cerca de 13.000 anos-luz de distância, na constelação Pavão (Pavo) do Hemisfério Celestial Sul.
NGC 6752 contém um número elevado de estrelas azuis retardatárias, algumas das quais são visíveis na imagem. São estrelas que parecem mais jovens que as restantes, o que contraria os modelos que sugerem que a maioria das estrelas dentro de aglomerados globulares deve ter-se formado aproximadamente ao mesmo tempo.
O estudo de NGC 6752 parece indicar que cerca de 38% das estrelas do seu núcleo são sistemas binários e colisões entre estrelas nesta área turbulenta poderão produzir as estrelas azuis retardatárias existentes. Fonte: NASA