terça-feira, 4 de junho de 2013

Auroras de Saturno observadas pelo telescópio Hubble

Primeira imagem de espetaculares auroras de luz ultravioleta rodeando os pólos norte e sul de Saturno, a mais de mil milhas acima do topo das nuvens. A visão foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble, em Outubro de 1997, com o planeta dos anéis a 1.300 mil quilómetros da Terra.
Crédito: J.T. Trauger (Jet Propulsion Laboratory) and NASA/ESA

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cientistas podem ter captado imagem do exoplaneta mais leve até agora

Imagem obtida pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) mostrando o planeta recém descoberto HD 95086 b próximo da sua estrela progenitora. A estrela propriamente dita foi removida da imagem durante o processamento, embora a sua posição se encontre marcada. Deste modo, o planeta aparece mais destacado, em baixo à esquerda. A circunferência azul corresponde ao tamanho da órbita de Neptuno no Sistema Solar - Crédito: ESO/J. Rameau

Utilizando o Very Large Telescope do Observatório Espacial do Sul (ESO), uma equipa de astrónomos conseguiu obter a imagem de um objeto ténue que se desloca próximo de uma estrela brilhante ao longo do céu, sugerindo que este corpo, designado por HD 95086 b, é um provável planeta em órbita da estrela HD 95086.
Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, este pode ser o planeta com menos massa a ser observado, de forma directa, fora do Sistema Solar. . A descoberta é uma contribuição importante ao estudo da formação e evolução de sistemas planetários.
Embora os astrónomos já tenham confirmado a presença de quase um milhar de planetas em órbita de outras estrelas que não o Sol, quase todos foram descobertos recorrendo a métodos indirectos.
Alguns foram detectados pelos efeitos que produzem nas suas estrelas progenitoras, como a diminuição da luminosidade produzida quando os planetas passam em frente das estrelas (método dos trânsitos). Outros foram descobertos através do movimento ligeiro causado pela atracção gravitacional dos planetas nas suas órbitas (método das velocidades radiais). Até agora, apenas uma dúzia de exoplanetas foram observados directamente. 

domingo, 2 de junho de 2013

Qual a relação entre um asteróide e um transatlântico?


O astrofísico Rhys Taylor fez um vídeo comparando o tamanho e a massa do asteróide 1998 QE2, que actualmente está a afastar-se da Terra, com o transatlântico britânico Queen Elizabeth 2 (QE2). Os dois "objectos" já compartilham o nome!
Imagens de radar do asteróide 1998 QE2 indicam que tem uma forma esférica, com cerca de 2,7 Km de diâmetro. Fez a sua maior aproximação à Terra na sexta-feira (31 de Maio de 2013), passando a 3,6 milhões de milhas, aparentemente o mais perto do nosso planeta nos próximos dois séculos.
Mais sobre o vídeo em http://astrorhysy.blogspot.pt/2013/05/the-qe2-and-qe2.html

Biodiversidade de Bragança

Flor de esteva (Cistus ladanifer). Cresce espontaneamente na região de Bragança, durante a primavera.

sábado, 1 de junho de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A "Estrela da Tarde" e Mercúrio

Ao pôr-do sol podemos ver Vénus, o pontinho mais luminoso, e Mercúrio um pouco mais acima e à esquerda. Júpiter vai à frente, mas difícil de ver, muito junto do horizonte ainda iluminado pelo sol.
Mercúrio surgiu a meados de Maio com um brilho elevado, mas com o passar dos dias vai brilhando menos. Deixará de ser visível no início de Julho.
O brilho de Vénus faz dele a “Estrela da Tarde”, pois é o primeiro a ver-se no céu crepuscular.
De momento, Saturno está a sul, no céu nocturno de Bragança.

Biodiversidade de Bragança

Conjunto de lagartas, possivelmente da borboleta branca da couve, Pieris brassicae. O mesmo arbusto, à beira da estrada, continha mais de 20 exemplares.

Lua em quarto minguante

Lua em quarto minguante, vista em Bragança.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Asteróide que se aproxima da Terra, esta sexta-feira, tem a sua própria lua

Primeiras imagens de radar do asteróide 1998 QE2, obtidas quando se encontrava a cerca de 6 milhões de quilómetros da Terra. O pequeno ponto branco no canto inferior direito é a lua, ou satélite, orbitando o asteróide 1998 QE2 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / GSSR 

Esta sexta-feira, 31 de Maio de 2013, o asteróide 1998 QE2 faz a sua maior aproximação à Terra, a cerca de 5.800 mil quilómetros, ou cerca de 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua. O asteróide foi descoberto a 19 de Agosto de 1998, pelo Massachusetts Institute of Technology Lincoln Near Earth Asteroid Research (LINEAR). Esta é a maior aproximação que o asteróide fará ao nosso planeta, pelo menos nos próximos dois séculos.
O asteróide está a ser seguido, via radar, por cientistas da NASA e cujas imagens revelaram que 1998 QE2 é um asteróide binário, isto é, tem a sua própria lua (o ponto branco nas imagens). Existe um corpo principal com cerca de 2,7 quilómetros de diâmetro e um período de rotação de menos de quatro horas. A estimativa preliminar para o tamanho do satélite do asteróide, ou lua, é de aproximadamente 600 metros de largura.
As imagens de radar de 1998 QE2 revelam, também, várias características da sua superfície escura que sugerem grandes concavidades. As imagens divulgadas pela NASA foram obtidas na noite de 29 de Maio de 2013, quando o asteróide se encontrava a cerca de 6 milhões de quilômetros da Terra ou 15,6 distâncias lunares.

Vénus em Bragança

Vénus no pôr-do-sol, em Bragança.

Biodiversidade de Bragança

Para descontrair, nada melhor do que um passeio pelo campo numa manhã de sol. Em três minutos, o alcatrão fica para trás, e surgem as estevas e as giestas tão comuns na região, nesta época.

Um adeus ao espaço


O astronauta canadiano Chris Hadfield tornou-se famoso, através das redes sociais, mostrando como era a vida a bordo da estação orbital e enviando belas imagens do nosso planeta. Em meados de Maio regressou à Terra, mas antes despediu-se do espaço e da Estação Espacial Internacional com uma versão da música de David Bowie, Space Oddity.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Erupção do vulcão Mayon das Filipinas matou pelo menos cinco pessoas

O vulcão Mayon, de cone vulcânico quase perfeitamente simétrico, é o mais activo das Filipinas - Crédito: wikipédia

O vulcão Mayon, um dos mais activos das Filipinas, entrou em actividade subitamente, esta terça-feira (7 de Maio de 2013), atingindo um grupo de trinta alpinistas que se encontravam na área. Rochas enormes lançadas pelo vulcão mataram, pelo menos, cinco pessoas, de várias nacionalisdades, e feriram outras, algumas com gravidade. O vulcão não apresentava nenhuma actividade desde 2010.
Mayon apresenta um cone vulcânico quase perfeito que se eleva 2.462 m acima do Golfo de Albay, nas Filipinas. É considerado um dos mais belos vulcões, ainda mais que o do Monte Fuji, no Japão, atraíndo muitos turistas.
Para os vulcanólogos é um estratovulcão, formado a partir de fluxos piroclásticos (rochas) e de lava. Entrou em actividade pelo menos 40 vezes nos últimos 400 anos. A erupção mais destrutiva do Mayon ocorreu a 1 de Fevereiro de 1814, tendo devastado várias cidades e morto mais de 1.200 pessoas.