segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Observatório Espacial Herschel fechou os olhos para o Universo

Andrómeda, também conhecida por M31, é a grande galáxia mais próxima da Via Láctea. Sensível à luz infravermelha da poeira fria misturada com o gás, Herschel mostra as nuvens de gás onde nascem as estrelas. A nova imagem revela um pouco da poeira mais frio da galáxia - apenas algumas dezenas de graus acima do zero absoluto - de cor vermelha nesta imagem. Crédito:ESA/Herschel/PACS & SPIRE Consortium, O. Krause, HSC, H. Linz

O telescópio espacial europeu Herschel deixou de observar depois de esgotar o líquido refrigerante, tal como já se esperava.
Durante quase quatro anos, a missão da Agência Espacial Europeia permitiu aos cientistas observar as regiões escuras e frias do universo - invisíveis com outros telescópios - relativas a planetas, estrelas e formação de galáxias.
O esgotamento do hélio foi confirmado hoje, durante a comunicação diária da sonda com a estação de terra, no oeste da Austrália.
As observações do telescópio Herschel terminaram, mas as suas descobertas vão continuar, pois os astrónomos ainda têm muitos dados para analisar. Muita dessa informação já é pública, estando disponível através do Centro de Ciência Herschel, da NASA. Os dados finais serão tornados públicos dentro de seis meses.

Grande furacão no pólo norte de Saturno fotografado pela sonda Cassini

As imagens do vórtice da tempestade no pólo norte de Saturno foram captadas pela sonda Cassini, em 27 de Novembro de 2012, usando uma combinação de filtros espectrais sensíveis a comprimentos de onda da luz infravermelha. Na imagem, o vermelho indica nuvens baixas e o verde nuvens altas - Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

A sonda Cassini captou as primeiras imagens, em luz visível, de um furacão gigante rodopiando à volta do pólo norte de Saturno.
Nesta espectacular imagem, em cor falsa, o vórtice giratório da tempestade no pólo norte de Saturno parece uma rosa vermelho escuro de proporções gigantescas, cercada por folhagem verde.
As medições efectuadas pelos cientistas indicam que o olho do furacão tem cerca de 1.250 milhas (2.000 quilómetros) de largura, 20 vezes maior do que o olho de um furacão médio na Terra, e nuvens rodando a velocidades da ordem de 330 milhas por hora (150 metros por segundo).

domingo, 28 de abril de 2013

Saturno está mais brilhante e mais perto da Terra hoje

Aurora boreal de Saturno, vista pela Telescópio Espacial Hubble, em Janeiro de 2004 - Crédito:NASA, ESA, J. Clarke (Boston University), and Z. Levay (STScI)

Nesta noite de domingo (28 de Abril), Saturno brilha mais no céu nocturno. Ele encontra-se o mais próximo da Terra, em seis anos, com o planeta a atingir o seu ponto de oposição, o que acontece quando a Terra fica quase perfeitamente alinhada entre Saturno e o Sol.
Na oposição, Saturno nasce a leste, ao pôr-do-sol, e põe-se a oeste, ao nascer do sol. Assim, o planeta pode ser visto durante toda a noite, bem colocado para visualização. Brilhará assim intensamente durante Abril e Maio de 2013. Poderá ser observado todo o verão, no hemisfério norte.
O gigante planeta dos anéis é considerado o mais belo do Universo conhecido e, com esta sua aproximação à Terra, fica maior e muito mais brilhante, quase com o mesmo brilho de estrelas famosas, como Betelgeuse, a segunda estrela que se vê mais brilhante na constelação de Orion. É um bom momento para apreciar toda a beleza de Saturno e dos seus anéis.
O planeta pode observar-se a olho nu no céu nocturno, a sul, à esquerda da também brilhante estrela azul Spica, na constelação de Virgem, por volta da meia-noite.
No entanto, para quem não tem telescópio, também pode acompanhar a oposição de Saturno, ao vivo online, através do site Slooh Space Camera, que transmite o evento a partir de telescópios nas Ilhas Canárias (Espanha), começando a 1:30 horas (GMT, 29 de Abril).
Um vídeo da NASA sobre Saturno:

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Eclipse parcial da Lua, visto em Bragança

Apesar de algumas nuvens no horizonte, foi possível observar o eclipse parcial da Lua, pouco depois de ela nascer, por volta das 21 horas, altura em que o satélite entrou em fase de Lua Cheia. Apenas uma área mito pequena entrou no cone de sombra da Terra (em cima, do lado esquerdo).
Quarenta minutos depois, praticamente todo o disco lunar era visível.

Eclipse parcial da Lua, quinta-feira (25 de Abril)


Hoje, 25 de Abril, poderá observar-se um eclipse parcial da Lua, cerca das 21 horas (Portugal). Apenas se notará uma ligeira zona escura no bordo superior esquerdo, pois apenas 2% do satélite entra no cone de sombra da Terra. Para mais informações, consultar o site do eclipse da NASA.

Estrutura em dupla hélice do ADN foi anunciada há 60 anos - Dia Internacional do ADN

Dupla-hélice do ADN (ilustração) - Crédito: NHGRI

Nesta quinta-feira, 25 de Abril de 2013, os portugueses celebram a Revolução dos Cravos, que deu início ao regime democrático no país, em 1974.
Neste mesmo dia, mas há 60 anos, a revista Nature anunciava uma das descobertas científicas mais importantes do século XX, a estrutura em dupla hélice do ADN. É através da molécula do ADN que são transmitidas as características hereditárias de cada ser vivo, o que a torna um factor essencial na biodiversidade. Por isso, este também é o Dia Internacional do ADN.
A estrutura do ácido desoxirribonucleico (ADN) foi uma descoberta conjunta pelo norte-americano James Watson e o britânico Francis Crick, em 7 de Março de 1953, o que lhes valeu o Prémio Nobel de Medicina em 1962, juntamente com Maurice Wilkins.
Fonte: via Publico.pt

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O visitante: Cometa Pan-STARRS


Novo vídeo com timelapses e fotos do cometa Pan-STARRS que visitou o Sistema Solar em 2013, pelo fotógrafo P-M Hedén. Na parte final, as imagens mostram o cometa na proximidade (relativa) da galáxia de Andrómeda, enquanto se afasta, assim como algumas auroras boreais.

Canadiano Chris Hadfield, a bordo da ISS, é um astronauta popular na Terra


O canadiano Chris Hadfield, a bordo da Estação Espacial Internacional, pode ser considerado o astronauta mais popular do mundo, de momento. Actualmente é o comandante da estação orbital, onde se encontra desde Dezembro de 2012.
Os seus comentários, espectaculares imagens da Terra, vídeos científicos e outros sobre o dia-a-dia na estação, tornaram-no conhecido principalmente nas redes sociais, Facebook e Twitter, onde já tem milhares de seguidores. Com certeza, uma visão da Terra que não conhecíamos e um contributo valioso na divulgação das missões espaciais.
Chris Hadfield também é apreciador de música, canta e toca viola. Em Fevereiro último e através de uma ligação de vídeo, ele actuou com o compatriota Ed Robertson, da banda Barenaked Ladies, acompanhado por um coral de crianças, numa primeira colaboração musical gravada terra espaço.
A canção "Is Somebody Singinging" ou ISS, numa alusão à sigla da estação espacial, foi criada com a colaboração da Agência Espacial Canadiana para celebrar o ensino de música nas escolas de todo o Canadá.
Fonte: Via ÚltimoSegundo

terça-feira, 23 de abril de 2013

Água à volta de Júpiter resultou do impacto de um cometa, dizem os cientistas

O mapa mostra a distribuição assimétrica da água na estratosfera de Júpiter, tal como foi medida pelo Observatório Espacial Herschel. As cores branca e ciano indicam maior concentração de água e azul indica valores menores. O mapa foi sobreposto a uma imagem de Júpiter, obtida em comprimentos de onda visíveis com o Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA - Crédito: mapa Água: ESA / Herschel / T. Cavalié et al; imagem de Júpiter:. NASA / ESA / Reta Beebe (New Mexico State University)

Astrónomos demonstraram que quase toda a água presente na estratosfera de Júpiter, uma camada atmosférica intermédia, se deve ao cometa Shoemaker-Levy 9, que atingiu o planeta em 1994.
Os novos dados do Observatório Espacial Herschel revelam claramente uma distribuição assimétrica de água em todo o planeta, tendo mais água no hemisfério sul, onde ocorreu o impacto. Os astrónomos verificaram que pelo menos 95 por cento da água presente na estratosfera de Júpiter foi fornecido pela cometa Shoemaker-Levy 9, que afectou o hemisfério sul.
Há quase duas décadas que os astrónomos sabem que existe água na atmosfera superior dos planetas gigantes do sistema solar, mas não conheciam ao certo a sua origem. Essa água foi descoberta na estratosfera de Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno, através das observações da sonda Infrared Space Observatory da ESA, em 1997.
Enquanto a origem da água nas camadas inferiores das suas atmosferas pode ser explicada como interna, a presença desta molécula nas camadas atmosféricas superiores surpreende, devido ao pouco oxigénio aí existente, o que fez pensar numa origem externa.

Cometa ISON é captado pelo Telescópio Espacial Hubble

Imagem do cometa ISON (C/2012 S1), obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, em 10 de Abril de 2013. A imagem foi captada em luz visível e adicionada a falsa cor azul para realçar detalhes na estrutura do cometa - Crédito: NASA, ESA, J.-Y. Li (Planetary Science Institute), eo Hubble Comet ISON Imaging Science Equipe

O cometa (C/2012 S1) ISON foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble, em 10 de Abril, quando se encontrava um pouco mais perto da órbita de Júpiter, a uma distância de 386 milhões de milhas do Sol (394 milhões de milhas da Terra).
Mesmo ainda a uma grande distância, o cometa já está activo, à medida que a luz solar aquece a sua superfície e faz sublimar materiais voláteis congelados. A análise do coma de pó que rodeia o seu núcleo sólido gelado revela um forte jacto de partículas de poeira libertando-se do lado do núcleo do cometa voltado para o Sol.
As imagens do Hubble sugerem que o núcleo do ISON não tem mais que três ou quatro milhas (4,8 a 6,5 Km) de diâmetro, o que é considerado muito pequeno, atendendo ao alto nível de actividade observada.
Os astrónomos estão a usar estas imagens para medir a actividade do cometa e delimitar o tamanho do núcleo, de modo a conseguir prever, o melhor possível, o seu comportamento durante a aproximação máxima do Sol, a cerca de 700.000 milhas acima da sua superfície, em 28 de Novembro próximo.
O coma de poeira do ISON, ou a cabeça do cometa, tem aproximadamente 3.100 milhas (5.000 Km) de diâmetro, ou 1,2 vezes a largura da Austrália. A cauda de poeira estende-se por mais de 57 mil milhas (91.700 Km), muito além do campo de visão do Hubble.
O cometa ISON, um conglomerado de poeira e gelo, está a criar muitas expectativas entre cientistas e astrónomos, e muitos pensam que poderá ser o "cometa do século" com um brilho espectacular no final de Novembro, quando se aproximar do Sol.
Pensa-se que é a primeira vez que o cometa ISON vem ao interior do Sistema Solar. Assim, a sua chegada constitui uma oportunidade rara para estudar um novo cometa preservado desde a formação do Sistema Solar.
ISON significa 'International Scientific Optical Network', um grupo de observatórios, em dez países, que se organizaram para detectar, monitorizar e rastrear objectos no espaço.
Fonte: NASA

Elefantes selvagens brincam em área protegida no Camboja

 

O vídeo mostra elefantes selvagens asiáticos brincando numa reserva, no Camboja. As imagens, captadas por uma câmara oculta, foram apresentadas pela organização Wildlife Conservation Society (WCS), nesta segunda-feira (22 de Abril), Dia da Terra.
De acordo com o comunicado da organização conservacionista, a área onde se encontram os elefantes, já esteve ameaçada pelos madeireiros. Mas, em 2009, o governo do Camboja transformou-a numa área protegida, a Reserva Florestal Seima, criada para preservar animais e armazenamento de carbono para combater as alterações climáticas. Actualmente a reserva é um "paraíso para 23 espécies de carnívoros, incluindo sete espécies de felinos, dois ursos, eo cão selvagem asiático", segundo o comunicado.
As imagens foram captadas durante o trabalho de monitoramento da biodiversidade pela WCS e Administração Florestal do Governo do Camboja.
"Lançamos este filme no Dia da Terra para mostrar que, se ambientalistas, governos e comunidades locais trabalharem juntos, podem salvar elefantes", diz Joe Walston, com o WCS, no comunicado. "Estas bonitas imagens na floresta protegida de SEIMA são um testemunho visual de como pode parecer o sucesso da conservação."
Fonte: LiveScience

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Três anos de imagens da sonda Observatório Solar Dinâmico (SDO)


A sonda Observatório Solar Dinâmico (SDO) da NASA fotografa o Sol, sem interrupção, desde a primavera de 2010. Nestes três anos, ela tem acompanhado o aumento da actividade da nossa estrela em direcção ao máximo solar, o pico da actividade do Sol no seu ciclo regular de 11 anos.
Este vídeo mostra os três anos de actividade solar, a um ritmo de duas imagens por dia. Nelas podemos tentar descobrir eclipses parciais, erupções solares, o cometa Lovejoy, e o trânsito de Vénus.
As imagens apresentadas estão baseadas num comprimento de onda de 171 angstroms, que está na faixa do ultravioleta extremo e mostra material solar com cerca de 600 mil kelvins (cerca de 1.080.000 F).
Neste comprimento de onda é fácil ver a rotação de 25 dias do Sol, bem como a actividade solar tem aumentado ao longo dos três anos.