terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Telescópios espaciais observam padrões de tempo numa anã castanha

Ilustração da anã castanha, de nome 2MASSJ22282889-431026, observada pelos telescópios espaciais Spitzer e Hubble - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Com ajuda dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble, astrónomos observaram a atmosfera turbulenta de uma anã castanha, e criaram o "mapa do tempo" mais detalhado para este tipo de corpos frios semelhantes a estrelas.
Os telescópios observaram simultaneamente o objecto, a rodar a cada 1,4 horas. Os resultados sugerem ventos e nuvens envolvendo este estranho mundo.
As anãs castanhas formam-se por condensação de gás, como as estrelas, mas não têm a massa suficiente para fundir átomos de hidrogénio e produzir energia. Em vez disso, estes corpos, que alguns chamam de estrelas fracassadas, são mais parecidos a planetas de gás, com atmosferas variadas e complexas. As suas atmosferas podem ser semelhantes à do planeta gigante Júpiter.
A nova pesquisa pode ajudar uma melhor compreensão não só de anãs castanhas, mas também das atmosferas de planetas, fora do nosso sistema solar.
O estudo descrevendo os resultados, liderado por Esther Buenzli, da Universidade do Arizona, está publicado no Astrophysical Journal Letters.
Fonte: NASA

Buracos negros brilham numa bela galáxia espiral

Nova imagem da galáxia espiral IC 342, também conhecida como Caldwell 5, que inclui observações do telescópio NuStar, da NASA, e imagem de luz visível, a partir do Digitized Sky Survey - Crédito: NASA / JPL-Caltech / DSS

Esta nova imagem da galáxia espiral IC 342, também conhecida como Caldwell 5, inclui dados do telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array ou NuSTAR, da NASA. As observações em raios X de alta energia do NuSTAR permitiram salientar dois brilhantes buracos negros escondidos no seu interior - na imagem em cor magenta.
Os dados do NuSTAR estão sobrepostas a uma imagem de luz visível, a partir do Digitized Sky Survey, destacando a galáxia e os seus braços cheios de estrelas.
NuSTAR, lançado a 13 de Junho de 2012, é o primeiro telescópio orbital para tirar fotos em raios X de alta energia. É possível ver objectos muito mais detalhadamente que outras missões anteriores operando em comprimentos de onda semelhantes.
NuSTAR começou a pesquisar buracos negros na região interna da galáxia Via Láctea e noutras galáxias distantes no universo. A galáxia espiral IC342 é um dos seus alvos, situada a 7 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Camelopardalis (a girafa).

Robô Curiosity limpa o pó em Marte

Esta imagem do Curiosity Mars Rover, da NASA, mostra o pedaço de rocha limpo durante a primeira utilização da escova para remoção de poeira (DRT) - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

Entre as várias actividades que o robô Curiosity pode realizar em Marte, encontram-se algumas limpezas como, por exemplo, retirar a poeira que cobre as rochas para serem analisadas.
A imagem tirada pelo robô mostra um pedaço de rocha limpo de poeira, utilizando pela primeira vez uma escova que ele transporta na extremidade do seu braço, designada por DRT (Dust Removal Tool ou ferramenta para remoção do pó).
A actividade foi realizada no 150º dia marciano, ou Sol, da missão (6 de Janeiro de 2013). A imagem foi captada a cerca de 25 cm, depois da escovagem completa da rocha baptizada "Ekwir_1", com a dimensão aproximada de 47 milímetros por 62 milímetros.
Fonte: NASA

Descoberto primeiro fóssil de ave com dentes adaptados para alimentos duros

Ilustração da ave Sulcavis geeorum em voo - Crédito: Stephanie Abramowicz

Enquanto as aves actuais possuem bico para se alimentarem, órgãos com proporções e formas variadas - reflectindo a diversidade de habitats -, os seus antepassados fósseis apresentavam dentes. Agora foi descoberto um novo fóssil que mostra que algumas aves fósseis evoluíram desenvolvendo dentes adaptados a dietas especializadas.
Um estudo dos dentes de uma nova espécie de ave primitiva, Sulcavis geeorum, publicado na última edição do Journal of Vertebrate Paleontology, sugere esta ave fóssil tinha os dentes capazes de comer presas com exoesqueletos duros, como insectos ou caranguejos.
Os investigadores acreditam que os dentes do novo exemplar fazem aumentar bastante a diversidade conhecida de formas de dentes das aves primitivas, revelando uma diversidade ecológica anterior não reconhecida.
Sulcavis geeorum é uma ave Enantiornithes, do Cretáceo Inferior (121-125 milhões de anos) da província de Liaoning, na China. Enantiornithes constituía um grupo primitivo (já extinto) de aves, as mais numerosas do Mesozóico (o tempo dos dinossauros). Sulcavis é a primeira descoberta de uma ave com dentes ornamentados de esmalte.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quilograma ficou mais "gordinho" e vai a banhos de Sol para perder peso

Imagem gerada por computador do Quilograma Protótipo Internacional (QPI) - Crédito: wikipédia (Greg AL) 

O quilograma, que é uma referência internacional para todos os pesos, está a ficar mais "gordinho" por acumulação de contaminantes e, por isso, o seu peso tem aumentado ao longo dos anos. A solução encontrada pelos especialistas foi limpar os quilogramas com ultravioletas e ozono, para perderem peso.
A alteração dos quilogramas constitui um problema sério de medida para a comunidade internacional. O quilograma original, chamado Quilograma Protótipo Internacional (QPI) (International Prototype Kilogram, (IPK)), que data de 1875, está guardado em Paris no Gabinete Internacional de Pesos e Medidas. Em 1884, foram feitas 40 réplicas oficiais deste peso - em platína e irídio - e distribuídas pelo mundo. A partir destas cópias, foram ainda construídos mais quilogramas, um por cada país.
De acordo com um artigo publicado na revista científicaMetrologia, as 40 cópias têm acumulado contaminantes na sua superfície, mesmo protegidas, o que faz aumentar o peso em dezenas de microgramas. No entanto, como explica um dos autores do artigo, Peter Cumpson, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, "o problema é que há diferenças mínimas entre cópias. O QPI e as suas 40 réplicas estão a aumentar a ritmos diferentes. E a divergir do original.”
Para tentar retirar o excesso de peso, a equipa de cientistas está a dar "banhos de Sol" às superfícies metálicas dos quilogramas, expondo-as a uma mistura de raios ultravioletas e ozono para remover os contaminantes e os protótipos dos quilogramas potencialmente regressem aos seus pesos ideais.
Mais informações em Publico.pt

Missão Kepler descobriu 461 novos candidatos a planetas

Tamanho dos candidatos a planetas Kepler: os dados mostram um aumento de 461 de novos candidatos. Actualmente, totalizam 2.740 potenciais planetas que orbitam 2.036 estrelas. Os maiores aumentos verificaram-se nos tamanhos semelhantes à Terra e nas super Terras, com 43 e 21 por cento, respectivamente - Crédito: NASA

A missão Kepler, da NASA, anunciou a descoberta de 461 novos candidatos a planetas. Quatro dos potenciais novos planetas são menores do que duas vezes o tamanho da Terra e orbitam a sua estrela na "zona habitável", a região do sistema planetário onde a água líquida pode existir na superfície de um planeta.
Os resultados são baseados em observações realizadas a partir de Maio de 2009 a Março de 2011, e mostram um aumento constante no número de candidatos a planeta com menor tamanho e do número de estrelas com mais de um candidato.
O último catálogo Kepler foi lançado em Fevereiro de 2012. Desde então, o número de candidatos descobertos nos dados de Kepler aumentou em 20 por cento, totalizando agora 2.740 potenciais planetas, orbitando 2036 estrelas. Os maiores aumentos verificaram-se no número de candidatos descobertos com um tamanho semelhante à Terra e super Terras, que cresceram 43 e 21 por cento, respectivamente.
De acordo com os novos dados, o número de estrelas descobertas com mais de um candidato a planeta aumentou de 365 para 467. Actualmente, supõe-se que 43 por cento dos candidatos a planeta Kepler podem ter planetas vizinhos.

Asteróides e cometas para observar em 2013

A 9 de Janeiro de 2013, o asteróide 99942 Apophis, de 270 metros de diâmetro, passará a 14,5 milhões de Km da Terra - Crédito; NEO NASA (Near Earth Object)

Em 2013, a Terra será visitada por vários corpos espaciais, como sempre. No entanto, dois asteróides e dois cometas serão mais notados, quer pelo seu tamanho, raridade ou proximidade do nosso planeta, tornando-se relativamente fáceis de observar.
Na próxima semana, a 9 de Janeiro de 2013, o asteróide "99942 Apophis" - assim chamado em homenagem ao deus egípcio do mal e da escuridão - passará a cerca de 14,5 milhões de quilómetros da Terra.
Avistada pela primeira vez em 2004, esta rocha espacial com cerca de 270 metros de diâmetro, tem uma massa capaz de libertar uma energia equivalente a 25 mil bombas de Hiroshima, caso atingisse o nosso planeta. É considerado um asteróide potencialmente perigoso, pela sua massa e trajectória.
Quando foi descoberto, o "Apophis" causou preocupação entre os especialistas, pois os cálculos preliminares efectuados indicavam uma probabilidade de 2,7% de atingir a Terra em 2029, atendendo à sua trajectória. Cálculos posteriores mais precisos corrigiram os valores encontrados, embora continue a existir "um pequeno risco de impacto" a 13 de Abril de 2036, segundo a NASA, com uma probabilidade de menos de um para 250 mil.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Vamos cantar as Janeiras com Zeca Afonso


Neste dia de Reis ou Epifania (6 de Janeiro), vamos cantar as Janeiras, como é tradição em Portugal, desejando a todos um Feliz Ano de 2013.
Em homenagem a José Afonso, a sua música «Natal dos Simples», entendida por alguns como uma música de Janeiras, embora não seja uma canção de folclore.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Robô Curiosity encontra rocha tipo serpente ondulando na superfície de Marte

O robô Curiosity encontrou, no interior da cratera Gale de Marte, uma estrutura rochosa sinuosa "Snake River", no centro inferior da imagem - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Na sua missão em Marte, o robô Curiosity fotografou a estrutura rochosa sinuosa como uma serpente que se pode ver no centro inferior do mosaico de imagens, denominada 'Snake River' ('rio serpente', tradução livre).
As imagens foram captadas em 20 de Dezembro de 2012, o 133º dia marciano (ou sol 133) de actividade do robô no planeta vermelho. Em 3 de Janeiro de 2013 (147º dia marciano), Curiosity deslocou-se cerca de 3 metros para olhar mais de perto esta estrutura ondulada, antes de continuar para outras rochas próximas. Ao todo, o robô já se movimentou cerca de 702 metros a partir do ponto em que poisou no planeta vermelho, no interior da cratera Gale.
O robô Curiosity encontra-se no interior de uma depressão, de nome Yellowknife Bay, onde ele passou o Natal e tirou algumas fotografias das rochas à sua volta. A equipa científica está a avaliar a possibilidade do Curiosity poder usar a sua broca, recolhendo o pó a partir do interior das rochas, para análise com os instrumentos científicos que transporta.
Fonte: NASA

Animais com vida pouco digna, num planeta que também é deles


Este jovem cavalo e a progenitora, um pouco mais afastada, são meus vizinhos há cerca de 3 semanas. São deixados sozinhos todos os dias, e vão comendo o que encontram. Erva verde, só nos separadores da estrada!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Symphony of Science: The Face of Creation


John D Boswell continua o o seu projecto Symphony of Science (Sinfonia da Ciência), iniciado em 2009, onde se fala de Ciência através da música, com a participação de alguns cientistas.
"The Face of Creation", o último vídeo da série musical, celebra o bosão de Higgs uma das partículas constituintes da matéria do universo, e que pode ter sido detectado no maior acelerador de partículas existente, o Large Hadron Collider (LHC) da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), em Julho de 2012.
Na página web de Symphony of Science podem ver-se todos os vídeos já editados.

Cientistas identificam meteorito rico em água e com origem na crosta de Marte

Meteorito marciano rico em água (NWA) 7034 ou "Beleza Negra", constituído por material de origem vulcânica da crosta do planeta vermelho e pesando cerca de 320 gr. Foi encontrado no deserto do Saara, em 2011 - Crédito: NASA

Cientistas analisaram um pequeno meteorito que pode ser o primeiro descoberto com origem na crosta de Marte - a capa geológica mais superficial - e que contém 10 vezes mais água que outros meteoritos marcianos com origens desconhecidas.
O meteorito, designado por NWA 7034 e apelidado de "Beleza Negra" (Black Beauty), é um pedaço de material vulcânico com cerca de 320 gramas de peso e foi encontrado no deserto do Saara, em 2011. De acordo com os cientistas que o estudaram, o meteorito formou-se há 2,1 biliões de anos, durante o início do período geológico mais recente de Marte, conhecido por Amazonian.
"A idade de NWA 7034 é importante porque é significativamente mais velho do que a maioria de outros meteoritos marcianos", disse Mitch Schulte, cientista do programa para o Mars Exploration Program, na sede da NASA em Washington. "Nós agora vemos um pedaço da história de Marte num momento crítico da sua evolução."
Segundo o comunicado da NASA, o meteorito é uma excelente combinação de rochas e afloramentos superficiais que a agência tem estudado à distância, através dos robôs enviados a Marte e satélites em órbita do planeta vermelho.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Chuva de meteoros vs candeeiros iluminados


Para todos os que não conseguiram ver os meteoros Quadrantids, ontem e hoje, que é o meu caso com a poluição luminosa que me rodeia, o fotógrafo John Chumack (galacticimages.com) gravou o evento neste vídeo, em 2-3 de Janeiro de 2013, na sua casa em Ohio (USA).
Esta noite, com alguma persistência ainda se podem ver alguns Quadrantids, se não houver candeeiros ou outras fontes luminosas nas proximidades.