Papagaio-de-cauda-curta, Graydidascalus brachyurus - wikipédia
Em Maio de 2013, no aeroporto da Portela, em Lisboa, foram
apreendidos 61 ovos de papagaio que
uma mulher, proveniente do Brasil, trazia à cintura. Os ovos estavam embrulhados em papel e enfiados em meias, o conjunto vinha enrolado à volta da cintura, por baixo da camisa.
O comércio ilegal de ovos é, actualmente, o
principal negócio no contrabando de espécies vivas em Portugal. Mais tarde, depois da eclosão, as aves valem milhares de euros.
O transporte de ovos é uma forma de contrabando que já dura há uma década, uma maneira de contornar a dificuldade em transportar, às escondidas, aves vivas capturadas no seu habitat natural que, muitas vezes, não resistiam.
Descobriu-se que a
temperatura do corpo humano é semelhante à da incubação dos ovos, por isso, manter os ovos junto à barriga era a melhor forma de os conservar vivos durante a viagem. Muitos deles acabam por eclodir já no destino final.
Foi o que aconteceu aos ovos apreendidos em Maio. A
maior parte sobreviveu e são agora papagaios, a cargo de um parque zoológico. De acordo com o especialista João Loureiro, chefe da Divisão de Gestão de Espécies de Flora e Fauna do Instituto Nacional de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), são
papagaios-de-cauda-curta, Graydidascalus brachyurus.