domingo, 8 de setembro de 2013

Vénus e a Lua em quarto crescente

Vénus e a Lua em quarto crescente num pôr-do-sol muito colorido, a oeste-sudoeste em Bragança.

Vénus e a Lua, os dois astros mais brilhantes no pôr-do-sol. Um pouco acima e à esquerda está Saturno, que ainda não é visível nesta altura.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Vídeos dos eclipses solares observados pelo robô Curiosity em Marte


Em 19 e 20 de Agosto, o robô Curiosity registou dois eclipses solares, a partir da superfície de Marte, quando a maior lua do planeta, Phobos, passou em frente ao Sol.
Com as imagens captadas pelo robô, os cientistas da missão criaram dois vídeos, um para cada dia. O primeiro, mostrado acima, inclui ainda imagens da sombra provocada à volta do robô, enquanto a lua marciana Phobos atravessou o disco solar.
O segundo vídeo, em baixo, mostra um eclipse solar anular, o mais parecido possível a um eclipse total observado de Marte. Phobos tem apenas 22 Km de largura média e não cobre completamente o Sol, tal como acontece quando a Lua tapa todo o Sol, num eclipse total visto da Terra.

Pôr-do-sol em Bragança

Pôr-do-sol em Bragança, quando parece que o tempo vai mudar. O verão está a terminar!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Imagens históricas da Lua, Vénus, Marte e Júpiter publicadas online

Fotografia da Terra e da Lua captada pelo primeiro Lunar Orbiter, em 1966 - Crédito: University College London (UCL)

Celebrando o Festival dos Planetas, que acontece na capital britânica de 8 a 13 de Setembro, a University College London (UCL) decidiu colocar online o seu arquivo de imagens históricas e mapas da corrida espacial da NASA e outras agências, nomeadamente da agência espacial soviética. As imagens estão disponíveis em alta resolução neste endereço.
Tal como explicou a UCL, antes do uso da internet para compartilhar informações científicas, a NASA enviava cópias das suas fotografias a sete instituições fora dos Estados Unidos, entre elas a universidade britânica. Apesar da competição espacial durante a Guerra Fria, os dois lados trocavam informações.
A primera imagem da Terra obtida a partir Lua, no âmbito do programa americano Lunar Orbiter, em 1966, fotografias soviéticas da superfície de Vénus, dos anos 80, mosaicos das luas de Júpiter captados pela sonda Voyager 1, dos anos 70, são alguns dos tesouros que se podem consultar online. Entre eles, encontra-se um mapa detalhado da Lua desenhado pelo astrónomo britânico Walter Goodacre, em 1910, reproduzido numa imagem digital de 400 megapixéis.
Mais informações em University College London (UCL)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NASA selecciona quatro possíveis locais de pouso para a missão robótica a Marte, em 2016

Os quatro potenciais locais de pouso para a próxima missão da NASA a Marte, prevista para 2016, estão localizados perto uns dos outros, na região de Elysium Planitia de Marte. O mapa topográfico usa dados do Mars Orbiter Laser Altimeter, na sonda Mars Global Surveyor, da NASA. A codificação de cor neste mapa indica elevação em relação a um dado de referência, pois em Marte não há "do nível do mar" como na Terra.  As menores elevações são apresentados em azul escuro e o mais alto, em branco. A diferença entre o verde e o laranja é de cerca de 2,5 milhas (4 km) verticalmente, na codificação de cores - Crédito: NASA / JPL-Caltech

A agência espacial americana escolheu quatro potenciais locais de pouso para a próxima missão a Marte, em 2016, para estudar o interior do planeta.
O robô estacionário Interior Exploration Using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport ou, usando as iniciais, InSight, está programado para ser lançado em Março de 2016 e pousar no Planeta Vermelho, seis meses depois, num dos quatro locais seleccionados entre os 22 possíveis candidatos.
Os quatro lugares são próximos uns dos outros e estão situados numa planície equatorial de uma área de Marte conhecida por Elysium Planitia, suficientemente perto do equador para que os painés solares da sonda robótica possam receber energia adequada em todas as épocas do ano.
"Nós escolhemos quatro locais que parecem mais seguros", disse o geólogo Matt Golombek, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em Pasadena, Califórnia, e líder do processo de selecção. "Eles têm, sobretudo, terreno liso, com algumas pedras e muito pouca inclinação".

Alinhamento invulgar de nebulosas planetárias surpreende astrónomos

Espectacular nebulosa planetária bipolar Hubble 12, também conhecida por PN Hb 12, situada na constelação de Cassiopeia. A imagem foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito:NASAESA

Quando uma estrela como o Sol se encontra na fase final da sua vida lança as suas camadas exteriores para o espaço circundante, originando as chamados nebulosas planetárias que apresentam uma grande variedade de formas, muitas delas bonitas e invulgares.
Um novo estudo, usando observações do telescópio Hubble e do New Technology Telescope do ESO (NTT), descobriu que as nebulosas planetárias bipolares - com forma de borboleta cósmica - localizadas em direcção ao bojo central da Via Láctea, parecem estar alinhadas no céu, o que surpreendeu os astrónomos, pois todas estas nebulosas se formaram em locais diferentes e apresentam variadas características.
Os astrónomos observaram 130 nebulosas planetárias no bojo central da Via Láctea e identificaram os vários tipos destes objectos, estudando cuidadosamente as suas características e a sua aparência.
“Esta é verdadeiramente uma descoberta surpreendente e, se for confirmada, uma descoberta muito importante,” explica Bryan Rees da Universidade de Manchester, um dos dois autores do artigo científico que apresenta estes resultados. “Muitas destas borboletas fantasmagóricas parecem ter os seus eixos maiores alinhados ao longo do plano da nossa Galáxia. Ao usar imagens tanto do Hubble como do NTT, pudemos ver muito bem estes objectos e por isso conseguimos estudá-los com grande detalhe.”

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Grande tempestade de Saturno revela água no interior profundo da atmosfera do planeta

Imagens da missão Cassini, da NASA, mostrando o poder da tubulência de uma gigantesca tempestade em Saturno. A imagem Cassini de luz visível na parte de trás, obtida em 25 de Fevereiro de 2011, mostra as nuvens turbulentas produzidas através de Saturno. A imagem em infravermelho inserida, obtida no dia anterior, mostra gelo de água e amónia de profundidade trazidos para a atmosfera de Saturno - Crédito: NASA / JPL-Caltech / SSI / Univ. of Arizona / Univ. de Wisconsin 

No final de 2010, a sonda Cassini detectou uma monstruosa e turbulenta tempestade que rodeou o hemisfério norte de Saturno, numa banda à volta de 33 graus norte, e com uma extensão de mais de 300.000 Km.
Um novo estudo, publicado na revista Icarus, revela que a gigantesca tempestade fez subir água gelada a partir das grandes profundidades da atmosfera de Saturno.
A descoberta resultou das medições em infravermelho próximo da sonda Cassini. É a primeira vez que se detecta gelo de água em Saturno. A água tem origem nas camadas profundas da atmosfera do Planeta Vermelho.
O novo estudo baseia-se nos dados colhidos, em 24 de Fevereiro de 2011, pelo espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini. A equipa de cientistas, liderada por Lawrence Sromovsky, da Universidade de Wisconsin, descobriu que as partículas das nuvens, no topo da grande tempestade, são compostas por uma mistura de água gelada, gelo de amónia, e um terceiro elemento incerto, possivelmente, hidrossulfeto de amónio.

Biodiversidade de Bragança

Observando várias borboletas acobreadas,Lycaena phlaeas, empenhadas nos seus rituais de acasalamento. Abrem as asas, mostrando a sua beleza, para atrair parceiro. São pequenas, com 20/30 mm de envergadura, podendo encontrar-se mesmo à beira das estradas, no campo.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Apreendidos ovos de papagaio, vindos do Brasil

Papagaio-de-cauda-curta, Graydidascalus brachyurus - wikipédia

Em Maio de 2013, no aeroporto da Portela, em Lisboa, foram apreendidos 61 ovos de papagaio que uma mulher, proveniente do Brasil, trazia à cintura. Os ovos estavam embrulhados em papel e enfiados em meias, o conjunto vinha enrolado à volta da cintura, por baixo da camisa.
O comércio ilegal de ovos é, actualmente, o principal negócio no contrabando de espécies vivas em Portugal. Mais tarde, depois da eclosão, as aves valem milhares de euros.
O transporte de ovos é uma forma de contrabando que já dura há uma década, uma maneira de contornar a dificuldade em transportar, às escondidas, aves vivas capturadas no seu habitat natural que, muitas vezes, não resistiam.
Descobriu-se que a temperatura do corpo humano é semelhante à da incubação dos ovos, por isso, manter os ovos junto à barriga era a melhor forma de os conservar vivos durante a viagem. Muitos deles acabam por eclodir já no destino final.
Foi o que aconteceu aos ovos apreendidos em Maio. A maior parte sobreviveu e são agora papagaios, a cargo de um parque zoológico. De acordo com o especialista João Loureiro, chefe da Divisão de Gestão de Espécies de Flora e Fauna do Instituto Nacional de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), são papagaios-de-cauda-curta, Graydidascalus brachyurus.

A viagem da luz através do espaço e do tempo

 

Cientistas da missão Planck revelaram, em 21 de Março, o mapa mais preciso e detalhado de como era o Universo 370 mil anos depois do Big Bang. Ele mostra a luz mais antiga desse tempo, chamada radiação cósmica de fundo, que tem viajado durante biliões de anos desde o Universo primordial, e que agora chega até nós sob a forma de microondas, captadas pelo telescópio espacial Planck, revelando novas informações sobre a sua idade, conteúdo e origens.
A animação mostra a "vida" de um fótão, ou partícula de luz, enquanto viaja através do espaço e do tempo, a partir de uma fase inicial do Universo, até chegar ao telescópio Planck.
A viagem da luz começa apenas momentos após o Big Bang, que criou o Universo há cerca de 13,8 biliões anos. Naquela época, o universo era um plasma quente de electrões, protões e fotões (bolas verdes e vermelhas e partículas lineares azuis, respectivamente). A luz é reflectida repetidamente pelos electrões e, como resultado, não pode viajar para muito longe.
Mais tarde, cerca de 370 mil anos após o Big Bang, o Universo arrefece o suficiente para que os electrões e os protões se possam unir, formando os átomos de hidrogénio. Os electrões deixaram o caminho livre para a luz, e ela inicia a sua viagem.

Biodiversidade de Bragança

Lagarta da borboleta Cauda de andorinha, Papílio machaon

Pequena borboleta Azul comum, Polyommatus icarus

domingo, 1 de setembro de 2013

Biodiversidade de Bragança

Mais uma manhã observando borboletas, nos arredores da cidade de Bragança. O dia está bastante luminoso e a fotógrafa, eu, limitou-se a carregar no botão e pouco mais.

Gostei particularmente deste exemplar, deixou-se fotografar mostrando uma atitude confiante. Pequena borboleta (cerca de dois centímetros) de nome Azul de cauda curta de Lang, Leptotus pirithous.

Voando no Campo Ultra Profundo do Hubble em 3-D


O vídeo mostra um voo através do Hubble Ultra Deep Field, a visão mais distante do universo em luz visível.
O Hubble Ultra Deep Field ("Campo Ultra Profundo do Hubble"), ou HUDF, é uma imagem de uma pequena região do espaço, na constelação de Fornax, composta por dados do Telescópio Espacial Hubble, captados entre 3 de Setembro de 2003 e 16 de Janeiro de 2004, com mais de 10.000 galáxias. É a imagem mais profunda do universo tirada em luz visível, mostrando o passado a mais de 13 biliões de anos atrás.
Neste vídeo, é possível ver mais de 5.330 galáxias da imagem do Campo Ultra Profundo do Hubble. Estas bonitas espirais e enormes elípticas são algumas das mais antigas e mais distantes galáxias já fotografadas por um telescópio óptico. Aqui, as galáxias são vistas como elas eram entre 400 a 800 milhões de anos após o Big Bang.
As distâncias para estas galáxias foram medidas usando o desvio para o vermelho cosmológico, que é o alongamento da luz devido à expansão do universo. Quanto mais a luz viajou por todo o universo, mais ela é esticada e tanto maior é o valor do desvio para o vermelho. Os desvios para o vermelho destas galáxias foram convertidos para distâncias para montar um modelo 3-D dos dados.
Esta visualização científica voa através dos dados para mostrar a verdadeira natureza 3-D da imagem do Hubble Ultra Deep Field.