segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Concurso sobre imagens microscópicas de seres vivos
Imagens impressionantes de seres vivos captados pela luz de microscópios fazem parte do concurso Olympus BioScapes Digital Imaging 2012, numa extraordinária ligação entre ciência e arte. As imagens mostram pormenores de algas, bactérias e outras formas de vida que não são visíveis a olho nu.
Em Dezembro de 2012, foram escolhidos os vencedores, que são os dez melhores trabalhos entre os mais de 2000 que participaram no concurso Olympus BioScapes. Para além destes, outros 62 trabalhos (imagens e vídeos) receberam menção honrosa. A selecção foi feita com base no tema científico abordado nas imagens, a sua beleza e as técnicas utilizadas na sua obtenção.
Todos os trabalhos seleccionados podem ser apreciados na galeria da página web do concurso.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Enxame estelar 47 Tucanae, uma "bola" de estrelas exóticas
Imagem do brilhante enxame de estrelas 47 Tucanae (NGC 104), captada pelo telescópio VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO, instalado no Observatório do Paranal, Chile - Crédito: ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey
Nova imagem do enxame globular 47 Tucanae, obtida com grande pormenor em infravermelho pelo telescópio VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO, instalado no Observatório do Paranal, Chile.
Os enxames globulares são enormes nuvens esféricas de estrelas velhas ligadas entre si pela gravidade. Encontram-se a orbitar os núcleos das galáxias, tal como os satélites orbitam a Terra.
Situado a a cerca de 15 000 anos-luz, na constelação austral do Tucano, 47 Tucanae orbita a nossa Via Láctea e é um dos enxames globulares mais brilhantes e de maior massa que se conhecem, podendo ser observado a olho nu. Com cerca de 120 anos-luz de dimensão, é tão grande que aparece no céu com o tamanho da Lua Cheia. É conhecido por possuir muitas estrelas e sistemas estranhos e interessantes.
Existem cerca de 150 enxames globulares que orbitam a nossa galáxia. O 47 Tucanae é o segundo de maior massa, depois do Omega Centauri.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Sapo-parteiro está a desaparecer do cimo da Serra da Estrela
O fungo Batrachochytrium dendrobatidis está a reduzir a população de sapos-parteiros (Alytes obstetricans) que vive na Serra da Estrela, acima dos 1200 metros - Crédito: wikipédia
Em Portugal, o sapo-parteiro-comum, de nome científico Alytes obstetricans, existe na Região Centro e Norte de Portugal. Enquanto adulto, vive longe da água e escondido nas rochas. Na Serra da Estrela, a espécie reproduz-se a partir da Primavera. São os machos que transportam os ovos - daí o nome de sapo-parteiro - até os girinos estarem prestes a sair, altura em que os libertam para a água.
No entanto, nos últimos anos este sapo está a desaparecer da maioria dos locais onde habitava, a altitudes acima dos 1200 metros, devido a um fungo que causa a doença - quitridiomicose - que é responsável pelo declínio de muitas espécies de anfíbios em todo o mundo.
Num estudo agora publicado na revista Animal Conservation, uma equipa internacional de cientistas, entre os quais o português Gonçalo M. Rosa, avaliou o impacto desta infecção na Serra da Estrela, tendo concluído que houve uma diminuição de 67% de sapos-parteiros acima dos 1200 metros de altitude. A altitudes mais baixas, o fungo está presente, mas não existe tanta mortalidade. É a primeira vez que se documenta o declínio de uma espécie de anfíbio devido a esta doença, em Portugal.
NASA descarta impacto do asteróide Apophis com a Terra em 2036
Asteróide Apophis foi descoberto em 19 de Junho de 2004. De acordo com os cálculos efectuados por cientistas, ele não vai impactar a Terra em 2029, embora passe muito perto, nem em 2036 - Crédito: UH / IA
Após a passagem - bastante distante - do asteróide Apophis pela Terra, os cientistas da NASA colocaram de lado a possibilidade do asteróide Apophis chocar com a Terra, durante um voo rasante em 2036. Os cientistas utilizaram informação actualizada obtida através de telescópios em 2011 e 2012, bem como os novos dados conseguidos com a aproximação do asteróide a cerca de 14,5 milhões de Km do nosso planeta, em 9 de Janeiro de 2013.
Descoberto em 2004, o asteróide, que é do tamanho aproximado de 3,5 campos de futebol, chamou logo a atenção de cientistas e meios de comunicação, porque os cálculos iniciais da órbita indicavam uma possibilidade 2,7 por cento de um impacto com a Terra, durante um sobrevoo em 2029. Cálculos posteriores eliminaram essa hipótese, restando ainda uma possibilidade remota de impacto em 2036.
No entanto, os novos dados proporcionados recentemente por observação óptica e radar permitem descartar a hipótese de um impacto do Apophis com a Terra em 2036, segundo os cientistas da NASA.
Para Don Yeomans, director do programa Near-Earth Object Program (NEO), da NASA, "a probabilidade de impacto, tal como estão agora, é inferior a um num milhão, o que nos deixa confortáveis para dizer que podemos efectivamente descartar um impacto com a Terra em 2036. O nosso interesse no asteróide Apophis vai ser essencialmente científico."
Cientistas revelam a maior galáxia do Universo
Esta imagem da gigante galáxia espiral barrada NGC 6872 combina imagens de luz visível do telescópio Very Large, do Observatório Europeu do Sul (ESO), com dados em ultravioleta extremo do telescópio GALEX, da NASA e, ainda, dados infravermelhos adquiridos pelo telescópio espacial Spitzer, da NASA. A espiral tem 522.000 anos-luz (medidos entre as extremidades dos braços), o que a torna cerca de 5 vezes maior do que a nossa galáxia, a Via Láctea. A pequena galáxia de disco IC 4970, que está a interagir com NGC 6872, está localizada acima da região central da espiral - Crédito: NASA Goddard Space Flight Center / ESO / JPL-Caltech / DSS
Embora a espectacular galáxia espiral barrada NGC 6872 já fosse classificada entre os maiores objectos estelares conhecidos, uma equipa de astrónomos dos Estados Unidos, Chile e Brasil descobriu, agora, que é a maior galáxia espiral alguma vez registada.
Os cientistas analisaram dados de arquivo da missão Galaxy NASA Evolution Explorer (Galex), e ficaram surpreendidos ao ver uma grande faixa de luz ultravioleta formada por jovens estrelas, indicando uma enorme galáxia. O satélite Galex foi construído para procurar a luz ultravioleta irradiada por estrelas novas. Foi desligado em Fevereiro de 2012.
A galáxia NGC 6872 mede cerca de 522.000 anos-luz, entre as extremidades dos seus braços exagerados, com cinco vezes o tamanho da nossa galáxia, a Via Láctea. Este tamanho fora do vulgar deve-se à interacção entre NGC 6872 e a pequena galáxia de disco IC 4970, localizada acima da região central da galáxia espiral. Os cientistas acreditam que esta tem um quinto do tamanho da primeira, e que terá sido atraída por ela, tornando NGC 6872 maior do que se julgava.
Este interessante par de galáxias encontra-se a 212 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Pavo, no hemisfério sul. Os astrónomos acreditam que as grandes galáxias, incluindo a Via Láctea, cresceram absorvendo inúmeros sistemas estelares mais pequenos, durante biliões de anos.
Fonte: NASA
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Metade dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo
Todos os anos são desperdiçados cerca de 2000 milhões de toneladas de comida que podiam alimentar os 1000 milhões de pessoas que passam fome. Muitos legumes e fruta são deitados fora pela sua aparência apenas! - Crédito: wikipédia
Metade da comida que se produz no mundo acaba no lixo ou a apodrecer no campo. Actualmente, produzem-se cerca de 4000 milhões de toneladas de alimentos por ano. Estima-se que entre 30% e 50% de toda a comida produzida nunca chega ao estômago humano. Esta é a perturbadora conclusão de um relatório, intitulado 'Global Food: Waste Not, Want Not', apresentado hoje pelo Institution Mechanical Engineers (IME) (Instituto de Engenheiros Mecânicos), da Grã-Bretanha.
Os resultados do estudo apontam 1,2-2000 milhões de toneladas de alimentos que não são aproveitados, uma quantidade impressionante de alimentos desperdiçados e perdidos em todo o mundo, e que podiam ser utilizados para alimentar a crescente população mundial, bem como aqueles que têm fome hoje (cerca de 1000 milhões de pessoas).
Os números apresentados no relatório do IME ainda não reflectem, no entanto, outro tipo de perdas, que constituem também um desperdício desnecessário de recursos naturais, como a água, terra e energia que foram utilizados na produção, processamento e distribuição dos alimentos.
Em Portugal desperdiça-se um milhão de toneladas de alimentos por ano, (17% do que é produzido pelo país), de acordo com as conclusões do PERDA - Projecto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar, apresentadas em Dezembro de 2012.
Orcas presas no gelo no Canadá já se libertaram
Um grupo de 11/12 orcas ficou preso debaixo do gelo que se formou na superfície do mar, na Baía de Hudson, no Canadá. Entre elas havia crias, poderia ser um grupo familiar. Os animais ficaram bloqueados desde segunda-feira (7 de Janeiro).
Segundo os moradores de uma comunidade próxima, Inuit de Inukjuak, no Quebec, as orcas faziam turnos para respirar através de uma pequena abertura para a superfície, que parecia cada vez mais pequena. As orcas corriam o risco de morrerem sufocadas ou por exaustão. Elas não costumam aparecer na baía durante o mês de Janeiro. No entanto, este ano o gelo formou-se mais tarde, o que deve ter surpreendido os animais.
Na impossibilidade de as poderem salvar, pois estavam a 25 Km de um local de mar não congelado, os habitantes locais solicitaram ao governo canadiano um navio quebra-gelo para abrir uma passagem através do gelo.
Entretanto, começaram a circular notícias na Internet que as orcas conseguiram libertar-se sozinhas, esta noite, possivelmente aproveitando alterações das condições de tempo na região.
Orfanato de rinocerontes, para salvar a espécie na África do Sul
A África do Sul criou o primeiro orfanato mundial para rinocerontes. Para além dos cuidados médicos, as crias ficam protegidas da caça ilegal.
O ano de 2012 foi bastante desastroso para os rinocerontes deste país. Cerca de 633 foram mortos - de acordo com os registos - por causa do seu chifre de marfim, considerado afrodisíacos em muitos países. Deste modo, muitas crias acabam por ficar órfãs, o que levou à criação do orfanato para protecção da espécie.
Fonte: ÚltimoSegundo
Zâmbia proíbe a caça de leões e leopardos
Leões africanos estão à beira da extinção - Crédito: wikipédia
Uma boa notícia neste início de 2013 para os leões e leopardos da Zâmbia. As autoridades do país anunciaram hoje a proibição da caça destes grandes felinos, devido ao rápido declínio no seu número em estado selvagem.
De acordo com a ministra do turismo da Zâmbia, Sylvia Masebo, o país não tem leões suficientes para a caça, é necessário proteger as espécies. Além disso, eles são muito mais valiosos ao atraírem turistas de todo o mundo para observá-los em liberdade.
De acordo com estimativas, a população de leões na Zâmbia, país da África Austral, não tem mais que 4500 exemplares, desconhecendo-se a população de leopardos.
Também o país vizinho Botswana tenciona terminar toda a caça desportiva a partir de 2014, e o Quénia já suspendeu toda a caça desportiva há algumas décadas.
Fonte: BBCnews
Link relacionado:
Leões africanos estão à beira da extinção
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Cientistas sugerem pedaços de gelo de hidrocarbonetos flutuando nos lagos de Titã
Ilustração mostrando como poderia parecer a formação de gelo de hidrocarbonetos num mar de hidrocarbonetos líquidos, em Titã, lua de Saturno. Um novo modelo de cientistas da missão Cassini, da NASA, sugere que pedaços de gelo de metano e etano - que aparecem aqui como os aglomerados de cor clara - poderiam flutuar em determinadas condições - Crédito: NASA/JPL-Caltech/USGS
Pedaços de gelo de hidrocarbonetos podem flutuar na superfície dos lagos e mares de hidrocarbonetos líquidos existentes em Titã, a maior lua de Saturno. É o que sugere um novo estudo de cientistas da missão Cassini, da NASA, o que poderia explicar algumas das diferenças detectadas pela sonda Cassini na reflectividade das superfícies de lagos em Titã.
"Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar alguma forma de vida exótica", disse Jonathan Lunine, co-autor de um artigo científico e cientista da Cassini/Titã, da Universidade de Cornell, Ithaca, NY. Para o cientista, "a formação de gelo de hidrocarbonetos flutuante será uma oportunidade para química interessante ao longo da fronteira entre o líquido e o sólido, um limite que pode ter sido importante na origem da vida terrestre."
Telescópio Herschel capta imagens do asteróide Apophis, mais próximo da Terra hoje
O Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA) captou o asteróide Apophis no seu campo de visão durante a aproximação à Terra, em 5 e 6 de Janeiro de 2013. A imagem mostra o asteróide Apophis em três comprimentos de onda: 70, 100 e 160 microns, respectivamente - Crédito: ESA/Herschel/PACS/MACH-11/MPE/ESAC
Aproveitando a sua maior proximidade, o Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), fez novas observações do asteróide, durante o fim-de-semana passada. Os dados mostram que o asteróide parece ser maior do que a primeira estimativa, e menos reflexivo (reflecte menos luz).
O asteróide Apophis, considerado potencialmente perigoso, faz a sua maior aproximação à Terra hoje, 9 de Janeiro de 2013, passando a cerca de 14,5 milhões de Km, não constituindo qualquer perigo de impacto para o nosso planeta, pelo menos desta vez.
O telescópio Herschel fez as primeiras observações em infravermelho térmico do asteróide, e em diferentes comprimentos de onda.
Apophis regressará novamente à Terra em 2036, mas não se sabe a que distância, pois prevê-se que a aproximação de 2029 alterará substancialmente a sua órbita.
Astrónomos descobrem possível cinturão de asteróides em torno da estrela Vega
Os telescópios espaciais Spitzer e Herschel detectaram evidências de um cinturão de asteróides à volta de Vega, a estrela mais brilhante da constelação de Lira, localizada a 25 anos-luz do nosso Sistema Solar - Crédito: NASA/JPL-Caltech
Com base em dados dos telescópios espaciais Spitzer, da NASA, e Herschel, da ESA, os astrónomos descobriram o que parece ser um grande cinturão (cintura) de asteróides em torno da estrela Vega, a segunda estrela mais brilhante no céu nocturno do hemisfério norte. A descoberta deste anel de detritos circundando Vega torna esta estrela semelhante à estrela Fomalhaut.
Os dados são consistentes para as duas estrelas, ambas com cinturões internos quentes e cinturões frios externos, separados por um espaço. Esta estrutura é semelhante ao que se passa no nosso próprio Sistema Solar, com o cinturão interno de asteróides e o cinturão externo de Kuiper.
Supernova Cassiopeia A: restos de uma estrela morta
Restos da supernova Cassiopeia A, observados pelo telescópio de raios X de alta energia NuSTAR, da NASA, sobrepostos a uma imagem de fundo em luz visível pelo Digitized Sky Survey - Crédito: NASA/JPL-Caltech/DSS
Bonita nova imagem dos históricos remanescentes da supernova Cassiopeia A, localizada 11.000 anos-luz de distância, captada pelo telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR, em raios X de alta energia.
Pensa-se que a luz da explosão estelar que criou Cassiopeia A atingiu a Terra há cerca de 300 anos, depois de viajar 11 mil anos até chegar ao nosso planeta.
A estrela já terminou há muitos anos, mas os seus restos ainda continuam activos. O anel exterior azul é onde a onda de choque da explosão supernova colide com o material circundante, atingindo partículas a velocidades elevadas.
Os raios X de luz com energias entre 10 e 20 KeV (mil electrões-volt) são azuis; raios-X de 8 a 10 keV são verdes, e raios-X de 4,5 a 5,5 KeV são vermelhos.
A imagem de fundo estrelado é do Digitized Sky Survey.
Fonte: NASA
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