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segunda-feira, 8 de abril de 2013
Artista recria obras de arte famosas em torradas
A artista norueguesa Ida Skivenes recria obras de arte famosas em torradas. Utilizando frutas e outros alimentos do pequeno almoço, ela cria obras de Munch, Monet, Picasso e Van Gogh, entre outros, no seu projecto Art Toast.
Alguns destes trabalhos, e muitos outros feitos a partir de alimentos, podem ser vistos aqui, ou na galeria Instagram da artista como @idafrosk.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Carne de burro vendida como carne de vaca na África do Sul
A carne da cavalo e a carne de burro não são prejudiciais ao ser humano - Crédito imagem: wikipédia
Enquanto na Europa se desenrola o escândalo crescente sobre a carne de cavalo vendida como carne de vaca, a África do Sul é surpreendida com uma situação semelhante.
Um estudo publicado pela Universidade de Stellenbosch em ScienceDirect, descobriu que 99 das 139 amostras de carne analisadas continham espécies não declarados no rótulo do produto. Carne de burro, búfalo de água e carne de cabra aparecem em hambúrgueres, salsichas e produtos de charcutaria.
Os investigadores encontraram, ainda, soja e glúten não rotulados em 28% dos produtos testados, carne de porco não declarada em 37% e de frango em 23%.
De acordo com os pesquisadores, "o nosso estudo confirma que a rotulagem inadequada de carnes processadas é comum na África do Sul e não apenas viola normas de rotulagem de alimentos, mas também apresenta impactos económicos, religiosos, éticos e de saúde".
Muçulmanos e judeus, que constituem minorias significativas na África do Sul, não comem carne de porco, de acordo com as suas crenças religiosas.
Fonte: BBC news
Link relacionada.
ASAE encontra carne de cavalo em alimentos portugueses e instaura cinco processos-crime
Dieta mediterrânica ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares
Salada de legumes frescos, do tipo mediterrânica - Crédito imagem: wikipédia
Um grupo de investigadores espanhóis mostrou que seguir uma dieta mediterrânica, rica em azeite e complementada com frutos secos, permite reduzir até 30% o risco de enfartes do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais ou morte causada por doença cardíaca.
A pesquisa realizada é parte do projecto PREDIMED, um estudo realizado entre 2003 e 2011 para estudar os efeitos da dieta mediterrânica na prevenção primária de doenças cardiovasculares. O estudo foi coordenado pelo investigador Ramon Estruch, da Universidade de Barcelona e Hospital Clínic de Barcelona, e envolveu 7.447 indivíduos espanhóis com maiores riscos de vir a sofrer de doença cardíaca.
Na dieta mediterrânica é importante o azeite, como principal fonte de gordura, e inclui outros produtos, desde os hortícolas à fruta, passando pelos cereais, as leguminosas e os frutos secos. Lacticínios pouco gordos (principalmente os queijos) também fazem parte do regime alimentar, assim como o peixe e o vinho, em particular o vinho tinto, consumido de forma moderada e, por norma, às refeições.
A Dieta Mediterrânica faz parte do Património Cultural Imaterial da Humanidade, desde 2010.
Já são bem conhecidos os benefícios deste tipo de alimentação, mas só agora os especialistas estudaram os seus efeitos ao nível cardiovascular, tendo observado que o mesmo permitiu diminuir muito significativamente a probabilidade de sofrer de problemas cardíacos entre as camadas mais vulneráveis, nomeadamente obesos, fumadores e diabéticos.
Os resultados da investigação foram publicados esta segunda-feira (25 de Fevereiro) no The New England Journal of Medicine.
Mais informações em ScienceDaily e Boas notícias
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
ONU lança campanha contra o desperdício de alimentos
Com o tema “Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao desperdício”, a campanha é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, na sigla em inglês) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Um estudo recente revelou que cerca de um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo se perde ou é desperdiçado, durante os processos de produção e sistemas de consumo.
Muitos dos alimentos vão parar ao lixo ainda em boas condições para consumo, e poderiam alimentar milhões de pessoas com fome no mundo. Além disso, resíduos alimentares em decomposição no solo, desprovidos de luz e ar, produzem gás metano, contribuindo para o aquecimento global.
"Num mundo com uma população de 7000 milhões de pessoas, e que deve atingir os 9000 milhões até 2050, desperdiçar alimentos não faz sentido, seja do ponto de vista económico, ambiental ou ético", afirma o Director Executivo da UNEP, Achim Steiner.
A campanha incluirá diversas iniciativas em todo o mundo, partilhadas através do portal online www.thinkeatsave.org, que fornece, também, dicas para incentivar a produção e o consumo sustentáveis - será possível alimentar mais pessoas, reduz-se o impacto ambiental e poupa-se dinheiro.
Para Janez Potočnik, Comissário Europeu para o Ambiente, "menos resíduos de alimentos levaria a uma utilização mais eficiente do solo, uma melhor gestão dos recursos hídricos, um uso mais sustentável do fósforo, o que teria um efeito muito positivo nas alterações climáticas".
Fonte: Campanha "Diga não ao desperdício" via Publico.pt
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Metade dos alimentos produzidos no mundo vai para o lixo
Todos os anos são desperdiçados cerca de 2000 milhões de toneladas de comida que podiam alimentar os 1000 milhões de pessoas que passam fome. Muitos legumes e fruta são deitados fora pela sua aparência apenas! - Crédito: wikipédia
Metade da comida que se produz no mundo acaba no lixo ou a apodrecer no campo. Actualmente, produzem-se cerca de 4000 milhões de toneladas de alimentos por ano. Estima-se que entre 30% e 50% de toda a comida produzida nunca chega ao estômago humano. Esta é a perturbadora conclusão de um relatório, intitulado 'Global Food: Waste Not, Want Not', apresentado hoje pelo Institution Mechanical Engineers (IME) (Instituto de Engenheiros Mecânicos), da Grã-Bretanha.
Os resultados do estudo apontam 1,2-2000 milhões de toneladas de alimentos que não são aproveitados, uma quantidade impressionante de alimentos desperdiçados e perdidos em todo o mundo, e que podiam ser utilizados para alimentar a crescente população mundial, bem como aqueles que têm fome hoje (cerca de 1000 milhões de pessoas).
Os números apresentados no relatório do IME ainda não reflectem, no entanto, outro tipo de perdas, que constituem também um desperdício desnecessário de recursos naturais, como a água, terra e energia que foram utilizados na produção, processamento e distribuição dos alimentos.
Em Portugal desperdiça-se um milhão de toneladas de alimentos por ano, (17% do que é produzido pelo país), de acordo com as conclusões do PERDA - Projecto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar, apresentadas em Dezembro de 2012.
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