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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Grande explosão de raios gama (GRB) é detectada pelo Telescópio Espacial Fermi

Os mapas mostram como parece o céu para energias de raios gama acima de 100 milhões de electrões Volt (MeV), com uma visão centrada no pólo norte galáctico. O quadro à esquerda mostra o céu antes da GRB 130427A, e à direita depois da grande emissão de raios gama detectada pelo telescópio Fermi, em 27 de Abril de 2013 - Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

O Telescópio Espacial de raios gama Fermi, da NASA, detectou uma grande explosão de raios gama a partir de uma estrela moribunda numa galáxia distante.
A erupção, que os astrónomos chamam de GRB, foi classificada como GRB 130427A e produziu a radiação com mais energia alguma vez detectada num evento desta natureza. Foi registada pelo telescópio Fermi na consteleção de Leão (Leo), em 27 de Abril de 2013.
A produção de raios gama durou algumas horas, estabelecendo um novo recorde para a maior emissão de raios gama de uma GRB. Posteriormente, foi detectada em comprimentos de onda ópticos, infravermelho e rádio por observatórios terrestres, com base na sua localização dada pelo telescópio de raios X Swift, a cerca de 3,6 biliões de anos-luz de distância, o que é considerado relativamente perto para este tipo de evento cósmico.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Estudo sugere que a Terra pode ter sido atingida por uma explosão de raios gama na Idade Média

Ilustração da fusão de duas estrelas de neutrões. Pensa-se que as explosões de raios gama de curta duração resultam da concentração de uma combinação de anãs brancas, estrelas de neutrões ou buracos negros - Crédito: NASA / Dana Berry

Analisando os anéis de árvores, os cientistas descobriram evidências que algo especial aconteceu no nosso planeta, durante a Idade Média.
Em 2012, os cientistas detectaram níveis elevados do isótopo carbono-14 e berílio-10, em anéis de árvores antigas, numa floresta japonesa de cedros, formados em 775 dC, sugerindo que a Terra foi atingida pela intensa radiação de um evento ocorrido na Via Láctea, no ano de 774 ou 775, embora não seja claro o tipo de evento cósmico causador de tal energia.
Estes isótopos formam-se quando a radiação vinda do espaço colide com átomos de azoto na atmosfera da Terra, e que acabam por decair originando estas formas mais pesadas de carbono e berílio.
Uma das explicações apresentadas sugeriu que o nosso planeta foi atingido pela radiação de uma erupção solar. Mas agora, um novo estudo dos astrónomos Valeri Hambaryan e Neuhӓuser Ralph, do Instituto de Astrofísica da Universidade de Jena, na Alemanha, aponta para uma explosão de raios gama, uma das radiações mais poderosas do universo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Telescópio Fermi detectou a luz de energia mais elevada numa erupção solar

Durante a potente erupção X5.4, em 7 de Março de 2012, o Sol foi o objecto mais brilhante de todo o céu observado pelo Telescópio Espacial Fermi, à luz de raios gama com energias além 100 MeV. - Crédito: NASA / DOE / Fermi LAT Collaboration

Durante uma poderosa explosão solar, em 7 de Março de 2012, o Telescópio Espacial Fermi de raios gama, da NASA, detectou a radiação de energia mais elevada alguma vez associada com uma erupção no Sol.
A descoberta traz uma nova função para o telescópio Fermi como um observatório solar, uma nova ferramenta poderosa para a compreensão das explosões solares durante o período de máxima actividade solar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Telescópio Espacial Fermi observa os raios gama do Universo

Imagem global do céu em raios gama, com energias superiores a 1000 milhões de elétron-volts (GeV 1), obtida a partir de observações do Telescópio Fermi durante três anos. Cores mais brilhantes indicam fontes de raios gama também mais brilhantes. Todo o céu apresenta um brilho difuso, sendo mais brilhante ao longo do plano da nossa galáxia (meio). Discretas fontes de raios gama incluem pulsares e remanescentes de supernovas na nossa galáxia, assim como galáxias distantes alimentadas por buracos negros supermassivos - Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

O Telescópio Espacial de Grande Átrea Fermi (LAT - Large Area Telescope) varre o céu procurando detectar raios gama, a radiação de maior energia do Universo. O telescópio consegue encontrar raios gama com energias que variam de 20 milhões para mais de 300 biliões de electrões-volt (GeV).
Em altas energias, os raios gama são raros. Acima de 10 GeV, Fermi detecta apenas um raio gama a cada quatro meses.