Nebulosa da Águia vista, em infravermelho distante, pelo Observatório Espacial Herschel da ESA e em Raios X pelo Telescópio XMM-Newton, também da ESA - Crédito: far-infrared: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/Hill, Motte, HOBYS Key Programme Consortium; X-ray: ESA/XMM-Newton/EPIC/XMM-Newton-SOC/Boulanger
Fantástica nova vista da Nebulosa da Águia (também conhecida por Messier 16 ou M16) obtida pela combinação das imagens, em infravermelho distante, do Observatório Espacial Herschel da ESA e Raios X do Telescópio XMM-Newton, também da ESA, que destaca o aglomerado de estrelas jovens quentes, NGC6611, responsável por esculpir e iluminar o gás frio e poeira do ambiente que o rodeia, o material essencial para a formação de estrelas, apenas a alguns graus acima do zero absoluto. Desta interacção resulta uma gigantesca cavidade oca e pilares, cada um dos quais com vários anos-luz de comprimento.
No entanto, esta bela região pode já não existir assim. Os astrónomos suspeitam que uma das estrelas mais massivas e quentes no aglomerado NGC6611 pode ter explodido numa supernova, há 6000 anos atrás, emitindo uma onda de choque que destruiu os pilares. Mas, por causa da distância da Nebulosa da Águia, só veremos o evento daqui a várias centenas de anos.
