segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Curiosa nebulosa planetária na constelação de Hercules

Impressionante imagem em alta resolução de uma curiosa nebulosa planetária, NGC 6210, obtida pela telescópio espacial Hubble.
A nebulosa está localizada a cerca de 6500 anos-luz, na constelação de Hercules. Foi descoberta em 1825 por Friedrich Georg Wilhelm Struve.

Nebulosa planetária NGC 6210 - Crédito: ESA/Hubble/NASA

NGC 6210 é uma estrela, um pouco menos massiva que o nosso Sol, na fase final do seu ciclo de vida. A sua forma estranha resulta do material ejectado pela estrela moribunda, que forma uma sobreposição de estruturas com diferentes graus de simetria. Na região interior da nebulosa planetária encontra-se a estrela central cercada por uma bolha fina e azulada que revela uma estrutura filamentosa delicada.
A vida de uma estrela termina quando se esgota todo o seu combustível termonuclear. Estima-se que a vida útil para uma estrela semelhante ao Sol é cerca de dez bilhões de anos. Quando a estrela está prestes a expirar, torna-se instável e ejecta as suas camadas externas, formando uma nebulosa planetária e deixando para trás uma pequena, mas muito quente, "estrela remanescente", conhecida como anã branca. Este objeto compacto, visível aqui no centro da imagem, arrefece e desaparece muito lentamente. A Teoria da evolução estelar prevê que acontecerá o mesmo ao nosso Sol, dentro de cinco bilhões de anos.

Fonte: ESA/Hubble/NASA

Link relacionado:
NASA Goes Pink

domingo, 17 de outubro de 2010

Concurso Carl Sagan

Em homenagem ao aniversário de Carl Sagan, em 9 de Novembro, a missão Kepler criou um concurso sobre a imagem que Carl Sagan transmitiu do lugar da Terra no Universo - "The Shore of the Cosmic Ocean " (Cosmos, 1980).
Os trabalhos, em forma de redacção, devem ser apresentados até 26 de Outubro de 2010.
As regras do concurso podem ser consultadas aqui.

Biodiversidade e recursos naturais estão a diminuir de forma alarmante

De acordo com os dados do Relatório Planeta Vivo 2010, apresentado pela organização WWF Global, o planeta está a perder biodiversidade, sobretudo nas regiões tropicais, e os seus recursos naturais também estão a diminuir rapidamente.
O relatório revela que, desde 1970, o planeta perdeu cerca de 30% da sua biodiversidade, mas nas espécies tropicais essa queda foi de 60%, com um valor ainda mais alto, 70%, nas espécies tropicais de água doce.

As regiões tropicais perderam mais biodiversidade - Crédito: WWF/ZSL/GFN

São apontadas como causas principais da perda da fauna e flora mundiais, a destruição dos habitats, sobre-exploração das espécies, poluição, espécies invasoras e alterações climáticas.
A procura de recursos naturais também ultrapassou em 50 % o que a Terra pode oferecer, isto é, actualmente a população humana está a usar, em média, 1,5 planetas para suportar as suas actividades.

Se nada for feito para mudar esta situação, em 2030 a humanidade vai precisar de 2 Terras para viver.
Crédito: WWF/ZSL/GFN

As emissões de carbono aumentaram 11 vezes nos últimos 50 anos, contribuindo para metade da pegada ecológica global.
São os países mais desenvolvidos, onde o consumo é maior, que apresentam uma maior pegada ecológica. Os países da OCDE, organização das economias mais ricas do mundo a que Portugal pertence, representam quase 40% da pegada global.
Portugal apresenta uma pegada ecológica de 4,5 hectares por habitante, quando a pegada mundial é de apenas 2,7 hectares. Com o nosso estilo de vida, a humanidade precisaria de 2,5 planetas Terra. Mas só existe um!
Para informações mais detalhadas pode consultar-se o Relatório Planeta Vivo 2010 (em português) e Relatório Planeta Vivo 2010 (em inglês).
A WWF disponibiliza vários gráficos interactivos que permitem conhecer e comparar os valores relativos à evolução da biodiversidade nos ecossistemas mundiais analisados e, ainda, a pegada ecológica por país.
Cada um de nós pode calcular a sua pegada ecológica (quantos planetas precisa para viver) aqui.
O exemplo apresentado diz respeito à pegada ecológica global. Permite conhecer a pegada de cada país, comparar com outros países e, ainda, saber a pegada relativa a algumas áreas como florestas, emissões de carbono, etc. analisadas no relatório.

Crédito: WWF/ZSL/GFN

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza - 17 de Outubro

Campanha "Stand Up and Take Action" (Levanta-te contra a Pobreza!), um apelo global aos líderes mundiais para agir contra a pobreza e pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. A campanha desenvolve-se, a nível mundial, entre 17 e 19 de 2010.






"O trabalho digno e produtivo é um dos meios mais eficazes para lutar contra a pobreza e promover a autossuficiência", Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU, na sua mensagem do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza – 17 de outubro de 2010.
Vamos todos gritar "por um mundo em que haja trabalho digno para todos"

sábado, 16 de outubro de 2010

Dia Mundial da Alimentação 2010

Peprodução em cativeiro de araras ameaçadas, em Lagos

Arara, Ara macao - Fonte: wikipédia

O Parque Zoológico de Lagos recebeu um casal de araras, da espécie Ara macao, para que se possa fazer a sua reprodução em cativeiro. Esta espécie de arara está em perigo de extinção devido à destruição do seu habitat natural, na floresta amazónica.
A vinda das aves resultou de um protocolo estabelecido com o parque de Bucalco, na Argentina, perto da Patagónia, onde as duas araras nasceram já em cativeiro. Em troca, o Parque de Lagos cedeu um gibão, chamado Tobias, que tinha sido rejeitado pelo pai, quando atingiu a idade adulta (cerca de 7 anos).

Peixes de oceano profundo


Imagens de um grupo de snailfish altamente sociável, snailfish Hadal, Pseudoliparis amblystomopsis, a uma profundidade de 7703 metros, no Oceano Pacífico das costas do Japão (2008). São os peixes de maior profundidade já registados.

Snailfish é um peixe com corpo achatado e péle nua, de aspecto gelatinoso e sem escamas
Fonte: wikipédia

A espécie Hadal vive a grandes profundidades, em completa escuridão, baixas temperaturas e pressão muito elevada, cerca de 8000 toneladas por metro quadrado. Alimenta-se de milhares de minúsculas criaturas semelhantes ao camarão e limpam as carcaças dos peixes mortos e detritos que atingem o fundo do oceano.

Link relacionado:
Scientists Discover New Species in One of World’s Deepest Ocean Trenches (Science Daily, 16/10/2010)

Tigre-de-Sumatra em perigo crítico

Uma câmara oculta da Fundação Mundial para a Vida Selvagem (WWF) mostrou a presença de tigres-de-Sumatra no bosque de Bukit Batabuh, declarada zona protegida en 1994, na provincia de Riau, na Indonésia.

Tigre de Sumatra, Panthera tigris sumatrae - Fonte: wikipédia

Simultaneamente a câmara também gravou a destruição ilegal da zona, por um bulldozer, para preparar o terreno para uma plantação de palmeiras de produção de óleo (ver vídeo).
As imagens foram obtidas entre Maio e Junho de 2010 e apresentadas esta semana pela WWF, no seu site.
No mundo existem, apenas, 3200 animais desta espécie, 'Panthera tigris sumatrae', dos quais cerca de 400 exemplares na Indonésia. Encontram-se criticamente em perigo pela destruição e fragmentação do seu habitat, caça ilegal e comércio das suas partes e por conflito com o homem, que cada vez mais se apodera do seu habitat natural. O tigre-de-Sumatra corre o risco de ser o primeiro grande felino a desaparecer no século XXI, seguindo-se à extinção dos tigres-de-Java e de Bali.


Fonte: El Mundo.es-Ciência e site da WWF

Mande, grátis, um postal "Save Tigers Now"

Tiranossauro rex era canibal

Cientistas canadianos e americanos descobriram marcas de dentadas de T rex em fósseis de ossadas de carnívoros da mesma espécie, revelando evidências de canibalismo em Tyrannosaurus.

Ossos de Tiranossauro rex com marcas de dentes feitas por Tiranossauro rex
Fonte: Plos One

De acordo com os paleontólogos, atendendo à idade dos fósseis, 65 milhões de anos, as marcas de dentes só poderiam ser de Tyrannosaurus rex, que era o único carnívoro de grande porte existente na América do Norte naquela altura.
Os tiranossaurídeos foram os grandes carnívoros dominantes na América do Norte e Ásia, durante o Cretáceo, sendo o Tyrannosaurus rex o maior e último dos seus membros. Foi um dos maiores carnívoros terrestres conhecidos, com peso até 10000 kg. Tyrannosaurus era tão grande quanto o maior animal da vida terrestre, o Elefante Africano (Loxodonta africana). O seu tamanho pode comparar-se ao da baleia de barbatanas (Balaenoptera acutorostrata). Em comparação, o maior carnívoro terrestre vivo, o tigre siberiano, Panthera tigris altaica, pesa apenas 300 Kg.

Tyrannosaurus rex - Fonte: wikipédia

Tyrannosaurus é, portanto, muito diferente de qualquer animal vivo hoje, ou qualquer criatura que tenha existido nos passados 66 milhões anos. A ecologia deste animal notável tem sido objecto de muita discussão, com  particular ênfase sobre a questão de saber se o animal era um predador, um necrófago, ou ambos.
Mais informações aqui e aqui (artigo publicado na Plos One, biblioteca pública de ciência, em 15/10/2010)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Base de dados visual de moléculas 3D

Base de dados de moléculas em 3D, onde pode interagir com o rato. Tem moléculas de grupos funcionais variados como cetonas, ácidos ou aminas, entre outros, estruturas VSEPR e outras moléculas de interesse relativas a aromas, vitaminas, etc. (clique na imagem).
Moléculas 3D

Mais exemplos de moleculas 3D


Extraordinárias formigas pote-de-mel

Formiga pote-de-mel - Fonte: wikipédia

Cada ser vivo tem a sua estratégia de sobrevivência perante as dificuldades da vida. Em lugares secos, como nos desertos de África, América do Norte ou Austrália, estas formigas, que se alimentam de néctar, acumulam o alimento no próprio corpo, fazendo uma reserva alimentar para todo o grupo, nos períodos em que não há flores. Permanecem imóveis no formigueiro, com o abdómen em forma de globo, repleto de alimento doce e nutritivo. Nalguns locais são consideradas um petisco delicioso.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

I love space!


Me too, very much.
Fonte: You Tube

Hubble captura imagens de uma possível colisão entre asteróides

 Imagem do objecto P/2010 A2, obtida em 29 de Janeiro de 2010, pelo telescópio Hubble.


A imagem mosta um objecto peculiar em forma de X, à cabeça de uma cauda (à semelhança dos cometas) formada por destroços resultantes de uma provável colisão entre asteróides, em 2009. Na frente, um corpo (pontual) com cerca de 120 metros de lagura.
O estranho conjunto, chamado A2 P/2010, foi encontrado viajando ao redor da cintura de asteróides, um reservatório de milhões de corpos rochosos, entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Nas observações realizadas pelo Hubble, entre Janeiro e Maio de 2010, o estranho objecto mantém a sua forma de X.
P/2010 A2 estava a 102 milhões de Km da Terra, quando o  telescópio Hubble o observou pela primeira vez, em Janeiro de 2010.
Fonte: Hubble News e NASA