sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Symphony of Science: The Face of Creation


John D Boswell continua o o seu projecto Symphony of Science (Sinfonia da Ciência), iniciado em 2009, onde se fala de Ciência através da música, com a participação de alguns cientistas.
"The Face of Creation", o último vídeo da série musical, celebra o bosão de Higgs uma das partículas constituintes da matéria do universo, e que pode ter sido detectado no maior acelerador de partículas existente, o Large Hadron Collider (LHC) da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), em Julho de 2012.
Na página web de Symphony of Science podem ver-se todos os vídeos já editados.

Cientistas identificam meteorito rico em água e com origem na crosta de Marte

Meteorito marciano rico em água (NWA) 7034 ou "Beleza Negra", constituído por material de origem vulcânica da crosta do planeta vermelho e pesando cerca de 320 gr. Foi encontrado no deserto do Saara, em 2011 - Crédito: NASA

Cientistas analisaram um pequeno meteorito que pode ser o primeiro descoberto com origem na crosta de Marte - a capa geológica mais superficial - e que contém 10 vezes mais água que outros meteoritos marcianos com origens desconhecidas.
O meteorito, designado por NWA 7034 e apelidado de "Beleza Negra" (Black Beauty), é um pedaço de material vulcânico com cerca de 320 gramas de peso e foi encontrado no deserto do Saara, em 2011. De acordo com os cientistas que o estudaram, o meteorito formou-se há 2,1 biliões de anos, durante o início do período geológico mais recente de Marte, conhecido por Amazonian.
"A idade de NWA 7034 é importante porque é significativamente mais velho do que a maioria de outros meteoritos marcianos", disse Mitch Schulte, cientista do programa para o Mars Exploration Program, na sede da NASA em Washington. "Nós agora vemos um pedaço da história de Marte num momento crítico da sua evolução."
Segundo o comunicado da NASA, o meteorito é uma excelente combinação de rochas e afloramentos superficiais que a agência tem estudado à distância, através dos robôs enviados a Marte e satélites em órbita do planeta vermelho.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Chuva de meteoros vs candeeiros iluminados


Para todos os que não conseguiram ver os meteoros Quadrantids, ontem e hoje, que é o meu caso com a poluição luminosa que me rodeia, o fotógrafo John Chumack (galacticimages.com) gravou o evento neste vídeo, em 2-3 de Janeiro de 2013, na sua casa em Ohio (USA).
Esta noite, com alguma persistência ainda se podem ver alguns Quadrantids, se não houver candeeiros ou outras fontes luminosas nas proximidades.

Sol saúda 2013 com uma erupção solar

Erupção solar, em 31 de Dezembro de 2012, captada pelo SDO. Embora relativamente pequena, o plasma estendeu-se cerca de 20 vezes o diâmetro do nosso planeta - Crédito: NASA/SDO/Steele Hill


Uma erupção solar emergiu do Sol, em 31 de Dezembro de 2012, torcendo-se e girando como num ballet. As forças magnéticas que dirigem o fluxo de plasma não foram suficientemente fortes para vencer a gravidade, e o plasma acabou por cair para o Sol (ver vídeo aqui).
O evento durou cerca de quatro horas e foi captado, em luz ultravioleta extrema, pelo Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, com o plasma estendendo-se por 160000 milhas fora do Sol. Embora possa considerar-se uma erupção solar relativamente pequena, ainda é cerca de 20 vezes o diâmetro da Terra (7.900 milhas).
Fonte: NASA

A Canção da Galáxia


The Galaxy Song (A Canção da Galáxia), sobre a importância do nosso lugar no universo, da série de humor britânica Monty Python's Flying Circus, programa de humor na rede BBC, que durou de 5 de Outubro de 1969 a 1974.
O vídeo está legendado em português.

Vemos as estrelas no céu, mas também existem biliões de planetas, dizem os cientistas

Uma nova análise de dados da missão Kepler, da NASA, encontrou evidências de pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia (Ilustração) - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Há muito que vemos as estrelas no céu nocturno, mas agora os astrónomos dizem que o céu também está cheio de planetas.
Um novo estudo baseado em dados da missão Kepler, da NASA, encontrou evidências de biliões de planetas no céu da nossa galáxia, pelo menos 100 biliões.
A análise dos dados foi realizada por uma equipa de astrónomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, que fornece ainda mais provas de que os sistemas planetários são a norma cósmica. Os cientistas fizeram a sua estimativa ao analisar planetas que orbitam uma estrela chamada Kepler-32 - cinco planetas. Segundo eles, estes planetas são representativos da grande maioria dos planetas na nossa galáxia e, assim, podem servir como um estudo de caso perfeito para compreender como se forma a maioria destes mundos.
"Há pelo menos 100 biliões de planetas, apenas na nossa galáxia", diz John Johnson, professor assistente de astronomia planetária no Caltech e co-autor do estudo, que foi recentemente aceito para publicação no Astrophysical Journal.
Mais informações em NASA

Imagens da nave Dawn revelam material negro em crateras do asteróide Vesta

Composição a cores da missão Dawn, onde se pode ver a cratera Cornelia com faixas de materiais escuros, no asteróide gigante Vesta. Os dados foram obtidos a cerca de 680 Km acima da superfície - Crédito: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA

Um novo estudo das imagens captadas durante a missão Dawn, da NASA, examina o material negro como o carvão que salpica a superfície do gigante asteróide Vesta. Os cientistas estão a usar as imagens tiradas pela nave Dawn para compreender o impacto do ambiente primitivo na evolução do asteróide.
Os cientistas da missão descrevem este material rico em carbono, e que aparece principalmente em torno das bordas de duas bacias de impacto gigantes, no hemisfério sul de Vesta. A sua análise sugere que o material escuro foi emitido, provavelmente, pelo objecto espacial que criou a mais velha das duas bacias, conhecida como Veneneia, há cerca de 2 a 3 biliões de anos. Alguns desses materiais foram depois cobertos pelo impacto que criou a bacia mais nova, de nome Rheasilvia.

Esta noite há chuva de estrelas

Observar a Nordeste (depois da meia-noite)

Esta noite há chuva de estrelas. A chuva de meteoros Quadrântidas poderá ser vista no hemisfério norte, e é uma das mais poderosas do universo.
O pico dos meteoros será esta noite, de 3 para 4 de Janeiro, sobretudo a partir da meia-noite (entre a 0 e as 3 horas). O espectáculo pode ser fantástico se o tempo permitir. No entanto a Lua, em quarto minguante, vai diminuir a visibilidade.
O pico das Quadrântidas é realmente o único momento de vê-los, porque a taxa de meteoros que atingem a atmosfera da Terra diminui rapidamente, contrariamente ao que acontece com outras chuvas de estrelas cadentes, como as Geminideas e as Perseidas.
De acordo com os cientistas da NASA, a melhor maneira de observar os meteoros não é olhar para o ponto do céu onde eles parecem nascer, a sua radiante. Olhar para cima - num local longe de poluição luminosa - é o melhor método para ver qualquer meteoro ou bolas de fogo durante a noite. Mas não se esqueça que primeiro tem de adaptar os seus olhos à escuridão durante alguns minutos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Telescópio ALMA descobre correntes de gás que formam planetas gigantes

Ilustração do do disco e das correntes de gás em torno da HD 142527 - Crédito:ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. Kornmesser (ESO)

Utilizando o telescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), uma equipa internacional de astrónomos observaram pela primeira vez uma etapa importante no nascimento de planetas gigantes: vastas correntes de gás a fluir através do espaço vazio no interior de um disco de material situado em torno de uma estrela jovem.
Estas são as primeiras observações directas de tais correntes, que se pensa serem criadas por planetas gigantes "engolindo" gás à medida que crescem.
Os astrónomos estudaram a jovem estrela HD 142527, situada a mais de 450 anos-luz de distância, rodeada por um disco de gás e poeira cósmica - os restos da nuvem a partir da qual a estrela se formou. O disco poeirento encontra-se dividido em duas partes (uma interior e outra exterior), separadas por um espaço, que se pensa ter sido esculpido por planetas gigantes gasosos recentemente formados e que limpam as suas órbitas à medida que rodam em torno da estrela.
O disco interior tem uma dimensão que vai desde a estrela até à distância equivalente à órbita de Saturno no nosso Sistema Solar, enquanto que o disco exterior começa só 14 vezes mais longe. Este último disco não circunda a estrela de forma uniforme; tem antes a forma de uma ferradura, provavelmente causada pelo efeito gravitacional dos planetas gigantes em órbita da estrela.
De acordo com a teoria, os planetas gigantes crescem à medida que capturam gás do disco exterior, em correntes que formam pontes que atravessam o espaço entre os discos.

Estudo sugere que a exposiçãp prolongada à radiação cósmica pode acelerar a doença de Alzheimer

Ilustração de uma missão humana a Marte, pintura de 1989 de Les Bossinas do Lewis Research Center para a NASA - Crédito: wikipédia

A radiação cósmica a que estão submetidos os astronautas em longas viagens espaciais, como por exemplo a Marte, pode acelerar o desenvolvimento da doença de Alzheimer, segundo um novo estudo publicado na revista 'Plos One'.
"A radiação cósmica galáctica representa uma ameaça importante para os futuros astronautas", afirmou Kerry O'Banion, professor no Departamento de Neurobiología e Anatomía do Centro Médico da Universidade de Rochester (Estados Unidos) e principal autor da investigação.
Sabe-se que a exposição à radiação do espaço pode causar problemas de saúde como o cancro. Mas "este estudo demonstra que a exposição a níveis de radiação equivalentes a uma missão a Marte poderia produzir problemas cognitivos e acelerar alterações no cérebro que estão associadas com a doença de Alzheimer", salientou o especialista.

Astronautas utilizam peixes para estudar a saúde dos ossos, na Estação Espacial Internacional.

Peixes Medaka no seu Habitat Aquático, durante a realização da investigação sobre os seus osteoclastos, a bordo da Estação Espacial Internacional (JAXA) - Crédito: NASA/JAXA

Patrocinado pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), a bordo da Estação Espacial Internacional, os astronautas japoneses investigaram pequenos peixes Medaka (Oryzias latipes), e o estudo  irá ajudar os cientistas a descobrir novos conhecimentos sobre a saúde óssea humana no espaço e na Terra.
Os peixes Medaka, vivendo num habitat aquático adaptado à estação orbital, serviram como modelo para pesquisar o impacto de ambientes de microgravidade sobre os osteoclastos - as células responsáveis ​​pelo processo pelo qual o osso se parte durante a regeneração.
O osso é um tecido vivo que se decompõe naturalmente e reconstrói, e isso faz parte do funcionamento do corpo humano. Este processo de remodelação permite o crescimento e cura à medida que envelhecemos. No entanto, quando surge algum desequilíbrio, podem ocorrer doenças como a osteoporose.
Sabe-se que os astronautas, em órbita, experimentam uma diminuição da sua densidade óssea causada pelos osteoclastos, de acordo com estudos já realizados.
A pesquisa para compreender os mecanismos básicos de como funcionam os osteoclastos dos peixes em ambiente de microgravidade pode ser útil para compreender o que se passa nos ossos humanos, atendendo a que os peixes também são vertebrados, com ossos e músculos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Primeira chuva de meteoros de 2013

(Nordeste - depois da meia-noite)

Este novo ano de 2013 começa com uma chuva de meteoros pouco conhecida - as Quadrantids (Quadrântidas) - e que deve o seu nome a uma antiga constelação já extinta.
Os observadores mais resistentes podem ver os meteoros durante a madrugada, entre 2 e 4 de Janeiro, com o seu máximo em 3 de Janeiro, depois da meia-noite. As Quadrantids devem apresentar uma taxa máxima de cerca de 80 por hora, variando entre 60-200. No entanto, a luz da Lua, em quarto minguante, vai criar dificuldades, reduzindo o número de meteoros visíveis.
Ao contrário de outras chuvas de meteoros mais famosas, como Geminidas ou Perseidas, as Quadrantids duram apenas algumas horas. Dado que parecem vir de uma região (radiante) a norte da constelação Bootes (Pastor), só os observadores em latitudes a norte de 51º sul têm a oportunidade de ver esta chuva de estrelas, se as condições de tempo permitirem.
As Quadrantids têm origem num asteróide chamado 2003 EH1, que se supõe ser um pedaço de um cometa - C/1490 Y1 - que se partiu há vários séculos. Os meteoros são os pequenos detritos resultantes desta fragmentação, queimando a 50 milhas acima da superfície da Terra, depois de penetrarem na nossa atmosfera.

Mapa Google interactivo onde pode partilhar os desejos para 2013

A chegada de um novo ano costuma fazer nascer em nós a vontade de uma mudança de vida, aspirando concretizar alguns sonhos.
Google criou um mapa interactivo onde os internautas podem partilhar os seus desejos para 2013 com todo o mundo.
As várias intenções formuladas estão agrupadas em categorias como amor, saúde, família e educação. Estes grupos permitem mostrar os desejos no mapa, distribuídos por categoria.
A internet convida a participar. Para isso, o internauta só tem que escrever o seu desafio para este ano, indicar o código postal e o país, para além de seleccionar a categoria que considera adequada para o desejo que formulou.
No mapa, aparecem todos os desejos escritos na língua original e traduzidos. Deste modo, podem ver-se facilmente os temas favoritos escolhidos pelos internautas como metas a atingir na sua vida, durante este ano de 2013.
Fonte: El Mundo.es