domingo, 15 de setembro de 2013

Incêndios em Moçambique e Madagascar

Incêndios em Moçambique e Madagáscar, captados pelo satélite Aqua, da NASA, em 11 de Setembro de 2013. Os incêndios estão destacados a vermelho e, na sua maioria, o fogo é em pastagens ou terra cultivada, de cor castanha nesta imagem. - Crédito: NASA/Jeff Schmaltz, MODIS Rapid Response Team.

A imagem do satélite Aqua, da NASA, em 11 de Setembro de 2013, mostra a quantidade enorme de focos de incêndio detectados em Moçambique e Madagáscar.
A localização, dispersão na natureza e quantidade sugerem que os fogos têm uma origem humana, como resultado do cultivo da terra.
Os agricultores usam as queimadas para devolver os nutrientes ao solo e destruir as plantas indesejadas, para ajudar as culturas e as gramíneas para pastagem, embora o fumo resultante prejudique a qualidade do ar. Em Moçambique e Madagáscar, o desenvolvimento das culturas acontece a partir das primeiras chuvas em Outubro-Novembro, daí a limpeza das terras em Setembro.
Madagáscar é um dos países com maior diversidade de fauna e flora em todo o planeta, abrigando milhares de espécies de plantas, pássaros, répteis e anfíbios, muitos deles existentes apenas no seu território, como o lémure. No entanto, cerca de 90% das suas matas já foram destruídas por meio de corte e queimadas para cultivo de arroz e crescimento de erva de pasto para gado.
Fonte: NASA

Descoberta a maior população conhecida de aglomerados de estrelas e que fornece pistas sobre a matéria negra

A imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra a maior população conhecida, mais de 160.000 aglomerados globulares, no agrupamento de galáxias Abell 1689. À esquerda, as inúmeras galáxias que compõem o gigante agrupamento de galáxias Abell 1689. A caixa perto do centro representa uma das regiões observadas pelo Hubble, que contém uma enorme colecção de aglomerados globulares, e que aparece ampliada, à direita. A visão é monocromática, tirada em comprimentos de onda visíveis, onde os aglomerados globulares aparecem como milhares de pequenos pontos brancos, que se parecem com uma tempestade de flocos de neve. As manchas brancas maiores são galáxias de estrelas - Crédito:NASA, ESA, J. Blakeslee

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, uma equipa internacional de astrónomos descobriu a maior e a mais distante população conhecida de aglomerados globulares, um número estimado de 160 mil, localizados perto do núcleo do gigante aglomerado de galáxias conhecido por Abell 1689. Em comparação, a Via Láctea abriga cerca de 150 desses aglomerados.
Ao estudar os aglomerados globulares deste enorme aglomerado de galáxias, os astrónomos descobriram que eles estão intimamente relacionados com a matéria negra e que podem ser usados como traçadores confiáveis ​​da quantidade de matéria escura contida em aglomerados de galáxias como Abell 1689.
O estudo dos aglomerados globulares é importante para compreender os primeiros e mais intensos episódios de formação estelar durante a formação de galáxias. Embora a matéria escura seja invisível, ela é considerada a estrutura gravitacional subjacente na formação de estrelas e galáxias. A compreensão da matéria escura pode fornecer pistas sobre como as grandes estruturas como galáxias e aglomerados de galáxias se uniram há milhares de milhões de anos.

As 17 crias de lince ibérico nascidas no centro de reprodução em cativeiro português, este ano, continuam vivas e saudáveis

A reprodução em cativeiro do lince Ibérico,  Lynx pardinus,  tenta evitar que este precioso felino desapareça para sempre da Terra - Crédito: wikipédia

Este ano, os centros de reprodução do lince ibérico em cativeiro, em Portugal e Espanha, estão de parabéns. Nasceram 53 crias, das quais sobreviveram 44 - o mesmo que em 2012. No centro de Silves, no Algarve, a taxa de sucesso foi maior, com o nascimento de 17 crias - pelo segundo ano consecutivo - e todas elas estão vivas e saudáveis, preparando-se para serem libertadas na Natureza, mais tarde, em território espanhol.
O Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince Ibérico, na Herdade das Santinhas, em Silves, foi inaugurado em 2009, no âmbito do projecto ibérico LIFE Iberlince (2011-2016), com o objectivo de reforçar com os seus animais "as duas únicas populações em estado selvagem, em Doñana e na Serra de Andújar, na Andaluzia, recuperando também as populações que existiam em Portugal, na Extremadura espanhola e em Castela-La Mancha".
A reprodução em cativeiro é uma tentativa final para evitar a extinção do lince-ibérico (Lynx pardinus), a espécie de felino mais ameaçada do mundo, classificada como criticamente em perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. O último censo, de 2011, indicava apenas 298 exemplares de lince-ibérico.
Fonte: lince ibérico(ICNF) via Publico.pt

Planta do tempo dos dinossauros tem esporos saltitantes

As cavalinhas (Equisetum ssp.), também conhecidas por rabo-de-cavalo, são plantas perenes e herbáceas, comuns em várias partes do mundo. Não têm flores nem sementes e reproduzem-se por libertação de esporos. São consideradas uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo, existindo há mais de 300 milhões de anos na Terra, quando ainda existiam dinossauros.
Observando esporos de cavalinha ao microscópio, pesquisadores franceses descobriram que eles se expandem e contraem, de acordo com a humidade ambiente, com um movimento muito rápido, fazendo com que os pequenos esporos saltem e, simultâneamenete, vão-se deslocando em várias direcções. Em câmara lenta fazem lembrar movimentos de ballet.
Esta característica associada ao vento ajudam a cavalinha a dispersar os esporos, de que ela depende para se reproduzir, o que os cientistas consideram uma grande vantagem evolutiva.
Fonte: ÚltimoSegundo

sábado, 14 de setembro de 2013

Anel de matéria escura num aglomerado de galáxias

"Anel" espectral de matéria escura no aglomerado de galáxias Cl 0024+17 (ZwCl 0024+1652). As observações do Hubble foram obtidas em Novembro de 2004. A alta resolução dos seus instrumentos permitiram aos astrónomos observarem, com detalhe, a teia de formas distorcidas de galáxias distantes pelo efeito de lente gravitacional no aglomerado de galáxias - Crédito: HubbleSite news

A imagem composta do Telescópio Espacial Hubble mostra um "anel" espectral da matéria escura no aglomerado de galáxias ZwCl0024 1652. Os astrónomos sugerem que o anel de matéria escura foi produzido durante uma colisão entre dois aglomerados de galáxias gigantescos.
A matéria escura - embora não se saiba de que é feita - constitui a maior parte do material do universo. A matéria comum, que compõe estrelas e planetas, compreende apenas uma pequena percentagem da matéria do universo. Os cientistas acreditam que a matéria escura é a fonte de gravidade adicional que mantém unidos os aglomerados de galáxias.
Os pesquisadores detectaram o inesperado anel, com 2,6 milhões de anos-luz de diâmetro, quando estavam a mapear a distribuição da matéria escura no aglomerado de galáxias Cl 0024 +17 (ZwCl 0024 1652), localizado a 5 biliões de anos-luz da Terra.
Embora não se possa ver a matéria escura, pois ela não brilha nem reflecte a luz, os astrónomos podem inferir a sua existência em aglomerados de galáxias ao observar como a sua gravidade desvia a luz de fundo das galáxias mais distantes, uma ilusão de óptica chamada de lente gravitacional.
As galáxias mais afastadas surgem deformadas, com a aparência de arcos e faixas. Mapeando as formas distorcidas das galáxias de fundo, os astrónomos podem deduzir a massa do conjunto da matéria escura e traçar como ela está distribuída no aglomerado.
Fonte: Hubble/ESA

Uma flor etérea cósmica

Nebulosa planetária IC 5148, observada pelo New Technology Telescope do ESO - Crédito: ESO

Bonita imagem da nebulosa planetária IC 5148, a cerca de 3.000 anos-luz de distância na constelação de Grus. A nebulosa tem um diâmetro com cerca de dois de anos-luz, e ainda está a crescer a mais de 50 km por segundo, sendo uma das nebulosas planetárias de mais rápida expansão conhecida.
Apesar do nome, esta nebulosa nada tem a ver com planetas. O termo "nebulosa planetária" surgiu no século 19, quando este tipo de objectos foram confundidos com planetas gigantes, ao serem observados através dos pequenos telescópios disponíveis na época. Pelo contrário, estes objectos cósmicos têm uma origem estelar.
Quando uma estrela, com uma massa semelhante ou algumas vezes maior que a do nosso Sol, se aproxima do fim da vida, lança para o espaço as suas camadas mais exteriores. O gás em expansão é iluminado pelo núcleo quente remanescente da estrela no centro, formando a nebulosa planetária que, muitas vezes, adquire uma espectacular forma brilhante.
Quando observada por telescópios mais pequenos, IC 5148 parece um anel de material, com a estrela moribunda brilhando no meio do buraco central. Este aspecto fez com que a nebulosa seja conhecida, também, por Pneu de Reserva (Pneu Sobressalente). A estrela central vai arrefecendo até se tornar numa anã branca.
Na imagem apresentada, captada pelo New Technology Telescope do ESO (Observatório Europeu do Sul), o Pneu Sobressalente Cósmico mostra-se como uma bela flor etérea com pétalas em camadas.
Uma outra beleza cósmica semelhante é NGC 5882, uma nebulosa planetária pequena, mas bastante brilhante, localizada no sul da Via Láctea, na constelação de Lupus.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O voo do sapo astronauta

Uma câmera remota da NASA captou esta foto espectacular de um sapo no ar, durante o lançamento da missão LADEE para estudar o pó lunar, na passada sexta-feira, no centro Wallops da NASA, na Virgínia. A equipa que captou a imagem confirma que o sapo é real.
O pobre animal encontrava-se na rampa de lançamento do foguetão Minotaur V que transportou a sonda, o local mais errado para estar naquele momento, e acabou por ser lançado também para o espaço. Sem querer, transformou-se no primeiro sapo astronauta da história.
Não é a primeira vez que um animal é afectado por um lançamento. Na era dos vaivéns espaciais, foram captadas imagens de um abutre colidindo com o tanque de combustível do veículo e do também famoso morcego astronauta que ficou agarrado ao tanque do Discovery, em 2009.
Crédito da imagem: NASA Wallops Flight Facility/Chris Perry
Fonte: Solar System Exploration

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Como a Terra vê a sonda Voyager 1 - um pálido ponto azul também

Imagem do sinal da Voyager 1, em 21 de Fevereiro de 2013, captado pelos rádio telescópios do Very Long Baseline Array (VLBA), com a sonda a cerca de 18500 milhões de km de distância - Crédito: NRAO / AUI / NSF

Em 14 de Fevereiro de 1990, a pedido de Carl Sagan, a sonda Voyager 1 voltou-se e tirou várias fotografias, entre elas a histórica fotografia da Terra, "Pálido ponto azul", do tamanho de um pixel azul, suspensa num raio de Sol reflectido pela nave. Esta encontrava-se a 6,4 biliões de quilómetros de distância, nos confins do Sistema Solar.
Em 21 de Fevereiro de 2013, os rádio telescópios do Very Long Baseline Array (VLBA) captaram o sinal da nave espacial como um ponto de luz semelhante, um pálido ponto azul, um pouco alongado.
Estes telescópios de rádio não podem ver a Voyager 1 em luz visível, mas conseguem "ver" o sinal de nave espacial em luz de rádio, que depois é transformado em pixeis. Nessa data, a sonda estava a cerca de 18.500 milhões de km de distância.
No seu discurso na Cornell University, em 13 de Outubro de 1994, Carl Sagan afirmou, apontando para o minúsculo ponto azul enviado pela Voyager 1: "toda a história humana aconteceu neste pequeno pixel, que é o nosso único lar".
Agora, pode dizer-se que a história da humanidade está um pouco mais rica. A Voyager 1 deixou o Sistema Solar e entrou no espaço interestelar, um dos marcos mais importantes da história da exploração espacial. Nunca um objecto construído pelo homem chegou tão longe!
Mais informações na página web da missão Voyager.
Fonte: NASA

A nave Voyager 1 deixou o Sistema Solar e entrou no espaço interestelar

No espaço de transição: a ilustração mostra a sonda Voyager 1 a entrar no espaço entre as estrelas. O espaço interestelar é dominado por plasma, gás ionizado que foi expulso por gigantescas estrelas há milhões de anos. Aqui é mostrado de cor alaranjada semelhante à cor vista em imagens de luz visível do telescópio espacial Hubble, que mostram estrelas viajando através do espaço interestelar, na nebulosa de Orion - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A nave espacial Voyager 1, da NASA, já está no espaço interestelar. A veterana sonda de 36 anos de idade é, oficialmente, o primeiro objecto feito pelo homem a entrar no espaço entre as estrelas, a cerca de 19.000 milhões de km do nosso Sol. É um marco histórico para a humanidade!
Novos dados recebidos pelos cientistas da missão indicam que a nave finalmente deixou o Sistema Solar, em Agosto de 2012, segundo um relatório de análise desta informação publicado na edição desta quinta-feira do Jornal Science.
Actualmente, a sonda encontra-se na sua viagem histórica de exploração espacial por entre o plasma ou gás ionizado, presente no espaço entre as estrelas - e que foi expulso pela morte de estrelas gigantes, há milhões de anos - numa região de transição imediatamente fora da bolha solar, onde se notam alguns efeitos do nosso Sol. O interior da bolha solar é dominado pelo plasma emanado do Sol, conhecido por vento solar.
Voyager 1 e sua sonda gémea, a Voyager 2, foram lançadas em Setembro e Agosto de 1977, respectivamente. As duas sondas passaram por Júpiter e Saturno. Voyager 2 também voou por Urano e Neptuno. Voyager 2, lançada antes da Voyager 1, é a nave que viaja continuamente no espaço há mais tempo. Encontra-se a cerca 15.000 milhões de km de distância do nosso Sol.
A quantidade de energia disponível para a Voyager 1 tem diminuído ao longo do tempo. De acordo com os cientistas da missão, todos os instrumentos científicos da nave deverão parar de funcionar, provavelmente, em 2025.
Mais informações na página web da missão Voyager.
Pode ver o vídeo que mostra como a equipa descobriu que a sonda tinha atingido o espaço interestelar.
Fonte: NASA

Links relacionados:
Sonda Voyager 1, uma viajante longe de casa

Peixe da espécie Psychrolutes marcidus é a nova mascote das espécies menos atraentes

Hoje, a Ugly Animal Preservation Society (Sociedade para a Preservação do Animal Feio) anunciou que o blobfish (peixe-bolha), um peixe gelatinoso da espécie Psychrolutes marcidus - e com uma cara que dá pena - foi eleito a nova mascote após uma votação pública global online. O blobfish é, agora, o animal mais feio do mundo, embora um título não oficial, escolhido entre vários também não muito atraentes.
A sociedade criou a campanha da mascote com o objectivo de "incentivar os jovens a envolverem-se em projetos de conservação, assim como ajudar a salvar da extinção animais considerados feios" e que, normalmente, passam despercebidos nas campanhas de preservação de outras espécies que as pessoas conhecem e gostam mais.

Simon Watt, biólogo e presidente da Ugly Animal Preservation Society, anunciou o vencedor no Festival Britânico de Ciência, em Newcastle. Ele disse: "Nós precisávamos de uma cara feia para os animais em perigo e fiquei surpreendido com reacção do público. Durante muito tempo os animais bonitos e fofinhos foram o centro das atenções, mas agora o blobfish vai ser uma voz para os marginalizados que sempre ficam esquecidos."


Mapa 3D do bojo central da Via Láctea mostra que tem a forma de um amendoím

Ilustração que mostra qual a forma da Via Láctea, quando vista de perfil e de uma perspectiva completamente diferente da que se tem a partir da Terra. O bojo central parece uma bola brilhante de estrelas em forma de amendoim. Os braços em espiral e as suas nuvens de poeira associadas formam uma banda estreita - Crédito: ESO/NASA/JPL-Caltech/M. Kornmesser/R. Hurt

Dois grupos de astrónomos usaram dados de telescópios do ESO e criaram o melhor mapa a três dimensões de sempre das zonas centrais da Via Láctea. Os cientistas descobriram que a região interna da nossa galáxia se parece com um amendoim ou uma estrutura em X, quando observada de certos ângulos. Estruturas semelhantes também foram observadas nas protuberâncias centrais de outras galáxias.
O mapeamento foi conseguido com a ajuda de dados públicos do telescópio de rastreio em infravermelho VISTA do ESO e também a partir de medições dos movimentos de centenas de estrelas muito ténues situadas no bojo central, utilizando o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros. O objectivo era obter uma visão muito mais clara da estrutura do bojo central da Via Láctea.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Portugal está menos sorridente, e a culpa é da crise.

As pessoas felizes vivem mais, são mais produtivas e cívicas - Crédito imagem: wikipédia

As pessoas felizes vivem mais, são mais produtivas e cívicas. É a principal mensagem do Relatório Mundial sobre Felicidade 2013, elaborado pela Universidade de Columbia para a ONU, e apresentado esta segunda-feira (9 de Setembro de 2013).
Os países mais felizes do mundo continuam no Norte da Europa. Dinamarca, Noruega, Suíça, Holanda e Suécia ocupam os primeiros lugares, entre os 156 países classificados. Portugal ocupa a 85º posição, tendo descido 12 lugares em relação ao relatório anterior. Segundo o estudo, a queda deve-se ao “impacto da crise na zona euro”, que afectou de forma idêntica a Grécia, Itália e Espanha. Com a crise económica e o grande aumento do desemprego, Portugal e os seus vizinhos do sul da Europa estão menos sorridentes.
"Os cidadãos destes quatro países, os mais atingidos pela crise na zona do euro, percebem que perderam a liberdade para tomar decisões importantes nas suas vidas", diz o documento. "A crise tem limitado as suas oportunidades e há a percepção de um aumento de corrupção na política e nos negócios; e menor apoio social e generosidade ", acrescenta.
O Relatório Mundial sobre Felicidade de 2013, foi lançado pela primeira vez no ano passado, e analisa o impacto de factores como a família, educação, saúde, esperança de vida, liberdade de escolha, ou ainda capacidade económica e relações com a comunidade e instituições públicas na felicdade individual.
Portugal foi um dos 41 países analisados onde se verificou uma descida do nível de felicidade (de 5,4, em 2012, para um nível médio de felicidade de 5,1, em 2013). Em 60 outras nações os cidadãos mostraram-se mais satisfeitos com a vida.

Considerado um grande asteróide próximo à Terra (NEO), afinal é um cometa!

A imagem da esquerda mostra o coma e a cauda de Don Quixote - características dos cometas - tal como foram revelados em luz infravermelha pelo telescópio Spitzer. O coma aparece como um brilho ténue em torno do centro do corpo, causado pela poeira e gás. A cauda, que aparece mais claramente na imagem da direita, aponta para o lado direito de Don Quixote, na direcção oposta do sol. A imagem do lado direito representa uma etapa de processamento de imagem mais elaborada, em que o brilho do coma foi removido. As manchas brilhantes em torno Don Quixote são estrelas de fundo, e a barra horizontal cobre artefactos de imagem causados ​​pelo processamento de imagem. - Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR/NAU

Durante 30 anos, os cientistas acreditaram que um grande objecto próximo à Terra (NEO), conhecido como 3552 Don Quixote, era um asteróide. Mas, usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, astrónomos da Universidade de Northern Arizona descobriram que o terceiro maior corpo celeste que tem órbita entre o Sol e Júpiter é um cometa.
Os pesquisadores reexaminaram as imagens de Don Quixote desde 2009, quando ele estava na parte da órbita mais próxima do Sol, e observaram que ele tinha um coma ténue e uma cauda.
Os resultados mostram que Don Quixote não é um cometa morto, isto é, que perdeu a água e o dióxido de carbono do coma - nuvem gasosa que envolve o núcleo - e da cauda, restando uma rocha que se parece com um asteroide. Na realidade, Don Quixote é um cometa activo, com grandes depósitos de dióxido de carbono e, presumivelmente, gelo de água, com cerca de 18 Km de comprimento.