quarta-feira, 11 de agosto de 2010

FAO lança sistema de monitorização de fogos, com ajuda da NASA

A FAO (Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura) lançou hoje um novo portal online de informações e monitorização, em tempo real, sobre incêndios, o  Sistema Global de Gestão de Informação sobre Incêndios ( GFIMS ), disponível em inglês, francês e espanhol, para ajudar os países a controlar o fogo de forma eficaz e proteger os bens e recursos naturais.

GFIMS - Crédito: NASA/Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2010. MODIS Hotspot / Active Fire Detections. Data set. MODIS Rapid Response Project, NASA/GSFC [producer], FAO of UN, Global Fire Information Management System [distributor]. Available on-line http://www.fao.org/nr/gfims/en/

O GFIMS conta com a ajuda de satélites da NASA, como o Aqua e o Terra e, ainda, o Sistema Modis de resposta rápida (O MODIS Rapid Response System), que fornece imagens diárias de satélite de zonas da Terra, em tempo quase real, com aparência e cor verdadeiras, semelhantes a fotos, ou imagens de cores falsas.
O sistema Modis está disponível gratuitamente para todos, cientistas , educadores e público em geral. As imagens capturadas e já interpretadas podem ser obtidas através do Observatório da Terra (Earth Observatory).

Incêndios em Portugal (sat. Terra, em 08/11/10 ; 11:05 UTC) -  Crédito NASA / GSFC , MODIS Rapid Response
De acordo com o responsável pelas Florestas na FAO, Pieter van Lierop, o GFIMS foi lançado numa altura em que a incidência de mega-incêndios tende a aumentar, como aconteceu na Rússia onde a área ardida atingiu 14 milhões de hectares. Em todo o mundo os incêndios afectam 350 milhões de hectares de solos todos os anos. "O controle desses fogos tornou-se uma questão de grande importância, não só devido ao número crescente de acidentes e da enorme quantidade de área queimada, mas também por causa das relações com as questões de interesse global, como a mudança climática".
Mais informações no site oficial da FAO.

Link relacionado:
Lisboa entra no mapa de incêndios com fogo em Sintra  (ver imagem de satélite)
60 fogos em curso em todo o país

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Desastres naturais

Fumo sobre a Rússia Ocidental - Fonte: NASA (EOS)

Inundações no Paquistão e Europa Central, entre outros, e incêndios devastadores na Rússia. Portugal também está a arder em muitos locais, com esta vaga de calor. As consequências são desastrosas para o meio ambiente e perda de vidas humanas. "O mundo em luta com os elementos", é o título de uma fotogaleria publicada pela Visão. Veja aqui.

Mais galerias de fotos relacionadas:
 O inferno das cheias no Paquistão
As imagens do drama na Rússia
A difícil tarefa de respirar em Moscovo
Incêndios e calor não dão tréguas na Rússia
Parque de madeiras devorado

Link relacionado:
No futuro, as catástrofes de Verão poderão vir a ser normais

sábado, 7 de agosto de 2010

Iceberg gigante desprende-se de glaciar da Gronelândia

Um bloco de gelo, com cerca de 100 Km2, separou-se do glaciar de Petermann, na costa noroeste da Gronelândia, a cerca de mil Km a Sul do Pólo Norte.


Glaciar de Petermann, Gronelândia - Fonte: NASA/EOS

O iceberg é quatro vezes maior do que a ilha de Manhattan, em Nova York, uma verdadeira ilha de gelo, e é o maior iceberg a formar-se no Árctico desde 1962, segundo o professor Andréas Muenchow, investigador da Universidade de Delaware dos Estados Unidos. Para este cientista a água doce armazenada nesta ilha de gelo chega para manter as torneiras públicas dos Estados Unidos, durante 120 dias.
As imagens de satélite, NASA MODIS-Aqua, da área, em 05/08/2010, revelam que o glaciar de Petermann perdeu cerca de um quarto das suas 43 milhas de comprimento ( 70 km de plataforma flutuante de gelo).
Ilha de gelo/Glaciar de Petermann - Fonte NASA

 O glaciar de Petermann, é uma das duas maiores geleiras remanescentes na Gronelândia, que terminam em plataformas flutuantes, e que liga a camada de gelo da grande Gronelândia directamente com o oceano.
O novo bloco de gelo poderá unir-se novamente ao glaciar, durante o Inverno, partir-se em pedaços mais pequenos ou entrar no Estreito de Nares, entre o Canadá e a Gronelândia, e terminar no Oceano Atlântico dentro de 2 anos.
Mais informações e imagens de satélite aqui.
 
Links relacionados:
Greenpeace regista degelo no Glaciar de Petermann/ Groenlândia: galeria de fotos
Animação de colisão de icebergs gigantes, visto do espaço
Imagens deslumbrantes de glaciares vistos do Espaço
Redução de glaciar da Gronelândia numa noite, observada do Espaço

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bomba de Hiroshima foi há 65 anos

Há 65 anos, 6 de Agosto de 1945, Hiroshima foi destruída por uma bomba atómica americana. Três dias depois foi a vez de Nagasáki, no Japão. Iniciou-se, assim, a era atómica com os Estados Unidos, primeira potência neste tipo de armas.
74 nações participaram, este ano, nas cerimónias de homenagem às primeiras vítimas das armas nucleares. Estiveram presentes, pela primeira vez, os Estados Unidos.
Saiba mais sobre as bombas, os bombardeamentos e as potências nucleares actuais, no gráfico animado Bomba de Hiroxima abriu era atómica há 65 anos, publicado no jornal Expresso.

Memorial da Paz de Hiroshima (Cúpula Genbaku) - Património Mundial - Unesco
Fonte: wikipédia

Link relacionado:

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Supernova 1987A observada em 3D

Utilizando o Very Large Telescope do ESO, os astrónomos obtiveram pela primeira vez uma imagem tridimensional da distribuição do material mais interior expelido por uma estrela, que explodiu recentemente, a Supernova 1987A (SN 1987A),
Devido à sua proximidade, os astrónomos puderam estudar a explosão de uma estrela de grande massa e seguir a sua evolução com muito mais detalhe do que até então tinha sido possível.

Imagem artística da SN 1987A - Fonte: ESO / L. Calçada

Estrelas de grande massa, como a 1987A, ao chegarem ao final das suas vidas explodem sob a forma de supernovas, expelindo enormes quantidades de matéria para o espaço interestelar.
Esta Supernova, situada na periferia da Nebulosa da Tarântula, na vizinha galáxia Grande Nuvem de Magalhães, foi detectada em 1987. Com uma magnitude perto de 4, foi a primeira supernova a ser observada a olho nu e no Hemisfério Sul, no espaço de tempo de 383 anos. Foi a supernova mais brilhante a ser observada desde 1604, quando Johannes Kepler observou uma supernova na nossa Galáxia. Em 1885, foi observada outra supernova, de magnitude 7, na Galáxia de Andromeda, vizinha da nossa.
Pode observar-se uma animação do fenómeno no vídeo "Telescópio capta explosão de supernova em 3D"

Links relacionados:
Morte de uma estrela é simulada em 3D pela primeira vez

Protecção Solar

Evitar a exposição directa, quando o Sol está mais forte, e utilizar um protector solar pode minimizar ou evitar os efeitos nocivos da radiação ultravioleta na pele. É essencial conhecer o índice da radiação UV nas diferentes regiões e usar o protector correcto.
Clicando na figura pode obter-se, de uma forma simples e rápida, tudo o que se precisa conhecer da protecção contra o Sol.

Protecção Solar

Mas...

Reciclagem de resíduos urbanos

De acordo com os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de EStatística (INE), cada português produziu o ano passado 511 Kg de resíduos urbanos, reciclando apenas 67 Kg, equivalentes a 13%, o que corresponde apenas a cerca de 57% da média da União Europeia. Apesar disso, tem-se verificado uma evolução positiva em Portugal. Os dados do INE mostram também que, entre 2004 e 2009, duplicaram as quantidades de resíduos recolhidos selectivamente (notícia Público.pt).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Google não pode fotografar as ruas portuguesas

Os carros da Google não podem continuar a fotografar, em Portugal, para o serviço Street View. A Comissão Nacional para a protecção de Dados (CNPD) não autorizou por falta de cumprimento de todos os requisitos legais para a publicação das fotos na Internet. A Comissão exige que todos os rostos e matrículas não possam ser identificados.(ler notícia no Público.pt).

Ver mapa maior

Links relacionados:
Google assegura que serviço Street View é legal

Erupção Solar

Na madrugada de domingo, verificou-se uma erupção complexa na superfície do Sol, com grande agitação da coroa solar. Houve ejeção de massa coronal (CME) acompanhada de rajadas de rádio e elevação de filamentos de magnetismo da superfície estelar, entre outros acontecimentos.
A erupção foi seguida pela sonda Solar Dynamics Observatory (SDO) da NASA (ver vídeo no final).

A mancha solar associada à erupção - Fonte: Soho

A erupção deu-se na parte do Sol voltada para a Terra, atirando o material ejectado na nossa direcção. Os primeiros contactos com o campo magnético do planeta aconteceram esta noite, originando as conhecidas auroras (luzes do Norte). As partículas solares colidem com os átomos de nitrogénio e oxigénio da atmosfera terrestre, que em seguida brilham provocando verdadeiros espectáculos de luz e cor.
O sol passa por ciclos de actividade que duram cerca de 11 anos, Em cada ciclo ele apresenta um máximo e um mínimo. O último máximo foi em 2001 e teve um mínimo fraco e prolongado. De acordo com os cientistas, esta erupção é um dos primeiros sinais de que o Sol está a aumentar a sua actividade, caminhando para um outro máximo no seu 24º ciclo, esperado em 2013.
Mais informações em Tempo Espacial
Ver Auroras originadas por esta erupção solar  (aurora boreal)


Bonitas erupções observadas em 27 e 28 de Julho de 2010 (não dirigidas à Terra).

A biodiversidade no Mar Mediterrâneo

O inventário mundial preliminar do Censo da Vida Marinha, publicado ontem na revista PLoS ONE, inclui a distribuição e diversidade de espécies nas várias regiões marinhas, identificando também as principais ameaças que pesam sobre os oceanos. O inventário final será apresentado no próximo mês de Outubro.
O documento aponta o Mar Mediterrâneo como uma das regiões que, apesar da sua riqueza em biodiversidade, se encontra sob maior pressão devido à degradação e a perda dos habitats, a ocupação humana costeira, a poluição e a pesca excessiva.

Golfo de Tunis-Mediterrâneo (Tunísia) - Fonte: wikimedia commons

O relatório refere que os impactos das actividades humanas são muito preocupantes neste oceano, pois a bacia mediterrânica é quase fechada e é uma região ocupada há muitos milénios. “A importãncia destes impactos muito provavelmente crescerá no futuro, especialmente aqueles associados às alterações climáticas e à degradação do habitat”.
O aumento de espécies exóticas invasoras, que se desenvolvem em detrimento das endémicas, constitui outro problema, “Com a aceleração do tráfego marítimo no século XIX, e com a abertura do canal de Suez, o Mediterrâneo acabou por se tornar num ponto de cruzamento de muitas espécies "estrangeiras" (600) oriundas do mar Vermelho”. A medusa americana ou a amêijoa asiática estão entre essas invasoras que causam preocupação.

Links relacionados:
Algumas das diferentes espécies marinhas
Vida marinha e arte
As espécies mais perigosas no Mediterrâneo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sondas Voyager 1 e 2

As naves espaciais Voyager 1 e Voyager 2 são uma parte essencial da Voyager Interstellar Mission, com o objectivo de estender a exploração da NASA para além do Sistema Solar. A grande missão das naves é a exploração interestelar, tendo começado por investigar os 4 grandes planetas gasosos exteriores. Na sua viagem de quase 33 anos, as naves enviaram para a Terra belas fotografias dos planetas que visitaram.
Em 28 de junho de 2010 , a Voyager 2 completou 12.000 dias de operações contínuas desde o seu lançamento, em 20 de Agosto de 1977. Já percorreu mais de 21.000 milhões km no sistema solar, no seu caminho para o espaço interestelar , encontrando-se actualmente quase a 14 bilhões de Km do Sol.

  Saturno (foto Voyager 2) - Fonte: Cortesia NASA / JPL- Caltech

A Voyager 1 completou 12000 dias de missão em 13 de Julho deste ano, depois de ter viajado mais de 22 bilhões de Km. Actualmente está a mais de 17 bilhões de Km do Sol.

Júpiter (foto Voyager 1) - Fonte: Cortesia NASA / JPL- Caltech

As naves Voyagers estão a caminho da fronteira externa do Sistema Solar em busca da heliopausa, a região onde diminui a influência do Sol e início do espaço interestelar, continuando a enviar informações científicas do espaço.
Veja algumas das bonitas imagens enviadas pelas sondas Voyager 1 e 2.

Links relacionados:
Fotos incríveis tiradas pela Voyager 1 em 33 anos
Fotos do eclipse do Sol na Ilha de Páscoa
Europeus divulgam fotos de asteroide tiradas por sonda

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mapa interactivo de locais do Património Mundial

A Lista do Património Mundial inclui 910 locais que fazem parte do património cultural e/ou natural que o Comité do Património Mundial considera como tendo valor universal excepcional.
Em Junho de 2010, 187  Estados Partes (países que aderiram) ratificaram a Convenção do Património Mundial.
Clique na imagem para aceder ao mapa dos locais do Património Mundial da Humanidade.

Mapa interactivo do Património Mundial
Mapa interactivo de Locais do Património Mundial.

domingo, 1 de agosto de 2010

Atol de Bikini, Património Mundial Cultural da Humanidade

 Atol de Bikini faz parte das Ilhas Marshall, localizadas na Micronésia, no Oceano Pacífico. Tornou-se mundialmente conhecido como cenário de testes nucleares americanos realizados entre 1946 e 1958, no início da Guerra Fria. Foi neste atol que explodiu a primeira bomba de hidrogénio (nunca utilizada em guerra), em 1952.
Actualmente o atol ainda mostra as consequências das experiências nucleares. O fundo da lagoa é um cemitério de navios de guerra completos, que fizeram parte dos testes americanos, posicionados perto dos locais de explosão, para avaliar como seriam afectados.

UNESCO Hanauer / Eric, Atol de Bikini - Fonte Unesco

A gigantesca cratera, de nome Bravo, que se observa na imagem, foi provocada pela detonação da maior bomba de hidrogénio, a bomba Bravo, no primeiro dia de Março de 1954, equivalente a 1000 vezes a força da bomba de Hiroshima.
“Os testes tiveram conseqüências importantes na geologia e meio ambiente natural do Atol de Bikini e na saúde daqueles que foram expostos à radiação. Através da sua história, o atol simboliza o alvorecer da era nuclear, apesar da sua imagem paradoxal de paz e de paraíso terrestre”.
O Atol de Bikini e outros 19 locais acabam de ser incluídos na lista do Património Mundial da Humanidade que a Unesco distinguiu por razões ambientais ou culturais. São considerados lugares únicos e de grande interesse para o Planeta e para a Civilização Humana.

Fonte: Unesco

O Comité do Património Mundial está reunido em Brasília até ao próximo dia 3 de Agosto, para decidir sobre as restantes 36 candidaturas apresentadas por 33 países, entre elas as pistas das pegadas de dinossauros da Península Ibérica.
Talvez seja interessante relembrar a relação do Atol de Bikini com o famoso e mundialmente conhecido fato-de-banho de duas peças, o bikini, assim designado pelo seu criador Louis Réard , em 1946, numa evidente referência ao controverso cenário de testes nucleares do momento.

Links relacionados:
Vida marinha floresce na cratera nuclear do Atol de Bikini
Em Bikini os cocos são mais radioactivos do que o ar
Investigadores comprovaram a existência de corais no Atol de Bikini, no Pacífico