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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Robô Opportunity chegou a Marte há 9 anos

O robô Opportunity passa o nono aniversário da aterragem em Marte, em 25 de Janeiro de 2004 (UTC), em missão num local de nome 'Matijevic Hill', na borda da cratera Endeavour. O campo de visão engloba a maior parte do terreno percorrido pelo robô durante uma volta de exploração, em Outubro e Novembro de 2012, para escolher os melhores locais a serem examinados. O afloramento escuro no centro esquerdo da imagem, chamado "Copper Cliff, e o afloramento claro no canto direito, de nome "Whitewater Lake", foram duas das estruturas investigadas na área - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Arizona State Univ.

Apesar do robô Curiosity, da NASA, despertar mais atenção ultimamente, o veterano robô Opportunity continua a mover-se e a trabalhar na superfície de Marte, passados nove anos.
Para celebrar o 9º aniversário da chegada do Mars Exploration Rover Opportunity, da NASA, ao Planeta Vermelho, a equipa da missão científica divulgou uma imagem de 'Matijevic Hill', a área onde o robô se encontra em actividade, desde há alguns meses.
As imagens que compõem o mosaico foram captadas pela câmera panorâmica do Opportunity (Pancam), entre os dias 19 de Novembro e 3 de Dezembro de 2012. A visão é apresentado numa "cor natural" aproximada, a melhor estimativa como ela seria vista por olhos humanos, se lá estivessem.
Opportunity tocou o solo de Marte em 24 de Janeiro de 2004, PST (25 de Janeiro UTC), na região de Meridiani Planum, num local a cerca de 35,5 Km da localização actual.
Durante os primeiros três meses de trabalho, o robô forneceu para a Terra evidências de que há muito tempo a água existiu no solo e fluiu na superfície marciana. Actualmente está em "Matijevic Hill", uma área dentro do "Cabo York", na borda ocidental da cratera Endeavour, onde foram detectados minerais de argila, a partir de órbita.
O estudo neste local está a fornecer informação de condições ambientais diferentes, possivelmente um ambiente húmido mais antigo e menos ácido do que as condições que deixaram as pistas encontradas pelo Opportunity no início da missão em Marte.
Fonte: NASA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cratera gigante de Marte mostra vestígios de um antigo lago

Camadas de rochas no chão da cratera McLaughlin, em Marte, mostram rochas sedimentares contendo evidências espectroscópicas de minerais formados através da interacção com a água. A imagem foi obtida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Univ. do Arizona

A partir de dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, em órbita de Marte, pesquisadores detectaram minerais que se formam na presença de água. A descoberta fornece novas evidências de um ambiente húmido subterrâneo e potencialmente habitável no planeta vermelho, o que torna ainda mais complexa a sua história evolutiva.
Os cientistas analisaram a informação recolhida pela sonda na cratera de McLaughlin, com um diâmetro aproximado de 92 Km e 2,2 Km de profundidade. No fundo da cratera, foi possível identificar camadas de rochas contendo carbonatos e minerais de argila, que se formaram por interacção com a água, um ingrediente necessário à vida
Mas, a cratera McLaughlin não apresenta canais de fluxo de água do exterior, sugerindo que a formação dos carbonatos e minerais de argila se deu num lago alimentado por água subterrânea dentro da bacia fechada da cratera. A sua profundidade permitiu o fluxo de água do subsolo para o interior da cratera.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Robô Curiosity limpa o pó em Marte

Esta imagem do Curiosity Mars Rover, da NASA, mostra o pedaço de rocha limpo durante a primeira utilização da escova para remoção de poeira (DRT) - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

Entre as várias actividades que o robô Curiosity pode realizar em Marte, encontram-se algumas limpezas como, por exemplo, retirar a poeira que cobre as rochas para serem analisadas.
A imagem tirada pelo robô mostra um pedaço de rocha limpo de poeira, utilizando pela primeira vez uma escova que ele transporta na extremidade do seu braço, designada por DRT (Dust Removal Tool ou ferramenta para remoção do pó).
A actividade foi realizada no 150º dia marciano, ou Sol, da missão (6 de Janeiro de 2013). A imagem foi captada a cerca de 25 cm, depois da escovagem completa da rocha baptizada "Ekwir_1", com a dimensão aproximada de 47 milímetros por 62 milímetros.
Fonte: NASA

sábado, 5 de janeiro de 2013

Robô Curiosity encontra rocha tipo serpente ondulando na superfície de Marte

O robô Curiosity encontrou, no interior da cratera Gale de Marte, uma estrutura rochosa sinuosa "Snake River", no centro inferior da imagem - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Na sua missão em Marte, o robô Curiosity fotografou a estrutura rochosa sinuosa como uma serpente que se pode ver no centro inferior do mosaico de imagens, denominada 'Snake River' ('rio serpente', tradução livre).
As imagens foram captadas em 20 de Dezembro de 2012, o 133º dia marciano (ou sol 133) de actividade do robô no planeta vermelho. Em 3 de Janeiro de 2013 (147º dia marciano), Curiosity deslocou-se cerca de 3 metros para olhar mais de perto esta estrutura ondulada, antes de continuar para outras rochas próximas. Ao todo, o robô já se movimentou cerca de 702 metros a partir do ponto em que poisou no planeta vermelho, no interior da cratera Gale.
O robô Curiosity encontra-se no interior de uma depressão, de nome Yellowknife Bay, onde ele passou o Natal e tirou algumas fotografias das rochas à sua volta. A equipa científica está a avaliar a possibilidade do Curiosity poder usar a sua broca, recolhendo o pó a partir do interior das rochas, para análise com os instrumentos científicos que transporta.
Fonte: NASA

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cientistas identificam meteorito rico em água e com origem na crosta de Marte

Meteorito marciano rico em água (NWA) 7034 ou "Beleza Negra", constituído por material de origem vulcânica da crosta do planeta vermelho e pesando cerca de 320 gr. Foi encontrado no deserto do Saara, em 2011 - Crédito: NASA

Cientistas analisaram um pequeno meteorito que pode ser o primeiro descoberto com origem na crosta de Marte - a capa geológica mais superficial - e que contém 10 vezes mais água que outros meteoritos marcianos com origens desconhecidas.
O meteorito, designado por NWA 7034 e apelidado de "Beleza Negra" (Black Beauty), é um pedaço de material vulcânico com cerca de 320 gramas de peso e foi encontrado no deserto do Saara, em 2011. De acordo com os cientistas que o estudaram, o meteorito formou-se há 2,1 biliões de anos, durante o início do período geológico mais recente de Marte, conhecido por Amazonian.
"A idade de NWA 7034 é importante porque é significativamente mais velho do que a maioria de outros meteoritos marcianos", disse Mitch Schulte, cientista do programa para o Mars Exploration Program, na sede da NASA em Washington. "Nós agora vemos um pedaço da história de Marte num momento crítico da sua evolução."
Segundo o comunicado da NASA, o meteorito é uma excelente combinação de rochas e afloramentos superficiais que a agência tem estudado à distância, através dos robôs enviados a Marte e satélites em órbita do planeta vermelho.

sábado, 3 de novembro de 2012

Robô Curiosity faz o seu auto-retrato enquanto analisa a atmosfera de Marte

Auto-retrato do robô Curiosity, um mosaico construído com base em 55 imagens de alta resolução, obtidas em 31 de Outubro, com a câmara colocada no extremo do seu braço robótico. À direita da imagem, pode ver-se a base Aeolis Mons, o Monte Sharp, com quase 5000 metros de altura e situado no centro da cratera - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems

Quase três meses depois da sua chegada à cratera Gale, em Marte, o robô Curiosity enviou o seu primeiro auto-retrato. 
A NASA utiliza estas imagens para determinar o estado do robô que, durante pelo menos dois anos, vai estudar se Marte já teve, ou ainda tem, condições ambientais favoráveis à vida.
Para além das imagens de várias áreas de Marte captadas pelas 17 câmaras do Curiosity, análises de solo e rochas, os instrumentos científicos a bordo já começaram também a analisar amostras do que resta da atmosfera marciana, e não detectaram qualquer metano, pelo menos na cratera Gale onde foi feita a análise, o que pode decepcionar aqueles que esperam encontrar vida no planeta vermelho.
O metano é importante quando se procura sinais de vida, pois é um elemento químico precursor de vida. Na Terra, os organismos vivos produzem mais de 90 por cento do metano encontrado na sua atmosfera, embora ele também possa ser produzido por processos não biológicos.
Fonte: NASA

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Primeira análise do solo marciano em raios X

O gráfico mostra os resultados da primeira análise do solo marciano pelo instrumento Química e Mineralogia (CheMin) do robô Curiosity da NASA. A amostra de solo marciano é semelhante a solos vulcânicos no Havaí - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Ames

O gráfico mostra os resultados da primeira análise do solo marciano feita pelo instrumento científico Chemistry and Mineralogy (CheMin) (Química e Mineralogia) do robô Curiosity da NASA. A imagem revela a presença de feldspato cristalino, piroxénio e olivina misturada com algum material amorfo (não cristalino).
A amostra de solo, retirada de um depósito feito pelo vento dentro da cratera Gale, onde o veículo caiu, é semelhante a solos vulcânicos no Havaí.
Curiosity escavou o solo em 15 de Outubro de 2012, o mesmo que sol 69, ou dia marciano 69 da sua actividade em Marte. A análise de difracção da amostra por raios X, através do instrumento CheMin, foi realizada em 17 de Outubro.
Ao fazer incidir um feixe de raios-X sobre a amostra, e registando como os raios-X são dispersos pela amostra a um nível atómico, o instrumento pôde identificar e quantificar definitivamente os minerais do solo marciano pela primeira vez.
Cada mineral tem um padrão único de anéis, ou de "impressão digital", revelando a sua presença. As cores do gráfico representam a intensidade dos raios-X, sendo o vermelho o mais intenso.
Fonte: NASA

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Rocha marciana "Jake Matijevic" surpreende cientistas

Imagem da rocha "Jake Matijevic", encontrada no local de pouso do robô Curiosity, no interior da cratera Gale de Marte. Tem forma de pirâmide com cerca de 40 centímetros de altura e está a ser usada para calibrar os seus 10 instrumentos científicos - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

A primeira rocha marciana analisada pelo robô Curiosity é diferente de outras rochas estudadas em missões anteriores, com uma composição mais variada e semelhante a algumas rochas raras do interior da Terra.
A rocha denominada "Jake Matijevic" foi analisada por dois instrumentos científicos do robô, o Alpha Particle X-Ray Spectrometer (APXS) e o Chemistry e Camera (ChemCam), que determinaram a sua composição química.
Os resultados obtidos surpreenderam os cientistas. Parece ser um tipo diferente de rocha marciana, não detectada antes pelos robôs Spirit e Opportunity.
Comparada com rochas anteriormente encontrados em Marte, a rocha Jake é pobre em magnésio e ferro, rica em elementos como sódio, alumínio, silício e potássio, que muitas vezes estão em minerais de feldspato. Tem muito pouco níquel e zinco. Estes resultados apontam para uma origem ígnea ou vulcânica para essa rocha.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Robô Curiosity começa a escavar em Marte

As duas imagens ilustram a primeira vez que o robô Curiosity recolheu uma colher de solo em Marte. As imagens foram obtidas no dia da missão marciana 61, ou sol (7 de Outubro de 2012) pela câmara do mastro, Mastcam. A imagem da esquerda mostra o solo no local "Rocknest", depois de removida a colher. A imagem à direita mostra o material dentro de colher do veículo, com 4,5 centímetros de largura e 7 centímetros de comprimento - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity retomou o seu trabalho com a primeira amostra de areia e poeira de Marte, recolhida com a colher que ele tem na extremidade do braço robótico. A actividade tinha sido interrompida durante alguns dias para analisar um pequeno "objecto brilhante" detectado no chão.
Curiosity escavou o solo marciano em 7 de Outubro, pela primeira vez usando a colher, para continuar a testar os instrumentos científicos do seu braço. No entanto, as imagens mostraram um estranho objecto próximo do local da colher, e que podia ser uma peça de hardware do robô. Os trabalhos pararam para analisar a peça e verificar possíveis impactos na actividade do robô.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Marte em quarto crescente

Marte em quarto crescente, captado pela sonda Rosetta, da ESA, em Fevereiro de 2007 - Crédito: ESA / MPS / UPD / LAM / IAA / RSSD / INTA / UPM / DASP / IDA / processed by E. Lakdawalla

Curiosa imagem de Marte em quarto crescente (branco), uma fatia fina iluminada do planeta vermelho, captada pela sonda Rosetta, da Agência espacial Europeia (ESA), durante a sua aproximação ao planeta, em Fevereiro de 2007.
Durante a exploração do Sistema Solar, vários planetas e as suas luas já foram fotografados em quarto crescente, mas é a primeira vez que Marte é observado nesta fase.
A sonda Rosetta aproximou-se de Marte, durante a segunda de um total de quatro manobras que ela teve de fazer para seguir a sua longa viagem e atingir o cometa Churyumov-Gerasimenko, com chegada prevista no verão de 2014. As restantes três manobras realizaram-se à volta do nosso planeta.
A imagem mostra, na posição de 11 horas, uma luminescência nocturna na atmosfera do planeta, produzida por uma ténue emissão de luz a partir das camadas mais altas da atmosfera
Os halos difusos vermelho e azul resultam da reflexão da luz nos componentes internos ópticos da câmara.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Robô Curiosity encontrou indícios de um antigo curso de água em Marte

Imagem do robô Curiosity da NASA, mostrando um afloramento de rocha chamado "Link", fracturado em blocos expostos. As características do afloramento são consistentes com um conglomerado sedimentar, ou uma rocha formada pela deposição de água e é composta por muitas pequenas pedras arredondadas, cimentadas conjuntamente. A água é o único processo capaz de produzir a forma arredondada de seixos desta dimensão. No solo, do lado esquerdo, há muitas dessas pedras arredondadas, algumas das quais podem ter caído do afloramento rochoso. Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity encontrou indícios de uma antiga corrente de água que percorreu a área de Marte onde ele se encontra, muito perto onde pousou, no interior da cratera Gale.
Marte tem depósitos de água congelada nos pólos e já há evidências anteriores da presença de água no passado, mas agora os cientistas têm, pela primeira vez, imagens de pedras cimentadas em camadas de rochas do tipo conglomerado, que são rochas sedimentares.
Os tamanhos e formas arredondadas das pedras evidenciam que foram transportadas em longas distâncias por um curso de água no passado. Elas são demasiado grandes para terem sido movidas pelo vento.
De acordo com os cientistas, o robô Curiosity pode ter encontrado o primeiro ambiente potencialmente habitável.
“Pelo seu tamanho, calculamos que a água se movia a cerca de um metro por segundo, com uma profundidade entre a altura do tornozelo e da anca”, disse William Dietrich, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, um dos investigadores ligados à missão do Curiosity.
“É a primeira vez que estamos de facto a ver pedras transportadas pela água em Marte. É uma transição entre a especulação sobre o tamanho dos materiais dos leitos dos rios e a sua observação directa”, diz Dietrich.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Curiosity terminou a análise da primeira rocha marciana

Um instrumento científico do braço robótico do Curiosity, da NASA, toca numa rocha marciana (Jake Matijevic) pela primeira vez - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O Curiosity terminou a sua primeira análise mais profunda de uma rocha marciana. Pela primeira vez, o robô tocou uma rocha marciana com o seu braço, em 22 de Setembro, para determinar os elementos químicos da rocha, conhecida por "Jake Matijevic" em homenagem ao cientista da NASA recentemente falecido.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Robô Curiosity observa o trânsito de Phobos (lua de Marte)


Animação do trânsito de Phobos, observado pelo robô Curiosity em Marte, em 13 de Setembro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity não se limita a estudar as rochas marcianas. Levantando um pouco mais as suas câmaras, ele também observou a lua Phobos de Marte, no seu trânsito em frente do disco solar.
Marte tem duas pequenas luas, do tamanho de asteróides, chamadas Phobos e Deimos. Como o robô está localizado perto do equador do planeta vermelho, ocasionalmente pode observar as luas passando em frente ao Sol, o que se conhece por "trânsito".
Estes eventos de trânsito são o equivalente marciano aos eclipses parciais do Sol, vistos na Terra, já que o contorno das luas não cobre completamente o Sol. Podem ocorrer algumas vezes em cada ano de Marte.
O trânsito de Phobos, observado na animação, foi captado no dia marciano (ou sol) 37 (13 de Setembro de 2012), usando a câmara do mastro do Curiosity (Mastcam) equipada com filtros especiais para a observação directa do Sol. Phobos bloqueou cerca de cinco por cento do Sol.
Os cientistas usam estes eventos para determinar os parâmetros das órbitas das luas marcianas.
Phobos, por exemplo, orbita muito perto de Marte e está a mover-se lentamente em espiral, aproximando-se do planeta vermelho devido às forças de maré. Estas forças alteram a posição orbital de Phobos, ao longo do tempo. A medição correcta dessas mudanças pode dar informações sobre a estrutura interna da lua e como ela dissipa energia.
Pelo contrário, a lua Deimos orbita muito mais afastada de Marte e está lentamente a afastar-se.
Fonte: NASA

domingo, 16 de setembro de 2012

Robô Opportunity revela estranhas esferas na superfície de Marte

Pequenas rochas esféricas observadas pelo robô Opportunity em Marte, perto da cratera Endeavour - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Cornell University / USGS / Modesto Junior College

Uma nova imagem do robô Opportunity mostra uma estranha formação de rochas esféricas em Marte, que os cientistas ainda não podem explicar.
A vista cobre uma área com cerca de 6 centímetros de largura, num afloramento rochoso chamado "Kirkwood", em Cape York, no lado oeste da cratera Endeavour, onde se encontra o robô. As pequenas esferas têm cerca de 3 milímetros de diâmetro.
Aparentemente, estas formações são semelhantes aos chamados "blueberries" (mirtilos) marcianos, esférulas ricas em ferro que o Opportunity descobriu no seu local de pouso, em 2004. Estes mirtilos constituem uma importante prova da existência de água no passado de Marte, dado que são ricos em hematite depositado por saturação de água em rochas sedimentares.
No entanto, as esférulas de Kirkwood não têm a mesma composição rica em ferro dos "mirtilos", diferindo ainda na distribuição, concentração e estrutura. Algumas das esférulas foram parcialmente destruídas, revelando a estrutura concêntrica interna. O Opportunity irá continuar a investigá-las, para determinar possíveis evidências que elas podem fornecer sobre as condições ambientais do passado de Marte.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sonda detecta possível queda de neve de dióxido de carbono em Marte

Observações da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, detectaram nuvens de neve de dióxido de carbono em Marte, e evidências da queda de neve de dióxido de carbono na superfície, à volta do pólo sul do planeta vermelho, durante o inverno. As cores representam diferentes tamanhos das partículas - Crédito: NASA / JPL-Caltech

A análise dos dados do Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, revelou nuvens de neve de dióxido de carbono e evidências de queda de flocos de neve de dióxido de carbono em Marte, o que acontece pela primeira vez no sistema solar.
O dióxido de carbono congelado, mais conhecida por "gelo seco", requer temperaturas de cerca de menos 193 graus Fahrenheit (menos 125 graus Celsius), uma temperatura mais baixa que a necessária para congelar a água.
Enquanto na Terra a neve é de água, Marte tem neve de dióxido de carbono, mais uma vez fazendo lembrar a grande diferença entre os dois planetas, apesar de algumas semelhanças.
De acordo com os cientistas, é a primeira vez que são detectadas nuvens de neve de dióxido de carbono, espessas o suficiente para resultar deposição de neve na superfície. As quedas de neve ocorreram a partir de nuvens à volta do pólo sul do planeta vermelho, durante o inverno.
O relatório dos resultados está publicado no Journal of Geophysical Research.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Marte pode não ter tido um ambiente favorável à vida no passado, sugere um novo estudo

Delta da cratera Jezero, em Marte, onde o satélite Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, detectou argilas e carbonatos. Para além dos minerais de argila, há outros sinais de que o jovem planeta teve água na sua crosta, incluindo sistemas fluviais extensos e lagos - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/JHU-APL

O debate sobre Marte e as suas possíveis condições de vida no passado acaba de receber um novo impulso. Os minerais de argila hidratados detectados na sua superfície têm sido interpretados como resultantes da presença de água liquida, indicando um clima mais quente e húmido no passado. Mas um novo estudo propõe que esses minerais têm origem na actividade vulcânica inicial no planeta vermelho, o que torna algumas regiões menos favoráveis à vida.
Observações de satélites, em órbita de Marte, permitiram detectar grandes depósitos de minerais de argila que têm sido explicados pela presença de água, talvez na superfície, há mais de 3,75 biliões de anos atrás. Os minerais resultam da erosão provocada pela água. Isto significava que o planeta era quente o suficiente para conter água líquida, necessária para a vida como se conhece.

domingo, 9 de setembro de 2012

Primeira imagem da câmara do braço do Curiosity sem a protecção contra a poeira

Imagem detalhada do solo marciano, obtida pela câmara MAHLI do Curiosity, sem a capa de protecção contra a poeira, em 8 de Setembro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems

Pela primeira vez, em 8 de Setembro, foi aberta a capa transparente que protegia do pó a câmara MAHLI, situada no braço robótico do Curiosity.
Sem esta protecção, a câmara fotografou um pedaço de solo marciano, obtendo uma imagem extremamente detalhada, sem a nebulosidade de outras anteriores devida à poeira depositada na cobertura durante o pouso.
A imagem abrange cerca de 86 centímetros do solo, mostrando o maior pedaço de rocha com tamanho aproximado de 8 centímetros, perto da parte inferior. A câmara estava situada a 1,5 metros de distância.  A resolução da imagem permite distinguir menos poeira visível imediatamente à volta desta rocha, isto é, a zona tem mais cascalho exposto que noutras partes. A rocha pode ter afectado o vento, que passou a soprar a partir dela.

sábado, 8 de setembro de 2012

Auto-retrato do robô Curiosity

Câmaras do topo do mastro do Curiosity, fotografadas por outra câmara, MAHLI, do seu braço robótico, que tinha uma protecção contra a poeira - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems

Este é um auto-retrato do robô Curiosity, feito ontem , 7 de Setembro de 2012. A imagem mostra as Mastcam (os olhinhos!) e as câmeras Chemcam e Navcam do topo do seu mastro. Foi adquirida pela câmara MAHLI, do braço robótico, que estava protegida da poeira por uma cobertura transparente, o que lhe dá um aspecto enevoado.
A fotografia foi tirada num dia em que a equipa da missão inspecionou todos os instrumentos e ferramentas do braço robótico, usando a câmara do mastro e as câmaras de navegação. Os cientistas procuram confirmar o bom funcionamento do braço do Curiosity, que eles esperam utilizar dentro de algumas semanas, quando o robô chegar a Glenelg, onde se encontram três tipos diferentes de solo marciano, um local considerado interessante para começar a perfurar.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Robô Opportunity encontra rochas com forma de barbatanas

Rochas com forma de barbatana, de 30 centímetros de altura, sobressaem no mosaico, em cor próxima da natural, da câmera panorâmica (Pancam) do robô Mars Exploration Opportunity, da NASA, em Marte. As imagens foram captadas em 23 de Agosto de 2012 e abrangem uma área de 9 metros de extensão - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell Univ/Arizona State Univ

Com menos capacidades científicas que a "star" Curiosity, o pequeno, e já com algumas dificuldades, robô Opportunity continua activo na superfície de Marte.
Actualmente, no oitavo ano de funcionamento, Opportunity está a pesquisar um afloramento de rocha estratificada na área da cratera Endeavour (22 Km de largura), a cerca de 8400 Km do local onde pousou o Curiosity, há um mês atrás.
O robô procura minerais de argila, cuja possível existência foi detectada a partir de órbita e que poderiam fornecer novas informações sobre um ambiente com água no passado.
Até ao momento, o muito empoeirado robô da NASA já percorreu uma distância total de 35 quilómetros na superfície do planeta vermelho.
A mesma imagem, em cor falsa, para salientar melhor as diferenças entre os vários materiais:

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Robô Curiosity prepara-se para usar o braço robótico

As marcas dos primeiros percursos do robô Curiosity da NASA são visíveis nesta imagem captada pela nave Mars Reconnaissance Orbiter, em 2 de Setembro de 2012. O robô encontra-se no fim do rasto. A cor da imagem foi melhorada para mostrar os detalhes de superfície. A imagem  - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Passado um mês na superfície marciana, o robô Curiosity dirige-se para o seu primeiro destino com mais interesse científico, um local chamado Glenelg, onde se encontram três tipos diferentes de solo marciano e que os cientistas querem investigar, utilizando o braço robótico pela primeira vez.
Mas, antes disso, o robô faz uma paragem de quase uma semana, para testar os vários instrumentos localizados no seu braço de 2,1 metros. A missão movimentou o braço do robô, pela primeira vez, em 20 de Agosto, para certificar-se do seu bom funcionamento depois da viagem até ao Planeta Vermelho.