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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Robô Curiosity transmitiu a primeira música, a partir de Marte

Em 22 de Agosto de 2012, o robô Curiosity deixou, pela primeira vez, as marcas das suas seis rodas na superfície de Marte - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Pela primeira vez na história, uma música gravada foi transmitida para a Terra a partir de outro planeta.
Depois da mensagem gravada do Administrador da NASA, a canção "Reach for the Stars" do rapper norte-americano will.i.am, mais conhecido pelo seu trabalho com os Black Eyed Peas, também foi ouvida no Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia.
O som musical percorreu mais de 700 milhões de quilómetros da Terra até Marte, e regresso de volta enviado pelo robô Curiosity, que se encontra na superfície do planeta vermelho, desde 6 de Agosto. Estiveram presentes cientistas, alunos, convidados especiais e meios de comunicação.
A cancão, escrita propositadamente para celebrar o sucesso do Curiosity, tornou-se na primeira música interplanetária e com um objectivo educativo de incentivar os jovens pela ciência e exploração espacial (vídeo da música no final).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Conhecendo o Monte Sharp através do robô Curiosity

Curiosity observou uma descontinuidade nas camadas que formam o Monte Sharp, o que está de acordo com as observações feitas pelas sondas em órbita. As camadas acima da descontinuidade (assinalada pelos pontos brancos) não revelam minerais hidratados, mas as da base revelaram a sua presença. Isto pode significar diferentes ambientes de formação das áreas acima e abaixo dessa linha - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

A imagem captada pela câmara do mastro do robô Curiosity mostra, em detalhe o terreno estratificado do Monte Sharp, localizado no centro da cratera Gale, onde o veículo pousou.
A foto de alta resolução revela uma forte descontinuidade nos estratos acima e abaixo da linha de pontos brancos. Os estratos acima estão muito inclinados (descendo da esquerda para a direita) em relação aos de baixo. A inclinação dos estratos acima da linha de pontos brancos não é visível a partir da órbita. Esta situação pode acontecer na Terra devido a actividade tectónica ou vulcânica.
Esta descoberta do Curiosity está de acordo com os dados obtidos a partir de órbita. Há já algum tempo que as observações das sondas que orbitam Marte indicaram que as partes mais baixas do Monte Sharp, abaixo da linha de pontos brancos, são compostas por estratos onde existem minerais hidratados. No entanto, essas mesmas observações orbitais não revelaram minerais hidratados nos estratos superiores, acima da linha.
A observação do Curiosity pode evidenciar diferentes ambientes de formação para os estratos acima (sem minerais hidratados) e abaixo da linha de pontos brancos (com minerais hidratados). A descontinuidade detectada pode representar uma "discordância", ou uma área onde o processo de sedimentação parou (deixou de haver água?).

Robô Curiosity transmitiu a primeira voz humana gravada a partir de Marte

Impressionante imagem da base do Monte Sharp, destino de estudo do robô Curiosity. As suas camadas geológicas guardam muita da história de Marte e que o robô quer descobrir. A imagem é parte de uma maior obtida pela câmara do mastro (MastCam) do Curiosity, em 23 de Agosto de 2012. A cor foi melhorada para mostrar a paisagem de Marte sob condições de iluminação semelhantes às da Terra, o que ajuda a analisar o terreno. O monte pontiagudo no centro da imagem tem cerca de 300 metros de diâmetro e 100 metros de altura - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity retransmitiu a primeira gravação da voz humana feita na Terra e enviada para outro planeta.
As palavras foram proferidas por Charles Bolden, administrador da NASA, e enviadas para o robô em Marte, via rádio, e transmitidas de volta para o Deep Space Network (DSN), da NASA. Na sua mensagem via planeta vermelho, Charles Bolden congratulou os funcionários da NASA e os parceiros comerciais e governamentais da agência pelo sucesso do Curiosity (ouvir mensagem neste endereço), e não esqueceu o sonho americano de uma viagem tripulada a Marte.
"Curiosity vai trazer benefícios para a Terra e inspirar uma nova geração de cientistas e exploradores, enquanto se prepara o caminho para uma missão humana num futuro não muito distante ", disse Bolden na sua sua mensagem gravada.
Embora a importância desta experiência de aúdio possa ser em grande parte simbólica, os cientistas da NASA esperam que signifique uma maior presença humana em Marte.
"Com esta voz, outro pequeno passo foi dado para alargar a presença humana para lá da Terra, e a experiência de explorar outros mundos está um pouco mais perto de todos nós", disse Dave Lavery, executivo do programa do Curiosity, invocando a famosa frase proferida pelo astronauta Neil Armstrong a partir da superfície da Lua, em 20 de Julho de 1969.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Curiosity já deu um pequeno passeio em Marte

Curiosity deixa marcas na superfície de Marte, durante o seu primeiro teste de condução bem sucedido, em 22 de Agosto de 2012. A imagem foi tirada com a câmara frontal Hazard-Avoidance, que tem uma lente olho de peixe.  - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A imagem mostra as marcas deixados pelas rodas do robô Curiosity durante o seu primeiro passeio na superfície de Marte, esta quarta-feira (22 de Agosto de 2012).
Segundo os técnicos da NASA, o teste de condução foi bem sucedido. O robô avançou 4,5 metros, girou 120º e, em seguida, retrocedeu 2,5 metros. Agora, o Curiosity está estacionado a 6 metros do local de pouso, que foi designado por Landing Bradbury (Pouso Bradbury), numa homenagem ao escritor americano de ficção científica e terror Ray Bradbury, falecido em Junho deste ano.
Bradbury foi um dos escritores mais famosos do século XX, com muitas das suas obras adaptadas à televisão ou filmes. Um dos seus trabalhos, Crónicas Marcianas (no original "The Martian Chronicles") é um livro de contos de ficção científica de 1950, cujo tema recorrente é a colonização de Marte por humanos com problemas e eventualmente vindos de uma Terra sob a iminência de ser devastada pela Guerra Atómica.
Mais imagens na Galeria do Curiosity
Fonte: NASA

Avariou-se um sensor do instrumento espanhol REMS, durante o pouso do Curiosity

Sensor UV no convés do Curiosity, mede a radiação ultravioleta na superfície de Marte. É um dos sensores do instrumento científico espanhol REMS. A imagem mostra as pequenas rochas e pó que atingiram o veículo na aterragem - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Avariou-se um dos sensores do instrumento espanhol de observação meteorológica, a bordo do robô Curiosity, provavelmente na última parte da descida sobre a superfície de Marte.
Técnicos da NASA disseram que os danos podem ter acontecido durante o pouso, quando o veículo foi atingido por pequenas pedras e pó, como mostram as imagens recebidas.
O cientista espanhol Javier Gómez Elvira, principal investigador do instrumento, conhecido pelas iniciais em inglês REMS ('Rover Environmental Monitoring Station'), reconheceu em conferência de imprensa que se tinha "perdido a capacidade de medir os ventos na parte posterior do explorador". No entanto, o sensor da frente do veículo tem "toda a capacidade original".
REMS é um dos dez instrumentos científicos transportados pelo Curiosity para Marte. Foi concebido, desenvolvido e montado inteiramente em Espanha. É uma estação de monitorização ambiental para ajudar a compreender a atmosfera de Marte.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Robô Curiosity estende o seu braço robótico pela primeira vez

Curiosity estendeu, pela primeira vez, o seu braço robótico em Marte e utilizou a câmara de navegação para tirar uma imagem de alta resolução da parte final do braço estendido, em 20 de Agosto de 2012. O dispositivo em revólver, incluindo os instrumentos montados, tem cerca de 60 cm de diâmetro e 30 Kg de peso - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O robô Curiosity movimentou o seu braço robótico, pela primeira vez, ontem (20 de Agosto) desde antes do seu lançamento, em Novembro de 2011.
O braço, que tem 2,1 metros de comprimento, manobra um conjunto de ferramentas montadas em revólver, incluindo uma câmara, uma broca, um espectrómetro, uma colher e mecanismos para peneirar e formar amostras de rochas e solo em pó.
O braço será utilizado para obter amostras para o laboratório e colocar outros instrumentos na superfície de Marte. No entanto, ainda terá que ser testado e calibrado antes de recolher amostras para serem analisadas dentro do robô. As manobras de segunda-feira mostram que o braço está a funcionar correctamente. Foi recolhido novamente, como preparação para o primeiro passeio do Curiosity, a realizar brevemente.
Fonte: NASA

Imagem de Phobos, a maior lua de Marte, comemora os 135 anos da sua descoberta

Phobos, a maior lua de Marte, fotografada a três dimensões, a 100 Km de distância pela sonda Mars Express, da ESA, em 9 de Janeiro de 2011. À direita da imagem, pode ver-se o perfil da cratera gigante Stickney  - Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

A Agência Espacial Europeia (ESA) comemorou os 135 anos da descoberta de Phobos, a maior das duas luas de Marte, publicando nesta segunda-feira (20 de Agosto) uma nova fotografia do satélite, em 3D e com grande detalhe, obtida pela nave espacial Mars Express.
A lua Phobos foi descoberta a 18 de Agosto de 1877 pelo astrónomo Asaph Hall, seis dias depois de ter descoberto Deimos, a outra lua de Marte e a mais exterior. É o satélite natural conhecido mais próximo do planeta que orbita, a apenas 6000 quilómetros de distância da superfície marciana (em média, a Lua está a 384.000 quilómetros de distância da Terra).
Phobos é pequeno, com tem 27 quilómetros de altura por 22 de largura e 18 quilómetros de espessura. A sua superfície está coberta de crateras. A imagem foi tirada quando a sonda passou a 100 Km da lua, e mostra o perfil da cratera gigante de Phobos (6,8 Km de diâmetro), Stickney, que se vê no lado direito.
A proximidade da lua ao planeta mãe significa que completa a sua órbita mais rapidamente que a rotação de Marte. Um observador na superfície do planeta vermelho veria Phobos nascer e por-se duas vezes por dia. No entanto, a órbita de Phobos está a diminuir, o que poderá provocar o seu fim dentro de alguns milhões de anos. Quando o satélite se aproximar demasiado de Marte, provavelmente vai partir-se e formar um anel de detritos à sua volta, antes de colidir com a superfície do planeta.
Fonte: ESA

NASA anuncia InSight - a próxima missão a Marte

Ilustração do robô InSight,m da NASA, colocando o seu sismógrafo e experiências de fluxo de calor em Marte - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Duas semanas apenas depois do bem sucedido pouso do Curiosity em Marte, a NASA anunciou, em 20 de Agosto, a próxima missão científica ao Planeta Vermelho, prevista para 2016. Chama-se InSight, e tem como objectivo investigar o interior de Marte, tentando compreender a diferente evolução deste planeta em relação à Terra.
A nova missão InSight vai investigar se o núcleo de Marte é líquido ou sólido, e por que a sua crosta não parece ser formada por placas tectónicas, como a Terra. Os pesquisadores envolvidos dizem que esta informação poderá ajudar os cientistas a entender melhor como se formaram e evoluiram os planetas rochosos no sistema solar.
InSight, sigla em inglês que significa exploração Interior usando Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport, tem lançamento previsto para Março de 2016 e colocação de um robô na superfície de Marte, em Setembro do mesmo ano, para iniciar a missão científica de dois anos terrestres ou um ano marciano.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Robô Curiosity atirou numa rocha marciana com o seu laser

A imagem composta, com ampliações inseridas, representa o primeiro teste com laser realizado pelo instrumento de Química e câmera, ou ChemCam, a bordo do robô Curiosity da NASA, em 19 de Agosto de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/LANL/CNES/IRAP

O robô Curiosity disparou, pela primeira vez, o seu laser numa pequena rocha marciana, que agora os cientistas chamam de "Coronation" (Coroação). Este disparo de domingo (19 de Agosto) serviu para testar o seu instrumento de Química e Câmara ou ChemCam, que determina a composição das rochas atingidas pelo seu poderoso laser.
Nesta primeira experiência, o robô enviou 30 impulsos de laser em 10 segundos sobre a rocha "Coronation", para analisar os resultados. A energia do laser excita os átomos na rocha, transformando-os num plasma ionizado e brilhante. ChemCam capta a luz com um telescópio e analisa-a com três espectrómetros em 6.144 comprimentos de onda diferentes de luz ultravioleta, visível e infravermelho, para determinar a composição da rocha vaporizada.

domingo, 19 de agosto de 2012

Curiosity faz o seu auto-retrato em alta resolução

Auto-retrato do Curiosity, obtido com 20 imagens das câmaras de navegação, na noite de 7/8 de Agosto de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Um mosaico de imagens, recentemente apresentado pela NASA, mostra com grande nitidez o robô Curiosity e o seu local de aterragem em Marte.
Curiosity fez o auto-retrato em alta resolução utilizando as câmaras de navegação, apenas dois dias depois de chegar à cratera Gale, na noite de 7/8 de Agosto.
A traseira do veículo está na parte superior esquerda da imagem. Podem ver-se duas das três rodas do lado direito, assim como pequenas pedras sobre o convés do robô, atiradas durante o pouso. Ao fundo, é bem visível a borda da cratera onde o Curiosity vai desenvolver a sua investigação.
Durante dois anos ou mais, o robô vai estudar rochas e solos da cratera Gale com os seus dez instrumentos científicos, tentando descobrir se a área já teve condições para abrigar vida microbiana.
O seu objectivo científico principal é o Monte Sharp, com cerca de 5,5 quilómetros de altura, situado na parte central da cratera com cerca de 155 Km de largura. Naves espaciais em órbita detectaram evidências de argilas e sulfatos perto da base do monte, sugerindo a presença de água líquida há muito tempo.
Entretanto, os cientistas da missão continuam a verificar o funcionamento do robô e dos seus instrumentos, por exemplo, testando o laser e movimentando o Curiosity pela primeira vez, num pequeno passeio (400 metros) de ida e volta até Glenelg. Se tudo correr bem, os cientistas admitem que ele possa partir no final do ano em direcção ao Monte Sharp.
Fotografia panorâmica a 360º do robô e cratera Gale neste endereço.
Fonte: NASA

Link relacionado:
Conheça toda a tecnologia do Curiosity

sábado, 18 de agosto de 2012

A primeira "Rock Star" do robô Curiosity

Rocha marciana que, este fim-de-semana, será a primeira a ser pulverizada pelo laser do Curiosity, muma prova de teste do funcionamento de instrumento científico ChemCam - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/LANL

A imagem mostra uma ampliação da pequena rocha marciana que se tornou famosa nos últimos dias por ser o primeiro alvo do laser do robô Curiosity. A rocha tem 7,6 centímetros de largura e encontra-se a 2,7 metros à direita do robô, dentro do alcance da radiação destruidora (7,6 metros).
Este fim-de-semana, os cientistas tencionam fazer explodir a rocha N165 apontando e disparando, pela primeira vez, o potente laser que faz parte do instrumento ChemCam (Química e Câmara), um dos dez instrumentos científicos que o laboratório espacial itinerante Curiosity transporta. A rocha vaporiza e o instrumento analisa o gás brilhante resultante, utilizando um telescópio e identificando os elementos químicos do alvo.
Esta imagem faz pare de um mosaico maior, obtido com imagens da câmara do mastro do robô tiradas em 8 de Agosto PDT (9 de agosto EDT).
Fonte: NASA

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Primeiro passeio de robô Curiosity em Marte já tem destino

Na imagem, obtida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, estão anotados o local de pouso do robô Curiosity da NASA e os destinos que os cientistas desejam investigar, no interior da cratera Gale, onde pousou o robô em Marte em 5 de Agosto PDT (6 de Agosto EDT) no ponto verde. A equipa científica escolheu o primeiro passeio até à região marcada com o ponto azul, apelidada de Glenelg, área de intersecção de três tipos de terreno. A equipa considerou o nome apropriado, pois o Curiosity viaja até lá e regressa, e a palavra Glenelg é um palíndromo (tanto pode ler-se da esquerda para a direita, como da direita para a esquerda). Em seguida, o veículo terá como objectivo dirigir-se para o local marcado a azul "Base do Monte Sharp", que é uma pausa natural nas dunas que permitirá ao Curiosity começar a escalar o curso inferior do Monte Sharp. Na base do monte, os cientistas esperam revelar a história geológica da região - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

A equipa de cientistas do Curiosity escolheu o local para o primeiro passeio do laboratório marciano de uma tonelada e seis rodas. A área, de nome Glenelg, fica a 400 metros, a leste-sudeste do local de aterragem do robô.
A escolha foi apresentada por John Grotzinger, Investigador Principal do Curiosity, durante uma teleconferência a partir do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em 17 de Agosto de 2012.
Glenelg foi seleccionado por ser um cruzamento natural de três tipos de terreno e, além disso, um desses terrenos é rocha estratificada, um alvo atraente para uma primeira perfuração, que os cientistas consideram ser um grande momento na história da exploração de Marte.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

As dezassete câmaras do robô Curiosity

Robô Curiosity e as suas 17 câmaras: sete localizadas no mastro vertical, uma na extremidade do braço robótico e nove no plataforma principal do veículo - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O robô Curiosity está em Marte com a missão científica de procurar evidências de ambientes favoráveis à vida microbiana. Muitas pessoas, por todo o mundo, vão seguir a sua actividade durante os dois anos previstos pela NASA. No mínimo, vão poder apreciar as fantásticas imagens que ele já começou a enviar para Terra.
Todas as imagens transmitem informações preciosas aos cientistas da missão, mesmo que mostrem um pedaço da paisagem marciana com uma roda do robô a um canto. Não é o resultado de um mau fotógrafo, mas uma maneira de saber se tudo está bem a alguns milhões de quilómetros de distância.
Aqueles que não são cientistas mas têm curiosidade, verão apenas imagens de outro mundo.
Entre os instrumentos científicos que transporta, o Curiosity tem dezassete câmaras para captar imagens e filmes de alta qualidade, a preto-e-branco e a cor, e panoramas 3D da paisagem marciana. As câmaras têm diferentes localizações e serão usadas de acordo com a missão.

Robô Curiosity, visto do espaço, no seu local de pouso

A imagem a cor da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostra o solo da cratera Gale, em Marte, à volta do robô Curiosity, no seu local de pouso. Ele aparece como um ponto duplo, rodeado por solo em tom azulado (cor não natural), onde se nota a cada lado as marcas dos foguetes de descida (em forma de leque azul) - Crédito: NASNASA/JPL-Caltech/University of Arizona (clicar na ligação para ampliar)

O robô Curiosity foi fotografado, no local de pouso, a partir do espaço pela câmara de alta resolução HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, que orbita o Planeta Vermelho. Nesta visão do MRO, a cor foi reforçada para salientar os diferentes tipos de materiais.
Curiosity aparece como um ponto duplo nesta sua primeira imagem a cor, captada a partir de órbita, e onde se podem ver detalhes da rocha no leito da cratera Gale, incluindo a perturbação do solo causada a cada lado do veículo pelos foguetes que ajudaram a baixar o robô na cratera, há uma semana (a cor azulada corresponde, na realidade, a tons mais cinzentos).

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Vista panorâmica a 360 graus da cratera Gale de Marte

Panorama colorido a 360 graus da cratera Gale, obtido pelo Curiosity no local de pouso - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS  (clicar na ligação para ampliar)

Este é o primeiro panorama a 360 ​​graus a cores do local de pouso, na cratera Gale, obtido pelo robô Curiosity, da NASA. O panorama foi feita a partir de versões miniatura das imagens captadas pela câmera do mastro.
Em primeiro plano, aparecem no solo várias manchas de cor cinza (à esquerda e direita da imagem). De acordo com os cientistas, estas áeas mostram os efeitos dos motores de foguete usados durante a descida do robô.
No mosaico panorama foram usadas 130 imagens captadas pela câmara do mastro, no final da tarde de 8 de agosto PDT (9 de agosto EDT). Durante o processamento, as imagens apresentadas foram clareadas. Marte só recebe metade da luz solar da Terra e esta imagem foi tirada já no final da tarde marciana.

Curiosity de "costas" voltadas para o Sol

Curiosity na superfície marciana - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Primeira imagem captada pelas câmaras de navegação do robô Curiosity, da NASA, situadas no cimo do mastro. É uma imagem de alta resolução, 1024 x 1024 pixels. Pode ver-se ao centro a sombra do mastro, que já está na posição vertical, e a sombra do braço à esquerda. O braço também aparece em primeiro plano.
A câmara de navegação é usada para ajudar a encontrar o Sol, uma informação necessária para a localização e comunicação com a Terra. Depois da câmara apontar para o Sol, vira-se em direcção contrária e tira a fotografia. A posição da sombra ajuda a confirmar a localização do sol.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Primeira imagem colorida da paisagem de Marte, captada pelo robô Curiosity

Paisagem marciana em cor, captada pelo robô Curosity, no seu primeiro dia em Marte - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems

Paisagem captada pelo robô Curiosity na tarde do seu primeiro dia marciano, em 6 de Agosto de 2012 (UTC). A imagem mostra a encosta norte e borda da cratera Gale, perto do local de pouso. Foi obtida pela câmara Mars Hand Lens Imager (MAHLI), situada no extremo do braço robótico, que ainda se encontra recolhido, tal como viajou. É uma visão nublada porque a câmara está protegida por uma capa transparente que ficou coberta com pó levantado pelo robô durante a "aterragem". A capa protectora será retirada mais tarde, dentro de uma semana.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Robô Curiosity pousa, com êxito, em Marte e fotografa a sua sombra

Primeira imagem captada pelo robô Curisioty, da NASA, depois de pousar na superfície de Marte, sem problemas, nesta madrugada de 6 de Agosto. É de baixa resolução e foi obtida com uma câmara "olho de peixe" colocada na frente. Pode ver-se o pó que cobre a lente e também à volta, para além da sombra do robô projectada - Crédito: NASA/JPL-Caltech

domingo, 5 de agosto de 2012

Como o robô Curiosity vai comunicar com a Terra durante a "aterragem"

Faltam menos de 8 horas para que o robô Curiosity, da NASA, chegue a Marte. O pouso na superfície está previsto para esta noite, pelas 6:31 (hora de Lisboa, 6 de Agosto).
A ilustração mostra como o robô vai comunicar com a Terra durante a "aterragem". Enquanto desce para a superfície de Marte, enviará dois tipos de dados: sinais de rádio simples dirigidos directamente para a Terra (círculos rosa na imagem) e informação rádio UHF mais complexa, que precisa ser retransmitida pelas sondas que orbitam o Planeta Vermelho (círculos azuis).
Os sinais UHF serão captados pelo orbitador Odyssey (Odisseia), que os enviará imediatamente para Terra, enquanto a sonda Mars Reconnaissance Orbiter grava esses mesmos sinais UHF e os envia para Terra mais tarde. Espera-se que a sonda Odyssey envie imediatamente o sinal de confirmação do pouso, em segurança, do Curiosity.
Pode seguir as transmissões ao vivo da NASA em http://www.ustream.tv/nasajpl
Crédito imagem: NASA/JPL-Caltech

sábado, 4 de agosto de 2012

Cratera Gale, local de pouso do robô Curiosity

Cratera Gale onde o robô Curiosity vai pousar e realizar a sua missão científica em Marte - procurar sinais de vida - Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

Eis a cratera Gale vista pela câmara estéreo de alta resolução da nave Mars Express, da ESA. A imagem é em código de cores com base nas variações do terreno. A elevação mais baixa, em roxo, é a área de pouso do robô Curiosity. Aqui ele vai procurar sinais de água no passado - ou até pode ser vida - no Planeta Vermelho.
O robô irá tocar o solo marciano o mais perto possível do Monte Sharp, que se eleva 5,5 Km acima do leito da cratera e é o principal destino do Curiosity.
As naves que orbitam o planeta já identificaram aqui minerais e argilas que sugerem que a área pode ter tido água no passado. O Curiosity vai analisar amostras desses materiais com o seu laboratório de bordo, em busca do seu objectivo principal: os blocos construtores da vida.
A nave Mars Express também vai acompanhar a chegada do Curiosity à superfície de Marte, durante os "sete minutos de terror", que compreende a entrada na atmosfera, descida e pouso do robô, a fase mais crítica da sua viagem. A nave vai gravar os sinais de radio transmitidos pelo Mars Science Laboratory (MSL) que, posteriormente, serão enviados para a equipa da missão no Jet Propulsion Lab, na California.
Mais informações em ESA