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sábado, 20 de julho de 2013

Dançando a valsa em Saturno


Bonito vídeo, elaborado por Fabio Di Donato, mostrando mais de 200.000 imagens reais tiradas pela sonda Cassini em torno de Saturno, entre 2005 e 2013, e onde podemos ver os seus magníficos anéis e luas.
A apresentação é acompanhada pela música Jazz Suíte No.2: VI. Waltz 2, de Shostakovich, numa interpretação da Orquestra Sinfónica Armonie, e é dedicada pelo autor a Margherita Hack, astrofísica e escritora sobre ciência, falecida este ano.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A pequena Enceladus iluminada por Saturno

Enceladus mostra os seus jactos de vapor de água, partículas de gelo e componentes orgânicos do pólo sul, numa bela imagem da sonda Cassini.
A lua, de 504 Km de diâmetro, é vista aqui iluminada pela luz reflectida do gigante planeta dos anéis, a uma distância de cerca de 777.000 quilómetros, em 18 de Janeiro de 2013.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Canadiano Chris Hadfield, a bordo da ISS, é um astronauta popular na Terra


O canadiano Chris Hadfield, a bordo da Estação Espacial Internacional, pode ser considerado o astronauta mais popular do mundo, de momento. Actualmente é o comandante da estação orbital, onde se encontra desde Dezembro de 2012.
Os seus comentários, espectaculares imagens da Terra, vídeos científicos e outros sobre o dia-a-dia na estação, tornaram-no conhecido principalmente nas redes sociais, Facebook e Twitter, onde já tem milhares de seguidores. Com certeza, uma visão da Terra que não conhecíamos e um contributo valioso na divulgação das missões espaciais.
Chris Hadfield também é apreciador de música, canta e toca viola. Em Fevereiro último e através de uma ligação de vídeo, ele actuou com o compatriota Ed Robertson, da banda Barenaked Ladies, acompanhado por um coral de crianças, numa primeira colaboração musical gravada terra espaço.
A canção "Is Somebody Singinging" ou ISS, numa alusão à sigla da estação espacial, foi criada com a colaboração da Agência Espacial Canadiana para celebrar o ensino de música nas escolas de todo o Canadá.
Fonte: Via ÚltimoSegundo

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Imagens da nave Mars Reconnaissance Orbiter podem mostrar sonda soviética Mars 3, que pousou em Marte em 1971

As imagens mostram o que pode ser o equipamento da sonda da União Soviética Mars 3, que pousou em Marte, em 2 de Dezembro de 1971. O possível material é visto num par de imagena da câmara de alta resolução HiRISE, a bordo da nave americana Mars Reconnaissance Orbiter - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Univ. do Arizona

A nave espacial da NASA, Mars Reconnaissance Orbiter, pode ter captado imagens do equipamento da missão da União Soviética Mars 3, que pousou em Marte em 1971.
O possível material da sonda soviética foi detectado, primeiramente, por cidadãos russos que seguem entusiasmados as notícias sobre Marte e o robô Curiosity, através da internet. Eles encontraram quatro estruturas, em imagens do orbitador, já com cinco anos, e que se parecem com as peças do equipamento da missão soviética Mars 3: o paraquedas, o escudo térmico, um foguetão e o veículo de solo (lander). Uma imagem do Mars Reconnaissance Orbiter, no mês passado, mostra as mesmas estruturas.
Em 1971, a antiga União Soviética lançou as missões Mars 2 e Mars 3 até Marte. Cada uma consistia num orbitador e um veículo de solo. As duas missões orbitais tiveram sucesso, embora a superfície de Marte tenha ficado obscurecida por uma tempestade de poeira que circulou no planeta. O veículo de solo da Mars 2 caiu, e Mars 3 fez um pouso suave bem sucedido no planeta vermelho, mas parou de transmitir apenas 14,5 segundo depois, por razões desconhecidas.
De qualquer modo, em 2 de Dezembro de 1971, Mars 3 tornou-se a primeira nave espacial a sobreviver a um pouso em Marte durante o tempo suficiente para transmitir qualquer coisa.

O Planeta de Yuri Gagarine

A Terra vista da Estação Espacial Internacional - Crédito: ISS Expedition 30NASA

Em 12 de Abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin tornou-se o primeiro ser humano a ver o planeta Terra a partir do espaço, num voo que durou 108 minutos, na sua nave espacial Vostock 1.
Olhando o nosso planeta a partir da órbita, Yuri comentou: "O céu é muito escuro, a Terra é azulada. Vê-se tudo muito claramente."
No mesmo dia, mas vinte anos mais tarde, em 1981, a NASA lançou o seu primeiro vaivém espacial, o Columbia.
Astronomy Picture of the Day (APOD) comemora a data com uma imagem a partir da Estação Espacial Internacional, uma vista nocturna deslumbrante do planeta duma órbita baixa da Terra: Luzes brilhando em cidades densamente povoadas, ao longo da costa do Atlântico dos Estados Unidos, emolduradas por duas naves russas Soyuz estacionadas na estação orbital, onde vivem e trabalham seis astronautas.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

NASA confirma o seu plano para capturar um asteróide

Ilustração de uma nave espacial robótica utilizando tecnologias avançadas de propulsão eléctrica solar (Solar Electric Propulsion) ou (SEP), que pode ser usada para encontrar, capturar e realojar um asteróide num ponto estável na vizinhança da Lua - Crédito:Analytical Mechanics Associates

O director da NASA, Charles Bolden, confirmou nesta quarta-feira (10 de Abril) que os Estados Unidos pretendem capturar um pequeno asteróide, e aproximá-lo da Terra para ser estudado.
O projecto de orçamento para 2014, apresentado neste mesmo dia pelo presidente Obama, e que deverá ser aprovado pelo Congresso, prevê 17.700 milhões de dólares (13.544 milhões de euros) para financiar os programas da NASA, onde se inclui uma verba (105 milhões de dólares) para a primeira fase do ambicioso plano para capturar um asteróide, chamado "Asteroid Initiative" (Iniciativa Asteróide), que é procurar uma rocha espacial que possa ser rebocada através de um robô para uma órbita estável próxima da Lua, previsto para 2019.
Seria uma rocha pequena, com cerca de 7 metros de diâmetro e 500 toneladas de peso, pois se caísse para a Terra não haveria perigo de impacto, porque iria desintegrar-se ao entrar na atmosfera terrestre.
Mais tarde, astronautas vão descer no asteróide, utilizando a cápsula Orion, actualmente em desenvolvimento, para a sua exploração e, ao mesmo tempo, testar diversas tecnologias.
A Estação Espacial Internacional continua sendo um objectivo importante no programa espacial dos Estados Unidos. O primeiro voo de teste da cápsula Orion, que substitui os vaivéns espaciais, será em 2014. Também continua a construção do telescópio espacial James Webb, sucessor do Hubble, para além das viagens a Marte e a um asteróide.

Anéis de Saturno fazem 'chover' no planeta

A imagem ilustra como as partículas de água carregadas fluem na atmosfera de Saturno a partir dos anéis do planeta, causando uma redução no brilho atmosférico (faixas sombreadas). As observações foram feitas com o W.M. Observatório Keck, em Mauna Kea, Havaí - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute/University of Leicester

Chove em Saturno e, aparentemente, os anéis do planeta gigante são os culpados, dizem os cientistas num estudo da NASA e da Universidade de Leicester, na Inglaterra.
O novo estudo sugere que minúsculas partículas de gelo que compõem os anéis gelados de Saturno formam a água da chuva que cai sobre certas partes do planeta, influenciando a composição e a estrutura da temperatura de certas partes da atmosfera superior de Saturno.
Essas gotículas criam uma espécie de chuva no planeta (a chuva de anéis), causando uma redução no brilho atmosférico nos locais onde caem.
"Saturno é o primeiro planeta a mostrar uma interacção significativa entre sua atmosfera e sistema de anéis", disse James O'Donoghue, principal autor do estudo publicado na revista Nature. "O principal efeito da chuva de anéis é que age 'apagando' a ionosfera de Saturno. Por outras palavras, esta chuva reduz severamente a densidade de electrões nas regiões em que cai."
Para os cientistas, este estudo poderá ajudar a entender melhor a origem e a evolução do sistema de anéis de Saturno e as mudanças na atmosfera do planeta.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sonda espacial Pioneer 11 foi lançada há quarenta anos

Saturno e a sua maior lua Titã, imagem obtida pela sonda Pioneer 11 a 2.846.000 km do planeta dos anéis - Crédito: NASA Ames

Há quarenta anos, em 5 de Abril de 1973, a NASA lançou a nave espacial Pioneer 11 numa missão interplanetária em direcção a Júpiter. Mas o ponto alto da sua viagem foi o encontro com o bonito planeta dos anéis, Saturno.
Pioneer 11 era muito semelhante à nave Pioneer 10, lançada em 1972, com a missão de estudar o planeta Júpiter. Pioneer 10 foi o primeiro objecto construído pelo homem a deixar o Sistema Solar interior. A sua viagem e encontro com o gigante gasoso foi um grande sucesso. Animados, os cientistas decidiram não repetir apenas a missão da Pioneer 10, e redireccionaram a Pioneer 11 em pleno voo para incluir outro encontro planetário com Saturno, depois de visitar Júpiter (1974).
A nave Pioneer 11 tirou as primeiras fotografias a curta distância de Saturno e descobriu duas novas luas (Epimetheus ou Janus e Mimas) - quase bateu numa delas, em Setembro de 1979 - e um novo anel "F". A sonda também descobriu e cartografou a magnetosfera, o campo magnético e mapeou a estrutura geral do interior de Saturno. Instrumentos da sonda mediram o calor irradiado do interior do planeta e descobriram que a sua maior lua, Titan, era demasiado fria para suportar vida.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Paraquedas do robô Curiosity balança ao vento marciano

Esta sequência de sete imagens da câmara de Alta Resolução Imaging Science Experiment (HiRISE), a bordo da nave espacial Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, mostra as mudanças provocadas pelo vento no paraquedas que ajudou o robô Curiosity a descer em segurança em Marte.
O paraquedas desacelerou a descida do Curiosity através da atmosfera marciana, e encontra-se no solo do planeta vermelho desde 5 de Agosto de 2012 (PST; 6 de Agosto, UTC).
HiRISE adquiriu estas imagens entre 12 de Agosto de 2012 e 13 de Janeiro de 2013. A copa do paraquedas é a forma clara na metade inferior da sequência e linhas de suspensão ainda o mantêm ligado ao escudo protector da nave, que é a forma clara na metade superior. É um dos maiores paraquedas do seu tipo já construídos, com cerca de 19,8 metros de diâmetro. O seu comprimento, incluindo as linhas, é cerca de 50 m.
Crédito imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

terça-feira, 19 de março de 2013

Uma rocha branca no Planeta Vermelho

Quando a roda do robô Curiosity esmagou a rocha Tintina, ficou exposta uma superfície branca brilhante, revelando a presença de minerais hidratados - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

Uma rocha esmagada pelas rodas do robô Curiosity surpreendeu os cientistas da missão. A rocha, baptizada Tintina, partiu-se e expôs uma brilhante superfície branca, uma rocha invulgar na superfície do Planeta Vermelho.
Segundo os cientistas, a cor clara indica a presença de minerais hidratados que se formaram quando a água corria através do local onde o robô pousou, em tempos mais antigos. A rocha Tintina oferece mais uma evidência da presença de água na área da Baía de Yellowknife, no interior da Cratera Gale.
A rocha foi analisada e os pesquisadores detectaram um sinal muito forte de hidratação, que corresponde a todo o material branco que se vê, isto é, água que está ligada à estrutura mineral das rochas - água do passado retida e preservada nos minerais hidratados. O sinal de hidratação não aparece em nenhum outro lugar da imagem.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Robô Curiosity detecta novas evidências de presença de água em Marte

Nesta imagem da rocha chamada 'Knorr," o código de cores mapeia a quantidade de minerais hidratados indicada por índices de brilho medidos pela câmera de mastro do Curiosity (Mastcam). O vermelho indica um sinal mais elevado de hidratação. O mapa mostra que os sinais mais fortes para a hidratação estão associados a veios de tons claros distribuídos na rocha. A imagem e os dados para avaliar a hidratação da rocha resultam de uma observação da Mastcam, em 20 de Dezembro de 2012 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS / ASU

A semana passada, a equipa de cientistas que trabalha com o robô Curiosity anunciou que a análise do pó extraído de uma rocha sedimentar perfurada, em Marte, indica condições ambientais favoráveis ​​à vida microbiana no passado do planeta vermelho. Nesta segunda-feira (18 de Março), a mesma equipa sugere que essas condições se verificam para além do local da perfuração.
O robô Curiosity detectou evidências de minerais hidratados nas rochas perto onde ele já havia encontrado minerais de argila no interior da rocha perfurada.
Os pesquisadores usaram imagens em infravermelo de uma câmara do robô (MastCam) e um instrumento que dispara neutrões para o chão, Dynamic Albedo of Neutrons (DAN), para procurar hidrogénio, e encontraram mais hidratação de minerais nas rochas perto dos locais ricos em argila do que noutras áreas que o Curiosity visitou anteriormente.
A câmara do mastro do robô (Mastcam) também pode servir como ferramenta de detecção de um mineral e detecção de hidratação, informou Jim Bell da Universidade do Estado de Arizona, Tempe. "Algumas rochas contendo ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando a Mastcam com filtros de infravermelho próximo."

sábado, 16 de março de 2013

Lua Mimas de Saturno, um Pac-Man no espaço

A imagem mostra, à direita, o inesperado e bizarro padrão "Pac-Man" de temperaturas diurnas na superfície da pequena lua de Saturno, Mimas (396 Km de diâmetro), observada em luz visível à esquerda.
O mapa das temperaturas foi obtido a partir de dados recolhidos pela sonda Cassini, que sobrevoou Mimas o mais próximo de sempre, em 13 de Fevereiro de 2010. O mapa mostra uma parte quente à esquerda (em tons amarelo e vermelho) e outra mais fria à direita (onde predomina o azul). As duas áreas estão separadas por uma fronteira acentuada em "V".
Na parte mais fria situa-se a gigante Cratera Herschel, que parece um pouco mais quente que o ambiente à sua volta, e que dá a Mimas a aparência da "Death Star" (Estrela da Morte), do filme "Star Wars."
Crédito: NASA/JPL/GSFC/SWRI/SSI

Monte Sharp visto pelo robô Curiosity

Mosaico de imagens do Monte Sharp, em cor melhorada, obtido pela câmara do mastro do robô Curiosity, em Marte, em 20 de Setembro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech /MSSS

Mosaico de imagens da câmara do mastro (Mastcam) do robô Curiosity, em Marte, mostrando o Monte Sharp, com uma cor melhorada, que torna o céu marciano excessivamente azul, mas mostra o terreno como se estivésse iluminado na Terra. Isto ajuda os cientistas a reconhecerem materiais rochosos, baseando-se na sua experiência de observação de rochas no nosso planeta.
A mesma imagem em cores mais naturais "marcianas", pode ser vista aqui.
O principal destino da missão Mars Science Laboratory (MSL), da NASA, situa-se nas encostas mais baixas do Monte Sharp, embora o robô possa passar algum tempo num local designado por Baía de Yellowknife ("Yellowknife Bay"), onde encontrou evidências de um ambiente favorável à vida microbiana no passado do Planeta Vermelho. As imagens foram obtidas no Dia Marciano 45 (Sol 45) ou 20 de Setembro de 2012, no calendário terrestre.
Fonte: NASA

quinta-feira, 14 de março de 2013

Um tributo à sonda MESSENGER


Este vídeo é uma homenagem à missão MESSENGER pelo seu sucesso a orbitar e estudar em pormenor mercúrio, o planeta do Sistema Solar mais próximo do Sol.
Lançada em 3 de Agosto de 2004, a sonda MESSENGER circulou o Sol 15,3 vezes ao longo de seis anos e meio antes de entrar em órbita de Mercúrio, em 18 de Março de 2011. Desde então, já tirou milhares de fotografias, mapeou quase todo o planeta, mostrou que o vulcanismo fez parte do passado de Mercúrio, assim como revelou vários tipos de terreno e até descobriu gelo de água nos seus pólos.
O vídeo com animações e fotos de superfície, da autoria de Indy Kochte, presta um tributo às conquistas da sonda espacial nestes dois anos e a todas as pessoas, técnicos e cientistas, que têm contribuído para desvendar a história e evolução do planeta mais interior do Sistema Solar.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ambientes aquosos diferentes no passado de Marte

As imagens comparam rochas vistas pelos robôs Opportunity e Curiosity, da NASA, em dois locais diferentes de Marte. À esquerda, a rocha "Wopmay", na Cratera Endurance, em Meridiani Planum, estudada pelo robô Opportunity. No lado direito estão rochas da área "Sheepbed", na Baía de Yellowknife, na Cratera Gale, observadas pelo Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS

As duas rochas marcianas mostram antigos ambientes aquosos do Planeta Vermelho, mas não oferecem iguais condições de habitabilidade no seu passado longínquo.
A rocha da esquerda é formada a partir de arenito rico em sulfatos. Os cientistas pensam que as partículas eram, em parte, formadas e cimentadas na presença de água, o mesmo acontecendo com as formações esféricas distribuídas na superfície da rocha. As rochas Meridiani registam um ambiente aquoso antigo que, provavelmente, não era habitável devido à extraordinária acidez da água, pouca energia disponível e grande salinidade que teria impedido o metabolismo microbiano - no caso de alguma vez os microrganismos terem estado presentes.
Os sedimentos muito finos da rocha da Baía de Yellowknife, à direita, registam também um ambiente aquoso antigo e habitável. Provavelmente, foram depositados sob a água e, do mesmo modo, pensa-se que foram cimentados pela água, assim como as formações esféricas da superfície.
Com o tempo, a rocha partiu-se e as fracturas foram preenchidas por minerais de sulfatos, quando a água fluiu através das fracturas (linhas brancas que atravessam a rocha).

terça-feira, 12 de março de 2013

Robô Curiosity encontra condições favoráveis à vida no passado de Marte

O mapa em cor falsa mostra a área dentro da cratera Gale, em Marte, onde o robô Curiosity pousou, em 5 de Agosto de 2012 PDT (6 Ago 2012 EDT) e o local onde o robô recolheu a sua primeira amostra, perfurando a rocha "John Klein", dentro da área da Baía de Yellowknife. Esta rocha encontra-se numa antiga rede de canais de fluxo, descendendo a partir da borda da cratera Gale, com depósitos de aluvião em forma de leque - Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU

A NASA anunciou hoje (12 de Março) que a análise de uma amostra de rocha recolhida pelo robô Curiosity mostrou que Marte poderia ter tido vida microbiana no seu passado.
Os cientistas identificaram enxofre, azoto, hidrogénio, oxigénio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó que o robô retirou de uma rocha sedimentar perto de um antigo leito da Cratera Gale, no Planeta Vermelho.
A descoberta surge apenas sete meses depois da chegada do robô Curiosity a Marte e cuja missão principal de dois anos é, precisamente, determinar se o planeta já teve um ambiente favorável à vida no seu passado.
Em Fevereiro, o robô perfurou um afloramento rochoso, de nome John Klein, retirando do seu interior uma amostra de pó acinzentado que, depois, foi analisada por dois instrumentos científicos a bordo, Química e Mineralogia (CheMin) e análise de amostras em Marte, ou SAM.
Os resultados indicam que a área que o robô está a explorar, na Baía de Yellowknife, era o fim de um antigo sistema de canais, onde a água fluiu provavelmente há milhões de anos, ou o leito de um lago intermitente que podia ter fornecido energia química e outras condições favoráveis ​​a micróbios.
A rocha contém minerais de argila e sulfatos, sugerindo um ambiente húmido há muito tempo atrás e que era neutro e não muito salgado, ao contrário de outros ambientes em Marte.

Rhea, lua de Saturno, observada pela sonda Cassini

Rhea, lua de Saturno observada em 10 de Março de 2013, pela sonda Cassini, a cerca de 280.317 km - Crédito:NASA/JPL/Space Science Institute

Imagem de Rhea, lua gelada de Saturno. Mostra uma superfície antiga, cheia de crateras resultantes de impactos com muitas rochas espaciais.
A imagem foi obtida em 10 de Março de 2013, e recebida na Terra no mesmo dia, pela sonda Cassini a 280.317 km de distância, durante o seu último voo rasante à lua para medir o campo de gravidade.
Na sua maior aproximação a Rhea, Cassini captou várias imagens da superfície áspera e gelada da lua e também tentou detectar quaisquer detritos de poeira projectados para fora da superfície pelo bombardeamento de minúsculos meteoros, usando o seu analisador de poeira cósmica. Estes dados irão ajudar os cientistas a compreender a taxa a que objectos espaciais estranhos estão a cair no sistema de Saturno.
Fonte: NASA

quinta-feira, 7 de março de 2013

Por que procura o robô Curiosity moléculas orgânicas?


O vídeo, com cerca de 60 minutos, explica o que são moléculas orgânicas e o que elas permitem descobrir sobre a história de Marte.
Mais informações no site da missão.

Sonda MESSENGER fez o mapa completo do planeta Mercúrio

Mapa global de Mercúrio mais completo de sempre, criado com imagens da sonda MESSENGER, da NASA. Foi divulgado em 22 de Fevereiro de 2013. A visão apresentada aqui é semelhante a uma anterior, publicada em Outubro de 2011, mas agora a cobertura é mais completa - Crédito: NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Carnegie Institution of Washington 

Pela primeira vez, a superfície do planeta Mercúrio foi completamente mapeada. Os cientistas da missão MESSENGER, da NASA, anunciaram que a sonda tinha fotografado toda a superfície do planeta.
A sonda está em órbita de Mercúrio desde Março de 2011. Antes dela, a sonda Mariner 10, da NASA, fotografou menos de metade da superfície do planeta em vários voos rasantes, em 1974 e 1975.
MESSENGER é a primeira sonda a orbitar o planeta e, para além de fotografar as partes invisíveis de Mercúrio, melhorou bastante a resolução dos mapas existentes. Os seus sete instrumentos científicos e de investigação por rádio estão a contribuir para desvendar a história e evolução do planeta mais interior do Sistema Solar.
MESSENGER já mostrou que o vulcanismo fez parte do passado de Mercúrio, assim como revelou vários tipos de terreno do planeta como, por exemplo, umas cavidades na superfície que os cientistas suspeitam que são criadas quando materiais voláteis sublimam para fora da superfície, devido às temperaturas e ambiente espacial.
Mais informações sobre a missão MESSENGER em http://messenger.jhuapl.edu/index.php

quarta-feira, 6 de março de 2013

O oceano da lua Europa está em contacto com a superfície

Ilustração da lua Europa (em primeiro plano), Júpiter (à direita) e a lua Io (no meio). Com as novas evidências na lua Europa, de Júpiter, os astrónomos acreditam que sais de cloretos sobem a partir do oceano líquido subterrâneo e alcançam a superfície gelada da lua, onde são bombardeados com o enxofre dos vulcões da lua Io, de Júpiter - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Cientistas do California Institute of Technology(Caltech) e do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, encontraram a maior evidência de que a água salgada do vasto oceano líquido debaixo da camada exterior gelada da lua Europa, na realidade não está isolada, mas está em contacto com a superfície gelada e, inclusivamente, há uma troca de produtos químicos.
A descoberta, baseada em dados colhidos desde a missão Galileo (1999 a 2003) até ao presente, sugere que há uma troca química entre o oceano e a superfície, tornando o oceano mais rico quimicamente.
Os investigadores detectaram produtos químicos na superfície congelada de Europa que só poderiam vir do oceano subterrâneo, o que implica que os dois estão em contacto e, potencialmente, pode constituir uma abertura para um ambiente que pode ser capaz de suportar vida como a conhecemos.
O trabalho está descrito num artigo que foi aceito para publicação no Astronomical Journal.