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terça-feira, 5 de março de 2013

Cometa vai passar à porta de Marte em Outubro de 2014

O gráfico de computador mostra a órbita do cometa 2013 A1 (Siding Spring), através do sistema solar interno. Em 19 de Outubro de 2014, espera-se que ele passe a uma distância inferior a 186.000 milhas (300.000 quilómetros) de Marte - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O cometa 2013 A1, também chamado de Siding Spring, vai passar perto de Marte, em Outubro de 2014. O objecto foi descoberto por Rob McNaught, em 3 de Janeiro de 2013, no Observatório Siding Spring, na Austrália. No entanto, o estudo de observações de arquivo permitiram identificar o cometa por volta de Outubro de 2012.
A última trajectória do cometa 2013 A1, obtida pelo Programa Near-Earth Object, da NASA, indica que o corpo vai passar dentro de 300.000 quilómetros de Marte, e com uma forte possibilidade de passar muito mais perto.
Estimativas actuais, baseadas em observações de 1 de Março de 2013, dizem que passará a cerca de 50.000 quilómetros da superfície do Planeta Vermelho, uma distância duas vezes e meia a da órbita da lua exterior, Deimos. Os cientistas esperam que observações futuras possam fornecer dados para determinar uma órbita cada vez mais correcta.
De qualquer modo, Marte fica na faixa de caminhos possíveis para o cometa Siding Spring e não se pode excluir a possibilidade de um impacto. Os cientistas pensam que o corpo gelado - com um diâmetro entre 8 e 48 Km - já se encontra a viajar no espaço há mais de um milhão de anos, vindo da nuvem de Oort do Sistema Solar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sabe por que precisam os astronautas de bons dentes?


Todos os astronautas parecem ter sempre muito bons dentes e é um requisito necessário. Será que é para ter um bonito sorriso? Também. Mas há outras razões. No vídeo, a Agência Espacial Europeia (ESA) pede a opinião de várias pessoas e explica porquê.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Segunda missão da cápsula Dragon à Estação Espacial Internacional

A nave Dragão, da empresa Space X, num hangar em Cabo Canaveral, na Flórida - Crédito da imagem: NASA / Kim Shiflett

Depois de realizar o primeiro voo de teste com êxito, em Maio de 2012, e uma missão de reabastecimento real em Outubro do mesmo ano, a Companhia Space Exploration Technologies (SpaceX) realiza, esta sexta-feira (1 de Março), o segundo voo comercial para a Estação Espacial Internacional.
O lançamento do foguetão Falcon 9 da SpaceX com a nave espacial Dragon aconteceu pelas 15:30 (hora de Lisboa), a partir da Base da Força Aérea do Cabo Canaveral, na Flórida, e foi seguido em directo pelo canal da NASA (vídeo de lançamento aqui)
A cápsula não tripulada Dragon (Dragão) transporta cerca de 575 quilogramas de abastecimentos, víveres e material científico para as experiências que estão a ser realizadas no laboratório orbital.
Se tudo correr bem, chega ao seu destino em 2 de Março, sendo ligada à ISS com ajuda do braço robótico, onde permanecerá durante algumas semanas, enquanto os astronautas retiram a carga. A cápsula será carregada novamente com cerca de 1.210 quilogramas de amostras de experiências e equipamentos de retorno à Terra, para serem analisados e verificar como foram afectados pelo ambiente de microgravidade.
O regresso está previsto para 25 de Março, descendo no Oceano Pacífico com ajuda de um paraquedas, ao largo da costa da Baixa Califórnia.
Depois de retirados os vaivéns, a NASA tem utilizado as naves das agências espaciais da Rússia, Europa e Japão para enviar carga para a ISS, mas estes veículos não são capazes de voltar à Terra. Acabam destruídos na atmosfera terrestre.
Este voo é o segundo da Space X de um conjunto de 12 missões para a Estação Espacial Internacional que fazem parte do contrato com a NASA para serviços comerciais de reabastecimento.
Pelo transporte desta carga, a NASA paga à companhia Space X uns 1.200 milhões de euros, sendo cada vez mais favorável à iniciativa privada no espaço - numa altura de restrições económicas - substituindo assim os vaivéns espaciais desactivados em 2011.
Fonte: NASA

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Mercúrio visto a cores pela sonda MESSENGER

Mercúrio visto a cores pela sonda MESSENGER, revelando as diferenças geológicas da sua superfície. A cratera no canto superior direito, cujos raios atravessam o planeta, é Hokusai - Crédito:NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington

Visão colorida de Mercúrio, obtida através de imagens a cores tiradas pela sonda MESSENGER que orbita o planeta.
Mas, Mercúrio não tem todas essas cores. Aos olhos humanos, o planeta mais interior do Sistema Solar teria uma cor cinzenta acastanhada. Nas milhares de fotografias captadas pela Messenger foram usados filtros de várias cores para salientar as diferenças químicas, mineralógicas e físicas entre as rochas da superfície de Mercúrio.
“Existem áreas a laranja – essas são as planícies vulcânicas. Há regiões com um azul mais escuro que são ricas num mineral opaco que é, de alguma forma, misterioso – e que, na realidade, não sabemos muito bem do que se trata”, explicou à BBC News David Blewett, investigador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade de Johns Hopkins. “E depois pode-se ver as lindíssimas estrias azuis claras que riscam a superfície de Mercúrio. Essas linhas são raios de crateras formados durante os impactos de meteoros, quando a rocha do chão é arrancada e espalhada pela superfície do planeta.”

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Primeira colherada de rocha pulverizada do robô Curiosity

A imagem do robô Curiosity, da NASA, mostra a primeira amostra de rocha em pó, extraída pela broca do robô, do interior da rocha "John Klein", e não tem a cor vermelha da superfície marciana - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity, da NASA, mostra a primeira amostra de rocha em pó extraída pela broca situada na extremidade do seu braço. A rocha pulverizada já está na colher do robô, com cerca de 4,5 centímetros de largura. Posteriormente, a amostra será peneirada e transferida, em porções, para o laboratório científico, onde será analisada.
A amostra foi retirada de uma rocha sedimentar, chamada de "John Klein," em memória de um cientista da missão que morreu em 2011. A rocha foi seleccionada para ser a primeira a ser perfurada, pois pode conter evidências de condições ambientais com água, no passado de Marte. As análises do pó podem fornecer informações sobre essas condições.
A imagem foi obtida pela câmera do mastro do Curiosity, em 20 de Fevereiro de 2013, ou Sol 193, o 193º dia de actividade do robô em solo marciano.
Fonte: NASA

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Robô Curiosity recolhe a primeira amostra do interior de uma rocha de Marte

No centro da imagem, captada pelo Curiosity, está o furo de onde foi recolhida a amostra de pó para análise. Com 1,6 cm de diâmetro e 6,4 cm de altura, é mais profundo que o orifício de teste, à esquerda, que tem o mesmo diâmetro e apenas 2 cm de profundidade, feito dois dias antes. A histórica perfuração realizou-se em 8 de Fevereiro de 2013, o 182º dia marciano de actividade do robô Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity, da NASA, finalmente usou a broca na extremidade do seu braço robótico para fazer um furo suficientemente fundo numa rocha, e recolher uma amostra de pó do seu interior para análise. A perfuração, com cerca de 1,6 centímetros de largura e 6,4 centímetros de profundidade, foi feita numa rocha de sedimentos muito finos, mas atravessados por veios claros do que poderia ser sulfato de cálcio. Acredita-se que pode guardar evidências de ambientes húmidos do passado. Por isso, o material recolhido será analisado no laboratório científico do robô, nos próximos dias.
"Este feito é o marco mais importante para a equipa do Curiosity, desde o desembarque no passado mês de Agosto, outro dia de orgulho para a América", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa para a ciência.
A rocha perfurado pelo robô Curiosity foi chamada de "John Klein", em memória de um engenheiro da missão falecido em 2011. Está localizada a cerca de meio quilómetro do local de pouso do robô, no interior da cratera Gale, uma bacia profunda situada no equador de Marte.
A perfuração da amostra de rocha foi a última nova actividade do projecto Mars Science Laboratory Project, que usa o robô Curiosity para investigar se a área no interior da cratera marciana algum dia já foi um ambiente favorável à vida.
Fonte: NASA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sonda Cassini ajuda a conhecer o nevoeiro acastanhado de Titã

A imagem mostra o primeiro reflexo de luz solar num lago de Titã, lua de Saturno, confirmando a presença de líquido no hemisfério norte da lua, onde os lagos são mais numerosos e maiores que os do hemisfério sul. O Sol só começou a iluminar directamente os lagos do norte com a aproximação do equinócio de Agosto de 2009, quando se inicia a primavera no hemisfério norte de Titã. A imagem foi captada em 8 de Julho de 2009. Os cientistas já tinham confirmado a presença de líquido no Lago Ontário, o maior lago no hemisfério sul, em 2008 - Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona /DLR

Com base em dados da missão Cassini, da NASA, cientistas descrevem em pormenor como se dá o arranque inicial dos aerossóis na parte mais alta da atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno. Eles querem compreender a formação de aerossóis em Titã, pois poderia ajudar a prever o comportamento das camadas de aerossóis de poluentes na Terra.
De acordo com o novo estudo, publicado esta semana na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, a neblina castanha avermelhada característica de Titã parece começar com a radiação solar incidindo sobre as moléculas de azoto e metano, na ionosfera, o que faz criar uma mistura de iões positivos e negativos. As colisões entre as moléculas orgânicas e os iões ajudam as moléculas a crescerem, tornando-se em aerossóis maiores e mais complexos.
Mais abaixo na atmosfera, estes aerossóis colidem uns com os outros e coagulam e, ao mesmo tempo, interagem com outras partículas neutras. Eventualmente, eles constituem o núcleo dos processos físicos que fazem precipitar hidrocarbonetos líquidos na superfície de Titã (como a chuva (água) na Terra), com formação de lagos, canais e dunas, revelados pela sonda Cassini.
Fonte: NASA

Robô Curiosity martelou uma rocha em Marte

Batendo com a broca de percussão e rotação do braço robótico, o robô Curiosity deixou a sua marca numa rocha de Marte, durante um teste realizado em 2 de Fevereiro de 2013. Os cientistas preparam a primeira perfuração de uma rocha pelo robô - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS 

O robô Curiosity usou o seu sistema de perfuração pela primeira vez numa rocha marciana. A ferramenta, uma broca situada na extremidade do braço, martelou brevemente, sem rotação, uma rocha da cratera Gale, baptizada de "John Klein", deixando uma cavidade cinzenta com cerca de 1,7 centímetros, e que se pode ver na imagem.
A operação fez parte de um teste, realizado em 2 de Fevereiro de 2013, como preparação para a primeira perfuração de uma rocha, onde o robô usará a sua broca pela primeira vez. Os cientistas pretendem determinar se a rocha é a mais adequada para a experiência, assim como avaliar o comportamento da ferramenta robótica (a forma da ponta da broca  de perfuração pode ser vista aqui).
Outros testes serão realizados fazendo uma perfuração completa - utilizando o sistema de rotação da broca como também o de percussão - antes de ser retirada uma amostra de pó, para ser levada e analisada nos laboratórios a bordo do robô. Isto irá permitir uma avaliação do material, tentando descobrir se ele se comporta como um pó seco, que possa ser processado pelos mecanismos de manipulação de amostras do Mars rover Curiosity.
Mais informações sobre a missão Curiosity na sua página Web.
Fonte: NASA

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Terra e Lua vistos pelos tripulantes do vaivém espacial Columbia na sua última missão

Terra e Lua captadas pela tripulação do vaivém espacial Columbia, na sua fatídica missão STS-107, em 22 de Janeiro de 2003 - Crédito:NASA/Earth Observatory/Tripulação do Columbia ( voo STS-107)

Há dez anos, os astronautas do vaivém espacial Columbia perderam a vida, no voo STS-107, quando a nave se desintegrou ao reentrar na atmosfera da Terra, apenas a 16 minutos de pousar na superfície, em 1 de Fevereiro de 2003.
Durante a sua última missão no espaço, em 22 de Janeiro, eles captaram esta bela imagem da atmosfera terrestre e a Lua e, ainda, as muitas formações de nuvens que cobrem o Oceano Atlântico e que ajudam o nosso Berlinde Azul (Blue Marble) a ficar tão bonito e hospitaleiro.
Sexta-feira (1 de Fevereiro), o "Day of Remembrance" (Dia da Memória), a agência espacial americana NASA homenageou os astronautas e todos aqueles que perderam a vida na exploração espacial, nomeadamente: a tripulação (3 astronautas) da Apollo 1, quando a nave se incendiou na plataforma de lançamento, em 27 de Janeiro de 1967; os sete tripulantes do vaivém espacial Challenger, que explodiu apenas 73 segundos depois do lançamento, em 28 de Janeiro de 1986 e, ainda, os sete astronautas do Columbia.
Fonte: NASA/Earth Observatory/Tripulação do Columbia (voo STS-107)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Os sobreviventes da tragédia do vaivém espacial Columbia, há 10 anos

Vermes Caenorhabditis elegans, descendentes dos que conseguiram sobreviver ao desastre do Columbia, em 2003, viajaram até à Estação Espacial Internacional, transportados pelo vaivém espacial Endeavour durante a sua última missão, em Maio de 2011, antes de ser retirado de serviço - Crédito imagem: wikipédia

Em 1 de Fevereiro de 2003, o vaivém espacial Columbia desintegrou-se, quando retornava à Terra, matando sete astronautas. Mas, surpreendendo todos, outros seres vivos a bordo da nave espacial conseguiram sobreviver.
O Columbia deixou a Terra, pela última vez, em 16 de Janeiro de 2003. Durante o tempo que permaneceu no espaço, na sua missão STS-107, os tripulantes dedicaram-se à pesquisa científica e passaram o tempo realizando experiências - cerca de 80 - sobre ciências da vida, ciências dos materiais, física de fluidos e outros assuntos. Entretanto, o vaivém permaneceu em órbita, e não visitou a Estação Espacial Internacional. 
Com a desintegração do vaivém espacial e as altas temperaturas verificadas na reentrada da atmosfera terrestre, pensou-se que nenhum ser vivo podia sobreviver. Para além dos sete astronautas, os cientistas acreditaram que as 80 experiências também tinham sido destruídas.
 Para surpresa de todos, várias experiências foram recuperadas dos destroços, incluindo um grupo vivo de vermes (nematóides) de um milímetro de comprimento, de nome científico Caenorhabditis elegans.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Nave Voyager 2 visitou Urano há 27 anos

Urano visto pela nave Voyager 2, em 25 de Janeiro de 1986- Crédito: wikipédia

Imagem de Urano, em crescente, registada pela sonda Voyager 2, em 25 de Janeiro de 1986, quando a nave espacial deixou o planeta para trás - a cerca de um milhão de quilómetros - e prosseguiu a sua viagem até Neptuno, o último planeta do Sistema Solar.
A maior aproximação a Urano ocorreu no dia anterior, 24 de Janeiro do mesmo ano, tendo chegado a 81500 Km do topo das nuvens do planeta.
Urano mantém a cor azul-verde pálida vista pelos astrónomos em Terra e registada pela Voyager durante o seu encontro histórico. Esta cor resulta da presença de metano na atmosfera do planeta; o gás absorve os comprimentos de onda de luz vermelha, deixando a tonalidade predominante observada na imagem.
A sonda Voyager 2 foi lançada em 20 de Agosto de 1977, para estudar o Sistema Solar exterior. Aproximou-se dos quatro planetas gigantes, Júpiter em 1979, Saturno e Urano em 1981 e 1986, respectivamente, e Neptuno em 1989.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Robô Curiosity capta imagens nocturnas pela primeira vez

Imagem de uma rocha marciana iluminada por luz branca de LEDs (díodos emissores de luz), com uma área de 3,4 por 2,5 centímetros. É uma das imagens nocturnas adquiridas pela câmara MAHLI, situada no final do braço robótico do Mars rover Curiosity, da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity usou a sua câmara Mars Hand Lens Imager (MAHLI), pela primeira vez, para tirar fotografias nocturnas, iluminando com luzes branca e ultravioleta produzidas por LEDs da própria câmara, situada no extremo do braço robótico.
Um dos alvos fotografados foi uma rocha, baptizada por "Sayunei", numa área onde a roda da frente-esquerda do Curiosity tinha raspado, para obter material livre de poeira para examinar. As observações sob luz ultravioleta são feitas para detectar minerais fluorescentes (a mesma rocha em ultravioleta).
A rocha está localizada em "Bay Yellowknife", no interior da cratera marciana Gale, perto do local onde está programado começar a usar o Curiosity para perfurar rochas, na próxima semana.
As imagens da rocha "Sayunei" foram captadas, após anoitecer, em 22 de Janeiro (PST) ou (23 de Janeiro UTC).
Fonte: NASA

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Robô Opportunity chegou a Marte há 9 anos

O robô Opportunity passa o nono aniversário da aterragem em Marte, em 25 de Janeiro de 2004 (UTC), em missão num local de nome 'Matijevic Hill', na borda da cratera Endeavour. O campo de visão engloba a maior parte do terreno percorrido pelo robô durante uma volta de exploração, em Outubro e Novembro de 2012, para escolher os melhores locais a serem examinados. O afloramento escuro no centro esquerdo da imagem, chamado "Copper Cliff, e o afloramento claro no canto direito, de nome "Whitewater Lake", foram duas das estruturas investigadas na área - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Arizona State Univ.

Apesar do robô Curiosity, da NASA, despertar mais atenção ultimamente, o veterano robô Opportunity continua a mover-se e a trabalhar na superfície de Marte, passados nove anos.
Para celebrar o 9º aniversário da chegada do Mars Exploration Rover Opportunity, da NASA, ao Planeta Vermelho, a equipa da missão científica divulgou uma imagem de 'Matijevic Hill', a área onde o robô se encontra em actividade, desde há alguns meses.
As imagens que compõem o mosaico foram captadas pela câmera panorâmica do Opportunity (Pancam), entre os dias 19 de Novembro e 3 de Dezembro de 2012. A visão é apresentado numa "cor natural" aproximada, a melhor estimativa como ela seria vista por olhos humanos, se lá estivessem.
Opportunity tocou o solo de Marte em 24 de Janeiro de 2004, PST (25 de Janeiro UTC), na região de Meridiani Planum, num local a cerca de 35,5 Km da localização actual.
Durante os primeiros três meses de trabalho, o robô forneceu para a Terra evidências de que há muito tempo a água existiu no solo e fluiu na superfície marciana. Actualmente está em "Matijevic Hill", uma área dentro do "Cabo York", na borda ocidental da cratera Endeavour, onde foram detectados minerais de argila, a partir de órbita.
O estudo neste local está a fornecer informação de condições ambientais diferentes, possivelmente um ambiente húmido mais antigo e menos ácido do que as condições que deixaram as pistas encontradas pelo Opportunity no início da missão em Marte.
Fonte: NASA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cratera gigante de Marte mostra vestígios de um antigo lago

Camadas de rochas no chão da cratera McLaughlin, em Marte, mostram rochas sedimentares contendo evidências espectroscópicas de minerais formados através da interacção com a água. A imagem foi obtida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Univ. do Arizona

A partir de dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, em órbita de Marte, pesquisadores detectaram minerais que se formam na presença de água. A descoberta fornece novas evidências de um ambiente húmido subterrâneo e potencialmente habitável no planeta vermelho, o que torna ainda mais complexa a sua história evolutiva.
Os cientistas analisaram a informação recolhida pela sonda na cratera de McLaughlin, com um diâmetro aproximado de 92 Km e 2,2 Km de profundidade. No fundo da cratera, foi possível identificar camadas de rochas contendo carbonatos e minerais de argila, que se formaram por interacção com a água, um ingrediente necessário à vida
Mas, a cratera McLaughlin não apresenta canais de fluxo de água do exterior, sugerindo que a formação dos carbonatos e minerais de argila se deu num lago alimentado por água subterrânea dentro da bacia fechada da cratera. A sua profundidade permitiu o fluxo de água do subsolo para o interior da cratera.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Robô Curiosity limpa o pó em Marte

Esta imagem do Curiosity Mars Rover, da NASA, mostra o pedaço de rocha limpo durante a primeira utilização da escova para remoção de poeira (DRT) - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

Entre as várias actividades que o robô Curiosity pode realizar em Marte, encontram-se algumas limpezas como, por exemplo, retirar a poeira que cobre as rochas para serem analisadas.
A imagem tirada pelo robô mostra um pedaço de rocha limpo de poeira, utilizando pela primeira vez uma escova que ele transporta na extremidade do seu braço, designada por DRT (Dust Removal Tool ou ferramenta para remoção do pó).
A actividade foi realizada no 150º dia marciano, ou Sol, da missão (6 de Janeiro de 2013). A imagem foi captada a cerca de 25 cm, depois da escovagem completa da rocha baptizada "Ekwir_1", com a dimensão aproximada de 47 milímetros por 62 milímetros.
Fonte: NASA

sábado, 5 de janeiro de 2013

Robô Curiosity encontra rocha tipo serpente ondulando na superfície de Marte

O robô Curiosity encontrou, no interior da cratera Gale de Marte, uma estrutura rochosa sinuosa "Snake River", no centro inferior da imagem - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Na sua missão em Marte, o robô Curiosity fotografou a estrutura rochosa sinuosa como uma serpente que se pode ver no centro inferior do mosaico de imagens, denominada 'Snake River' ('rio serpente', tradução livre).
As imagens foram captadas em 20 de Dezembro de 2012, o 133º dia marciano (ou sol 133) de actividade do robô no planeta vermelho. Em 3 de Janeiro de 2013 (147º dia marciano), Curiosity deslocou-se cerca de 3 metros para olhar mais de perto esta estrutura ondulada, antes de continuar para outras rochas próximas. Ao todo, o robô já se movimentou cerca de 702 metros a partir do ponto em que poisou no planeta vermelho, no interior da cratera Gale.
O robô Curiosity encontra-se no interior de uma depressão, de nome Yellowknife Bay, onde ele passou o Natal e tirou algumas fotografias das rochas à sua volta. A equipa científica está a avaliar a possibilidade do Curiosity poder usar a sua broca, recolhendo o pó a partir do interior das rochas, para análise com os instrumentos científicos que transporta.
Fonte: NASA

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Imagens da nave Dawn revelam material negro em crateras do asteróide Vesta

Composição a cores da missão Dawn, onde se pode ver a cratera Cornelia com faixas de materiais escuros, no asteróide gigante Vesta. Os dados foram obtidos a cerca de 680 Km acima da superfície - Crédito: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA

Um novo estudo das imagens captadas durante a missão Dawn, da NASA, examina o material negro como o carvão que salpica a superfície do gigante asteróide Vesta. Os cientistas estão a usar as imagens tiradas pela nave Dawn para compreender o impacto do ambiente primitivo na evolução do asteróide.
Os cientistas da missão descrevem este material rico em carbono, e que aparece principalmente em torno das bordas de duas bacias de impacto gigantes, no hemisfério sul de Vesta. A sua análise sugere que o material escuro foi emitido, provavelmente, pelo objecto espacial que criou a mais velha das duas bacias, conhecida como Veneneia, há cerca de 2 a 3 biliões de anos. Alguns desses materiais foram depois cobertos pelo impacto que criou a bacia mais nova, de nome Rheasilvia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Estudo sugere que a exposiçãp prolongada à radiação cósmica pode acelerar a doença de Alzheimer

Ilustração de uma missão humana a Marte, pintura de 1989 de Les Bossinas do Lewis Research Center para a NASA - Crédito: wikipédia

A radiação cósmica a que estão submetidos os astronautas em longas viagens espaciais, como por exemplo a Marte, pode acelerar o desenvolvimento da doença de Alzheimer, segundo um novo estudo publicado na revista 'Plos One'.
"A radiação cósmica galáctica representa uma ameaça importante para os futuros astronautas", afirmou Kerry O'Banion, professor no Departamento de Neurobiología e Anatomía do Centro Médico da Universidade de Rochester (Estados Unidos) e principal autor da investigação.
Sabe-se que a exposição à radiação do espaço pode causar problemas de saúde como o cancro. Mas "este estudo demonstra que a exposição a níveis de radiação equivalentes a uma missão a Marte poderia produzir problemas cognitivos e acelerar alterações no cérebro que estão associadas com a doença de Alzheimer", salientou o especialista.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Trânsito de Vénus, visto pela sonda Cassini

Trânsito de Vénus observado pela sonda Cassini, a partir do sistema de Saturno, em 21 de Dezembro de 2012 - Crédito:NASA/JPL-Caltech

A sonda Cassini, em actividade no sistema de Saturno, observou a passagem de Vénus através do disco solar (da esquerda para a direita), em 21 de Dezembro de 2012.
É a primeira vez que uma nave espacial segue o trânsito de um planeta no nosso Sistema Solar a partir de um local para além da órbita da Terra.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Saturno - postal de Natal da sonda Cassini

Saturno captado pela sonda Cassini situada na sombra do planeta dos anéis, em 17 de Outubro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Espectacular vista de Saturno, obtida pela sonda Cassini nesta época natalícia, quando a nave se encontrava na sombra do planeta, em 17 de Outubro de 2012 (o sol está por trás do planeta, que está a proteger as câmaras da luz solar directa).
É uma bela e rara visão do planeta dos anéis. Cassini captou uma imagem como esta em Setembro de 2006, num mosaico processado para se parecer com a cor natural, intitulado "Na Sombra de Saturno." Nesse mosaico, o planeta Terra tem uma participação especial, fazendo "Na Sombra de Saturno", uma das imagens mais populares da Cassini até ao momento. A Terra não aparece neste mosaico pois está escondida atrás do planeta.
Nesta nova imagem aparecem duas das luas de Saturno: Enceladus e Tétis. Ambas aparecem no lado esquerdo do planeta, abaixo dos anéis. Enceladus está mais próximo dos anéis; Tétis está abaixo e para a esquerda.
A imagem foi obtida combinando filtros espectrais infravermelho, vermelho e violeta para criar essa visão aprimorada de cor, com a sonda Cassini a uma distância de 800000 Km de Saturno.
Fonte: NASA