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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Formas de vida extremas podem ser capazes de sobreviver em planetas excêntricos

A ilustração representa um planeta hipotético, de órbita excêntrica, que se move através da zona habitável e, em seguida, afasta-se mergulhando num longo e frio inverno. Durante esta fase da órbita, qualquer água líquida no planeta vai congelar na superfície, no entanto, existe a possibilidade de que a vida poderia, em teoria, adaptar-se às novas condições, por exemplo, hibernando debaixo da superfície. Na Terra, a hibernação também é uma forma de ultrapassar as baixas temperaturas - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Uma nova pesquisa revela que a vida pode ser capaz de sobreviver em mais exoplanetas do que os astrónomos pensavam.
Pesquisadores criaram uma nova ferramenta online, chamada "Galeria da zona habitável", e que determina o tamanho e a distância da zona habitável - região à volta da estrela onde pode existir água líquida - para cada sistema exoplanetário que foi descoberto e mostra quais os exoplanetas que orbitam nessa zona de conforto.
No seu movimento à volta do Sol, a Terra apresenta uma órbita circular, permanecendo sempre na sua zona habitável. Os resultados da pesquisa sugerem que os planetas alienígenas não precisam ser como o nosso planeta para serem capazes de suportar vida.
Muitos planetas de outros sistemas têm órbitas excêntricas, altamente elípticas e nas quais a distância entre o planeta e a estrela varia. Tais órbitas fazem com que o planeta se mova dentro e fora da zona habitável, dando-lhe breves períodos de condições mais benignas. De acordo com os pesquisadores, apesar de serem tão diferentes, planetas excêntricos podem abrigar vida, dependendo da percentagem do total da órbita passada na zona habitável.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Marte pode não ter tido um ambiente favorável à vida no passado, sugere um novo estudo

Delta da cratera Jezero, em Marte, onde o satélite Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, detectou argilas e carbonatos. Para além dos minerais de argila, há outros sinais de que o jovem planeta teve água na sua crosta, incluindo sistemas fluviais extensos e lagos - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/JHU-APL

O debate sobre Marte e as suas possíveis condições de vida no passado acaba de receber um novo impulso. Os minerais de argila hidratados detectados na sua superfície têm sido interpretados como resultantes da presença de água liquida, indicando um clima mais quente e húmido no passado. Mas um novo estudo propõe que esses minerais têm origem na actividade vulcânica inicial no planeta vermelho, o que torna algumas regiões menos favoráveis à vida.
Observações de satélites, em órbita de Marte, permitiram detectar grandes depósitos de minerais de argila que têm sido explicados pela presença de água, talvez na superfície, há mais de 3,75 biliões de anos atrás. Os minerais resultam da erosão provocada pela água. Isto significava que o planeta era quente o suficiente para conter água líquida, necessária para a vida como se conhece.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Robô Opportunity encontra rochas com forma de barbatanas

Rochas com forma de barbatana, de 30 centímetros de altura, sobressaem no mosaico, em cor próxima da natural, da câmera panorâmica (Pancam) do robô Mars Exploration Opportunity, da NASA, em Marte. As imagens foram captadas em 23 de Agosto de 2012 e abrangem uma área de 9 metros de extensão - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell Univ/Arizona State Univ

Com menos capacidades científicas que a "star" Curiosity, o pequeno, e já com algumas dificuldades, robô Opportunity continua activo na superfície de Marte.
Actualmente, no oitavo ano de funcionamento, Opportunity está a pesquisar um afloramento de rocha estratificada na área da cratera Endeavour (22 Km de largura), a cerca de 8400 Km do local onde pousou o Curiosity, há um mês atrás.
O robô procura minerais de argila, cuja possível existência foi detectada a partir de órbita e que poderiam fornecer novas informações sobre um ambiente com água no passado.
Até ao momento, o muito empoeirado robô da NASA já percorreu uma distância total de 35 quilómetros na superfície do planeta vermelho.
A mesma imagem, em cor falsa, para salientar melhor as diferenças entre os vários materiais:

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Blocos constituintes da vida são descobertos em redor de uma estrela jovem

Imagem da região de formação estelar Rho Ophiuchi, vista em infravermelho pelo observatóerio da NASA, Wide-field Infrared Explorer (WISE) . A estrela IRAS 16293-2422 é o objecto vermelho no centro do pequeno quadrado. A imagem sobreposta é uma ilustração das moléculas de glicoaldeído. Nesta imagem do WISE, o azul e o ciano representam a radiação emitida nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 micrómetros, emitidos predominantemente por estrelas. O verde e o vermelho representam a radiação a 12 e 22 micrómetros, respectivamente, principalmente emitida pela poeira - Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Calçada (ESO) & NASA/JPL-Caltech/WISE Team

Astrónomos descobriram moléculas de açúcar no gás que rodeia uma estrela jovem semelhante ao nosso Sol. É a primeira vez que é descoberto açúcar no espaço em torno de uma tal estrela, o que mostra que os blocos constituintes da vida se encontram no local mais adequado e a tempo de serem incluídos em planetas que se estejam a formar à volta da estrela.
Utilizando o telescópio ALMA, os astrónomos descobriram moléculas de glicoaldeído - uma forma simples de açúcar - no gás que circunda uma estrela binária jovem, com massa semelhante ao Sol, chamada IRAS 16293-2422, na constelação de Ofiúco.
O glicoaldeído já tinha sido observado anteriormente no espaço interestelar, mas esta é a primeira vez que é descoberto tão perto de uma estrela do tipo solar, a distâncias comparáveis à distância de Urano ao Sol, no Sistema Solar. Esta descoberta mostra que alguns dos componentes químicos necessários à vida existiam neste sistema na altura da formação planetária.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Fracturas no interior de crateras de Marte podem indicar a presença de água no passado

Crateras de impacto interligadas Sigli e Shambe, no interior da grande bacia de impacto Ladon, em Marte, observadas pela sonda Mars Express, da ESA - Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

A sonda Mars Express, da ESA, observou a parte sul de uma cratera de impacto de 440 Km de diâmetro, parcialmente enterrada, conhecida por bacia Ladon, onde se distinguem duas crateras de impacto, Sigli e Shambe, interligadas e percorridas por várias fracturas.
A região, fotografada em 27 de Abril de 2012, mostra evidências significativos de antigos lagos e rios, o que a torna de grande interesse para os cientistas.
Atendendo à forma das crateras Sigli e Shambe, os cientistas acreditam que elas se formaram a partir do mesmo objecto espacial, que se fragmentou em dois mesmo antes de atingir Marte. Posteriormente, as duas foram parcialmente preenchidas com sedimentos. O leito destas crateras apresenta fracturas profundas, assim como outras fracturas mais subtis se notam no leito da bacia de impacto maior. De acordo com os cientistas, resultam da compactação da região provocada por grandes quantidades de sedimentos depositados na bacia de impacto.

sábado, 23 de junho de 2012

Marte pode ter armazenado grandes reservas de água no seu interior

No passado de Marte, a água esculpiu canais e transportou sedimentos formando deltas no interior de bacias. A análise espectral dos sedimentos, feita a partir de órbita, mostra que alguns destes sedimentos têm minerais que indicam alteração química por água. No Delta da cratera Jezero da figura, os sedimentos contêm argilas e carbonatos. A imagem foi obtida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA - Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/JHU-APL

A Terra tem grandes reservas de água no seu interior, para além da superfície, e pensava-se que era o único planeta onde isso acontecia. Mas, uma nova investigação, baseada na análise do conteúdo de água de dois meteoritos do interior de Marte, indicou que a quantidade de água em algumas partes do manto de Marte é maior do que se estimava e pode ser semelhante à que existe no nosso planeta.
Para os cientistas, estes resultados ajudam a entender melhor a história geológica de Marte e explicam como o planeta teve água na sua superfície. Os dados levantam ainda a possibilidade de que Marte poderia ter vida sustentável.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sonda Cassini detecta lagos tropicais em Titã

Imagem de Titã, em frente aos anéis de Saturno, onde a sonda Cassini observou a região escura de Shangri-La, a leste do local de pouso da sonda Huygens, em 9 de Agosto de 2011. O recente estudo indica que as manchas são de lagos de metano líquido - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Uma nova análise dos dados da sonda Cassini revela que as manchas escuras observadas nos trópicos de Titã, a maior lua de Saturno, podem ser lagos de metano líquido, de acordo com o estudo publicado na revista científica Nature.
Até agora, os cientistas já tinham observado lagos de metano nos pólos de Titã, mas nunca nas regiões equatoriais, que na sua maioria são áridas e com grandes extensões de dunas.
As imagens da Cassini, que orbita Saturno desde 2004, permitiram detectar as manchas negras no equador de Titã, indicando a presença de um lago tropical de metano maior, com uma profundidade mínima de um metro, e um conjunto de lagos mais pequenos e menos profundos, semelhantes a pântanos terrestres.
Segundo Caitlin Griffith, principal autora do estudo e colaboradora da equipa Cassini na Universidade de Arizona, Tucson, o metano será fornecido a esses lagos a partir de um aquífero subterrâneo, o que pode explicar a existência de metano à superfície e que está constantemente a evaporar-se.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cientistas mostram a existência de carbono em Marte

Meteorito ALH84001, com cerca de 4,5 biliões de anos, é uma das 10 rochas de Marte onde os investigadores encontraram compostos orgânicos de carbono originados em Marte, sem o envolvimento da vida. A amostra de rocha, de 9 cm de diâmetro, é parte de um meteorito que se soltou de Marte devido a um grande impacto, há 16 milhões de anos. O meteorito caiu na Terra, na Antárctida, há aproximadamente 13.000 anos e foi encontrado em 1984. Está reservado para estudo em Johnson Space Center's Meteorite Processing Laboratory, em Houston - Crédito: NASA/JSC/Stanford University

Uma equipa de pesquisadores do Carnegie Institution for Science, em Washington, encontrou grandes moléculas contendo carbono em meteoritos de origem marciana, o que constitui uma forte evidência que estas macromoléculas com carbono, que é um ingrediente essencial na construção da vida, podem formar-se em Marte.
As macromoléculas encontradas de carbono reduzido (o carbono está ligado a hodrogénio ou entre si) não são de origem biológica, mas dão indicação que a química do carbono ocorreu no planeta vermelho. A descoberta ajuda a conhecer melhor os processos químicos que ocorrem em Marte.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Europa vai procurar vida nas luas geladas de Júpiter com a missão Juice

A sonda Juice (Icy Moons Explorer), da ESA, irá explorar as luas geladas de Júpiter, procurando restos de vida - Crédito: ESA/AOES

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que irá explorar as luas geladas de Júpiter à procura de vida, na sua próxima missão científica com a sonda Juice.
A missão Juice (Jupiter ICy moons Explorer) será a primeira das grandes missões seleccionadas para o programa Cosmic Vision (Visão Cósmica) 2015-2025.
A nave será lançada por um foguetão Ariane 5, em 2022, a partir do Centro Espacial Europeu em Kourou, na Guiana Francesa, chegando a Júpiter em 2030, onde passará três anos observando Europa, Calisto e Ganimedes com 11 instrumntos científicos que deverá levar a bordo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Crateras de Marte poderão ter abrigado vida?

Cadeias de crateras Tractus Catena, na região de Tharsis, em Marte, numa perspectiva gerada por computador, com base em dados recolhidos pela sonda Mars Express, da ESA. Se as depressões estão ligadas a cavidades subterrâneas, elas podem ter abrigado alguns microorganismos no passado. Imagem obtida em 22 de Junho de 2011 - Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)

Imagens da sonda Mars Express, da ESA, mostram várias cadeias de crateras de abaixamento na base de um dos maiores vulcões do Sistema Solar, o Monte Alba, na região de Tharsis, em Marte.
Se estas crateras estiverem associadas a cavidades subterrâneas, há possibilidade de terem abrigado alguns microorganismos, no passado, que assim permaneceram protegidos do ambiente agressivo à superfície. Constituem, por isso, lugares com características para uma possível pesquisa de vida microbiana em Marte.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Curiosity vai investigar Monte Sharp, no interior da cratera Gale de Marte

O robô Curiosity deverá pousar em Marte, na base do Monte Sharp, no interior da cratera Gale, em Agosto de 2012, com 99% de probabilidade de ser dentro da área elíptica marcada a negro na imagem, com 20 por 25 Km de dimensão - Crédito: ASA/JPL-Caltech/ESA/DLR/FU Berlin/MSSS

O robô Curiosity da missão Mars Science Laboratory da NASA, deverá pousar em Marte, em Agosto de 2012, perto da base de uma montanha no interior da cratera Gale, designada por Mount Sharp (Monte Sharp), em homenagem ao geólogo Robert P. a Sharp (1911-2004), fundador da ciência planetária e membro da equipa para as primeiras missões da NASA a Marte.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Enceladus com condições favoráveis à vida

Jactos de Enceladus, lua de Saturno. Imagem da Sonda Cassini, em 27 de Março de 2012 - Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

A imagem mostra os jactos de vapor de água, partículas de gelo e componentes orgânicos do pólo sul de Enceladus, a sexta maior lua de Saturno.
A foto foi obtida pela sonda Cassini em voo rasante a cerca de 74 Km da superfície da lua, em 27 de Março de 2012.
Estes geisers são libertados por gretas no pólo sul de Enceladus e podem revelar a existência de um oceano subterrâneo.
A sonda Cassini voou várias vezes através dos jactos para analisar a sua composição. Para além de água e substâncias orgânicas, encontrou-se sal nas partículas de gelo e a salinidade era a mesma que nos oceanos da Terra.
Os cientistas acreditam que os jactos têm origem num oceano de água líquida subterrâneo, o que faz de Enceladus um local potencial para a existência de vida microbiana.
Para Carolyn Porco, chefe da equipa de Imagens Científicas da missão, Enceladus é "o lugar mais promissor para uma pesquisa de astrobiologia".
A sonda Cassini foi lançada em 1997, com o objectivo de analisar Saturno e as suas luas. Chegou ao sistema em 2004 e iniciou o estudo de Titão, a maior das luas. O ano passado, a NASA prolongou a sua missão até 2017.
Fonte: Space.com

sábado, 3 de março de 2012

Detectado oxigénio numa atmosfera ténue de Dione, lua de Saturno

Dione, o mundo gelado de Saturno, onde se destacam falhas tectónicas e crateras, mostrando que já teve actividade geológica após a sua formação. A imagem foi captada pela sonda Cassini, em 24 de Dezembro de 2005, a cerca de 151.000 Km - Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

A sonda Cassini da NASA detectou, pela primeira vez, iões de oxigénio molecular em torno de Dione, uma lua gelada de Saturno e as medições confirmam a presença de uma atmosfera ténue, conhecida como exosfera.
É uma atmosfera neutra extremamente fina, com cerca de 90.000 iões de oxigénio por metro cúbico de espaço, tão densa junto da superfície de Dione quanto a atmosfera terrestre a 480 Km de altitude. A sua descoberta vem descrita no jornal Geophysical Research Letters.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cientistas descobrem nova técnica para detetar vida noutros planetas

A imagem mostra o fino crescente da Lua a pôr-se sobre o Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Para além do crescente brilhante, o resto do disco lunar pode ver-se fracamente iluminado. Este fenómeno chama-se luz cinérea e deve-se à reflexão da luz solar pela Terra, que ilumina por sua vez a superfície lunar. Ao observar a luz cinérea os astrónomos podem estudar as propriedades da radiação refletida pela Terra como se esta fosse um exoplaneta e procurar sinais de vida. A  fotografia foi tirada a 27 de Outubro de 2011 e mostra também os planetas Mercúrio e Vénus - Crédito: ESO/B. Tafreshi/TWAN (twanight.org)

Uma equipa internacional descreveu uma técnica inovadora que pode levar à descoberta de vida noutros locais do Universo. Os investigadores estudaram a Terra de forma indirecta, através da luz que ela reflecte sobre a Lua, e conseguiram detectar indícios de vida no nosso planeta como, por exemplo, vegetação.
“Usámos uma técnica chamada observação da luz cinérea para observar a Terra como se esta fosse um exoplaneta,” diz Michael Sterzik (ESO), autor principal do artigo científico a publicar na revista Nature, em 1 de março de 2012. “O Sol ilumina a Terra e essa radiação é refletida para a superfície da Lua. A superfície lunar actua como um espelho gigante e reflete a radiação terrestre de volta à Terra - é essa radiação que observámos com o VLT.”

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Telescópio Spitzer detectou fulerenos sólidos (buckyballs) no espaço

Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou fulerenos (buckyballs) sólidos no espaço, pela primeira vez - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou no espaço, pela primeira vez, buckyballs (fulereno) na forma sólida. Anteriormente já tinham sido encontradas estas microscópicas esferas de carbono na forma gasosa.
As partículas foram descobertas em torno de um par de estrelas, de nome "XX Ophiuchi," a 6.500 anos-luz da Terra, e em quantidade suficiente para encher um volume equivalente a 10.000 Montes Everestes.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Telescópio Hubble revela novo tipo de planeta extrassolar, em grande parte, constituído por água

Reprodução artística do planeta GJ1214b, uma super-Terra orbitando uma estrela anã vermelha, a cerca de 40 anos-luz da Terra. Novas observações do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, revelam que é um mundo de água envolto por uma atmosfera espessa de vapor de água, o que faz de GJ1214b um novo tipo de planeta, desconhecido até agora - Crédito: : NASA, ESA, and D. Aguilar (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics)

Uma equipa internacional de astrónomos observou o planeta extrassolar GJ 1214b, usando o Telescópio Espacil Hubble. As observações revelaram um planeta diferente de qualquer um já conhecido. É formado, em grande parte, por água e está envolvido por uma atmosfera espessa cheia de vapor. O planeta é menor do que Urano, mas maior que a Terra.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sonda Mars Express, da ESA, detecta forte evidência de antigo oceano de Marte

A sonda Mars Express da ESA detectou fortes evidências de um oceano antigo de Marte. O oceano teria coberto as planícies do norte, há biliões de anos atrás - Crédito: ESA, C. Carreau

A sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA) encontrou evidências de um oceano que terá existido em Marte. O radar MARSIS, a bordo da nave, detectou sedimentos remanescentes de um fundo de oceano, nas planícies do norte do planeta vermelho, dentro dos limites previamente identificados de antigas linhas de costa em Marte.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Europa, lua de Júpiter, pode esconder grandes lagos de água líquida sob o gelo

"Grande Lago" da lua Europa, por baixo de um 'terreno caótico'. Os cientistas especulam que existem muitos mais em todas as regiões rasas da capa de gelo da lua - Crédito: Britney Schmidt/Dead Pixel FX/Univ. of Texas at Austin

Cientistas da Universidade do Texas, em Austin, e outros descobriram o que parece ser um lago de água no estado líquido, com o volume dos Grandes Lagos da América do Norte, escondido na camada de gelo de Europa, a lua de Júpiter.
Tal como escreve Britney Schmidt, da Universidade do Instituto de Geofísica, na revista Nature, "a água pode representar um potencial habitat para a vida, e muitos mais lagos podem existir na capa de gelo de Europa".
Os dados sugerem que o recém-descoberto lago está por baixo de uma área de placas de gelo flutuante que parecem estar em colapso (conhecida por 'terreno caótico') fornecendo um mecanismo para a transferência de nutrientes e energia entre a superfície e um vasto oceano que já se inferiu existir abaixo da grossa capa de gelo que cobre Europa.
Esta informação poderia reforçar argumentos que os oceanos do subsolo de Europa representam um potencial habitat para a vida noutros lugares do nosso sistema solar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Observatório Herschel encontra grandes quantidades de água numa estrela próxima

Ilustração do disco gelado de formação planetária em torno de uma jovem estrela, TW Hydrae, situada a cerca de 175 anos-luz, na constelação Hydra. Usando o Observatório Espacial Herschel, os astrónomos detectaram grandes quantidades de vapor de água fria, representado em azul, que emana a partir do disco de formação planetária de poeira e gás da estrela. O vapor de água, que provavelmente vem de grãos de gelo no disco, está localizado nas regiões frias exteriores do sistema estelar, onde os cometas se vão formar - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Astrónomos detectaram, pela primeira vez, o vapor de água fria envolvendo um disco de poeira ao redor de uma estrela jovem. As descobertas, feitas a partir de dados do Observatório Espacial Herschel, sugerem que este disco, que está prestes a transformar-se num sistema solar, contém grandes quantidades de água, sugerindo que planetas cobertos de água como a Terra podem ser comuns no Universo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Telescópio Spitzer detectou uma tempestade de cometas atingindo um sistema estelar próximo

Ilustração de uma tempestade de cometas em torno da estrela Eta Corvi, perto do nosso Sol, detectada pelo telescópio Spitzer. Um cometa gigante atinge um planeta rochoso, atirando gelo e poeira rica em carbono para o espaço, ao mesmo tempo, deixando água e compostos orgânicos na superfície do planeta. Um flash vermelho brilhante capta o momento do impacto sobre o planeta. A estrela branco-amarelada Eta Corvi está à esquerda, com mais cometas movendo-se em direção a ela - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou sinais de corpos gelados caindo num sistema solar extraterrestre. Esta "chuva" faz lembrar o nosso próprio Sistema Solar, há vários biliões de anos, durante o período conhecido por "Bombardeamento Pesado Tardio", que pode ter trazido água e outros ingredientes necessários à formação da vida na Terra.
Durante essa época, cometas e outros objetos gelados foram arremessados ​​do exterior do Sistema Solar, bombardeando os planetas interiores. Os projécteis espaciais marcaram a nossa Lua e provocaram grandes quantidades de pó.
Spitzer detectou uma faixa de poeira em torno de uma estrela brilhante próxima, Eta Corvi no hemisfério norte, que corresponde bastante ao conteúdo de um cometa gigante destruído. Essa poeira está localizada suficientemente perto de Eta Corvi para que possam existir mundos semelhantes à Terra, sugerindo que ocorreu uma colisão entre um planeta e um ou mais cometas.
O sistema Eta Corvi tem, aproximadamente, um bilião de anos, que os pesquisadores consideram ser a idade certa para uma tal "chuva de gelo".