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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Supervulcões explodiram em Marte


Algumas das enormes crateras existentes numa região planáltica de Marte - Arabia Terra, no hemisfério Norte - podem ter resultado da erupção de supervulcões, segundo um estudo publicado esta quinta-feira (3 de Outubro) na revista Nature.
"Esta descoberta alertou os cientistas para a possibilidade de outras depressões, classificadas como crateras de impacto, serem efectivamente caldeiras de supervulcões que terão estado activos há mais de 4000 milhões de anos na superfície marciana".
Os supervulcões apresentam explosões muito potentes, lançando para o espaço grandes quantidades de materiais, como gases, lava, cinzas e fragmentos rochosos e bloqueando a luz do Sol.
Na Terra, um dos supervulcões mais conhecido é o de Yellowstone (Estados Unidos), que entrou em erupção há 640 mil de anos, e que pode ter expelido mais de um milhão de milhões de metros cúbicos de materiais, dez mil vezes mais material que o vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, em 2010, e que afectou o trafego aéreo em quase todo o mundo.
Os investigadores acreditam que as explosões gigantescas destes supervulcões poderão ter condicionado o clima, a composição da atmosfera marciana e a evolução do próprio planeta. Eventualmente, podem ter expelido quantidades consideráveis de água e de elementos essenciais para a vida, criando as condições para o desenvolvimento de vida em Marte. No entanto, o planeta actual é inóspito, e os cientistas não sabem o que pode ter acontecido.
Fonte: Público.pt e BBC Brasil/UltimoSegundo

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sonda Cassini encontra constituinte de plástico doméstico em Titã

Descoberto propileno na maior lua de Saturno, Titã - (Reprodução)

A sonda Cassini da NASA detectou propileno na lua Titã, de Saturno. Na Terra, esta molécula, que inclui três átomos de carbono e seis átomos de hidrogénio, é um constituinte de vários tipos de plásticos, usados para fazer, por exemplo, recipientes para armazenar alimentos, pára-choques de automóveis e outros produtos de consumo. É a primeira vez que se detecta um ingrediente plástico em qualquer lua ou planeta, para além da Terra.
O propileno foi identificado na baixa atmosfera de Titã, através do espectrómetro infravermelho da Cassini (CIRS), e é a primeira molécula a ser descoberta pelo instrumento, em Titã.
A descoberta é apresentada num artigo científico publicado na revista Astrophysical Journal Letters, em 30 de Setembro de 2013.
"Este produto químico faz parte do nosso dia-a-dia, unido em longas cadeias para formar o chamado polipropileno plástico", disse Conor Nixon, um cientista do Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland, e principal autor do artigo. "Os recipientes de plástico do supermercado, com o código de reciclagem 5 no fundo - são de polipropileno."

sábado, 28 de setembro de 2013

Robô Curiosity encontra água no solo marciano analisado

Auto-retrato do robô Curiosity, obtido em 31 de Outubro e 1 de Novembro de 2012. O robô encontrava-se em "Rocknest", o local da Cratera Gale onde foi usada a colher, pela primeira vez, para recolher uma amostra de solo. Na frente do robô, podem distinguir-se quatro locais já escavados. O mosaico mostra ainda, à direita, o Monte Sharp, uma montanha sedimentar de 5 Km de altura, situada na base da Cratera Gale, o destino final da viagem do Curiosity - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Análises feitas pelo robô Curiosity, da NASA, revelaram que o solo marciano da Cratera Gale contém uma quantidade de água que surpreendeu os cientistas.
Cerca de 2 por cento do solo na superfície de Marte é constituído por água, em que as moléculas de água estão ligadas quimicamente às partículas de solo de granulação fina.
Embora as evidências de água em Marte não sejam uma novidade, a descoberta do Curiosity pode vir a ser importante para futuros exploradores de Marte, pela possibilidade de acesso a este recurso vital para os seres humanos. À partida, basta escavar o solo e aquecê-lo, para obter água.
O robô Curiosity poisou na Cratera Gale, na superfície de Marte, em 6 de agosto de 2012, com o objectivo de saber se, algum dia, o planeta vermelho teve ambiente favorável à vida. Para isso ele, ele possui dez instrumentos científicos, alguns dos quais podem recolher e processar amostras de solo e rochas.
Um dos equipamentos usados nesta investigação, de nome SAM (Análise de Amostras de Marte), permite identificar uma vasta gama de compostos químicos e determinar as proporções de diferentes isótopos de elementos chave.
Estes resultados fazem parte de um artigo científico publicado, em 27 de Setembro de 2013, na revista Science, conjuntamente com outros quatro artigos, todos sobre a missão Curiosity.
Fonte: NASA

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Impactos de cometas e outros corpos celestes podem criar células básicas da vida, sugere um novo estudo

Júpiter visto a partir da superfície gelada da lua Europa. Este salélite natural tem condições ambientais favoráveis à criação de aminoácidos por colisão de cometas ou outros corpos espaciais, de acordo com o novo estudo - Crédito imagem: NASA / JPL-Caltech

Um novo estudo realizado por uma equipa de cientistas, da qual faz parte a astrobióloga portuguesa Zita Martins, sugere que os impactos violentos de cometas gelados num planeta podem produzir aminoácidos, os blocos de construção das proteínas que compõem os organismos vivos. Estes blocos essenciais da vida também podem ser produzidos quando os meteoritos e outras rochas espaciais colidem com a superfície gelada de um planeta.
Os pesquisadores descobriram que as colisões de alta velocidade desencadeiam ondas de choque intensas que podem transformar compostos orgânicos simples, como água e gelo de dióxido de carbono, encontrados em cometas e em mundos gelados em aminoácidos, o primeiro passo para a vida. São estes "blocos constituintes da vida" que estão na origem de moléculas mais complexas, como as proteínas, assim como os componentes do ADN, a molécula que contém o património genético dos seres vivos.
Embora os impactos de cometas e asteróides sejam associados à destruição da vida, os resultados mostram que também contribuíram para aumentar as oportunidades de vida no Sistema Solar.
Os cientistas do Imperial College London, da Universidade de Kent e Lawrence Livermore National Laboratory fizeram a descoberta ao reproduzirem o impacto de um cometa, disparando projécteis através de uma arma de alta velocidade em alvos de misturas de gelo, com composição semelhante ao dos cometas. Do impacto resultaram aminoácidos, tais como glicina e D-e L-alanina.
O estudo publicado neste domingo (15 de setembro de 2013), na versão online da revista Nature Geoscience, contribui também para o estudo do processo da criação da vida na Terra, possivelmente iniciado há cerca de quatro mil milhões de anos, quando o planeta foi bombardeado por cometas e meteoritos.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Afinal, podemos ser todos marcianos!

Seremos os orgulhosos descendentes de primitivos astronautas marcianos? - Crédito imagem: NASA

A vida podia ter-se originado em Marte e trazida para a Terra através de meteoritos marcianos, é o que sugere o novo estudo do cientista Steven Benner apresentado durante a Conferência Goldschmidt, em Florência (Italia). Isto significa que podemos, talvez, ser marcianos!
De acordo com o cientista, uma forma oxidada do elemento molibdénio, que pode ter sido fundamental para a origem da vida, provavelmente existia na superfície do planeta vermelho há muito tempo, mas não estava disponível na Terra no tempo em que a vida começou, porque há 3.000 milhões de anos de anos, a superfície da Terra tinha muito pouco oxigénio, mas Marte tinha.
Nessa altura, a Terra e Marte eram constantemente bombardeados por cometas e asteróides, o que explica como é que detritos marcianos foram projetados no espaço e chegaram até ao nosso planeta, atraídos pelo campo de gravidade.
Para Benner, é mais "uma evidência que torna mais provável a vida ter chegado à Terra num meteorito marciano do que ter começado no nosso planeta".
Tal como explicou o cientista, os compostos orgânicos são os blocos de construção da vida, mas eles precisam de ajuda, para além de energia como calor ou luz, para iniciarem a formação da vida. É aqui que entra o molibdénio oxidadado ou o boro, um outro elemento, para ajudar a mistura orgânica na origem da vida.
Pensa-se que os minerais de boro, necessários para formar o ARN - considerada por muitos como a primeira molécula genética - a partir da sopa pré-biótica, não existiam em quantidade suficiente nessa época da Terra, assim como não estavam disponíveis as formas químicas correctas de molibdénio.
"Recentemente, a análise de um meteorito marciano mostrou que havia boro em Marte, agora acreditamos que a forma oxidada de molibdénio também estava presente lá".
"A evidência aponta que todos somos de facto marcianos, que a vida começou em Marte e chegou à Terra trazida por um meteorito. Contudo, tivémos sorte de ficar por aqui, porque certamente a Terra foi o melhor dos planetas para manter a vida", concluiu o cientista.
Fonte: El Mundo.es

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Se existe vida em condições extremas na Terra, também poderá existir vida noutros planetas


Para melhor entender a possibilidade de existência de vida noutros planetas, cientistas britânicos, do Centro de Astrobiologia da Universidade de Edimburgo, investigam os microorganismos que vivem na Mina de Boulby, no nordeste da Inglaterra.
O interior da mina, escuro e cheio de água e sal, constitui um ambiente extremo para a vida, com características semelhantes ao que deve existir noutros planetas. A pequena lua gelada de Júpiter, Europa, tem um mar salgado por baixo da crosta de gelo superficial.
Os investigadores acreditam que o estudo destes seres microscópicos, vivendo em condições tão extremas, pode ajudar a descobrir se existe vida para além do nosso planeta.
Fonte: ÚltimoSegundo

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Robô Curiosity encontra condições favoráveis à vida no passado de Marte

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Energia química necessária à vida na lua Europa

Lua Europa, de Júpiter, numa composição colorida violeta, verde e imagens em infravermelho. À esquerda, uma visão da lua na cor natural e, à direita, em cor melhorada criada para realçar as diferenças subtis de cores na superfície. A parte branca e azulada clara da superfície de Europa é composta principalmente de gelo de água, com muito poucos materiais sem ser gelo. Em contraste, as regiões pintalgadas de castanho, no lado direito da imagem, podem estar cobertas por sais hidratados e um componente vermelho desconhecido. O terreno pintalgado de amarelo, no lado esquerdo da imagem, é causado por outro componente desconhecido. As linhas escuras e compridas são fracturas na crosta, algumas das quais com mais de 3.000 quilómetros de comprimento - Crédito:NASA/JPL/University of Arizona

Um novo estudo da NASA mostra que o peróxido de hidrogénio é abundante em grande parte da superfície da lua Europa, de Júpiter. De acordo com os autores, se o peróxido na superfície de Europa se mistura com o oceano debaixo da crosta, isso poderia constituir uma fonte de energia importante para formas de vida simples, se realmente existisse vida lá.
"A vida como a conhecemos necessita de água líquida, elementos como o carbono, azoto, fósforo e enxofre, e também de alguma forma de energia química ou luz para a formação da vida", disse Kevin Hand, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, Pasadena, Calif. e principal autor do estudo publicado recentemente em Astrophysical Journal Letters.
"Europa tem a água líquida e elementos, e achamos que compostos como o peróxido podem ser uma parte importante da energia que é precisa. A disponibilidade de oxidantes, como o peróxido, na Terra foi uma parte fundamental para o aparecimento da vida multicelular complexa", disse o cientista.

terça-feira, 19 de março de 2013

Uma rocha branca no Planeta Vermelho

Quando a roda do robô Curiosity esmagou a rocha Tintina, ficou exposta uma superfície branca brilhante, revelando a presença de minerais hidratados - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

Uma rocha esmagada pelas rodas do robô Curiosity surpreendeu os cientistas da missão. A rocha, baptizada Tintina, partiu-se e expôs uma brilhante superfície branca, uma rocha invulgar na superfície do Planeta Vermelho.
Segundo os cientistas, a cor clara indica a presença de minerais hidratados que se formaram quando a água corria através do local onde o robô pousou, em tempos mais antigos. A rocha Tintina oferece mais uma evidência da presença de água na área da Baía de Yellowknife, no interior da Cratera Gale.
A rocha foi analisada e os pesquisadores detectaram um sinal muito forte de hidratação, que corresponde a todo o material branco que se vê, isto é, água que está ligada à estrutura mineral das rochas - água do passado retida e preservada nos minerais hidratados. O sinal de hidratação não aparece em nenhum outro lugar da imagem.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Robô Curiosity detecta novas evidências de presença de água em Marte

Nesta imagem da rocha chamada 'Knorr," o código de cores mapeia a quantidade de minerais hidratados indicada por índices de brilho medidos pela câmera de mastro do Curiosity (Mastcam). O vermelho indica um sinal mais elevado de hidratação. O mapa mostra que os sinais mais fortes para a hidratação estão associados a veios de tons claros distribuídos na rocha. A imagem e os dados para avaliar a hidratação da rocha resultam de uma observação da Mastcam, em 20 de Dezembro de 2012 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS / ASU

A semana passada, a equipa de cientistas que trabalha com o robô Curiosity anunciou que a análise do pó extraído de uma rocha sedimentar perfurada, em Marte, indica condições ambientais favoráveis ​​à vida microbiana no passado do planeta vermelho. Nesta segunda-feira (18 de Março), a mesma equipa sugere que essas condições se verificam para além do local da perfuração.
O robô Curiosity detectou evidências de minerais hidratados nas rochas perto onde ele já havia encontrado minerais de argila no interior da rocha perfurada.
Os pesquisadores usaram imagens em infravermelo de uma câmara do robô (MastCam) e um instrumento que dispara neutrões para o chão, Dynamic Albedo of Neutrons (DAN), para procurar hidrogénio, e encontraram mais hidratação de minerais nas rochas perto dos locais ricos em argila do que noutras áreas que o Curiosity visitou anteriormente.
A câmara do mastro do robô (Mastcam) também pode servir como ferramenta de detecção de um mineral e detecção de hidratação, informou Jim Bell da Universidade do Estado de Arizona, Tempe. "Algumas rochas contendo ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando a Mastcam com filtros de infravermelho próximo."

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ambientes aquosos diferentes no passado de Marte

As imagens comparam rochas vistas pelos robôs Opportunity e Curiosity, da NASA, em dois locais diferentes de Marte. À esquerda, a rocha "Wopmay", na Cratera Endurance, em Meridiani Planum, estudada pelo robô Opportunity. No lado direito estão rochas da área "Sheepbed", na Baía de Yellowknife, na Cratera Gale, observadas pelo Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS

As duas rochas marcianas mostram antigos ambientes aquosos do Planeta Vermelho, mas não oferecem iguais condições de habitabilidade no seu passado longínquo.
A rocha da esquerda é formada a partir de arenito rico em sulfatos. Os cientistas pensam que as partículas eram, em parte, formadas e cimentadas na presença de água, o mesmo acontecendo com as formações esféricas distribuídas na superfície da rocha. As rochas Meridiani registam um ambiente aquoso antigo que, provavelmente, não era habitável devido à extraordinária acidez da água, pouca energia disponível e grande salinidade que teria impedido o metabolismo microbiano - no caso de alguma vez os microrganismos terem estado presentes.
Os sedimentos muito finos da rocha da Baía de Yellowknife, à direita, registam também um ambiente aquoso antigo e habitável. Provavelmente, foram depositados sob a água e, do mesmo modo, pensa-se que foram cimentados pela água, assim como as formações esféricas da superfície.
Com o tempo, a rocha partiu-se e as fracturas foram preenchidas por minerais de sulfatos, quando a água fluiu através das fracturas (linhas brancas que atravessam a rocha).

terça-feira, 12 de março de 2013

Robô Curiosity encontra condições favoráveis à vida no passado de Marte

O mapa em cor falsa mostra a área dentro da cratera Gale, em Marte, onde o robô Curiosity pousou, em 5 de Agosto de 2012 PDT (6 Ago 2012 EDT) e o local onde o robô recolheu a sua primeira amostra, perfurando a rocha "John Klein", dentro da área da Baía de Yellowknife. Esta rocha encontra-se numa antiga rede de canais de fluxo, descendendo a partir da borda da cratera Gale, com depósitos de aluvião em forma de leque - Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU

A NASA anunciou hoje (12 de Março) que a análise de uma amostra de rocha recolhida pelo robô Curiosity mostrou que Marte poderia ter tido vida microbiana no seu passado.
Os cientistas identificaram enxofre, azoto, hidrogénio, oxigénio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó que o robô retirou de uma rocha sedimentar perto de um antigo leito da Cratera Gale, no Planeta Vermelho.
A descoberta surge apenas sete meses depois da chegada do robô Curiosity a Marte e cuja missão principal de dois anos é, precisamente, determinar se o planeta já teve um ambiente favorável à vida no seu passado.
Em Fevereiro, o robô perfurou um afloramento rochoso, de nome John Klein, retirando do seu interior uma amostra de pó acinzentado que, depois, foi analisada por dois instrumentos científicos a bordo, Química e Mineralogia (CheMin) e análise de amostras em Marte, ou SAM.
Os resultados indicam que a área que o robô está a explorar, na Baía de Yellowknife, era o fim de um antigo sistema de canais, onde a água fluiu provavelmente há milhões de anos, ou o leito de um lago intermitente que podia ter fornecido energia química e outras condições favoráveis ​​a micróbios.
A rocha contém minerais de argila e sulfatos, sugerindo um ambiente húmido há muito tempo atrás e que era neutro e não muito salgado, ao contrário de outros ambientes em Marte.

quinta-feira, 7 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

O oceano da lua Europa está em contacto com a superfície

Ilustração da lua Europa (em primeiro plano), Júpiter (à direita) e a lua Io (no meio). Com as novas evidências na lua Europa, de Júpiter, os astrónomos acreditam que sais de cloretos sobem a partir do oceano líquido subterrâneo e alcançam a superfície gelada da lua, onde são bombardeados com o enxofre dos vulcões da lua Io, de Júpiter - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Cientistas do California Institute of Technology(Caltech) e do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, encontraram a maior evidência de que a água salgada do vasto oceano líquido debaixo da camada exterior gelada da lua Europa, na realidade não está isolada, mas está em contacto com a superfície gelada e, inclusivamente, há uma troca de produtos químicos.
A descoberta, baseada em dados colhidos desde a missão Galileo (1999 a 2003) até ao presente, sugere que há uma troca química entre o oceano e a superfície, tornando o oceano mais rico quimicamente.
Os investigadores detectaram produtos químicos na superfície congelada de Europa que só poderiam vir do oceano subterrâneo, o que implica que os dois estão em contacto e, potencialmente, pode constituir uma abertura para um ambiente que pode ser capaz de suportar vida como a conhecemos.
O trabalho está descrito num artigo que foi aceito para publicação no Astronomical Journal.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Robô Curiosity recolhe a primeira amostra do interior de uma rocha de Marte

No centro da imagem, captada pelo Curiosity, está o furo de onde foi recolhida a amostra de pó para análise. Com 1,6 cm de diâmetro e 6,4 cm de altura, é mais profundo que o orifício de teste, à esquerda, que tem o mesmo diâmetro e apenas 2 cm de profundidade, feito dois dias antes. A histórica perfuração realizou-se em 8 de Fevereiro de 2013, o 182º dia marciano de actividade do robô Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity, da NASA, finalmente usou a broca na extremidade do seu braço robótico para fazer um furo suficientemente fundo numa rocha, e recolher uma amostra de pó do seu interior para análise. A perfuração, com cerca de 1,6 centímetros de largura e 6,4 centímetros de profundidade, foi feita numa rocha de sedimentos muito finos, mas atravessados por veios claros do que poderia ser sulfato de cálcio. Acredita-se que pode guardar evidências de ambientes húmidos do passado. Por isso, o material recolhido será analisado no laboratório científico do robô, nos próximos dias.
"Este feito é o marco mais importante para a equipa do Curiosity, desde o desembarque no passado mês de Agosto, outro dia de orgulho para a América", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa para a ciência.
A rocha perfurado pelo robô Curiosity foi chamada de "John Klein", em memória de um engenheiro da missão falecido em 2011. Está localizada a cerca de meio quilómetro do local de pouso do robô, no interior da cratera Gale, uma bacia profunda situada no equador de Marte.
A perfuração da amostra de rocha foi a última nova actividade do projecto Mars Science Laboratory Project, que usa o robô Curiosity para investigar se a área no interior da cratera marciana algum dia já foi um ambiente favorável à vida.
Fonte: NASA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dados do telescópio Kepler sugerem que existem "Terras alienígenas" próximas do nosso planeta

Planeta Anão Vermelho: A ilustração mostra um hipotético planeta com duas luas que orbitam na zona habitável de uma estrela anã vermelha - Crédito: D. Aguilar / Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics

Com base em dados públicos do Telescópio Espacial Kepler, da NASA, astrónomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CfA) estimam que, na nossa galáxia, seis por cento de estrelas anãs vermelhas têm planetas de tamanho semelhante à Terra na sua "zona habitável", a área do sistema estelar, onde a temperatura da superfície de um planeta em órbita permite manter água no estado líquido.
Três em cada quatro estrelas na nossa galáxia são anãs vermelhas, num total de pelo menos 75000 milhões. Apesar de pouco brilhantes, essas estrelas são bons lugares para procurar planetas semelhantes à Terra, e Kepler é a primeira missão da NASA capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra dentro ou perto da zona habitável.
A maioria das estrelas vizinhas mais próximas do Sol são anãs vermelhas, cerca de 75% das estrelas mais próximas. Agora, os pesquisadores acreditam que podem encontrar uma "Terra alienígen" apenas a 13 anos-luz de distância.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cratera gigante de Marte mostra vestígios de um antigo lago

Camadas de rochas no chão da cratera McLaughlin, em Marte, mostram rochas sedimentares contendo evidências espectroscópicas de minerais formados através da interacção com a água. A imagem foi obtida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Univ. do Arizona

A partir de dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, em órbita de Marte, pesquisadores detectaram minerais que se formam na presença de água. A descoberta fornece novas evidências de um ambiente húmido subterrâneo e potencialmente habitável no planeta vermelho, o que torna ainda mais complexa a sua história evolutiva.
Os cientistas analisaram a informação recolhida pela sonda na cratera de McLaughlin, com um diâmetro aproximado de 92 Km e 2,2 Km de profundidade. No fundo da cratera, foi possível identificar camadas de rochas contendo carbonatos e minerais de argila, que se formaram por interacção com a água, um ingrediente necessário à vida
Mas, a cratera McLaughlin não apresenta canais de fluxo de água do exterior, sugerindo que a formação dos carbonatos e minerais de argila se deu num lago alimentado por água subterrânea dentro da bacia fechada da cratera. A sua profundidade permitiu o fluxo de água do subsolo para o interior da cratera.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cientistas sugerem pedaços de gelo de hidrocarbonetos flutuando nos lagos de Titã

Ilustração mostrando como poderia parecer a formação de gelo de hidrocarbonetos num mar de hidrocarbonetos líquidos, em Titã, lua de Saturno. Um novo modelo de cientistas da missão Cassini, da NASA, sugere que pedaços de gelo de metano e etano - que aparecem aqui como os aglomerados de cor clara - poderiam flutuar em determinadas condições - Crédito: NASA/JPL-Caltech/USGS

Pedaços de gelo de hidrocarbonetos podem flutuar na superfície dos lagos e mares de hidrocarbonetos líquidos existentes em Titã, a maior lua de Saturno. É o que sugere um novo estudo de cientistas da missão Cassini, da NASA, o que poderia explicar algumas das diferenças detectadas pela sonda Cassini na reflectividade das superfícies de lagos em Titã.
"Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar alguma forma de vida exótica", disse Jonathan Lunine, co-autor de um artigo científico e cientista da Cassini/Titã, da Universidade de Cornell, Ithaca, NY. Para o cientista, "a formação de gelo de hidrocarbonetos flutuante será uma oportunidade para química interessante ao longo da fronteira entre o líquido e o sólido, um limite que pode ter sido importante na origem da vida terrestre."

sábado, 3 de novembro de 2012

Robô Curiosity faz o seu auto-retrato enquanto analisa a atmosfera de Marte

Auto-retrato do robô Curiosity, um mosaico construído com base em 55 imagens de alta resolução, obtidas em 31 de Outubro, com a câmara colocada no extremo do seu braço robótico. À direita da imagem, pode ver-se a base Aeolis Mons, o Monte Sharp, com quase 5000 metros de altura e situado no centro da cratera - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems

Quase três meses depois da sua chegada à cratera Gale, em Marte, o robô Curiosity enviou o seu primeiro auto-retrato. 
A NASA utiliza estas imagens para determinar o estado do robô que, durante pelo menos dois anos, vai estudar se Marte já teve, ou ainda tem, condições ambientais favoráveis à vida.
Para além das imagens de várias áreas de Marte captadas pelas 17 câmaras do Curiosity, análises de solo e rochas, os instrumentos científicos a bordo já começaram também a analisar amostras do que resta da atmosfera marciana, e não detectaram qualquer metano, pelo menos na cratera Gale onde foi feita a análise, o que pode decepcionar aqueles que esperam encontrar vida no planeta vermelho.
O metano é importante quando se procura sinais de vida, pois é um elemento químico precursor de vida. Na Terra, os organismos vivos produzem mais de 90 por cento do metano encontrado na sua atmosfera, embora ele também possa ser produzido por processos não biológicos.
Fonte: NASA

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Segredos de uma estrela no fim da vida

Espiral estranha descoberta pelo ALMA em torno da estrela gigante vermelha R Sculptoris, na constelação do Escultor, hemisfério sul. - Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)

Utilizandio o telescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), astrónomos descobriram uma estrutura em espiral surpreendente no gás que rodeia a estrela gigante vermelha R Sculptoris.
Esta estrutura nunca tinha sido vista anteriormente e provavelmente foi criada por uma estrela companheira escondida, que orbita a estrela velha. Os astrónomos ficaram igualmente surpreendidos ao descobrir que a gigante vermelha ejectou muito mais material do que o esperado.
Os novos dados ALMA revelam a concha que circunda a estrela, na forma do anel circular exterior, e também a estrutura em espiral do material interior.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sonda Dawn encontra minerais hidratados no gigante asteróide Vesta

Mapa com a distribuição global de hidrogénio na superfície do asteróide gigante Vesta, obtido a partir dos dados da sonda Dawn. A abundância de hidrogénio é apresentada numa escala de cores do arco-íris. O vermelho indica as maiores abundâncias de hidrogénio; violeta indica o mínimo. Um conjunto de linhas a tracejado indica o contorno da maior bacia de impacto em Vesta, conhecida como Rheasilvia. A segunda maior bacia, Veneneia, é apresentada com outra linha ponteada - Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA /PSI / MPS/DLR/IDA

Depois de passar quase um ano investigando o asteróide Vesta, a sonda Dawn dirige-se agora para o seu novo destino científico, o planeta anão Ceres. Entretanto, os cientistas continuam a analisar os dados recolhidos pala sonda. Dois novos estudos acabam de ser publicados na revista Science sobre a superfíe da grande rocha espacial, que orbita o Sol entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Os resultados revelaram que o gigante asteróide Vesta tem hidrogénio na superfície, numa ampla zona à volta do seu equador.
Embora a sonda não tenha encontrado gelo de água, encontrou evidências de hidróxidos e minerais hidratados, provenientes de meteoritos, na química e geologia de Vesta.