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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Abelhas são capazes de detectar e distinguir sinais eléctricos emitidos pelas flores

A descoberta que as abelhas são capazes de detectar o campo eléctrico produzido pelas flores abre uma nova compreensão sobre a percepção nos insectos e a comunicação nas flores.

As flores têm métodos de comunicação tão sofisticados como uma agência de publicidade, utilizando cores vivas, padrões e fragrâncias sedutoras para atrair os seus polinizadores.
Agora, uma pesquisa da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicada na revista Science, revela pela primeira vez que polinizadores, como as abelhas da espécie Bombus terrestris, também são capazes de detectar sinais eléctricos emitidos pelas flores, que permitem aos insectos distinguir entre as flores naturais pela sua carga eléctrica e encontrar as reservas de pólen e néctar.
Quando uma abelha se aproxima de uma flor, surge um pequeno campo eléctrico que potencialmente transmite informação que o insecto polinizador capta. Estes sinais eléctricos podem trabalhar em conjunto com outros sinais atraentes da flor e aumentar a sua publicidade. No entanto, os cientistas ainda não sabem de que forma as abelhas detectam esses campos eléctricos.
“Este novo canal de comunicação revela como as flores podem potencialmente informar os seus polinizadores sobre o verdadeiro estado das suas reservas de néctar e pólen”, disse Heather Whitney, co-autora do estudo.
Mais informações em Publico.pt e Science Daily

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

União Europeia restringe o uso de pesticidas considerados prejudiciais para as abelhas


A Comissão Europeia propôs aos Estados membros limitarem o uso de determinadas tipos de pesticidas, que se acredita serem prejudiciais para as abelhas.
Os neonicotinóides, insecticidas que tiveram origem na molécula de nicotina, são considerados de alto risco para estes polinizadores cruciais, quando os encontram no pólen e néctar de culturas que tenham sido pulverizadas com os pesticidas, como culturas de colza, girassol, milho e outras.
Na proposta apresentada, a Comissão Europeia pede aos estados membros da UE para restringirem o uso dos neonicotinóides a culturas não atractivas para as abelhas e proibirem a venda e o uso de sementes que tenham sido tratadas com produtos que contenham as substâncias activas.
Foram incluídos três pesticídas, clotianidina, imidacloprid e tiametoxam. Os agricultores ficam proibidos de usá-los em girassóis, colza, algodão e milho. As restrições entram em vigor a partir de Julho de 2013 e serão revistas após dois anos. Já existem proibições em vigor na França, Alemanha e Eslovénia, após grande mortandade de abelhas devida a aplicação de produtos à base de neonicotinóides.
Fonte: BBC Ciência e Ambiente

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Até os elefantes fogem das abelhas!

Abelhas, uma solução ecológica para controlar elefantes - Fonte imagem: wikipédia

Usar abelhas para afastar elefantes dos terrenos cultivados é uma estratégia que foi adoptada com sucesso em comunidades agrícolas do Quénia.
Os elefantes das savanas africanas receiam as picadas das abelhas. Com base neste facto, a bióloga britânica Lucy E. King desenvolveu um projecto inovador utilizando cercas com colmeias de abelhas africanas a distâncias regulares para afastar os elefantes, ajudando a reduzir os conflitos entre o maior mamífero terrestre e os povos locais do Quénia. O projecto valeu a Lucy King um prémio do Programa de Ambiente das Nações Unidas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nova espécie de abelha, com uma língua muito grande

Numa reserva natural no sul da Colômbia, foi descoberta uma nova abelha que possui a maior língua do mundo entre esses insectos.
A nova espécie, Natesi Euglossa n. sp, é uma abelha das orquídeas, pela sua acção polinizadora e relação especial com estas flores.

Em repouso, a língua da abelha Natesi Euglossa é maior do que o dobro do comprimento do seu corpo - Crédito: Andrés Felipe Castaño / Unimedios

Segundo a notícia no "UN Periódico", jornal mensal gratuito da Universidade Nacional da Colômbia (UN), maior centro educacional público do país, a abelha destaca-se pelas suas cores vistosas e, sobretudo, pela sua língua, que mede duas vezes o tamanho do corpo que tem cerca de 16,88 milímetros.
Esta característica da espécie Natesi Euglossa permite-lhe ter acesso a fontes de néctar que outras abelhas não podem alcançar e ainda polinizar plantas diferentes das orquídeas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

As abelhas estão ameaçadas em todo o mundo

Um recente relatório da ONU alerta para o desaparecimento das abelhas a nível global, das quais depende mais de metade das culturas agrícolas que produzem os alimentos para todo o mundo.

As abelhas são essenciais na produção de alimentos

O problema já se vem notando há vários anos, no entanto ultimamente tem vindo a agravar-se. Na Europa a situação piorou a partir de 1998, especialmente na França, Bélgica, Suíça, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Itália e Espanha. Estados Unidos tem as suas colmeias bastante reduzidas. Mais recentemente, Japão, China e Egipto, na África, têm registado colapsos súbitos e inexplicáveis de algumas das suas colmeias.
O relatório “Global Bee Colony Disorders and other Threats to Insect Pollinators” adverte que um declínio das abelhas representa uma ameaça significativa para a humanidade, pois as abelhas desempenham um papel essencial como polinizadores das culturas no mundo inteiro. Actualmente, das cem espécies de culturas agrícolas que fornecem 90 por cento dos alimentos do mundo, mais de 70 são polinizadas por abelhas. Só na Europa, há quatro mil variedades de vegetais que existem apenas graças à polinização.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnua), a polinização, que é o serviço prestado pelas abelhas, corresponde a um valor económico global entre os 22,8 e os 57 mil milhões de euros.