terça-feira, 8 de outubro de 2013

Supervulcões explodiram em Marte


Algumas das enormes crateras existentes numa região planáltica de Marte - Arabia Terra, no hemisfério Norte - podem ter resultado da erupção de supervulcões, segundo um estudo publicado esta quinta-feira (3 de Outubro) na revista Nature.
"Esta descoberta alertou os cientistas para a possibilidade de outras depressões, classificadas como crateras de impacto, serem efectivamente caldeiras de supervulcões que terão estado activos há mais de 4000 milhões de anos na superfície marciana".
Os supervulcões apresentam explosões muito potentes, lançando para o espaço grandes quantidades de materiais, como gases, lava, cinzas e fragmentos rochosos e bloqueando a luz do Sol.
Na Terra, um dos supervulcões mais conhecido é o de Yellowstone (Estados Unidos), que entrou em erupção há 640 mil de anos, e que pode ter expelido mais de um milhão de milhões de metros cúbicos de materiais, dez mil vezes mais material que o vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, em 2010, e que afectou o trafego aéreo em quase todo o mundo.
Os investigadores acreditam que as explosões gigantescas destes supervulcões poderão ter condicionado o clima, a composição da atmosfera marciana e a evolução do próprio planeta. Eventualmente, podem ter expelido quantidades consideráveis de água e de elementos essenciais para a vida, criando as condições para o desenvolvimento de vida em Marte. No entanto, o planeta actual é inóspito, e os cientistas não sabem o que pode ter acontecido.
Fonte: Público.pt e BBC Brasil/UltimoSegundo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia Mundial do Animal

O lince-ibérico só existe em Espanha e em Portugal (em cativeiro). É um dos animais mais ameaçados de extinção - Crédito imagem: wikipédia

Em cada ano, 4 de Outubro é o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais. Por isso, esta data foi escolhida para Dia Mundial do Animal, em que se celebra a importância dos animais na vida das pessoas, sensibiizando-as para a protecção e preservação de todas as espécies.

Links relacionados:
Lince-Ibérico (ICNB)
Centro de recuperação do lobo-ibérico

Nascimento de filhote de tigre-de-sumatra captado por câmara


No zoológico de Londres, uma câmara de vídeo captou o parto de uma fêmea de tigre-de-sumatra, Melati, em 22 de setembro de 2013. Após o nascimento, o filhote recebeu logo os carinhos da mãe.
O tigre-de-sumatra está criticamente ameaçado, sendo a espécie de tigre com mais risco de desaparecer do planeta. A reprodução em cativeiro tenta evitar o desaparecimento da espécie, o que torna a nova cria um motivo de alegria para todos.
Fonte: BBC Brasil/ÚltimoSegundo

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Saúde dos oceanos está a piorar devido ao aquecimento global

O aquecimento global e a poluição ameaçam os oceanos. Os recifes de coral não são capazes de se adaptar às rápidas mudanças climáticas - Crédito imagem: wikipédia

"Os oceanos estão cada vez mais quentes, mais ácidos e com menos oxigénio", alerta a recente avaliação do Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos, uma iniciativa criada por investigadores da Universidade de Oxford, com o apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza.
De acordo com o investigador Alex Rogers, do Somerville College, da Universidade de Oxford, e um dos criadores do Programa Internacional para o Estado dos Oceanos, “a saúde dos oceanos está a piorar mais rapidamente do que se pensava”, o que deveria preocupar-nos, pois isso afecta "a capacidade dos oceanos em suportar a vida na Terra".
Os cientistas alertam para o aquecimento global, que está a aumentar a temperatura dos oceanos e também provoca a acidificação da água do mar, devido à absorção do excesso de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, por causa das actividades humanas. Um outro problema é a redução dos níveis de oxigénio provocada pelo aquecimento global e a poluição.
Todas estas alterações dos oceanos estão a ter consequências graves na fauna e flora marinha, das quais depende a humanidade e toda a vida na Terra. A situação torna-se ainda mais dramática com a exploração de modo insustentável de 70% da população de peixes, segundo dados da agência das Nações Unidas para a alimentação e agricultura (FAO, na sigla em inglês).
“Se os actuais níveis de libertação de CO2 se mantiverem, podemos esperar consequências extremamente sérias para a vida nos oceanos, e para a protecção alimentar e costeira”, dizem os cientistas. Por isso, consideram que é preciso reduzir as emissões de CO2, de modo a diminuir a sua concentração na atmosfera, e tentar que a temperatura média global não ultrapasse 2,0 graus acima dos valores anteriores à era industrial.
Mais informações em Publicopt

Link relacionado:
Somos culpados das alterações climáticas do nosso planeta, confirma novo relatório climático da ONU

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sonda Cassini encontra constituinte de plástico doméstico em Titã

Descoberto propileno na maior lua de Saturno, Titã - (Reprodução)

A sonda Cassini da NASA detectou propileno na lua Titã, de Saturno. Na Terra, esta molécula, que inclui três átomos de carbono e seis átomos de hidrogénio, é um constituinte de vários tipos de plásticos, usados para fazer, por exemplo, recipientes para armazenar alimentos, pára-choques de automóveis e outros produtos de consumo. É a primeira vez que se detecta um ingrediente plástico em qualquer lua ou planeta, para além da Terra.
O propileno foi identificado na baixa atmosfera de Titã, através do espectrómetro infravermelho da Cassini (CIRS), e é a primeira molécula a ser descoberta pelo instrumento, em Titã.
A descoberta é apresentada num artigo científico publicado na revista Astrophysical Journal Letters, em 30 de Setembro de 2013.
"Este produto químico faz parte do nosso dia-a-dia, unido em longas cadeias para formar o chamado polipropileno plástico", disse Conor Nixon, um cientista do Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland, e principal autor do artigo. "Os recipientes de plástico do supermercado, com o código de reciclagem 5 no fundo - são de polipropileno."

sábado, 28 de setembro de 2013

Robô Curiosity encontra água no solo marciano analisado

Auto-retrato do robô Curiosity, obtido em 31 de Outubro e 1 de Novembro de 2012. O robô encontrava-se em "Rocknest", o local da Cratera Gale onde foi usada a colher, pela primeira vez, para recolher uma amostra de solo. Na frente do robô, podem distinguir-se quatro locais já escavados. O mosaico mostra ainda, à direita, o Monte Sharp, uma montanha sedimentar de 5 Km de altura, situada na base da Cratera Gale, o destino final da viagem do Curiosity - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Análises feitas pelo robô Curiosity, da NASA, revelaram que o solo marciano da Cratera Gale contém uma quantidade de água que surpreendeu os cientistas.
Cerca de 2 por cento do solo na superfície de Marte é constituído por água, em que as moléculas de água estão ligadas quimicamente às partículas de solo de granulação fina.
Embora as evidências de água em Marte não sejam uma novidade, a descoberta do Curiosity pode vir a ser importante para futuros exploradores de Marte, pela possibilidade de acesso a este recurso vital para os seres humanos. À partida, basta escavar o solo e aquecê-lo, para obter água.
O robô Curiosity poisou na Cratera Gale, na superfície de Marte, em 6 de agosto de 2012, com o objectivo de saber se, algum dia, o planeta vermelho teve ambiente favorável à vida. Para isso ele, ele possui dez instrumentos científicos, alguns dos quais podem recolher e processar amostras de solo e rochas.
Um dos equipamentos usados nesta investigação, de nome SAM (Análise de Amostras de Marte), permite identificar uma vasta gama de compostos químicos e determinar as proporções de diferentes isótopos de elementos chave.
Estes resultados fazem parte de um artigo científico publicado, em 27 de Setembro de 2013, na revista Science, conjuntamente com outros quatro artigos, todos sobre a missão Curiosity.
Fonte: NASA

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Distribuição do dióxido de carbono global

As concentrações de dióxido de carbono atingiram o seu máximo entre 1 e 31 de Maio de 2013 - Crédito: NASA/Earth Observatory

O mapa da figura mostra o dióxido de carbono na troposfera média, a parte da atmosfera onde ocorre a maioria dos fenómenos meteorológicos associados ao tempo meteorológico.
Os dados foram recolhidos em maio de 2013, quando os níveis de dióxido de carbono atingiram o seu valor mais alto, pelo menos em 800 mil anos .
As maiores concentrações do gás, em amarelo, estão no Hemisfério Norte, e são mais baixas no Hemisfério Sul . Em maio, a época de crescimento das plantas está a começar no Hemisfério Norte, e assim elas removem ainda pouco carbono da atmosfera.
Embora o dióxido de carbono não seja o gás de efeito de estufa mais potente, nem o mais abundante, ele é o principal responsável pela alteração das temperaturas globais. É controlado na atmosfera através do satélite Aqua, da NASA, que consegue medir as diferentes concentrações em todo o mundo, de dia e de noite, independentemente das condições atmosféricas, esteja o céu nublado ou claro.
O dióxido de carbono é um gás de efeito estufa devido à sua estrutura molecular, o que significa que ele deixa passar a luz visível do Sol através da atmosfera enquanto absorve e reenvia radiação infravermelha, aquecendo a Terra.
Os gases de efeito estufa actuam como um isolamento e são responsáveis ​​por tornarem o clima da Terra confortável. Sem eles, o nosso planeta teria uma temperatura média de -18 graus Celsius. No entanto, quando as suas quantidades aumentam, surgem os problemas.
Desde o início da Revolução Industrial, a libertação de dióxido de carbono para a atmosfera é grande, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis. A adição de gases de efeito estufa extra para a atmosfera faz aumentar a temperatura do planeta, com impactos importantes, nomeadamente em dois dos principais recursos dos seres humanos e dos ecossistemas, a terra e a água.

Visão espacial da nova ilha formada pelo terramoto do Paquistão

Nova "ilha de lama" formada depois do catastrófico sismo do Paquistão - Crédito: NASA/Earth Observatory/Jesse Allen/Robert Simmon

Imagem da nova ilha surgida ao largo da costa do Paquistão, captada pelo satélite Earth Observing-1 (EO-1), da NASA, em 26 de Setembro de 2013.
A "ilha de lama" emergiu do fundo do mar Arábico, perto da cidade costeira Gwadar, em 24 de Setembro, pouco depois de um terramoto de magnitude 7.8 que atingiu a província do Baluchistão, no noroeste do Paquistão, causando grande destruição e centenas de mortes e feridos.
A imagem da mesma região adquirida pelo satélite Landsat 8, em 17 de Abril de 2013, não revela qualquer formação na superfície do mar.
Fonte: NASA/Earth Observatory

Somos culpados das alterações climáticas do nosso planeta, confirma novo relatório climático da ONU

O homem altera o clima e ameaça a Terra, "a nossa única casa"! - Crédito imagem: wikipédia

Agora os cientistas têm 95% de certeza que a actividade humana é a grande responsável pelo aquecimento global do nosso planeta. É o que diz uma síntese do relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), apresentada esta sexta-feira (27 de Setembro de 2013).
De acordo com o relatório do IPCC, “a atmosfera e o oceano aqueceram, diminuiu a quantidade de neve e de gelo, o nível do mar subiu e a concentração de gases com efeito de esfufa aumentou”, e o ser humano é a causa destas alterações que ameaçam o nosso planeta, "a nossa única casa".
O documento adverte que a manutenção das emissões de gases de efeito estufa irá provocar maior aquecimento e mudanças em todos os aspectos do sistema climático, prevendo que até 2100 o planeta pode aquecer 0,3 a 4,8 graus Celsius.
Neste resumo para os decisores políticos (como é designado), os cientistas dizem que o aumento do nível do mar vai continuar a um ritmo mais rápido do que tem acontecido nos últimos 40 anos, prevendo-se uma subida entre 26 e 82 centímetros, dependendo do que acontecer com as emissões de efeito estufa neste século. Em cenários mais pessimistas, muitas áreas costeiras em todo o mundo serão afectadas.
No futuro, o relatório afirma que o aquecimento deverá continuar em todos os cenários. As simulações indicam que a mudança da temperatura global da superfície, até ao final do século 21, provavelmente será superior a 1,5 graus Celsius, em relação a 1850.
Tal como disse o Prof Sir Brian Hoskins, do Imperial College London, à BBC News: "Estamos numa experiência muito perigosa com o nosso planeta, e eu não quero que os meus netos sofram as consequências dessa experiência."

Modelos climáticos mostram como podem mudar as temperaturas e a precipitação no século 21


Novas visualizações de dados do Centro de Simulação Climática da NASA mostram as estimativaas dos modelos climáticos sobre como podem mudar as temperaturas globais e a precipitação da Terra, ao longo do século 21, dado o aumento dos níveis actuais de gases de efeito estufa.
Este vídeo retrata um cenário em que as concentrações de dióxido de carbono atingim 670 partes por milhão (ppm), em 2100, contra cerca de 400 ppm hoje.
Estes mesmos modelos climáticos foram utilizados no relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), divulgado esta sexta-feira (27 de Setembro de 2013), e que considera a actividade humana como a principal responsável pelo aquecimento global do nosso planeta.
Fonte: NASA

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Nova tripulação para a Estação Espacial Internacional


Por entre os gases da descolagem, o foguetão russo Soyuz TMA-10M é lançado para o espaço a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 25 de setembro, transportando a bordo os astronautas da Rússia, Oleg Kotov e Sergey Ryazanskiy, e o astronauta americano Michael Hopkins. A viagem demora seis horas até à Estação Espacial Internacional, onde os astronautas vão permanecer durante cerca de 5 meses, conjuntamente com outros três tripulantes da estação orbital.
De acordo com a NASA, a nova tripulação vai participar em várias investigações científicas incidindo sobre a saúde e fisiologia humana no espaço, sob o efeito da microgravidade.
Actualmente, a Soyuz é a única nave espacial capaz de transportar seres humanos para o espaço.
Crédito da imagem: NASA / Carla Cioffi

Sismo faz surgir uma pequena ilha na costa do Paquistão


As autoridades paquistanesas estão a investigar uma pequena ilha que apareceu na costa do Paquistão, provavelmente como consequência do sismo que abalou a província do Baluchistão, no sudoeste do país, na última terça-feira.
A ilha tem cerca de 30 metros de comprimento, 76 de largura e 18 de altura, e emergiu perto da cidade costeira de Gwadar, no Mar Arábico, um dia depois do terramoto que destruiu milhares de habitações em Awaran, matando cerca de 400 pessoas e ferindo outras 500.
O sismo, de magnitude 7,7 na escala de Richter, aconteceu numa área pobre e bastante populosa, onde a grande maioria das habitações é feita de barro e ruiu facilmente. Foi sentido na capital do país, Carachi, e ainda no Irão e na Índia.
De acordo com cientistas, a ilha que surgiu no mar será o resultado de um vulcão de lama, criado pelo movimento de gases alojados no interior da terra - sacudidos pelo violento sismo - e que forçaram a subida do material - lama e rochas - à superfície da água.
Os vulcões de lama podem surgir em zonas de intensa actividade sísmica, como no caso do sul da província do Baluchistão, situado no cruzamento de placas tectónicas.
Fonte imagem: ÚltimoSegundo

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Impactos de cometas e outros corpos celestes podem criar células básicas da vida, sugere um novo estudo

Júpiter visto a partir da superfície gelada da lua Europa. Este salélite natural tem condições ambientais favoráveis à criação de aminoácidos por colisão de cometas ou outros corpos espaciais, de acordo com o novo estudo - Crédito imagem: NASA / JPL-Caltech

Um novo estudo realizado por uma equipa de cientistas, da qual faz parte a astrobióloga portuguesa Zita Martins, sugere que os impactos violentos de cometas gelados num planeta podem produzir aminoácidos, os blocos de construção das proteínas que compõem os organismos vivos. Estes blocos essenciais da vida também podem ser produzidos quando os meteoritos e outras rochas espaciais colidem com a superfície gelada de um planeta.
Os pesquisadores descobriram que as colisões de alta velocidade desencadeiam ondas de choque intensas que podem transformar compostos orgânicos simples, como água e gelo de dióxido de carbono, encontrados em cometas e em mundos gelados em aminoácidos, o primeiro passo para a vida. São estes "blocos constituintes da vida" que estão na origem de moléculas mais complexas, como as proteínas, assim como os componentes do ADN, a molécula que contém o património genético dos seres vivos.
Embora os impactos de cometas e asteróides sejam associados à destruição da vida, os resultados mostram que também contribuíram para aumentar as oportunidades de vida no Sistema Solar.
Os cientistas do Imperial College London, da Universidade de Kent e Lawrence Livermore National Laboratory fizeram a descoberta ao reproduzirem o impacto de um cometa, disparando projécteis através de uma arma de alta velocidade em alvos de misturas de gelo, com composição semelhante ao dos cometas. Do impacto resultaram aminoácidos, tais como glicina e D-e L-alanina.
O estudo publicado neste domingo (15 de setembro de 2013), na versão online da revista Nature Geoscience, contribui também para o estudo do processo da criação da vida na Terra, possivelmente iniciado há cerca de quatro mil milhões de anos, quando o planeta foi bombardeado por cometas e meteoritos.

domingo, 15 de setembro de 2013

Incêndios em Moçambique e Madagascar

Incêndios em Moçambique e Madagáscar, captados pelo satélite Aqua, da NASA, em 11 de Setembro de 2013. Os incêndios estão destacados a vermelho e, na sua maioria, o fogo é em pastagens ou terra cultivada, de cor castanha nesta imagem. - Crédito: NASA/Jeff Schmaltz, MODIS Rapid Response Team.

A imagem do satélite Aqua, da NASA, em 11 de Setembro de 2013, mostra a quantidade enorme de focos de incêndio detectados em Moçambique e Madagáscar.
A localização, dispersão na natureza e quantidade sugerem que os fogos têm uma origem humana, como resultado do cultivo da terra.
Os agricultores usam as queimadas para devolver os nutrientes ao solo e destruir as plantas indesejadas, para ajudar as culturas e as gramíneas para pastagem, embora o fumo resultante prejudique a qualidade do ar. Em Moçambique e Madagáscar, o desenvolvimento das culturas acontece a partir das primeiras chuvas em Outubro-Novembro, daí a limpeza das terras em Setembro.
Madagáscar é um dos países com maior diversidade de fauna e flora em todo o planeta, abrigando milhares de espécies de plantas, pássaros, répteis e anfíbios, muitos deles existentes apenas no seu território, como o lémure. No entanto, cerca de 90% das suas matas já foram destruídas por meio de corte e queimadas para cultivo de arroz e crescimento de erva de pasto para gado.
Fonte: NASA

Descoberta a maior população conhecida de aglomerados de estrelas e que fornece pistas sobre a matéria negra

A imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra a maior população conhecida, mais de 160.000 aglomerados globulares, no agrupamento de galáxias Abell 1689. À esquerda, as inúmeras galáxias que compõem o gigante agrupamento de galáxias Abell 1689. A caixa perto do centro representa uma das regiões observadas pelo Hubble, que contém uma enorme colecção de aglomerados globulares, e que aparece ampliada, à direita. A visão é monocromática, tirada em comprimentos de onda visíveis, onde os aglomerados globulares aparecem como milhares de pequenos pontos brancos, que se parecem com uma tempestade de flocos de neve. As manchas brancas maiores são galáxias de estrelas - Crédito:NASA, ESA, J. Blakeslee

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, uma equipa internacional de astrónomos descobriu a maior e a mais distante população conhecida de aglomerados globulares, um número estimado de 160 mil, localizados perto do núcleo do gigante aglomerado de galáxias conhecido por Abell 1689. Em comparação, a Via Láctea abriga cerca de 150 desses aglomerados.
Ao estudar os aglomerados globulares deste enorme aglomerado de galáxias, os astrónomos descobriram que eles estão intimamente relacionados com a matéria negra e que podem ser usados como traçadores confiáveis ​​da quantidade de matéria escura contida em aglomerados de galáxias como Abell 1689.
O estudo dos aglomerados globulares é importante para compreender os primeiros e mais intensos episódios de formação estelar durante a formação de galáxias. Embora a matéria escura seja invisível, ela é considerada a estrutura gravitacional subjacente na formação de estrelas e galáxias. A compreensão da matéria escura pode fornecer pistas sobre como as grandes estruturas como galáxias e aglomerados de galáxias se uniram há milhares de milhões de anos.

As 17 crias de lince ibérico nascidas no centro de reprodução em cativeiro português, este ano, continuam vivas e saudáveis

A reprodução em cativeiro do lince Ibérico,  Lynx pardinus,  tenta evitar que este precioso felino desapareça para sempre da Terra - Crédito: wikipédia

Este ano, os centros de reprodução do lince ibérico em cativeiro, em Portugal e Espanha, estão de parabéns. Nasceram 53 crias, das quais sobreviveram 44 - o mesmo que em 2012. No centro de Silves, no Algarve, a taxa de sucesso foi maior, com o nascimento de 17 crias - pelo segundo ano consecutivo - e todas elas estão vivas e saudáveis, preparando-se para serem libertadas na Natureza, mais tarde, em território espanhol.
O Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince Ibérico, na Herdade das Santinhas, em Silves, foi inaugurado em 2009, no âmbito do projecto ibérico LIFE Iberlince (2011-2016), com o objectivo de reforçar com os seus animais "as duas únicas populações em estado selvagem, em Doñana e na Serra de Andújar, na Andaluzia, recuperando também as populações que existiam em Portugal, na Extremadura espanhola e em Castela-La Mancha".
A reprodução em cativeiro é uma tentativa final para evitar a extinção do lince-ibérico (Lynx pardinus), a espécie de felino mais ameaçada do mundo, classificada como criticamente em perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. O último censo, de 2011, indicava apenas 298 exemplares de lince-ibérico.
Fonte: lince ibérico(ICNF) via Publico.pt

Planta do tempo dos dinossauros tem esporos saltitantes

As cavalinhas (Equisetum ssp.), também conhecidas por rabo-de-cavalo, são plantas perenes e herbáceas, comuns em várias partes do mundo. Não têm flores nem sementes e reproduzem-se por libertação de esporos. São consideradas uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo, existindo há mais de 300 milhões de anos na Terra, quando ainda existiam dinossauros.
Observando esporos de cavalinha ao microscópio, pesquisadores franceses descobriram que eles se expandem e contraem, de acordo com a humidade ambiente, com um movimento muito rápido, fazendo com que os pequenos esporos saltem e, simultâneamenete, vão-se deslocando em várias direcções. Em câmara lenta fazem lembrar movimentos de ballet.
Esta característica associada ao vento ajudam a cavalinha a dispersar os esporos, de que ela depende para se reproduzir, o que os cientistas consideram uma grande vantagem evolutiva.
Fonte: ÚltimoSegundo

sábado, 14 de setembro de 2013

Anel de matéria escura num aglomerado de galáxias

"Anel" espectral de matéria escura no aglomerado de galáxias Cl 0024+17 (ZwCl 0024+1652). As observações do Hubble foram obtidas em Novembro de 2004. A alta resolução dos seus instrumentos permitiram aos astrónomos observarem, com detalhe, a teia de formas distorcidas de galáxias distantes pelo efeito de lente gravitacional no aglomerado de galáxias - Crédito: HubbleSite news

A imagem composta do Telescópio Espacial Hubble mostra um "anel" espectral da matéria escura no aglomerado de galáxias ZwCl0024 1652. Os astrónomos sugerem que o anel de matéria escura foi produzido durante uma colisão entre dois aglomerados de galáxias gigantescos.
A matéria escura - embora não se saiba de que é feita - constitui a maior parte do material do universo. A matéria comum, que compõe estrelas e planetas, compreende apenas uma pequena percentagem da matéria do universo. Os cientistas acreditam que a matéria escura é a fonte de gravidade adicional que mantém unidos os aglomerados de galáxias.
Os pesquisadores detectaram o inesperado anel, com 2,6 milhões de anos-luz de diâmetro, quando estavam a mapear a distribuição da matéria escura no aglomerado de galáxias Cl 0024 +17 (ZwCl 0024 1652), localizado a 5 biliões de anos-luz da Terra.
Embora não se possa ver a matéria escura, pois ela não brilha nem reflecte a luz, os astrónomos podem inferir a sua existência em aglomerados de galáxias ao observar como a sua gravidade desvia a luz de fundo das galáxias mais distantes, uma ilusão de óptica chamada de lente gravitacional.
As galáxias mais afastadas surgem deformadas, com a aparência de arcos e faixas. Mapeando as formas distorcidas das galáxias de fundo, os astrónomos podem deduzir a massa do conjunto da matéria escura e traçar como ela está distribuída no aglomerado.
Fonte: Hubble/ESA

Uma flor etérea cósmica

Nebulosa planetária IC 5148, observada pelo New Technology Telescope do ESO - Crédito: ESO

Bonita imagem da nebulosa planetária IC 5148, a cerca de 3.000 anos-luz de distância na constelação de Grus. A nebulosa tem um diâmetro com cerca de dois de anos-luz, e ainda está a crescer a mais de 50 km por segundo, sendo uma das nebulosas planetárias de mais rápida expansão conhecida.
Apesar do nome, esta nebulosa nada tem a ver com planetas. O termo "nebulosa planetária" surgiu no século 19, quando este tipo de objectos foram confundidos com planetas gigantes, ao serem observados através dos pequenos telescópios disponíveis na época. Pelo contrário, estes objectos cósmicos têm uma origem estelar.
Quando uma estrela, com uma massa semelhante ou algumas vezes maior que a do nosso Sol, se aproxima do fim da vida, lança para o espaço as suas camadas mais exteriores. O gás em expansão é iluminado pelo núcleo quente remanescente da estrela no centro, formando a nebulosa planetária que, muitas vezes, adquire uma espectacular forma brilhante.
Quando observada por telescópios mais pequenos, IC 5148 parece um anel de material, com a estrela moribunda brilhando no meio do buraco central. Este aspecto fez com que a nebulosa seja conhecida, também, por Pneu de Reserva (Pneu Sobressalente). A estrela central vai arrefecendo até se tornar numa anã branca.
Na imagem apresentada, captada pelo New Technology Telescope do ESO (Observatório Europeu do Sul), o Pneu Sobressalente Cósmico mostra-se como uma bela flor etérea com pétalas em camadas.
Uma outra beleza cósmica semelhante é NGC 5882, uma nebulosa planetária pequena, mas bastante brilhante, localizada no sul da Via Láctea, na constelação de Lupus.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O voo do sapo astronauta

Uma câmera remota da NASA captou esta foto espectacular de um sapo no ar, durante o lançamento da missão LADEE para estudar o pó lunar, na passada sexta-feira, no centro Wallops da NASA, na Virgínia. A equipa que captou a imagem confirma que o sapo é real.
O pobre animal encontrava-se na rampa de lançamento do foguetão Minotaur V que transportou a sonda, o local mais errado para estar naquele momento, e acabou por ser lançado também para o espaço. Sem querer, transformou-se no primeiro sapo astronauta da história.
Não é a primeira vez que um animal é afectado por um lançamento. Na era dos vaivéns espaciais, foram captadas imagens de um abutre colidindo com o tanque de combustível do veículo e do também famoso morcego astronauta que ficou agarrado ao tanque do Discovery, em 2009.
Crédito da imagem: NASA Wallops Flight Facility/Chris Perry
Fonte: Solar System Exploration